Rádio Guaíba/Esfera Pública: Lula enaltece líderes gaúchos do passado e lamenta RS “muito conservador”. Veja o vídeo

Rádio Guaíba/Esfera Pública: Lula enaltece líderes gaúchos do passado e lamenta RS “muito conservador”. Veja o vídeo

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O programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, ouviu nesta quinta-feira o ex-presidente Lula, que está em caravana pelo Rio Grande do Sul. Em São Miguel das Missões, o petista falou, com exclusividade, aos jornalistas Juremir Machado da Silva e Taline Oppitz sobre a condenação no caso do triplex, a situação política brasileira e a possibilidade de candidatura no pleito de outubro, entre outras questões.

Desde o começo, o petista enalteceu as lideranças gaúchas que se sobressaíram em nível nacional. ”Nós quisemos fazer uma homenagem a Getúlio Vargas, a (o ex-presidente João Goulart) Jango e a (Leonel de Moura) Brizola”, começou. “Quem conhece a historia sindical, dos trabalhadores, sabe que está ligada de forma umbilical a Getúlio Vargas. Estabelecer legislação trabalhista nos anos 30 praticamente foi extinguir a escravidão uma segunda vez”, ponderou. Lula também salientou que “criticou e muito” as ações de Getúlio Vargas do ponto de vista autoritário e nas semelhanças com o regime fascista italiano, mas reconheceu a importância da figura dele para a criação dos direitos dos trabalhadores.

Também comentou sobre o encontro, já em Santana do Livramento, com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Lula elogiou o estadista e a postura que adotou como chefe de Estado. Sobre a visita a Bagé, ressaltou a criação da Unipampa, e acusou o Ministério Público local de ter ameaçado o reitor do campus da cidade para evitar a aproximação dele dos estudantes. Lamentou, ainda, a tentativa de manifestantes de impedir a entrada dele na cidade: “eu já protestei tantas vezes contra os outros, não posso achar ruim quando é contra mim. O que eu achei uma afronta foi as pessoas acharem que você não pode entrar numa cidade”.

Lula ainda apontou que “o ódio é uma coisa que está disseminada no País desde 2013 e principalmente depois da campanha do Aécio contra Dilma (em 2014)”, e que “nunca teve na história do País momento em que o RS recebeu mais recursos federais do que nos 12 anos do governo do PT.” O ex-presidente garantiu que “você pode pegar até o (ex-presidente Emilio Garrastazu) Médici, que era de Bagé, e ver se algum presidente colocou 10% do que eu e Dilma colocamos aqui”.

Sobre a importância dele como figura política, o petista foi enfático: “não fico analisando a minha importância política ou histórica, eu apenas me considero um cidadão que cresceu politicamente à medida que foi crescendo a consciência política dos trabalhadores brasileiros. A razão de eu fazer política é fazer com que as pessoas de baixo, as pessoas que nunca foram sujeitos da história comecem a ter mais poder, decidindo, propondo e fazendo”. O ex-presidente também lamentou que não haja mais grandes figuras políticas no País e que o fenômeno (Jair Messias) Bolsonaro deve ser levado a sério: “quem tem que cuidar do Bolsonaro são os tucanos, foi a política de ódio deles que deu origem ao Bolsonaro.”

Sobre a condenação em segunda instância pelo caso do triplex do Guarujá, Lula disparou para todos os lados: “a única coisa que eu quero desse processo é que alguma instância superior julgue o mérito do processo. Eu não posso aceitar o conjunto de mentiras que foi montado para tentar condenar o Lula. Eles não estão julgando Lula, eles estão julgando o governo de Lula e de Dilma”. Ele também garantiu que não cogita sair do Brasil: “já me disseram para sair, eu não vou sair do Brasil, eu vou ficar aqui. A caravana vai acabar em Curitiba, na ‘boca maldita’”, completou, negando que isso se trate de provocação. “Podíamos ter começado por Curitiba, mas tínhamos agenda com o Mujica, então começamos pelo Rio Grande do Sul”, justificou.

Do mesmo modo, Lula criticou o processo montado pelo juiz Sérgio Moro e a defesa feita pelo procurador Daltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa responsável pela operação Lava Jato. “Eu estou com a tranquilidade dos inocentes, e eles estão com a intranquilidade dos culpados, porque eles sabem que montaram uma farsa pra me culpar”. Também relembrou a ocasião da condução coercitiva para prestação de depoimentos e a crença de que essas ações pioraram a situação da saúde da esposa, Marisa Letícia, falecida em 2017: “eu acho que eles ajudaram a matar a Marisa. Ela piorou, ela perdeu o prazer pela vida depois que ela viu invadirem a casa dela e dizerem que ela participava de uma quadrilha.”

Sobre relação dele com a também ex-presidente Dilma Rousseff, Lula tratou de desmentir supostos desentendimentos ou brigas. Falou ainda sobre as mulheres, e que devem ocupar mais os espaços públicos, e que uma lei de cotas não é o suficiente. “Falavam que a gente era o povo mais alegre do mundo. Cadê nossa alegria?”

O ex-presidente finalizou criticando os gaúchos do ponto de vista político: “acho que o RS hoje está muito conservador. Esse povo (gaúcho) teve acesso à educação antes do restante do País. Mas agora estou endo que tem mais ódio disseminado, ontem uns meninos tentando evitar nossa entrada em Bagé”, repetiu.

Por fim, Lula foi enérgico ao afirmar que “essa gente que tá aí não sabe governar, não sabe cuidar do Brasil, eles estão vendendo nosso País, e eu quero dizer que, se o PT quiser, eu sou candidato. Se eu puder ser candidato porque nós vamos fazer um referendo revogatório ou uma nova Constituinte para desfazer essa ‘safadeza’ que eles estão fazendo com nosso povo”, finalizou.

Lula não elege nem o filho. Marcos Lula ficou em 58º lugar na cidade onde o PT nasceu

Lula não elege nem o filho. Marcos Lula ficou em 58º lugar na cidade onde o PT nasceu

Destaque Eleições 2016
A derrota do PT foi tão acachapante em São Bernardo do Campo (SP), onde nasceu, que nem mesmo Marcos Lula, filho do ex-presidente, conseguiu se eleger. Aliás, ele era vereador pelo PT e não conseguiu mais do que 1.504 votos para ser reconduzido ao cargo.

Marcos Lula, que é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, foi adotado pelo ex-presidente. Ele tinha uma atuação muito criticada por não apresentar projetos de interesse da cidade para discussão na Câmara Municipal de São Bernardo, cidade onde seu pai mora e onde o PT foi criado. E o pior é que não há chances de Marcos Lula assumir o mandato: ele ficou em 58º lugar.

TRE alerta que despejo de santinhos em zonas eleitorais no dia da eleição é crime. Pela primeira vez, legislação eleitoral caracteriza ação como crime; Voltaire Porto/Rádio Guaíba

TRE alerta que despejo de santinhos em zonas eleitorais no dia da eleição é crime. Pela primeira vez, legislação eleitoral caracteriza ação como crime; Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Agenda Cidade Comportamento Destaque Direito Eleições 2016 Poder Política Porto Alegre

No próximo domingo, dia 2 de outubro, o eleitor vai às urnas em todos os municípios do Brasil e tanto o candidato, quanto o eleitor devem ficar atentos ao que é permitido e às proibições estabelecidas para a data do pleito. A chamada boca de urna é um crime eleitoral e a punição prevê detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e ainda pagamento de multa. Outros crimes previstos na legislação eleitoral envolvem o uso de alto-falantes e amplificadores de som, além da realização de comícios ou carreatas.

Entretanto, a novidade deste ano é relativa a uma prática comum em frente aos locais de votação. No dia das eleições, muitos candidatos optam em despejar os chamados santinhos próximos às zonas eleitorais, o que ocasiona poluição e agora a ação também foi tipificada como crime eleitoral. O secretário judiciário do TRE, Rogério Vargas, alerta que quem for flagrado nesta circunstância pode ser detido. “Pela primeira vez a legislação eleitoral caracteriza como crime este ato de largar santinhos nas zonas eleitorais. Se houver um flagrante a pessoa que cometer este ato vai ser conduzida coercitivamente para o registro de uma ocorrência”, revelou.

Em Porto Alegre, para prevenir este tipo de atitude o TRE e o DMLU mantém uma parceria. Horas antes do início da votação, equipes de garis passam em frente aos locais de votação e promovem uma limpeza, recolhendo santinhos deixados ainda durante a madrugada.

Já entre as principais permissões para o dia da votação está a manifestação individual e silenciosa por parte do eleitor em relação aos seus candidatos, através do uso de bandeiras, broches e adesivos. No dia da eleição, também é permitida a divulgação, a qualquer momento, de pesquisas eleitorais de intenção de voto realizadas antes do pleito. A partir das 17h, quando  for encerrada a votação, também podem ser divulgadas as pesquisas feitas no dia da eleição, que são as pesquisas chamadas de boca de urna.

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

Cidade Destaque Eleições 2016 Poder Política Porto Alegre prefeitura

Com empate na votação na noite desta segunda-feira, a decisão do PP Municipal de se coligar com o PMDB ou com o PSDB para o pleito de outubro ficou para quarta-feira, em Porto Alegre. Os 101 integrantes do diretório municipal, além de outros votantes qualificados, votaram entre o apoio a Sebastião Melo (PMDB) ou a Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Com 53 votos para cada, resta agora ao partido decidir, em convenção, na próxima quarta-feira, às 18h30min, o rumo a ser tomado.

Se fecharem com Melo, os progressistas entrarão na coligação com o maior tempo de propaganda de rádio e TV. Entretanto, se a opção for por coligar com Marchezan, os progressistas indicarão o vice da chapa, ganhando em visibilidade. No que se refere às possibilidades de coligação para a disputa proporcional, o presidente municipal do PP, Kevin Krieger, entende que a parceria com Marchezan pode render, ainda, mais vereadores progressistas eleitos na Capital.

“Duas boas opções. Com Marchezan temos a candidatura na majoritária a vice e também a coligação na proporcional, que viabiliza com certeza mais algumas cadeiras (na Câmara). E com Melo tem toda uma história de 12 anos que nós viemos trabalhando em conjunto”, projetou.

O nome progressista mais forte para uma indicação a vice de Marchezan é o do advogado Gustavo Paim.

Lula e Temer travam disputa pelo comando da Câmara

Lula e Temer travam disputa pelo comando da Câmara

Notícias Poder Política

A ala majoritária do PT negocia apoio ao candidato do DEM, Rodrigo Maia (RJ), na sucessão à presidência da Câmara. A ideia é que a oposição – PT, PCdoB e PDT – se una a antigos adversários, como DEM, PSDB e PPS, para enfrentar o Centrão, bloco que reúne cerca de 270 deputados e foi fundamental para aprovar o impeachment de Dilma Rousseff. Nos bastidores, a avaliação é de que Maia será o único capaz de enfrentar o candidato do Centrão, que pode ser Rogério Rosso (PSD-DF), apoiado pelo Planalto até agora. Para o grupo do ex-presidente Lula, só assim será possível se contrapor a Michel Temer. O Planalto quer um “perfil confiável” para o cargo. O governo depende de estabilidade para aprovar projetos. Além disso, o novo presidente terá a responsabilidade de analisar pedidos de impeachment contra Temer e será o primeiro na linha sucessória caso Dilma seja afastada definitivamente. (O Estado de São Paulo)

Prefeitos serão mais importantes que governadores. As riquezas estão nas cidades e o modelo de gestão deve ser reinventado, diz presidente da PwC Brasil

Prefeitos serão mais importantes que governadores. As riquezas estão nas cidades e o modelo de gestão deve ser reinventado, diz presidente da PwC Brasil

Cidade Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre

Gostei muito da palestra de Fernando Alves, na Federasul hoje. Tenho repetido, não com tanto talento, esse mantra que pela proximidade – já que vivemos nas cidades -, prefeitos são os gestores públicos mais importantes. São a eles que recorremos de forma imediata no nosso dia-a-dia. O que ele disse? Que  reposicionar as cidades e estabelecer uma gestão semelhante aos parâmetros empresariais é o perfil esperado dos prefeitos a serem eleitos em outubro, conforme tendência apontada mundialmente. O presidente da PwC Brasil, Fernando Alves considera os chefes dos executivos municipais figuras emergentes que ganharão mais importância que os governadores. “São nas cidades que as pessoas vivem e são elas que devem estar preparadas para oferecer oportunidades”, disse.

Simone Leite e Fernando Alves (1)
Presidentes da Federasul, Simone Leite e da PwC, Fernando Alves. Foto: Ivan Andrade

Alves lembra que 50% do PIB global é gerado pelas 300 maiores áreas metropolitanas. “As grandes cidades continuam atraindo cada vez mais as pessoas, provocando mudanças nos hábitos de consumo”, avisou ele aos empresários.

“Temos 70 milhões de brasileiros conectados à internet”, observou destacando o setor de tecnologias que invadiu o cotidiano e em breve deve alcançar a metade dos lares por meio dos smatphones provocando mudanças nas cidades para atender a acelerada urbanização. Além de mais energia, água e alimentos as exigências passam ainda pela transformação dos modelos de negócios voltado para as tendências socioeconômicas e de sustentabilidade.

Mas a migração da população do campo para as cidades não significa que a produção primária perde destaque no cenário econômico. Muito pelo contrário. Para o presidente da PwC está no campo uma das saídas para a atual crise econômica. “Até 2030 teremos um aumento global de 35% na demanda por alimentos”, projetou.

Segundo ele, o Brasil explora 40% das suas fronteiras verdes. Número que deve ser impulsionado, assim como a soma das importações com as exportações brasileiras que chegam na marca dos 20%, segundo o convidado da reunião-almoço Tá na Mesa, na Federasul. Para ele o resultado é considerado baixo, visto que o país deve estar inserido em uma economia globalizada.

“Os países competitivos têm os seus mercados abertos e a soma das importações e exportações não baixam de 50%/ano”, contestou ao avaliar inadmissível o Brasil não possuir acordos comerciais com os Estados Unidos, a maior economia do mundo.

Dilma defende consulta popular para que população decida se quer novas eleições. Presidente afastada concedeu entrevista para Luis Nassif na TV Brasil

Entrevistas Notícias Poder Política

 

 

 

Entrevista_Dilma_RousseffA presidenta afastada Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira(9), em entrevista especial concedida à TV Brasil, uma consulta popular caso o Senado não decida pelo seu impedimento. Ao apresentador Luís Nassif, Dilma disse que é a população que tem que dizer se quer a continuidade de seu governo ou a realização de novas eleições. “O pacto que vinha desde a Constituição de 1988 foi rompido e não acredito que se recomponha esse pacto dentro de gabinete. Acredito que a população seja consultada”, disse.

Para ela, o país não conseguirá superar a crise com o governo interino. Dilma acredita que o povo não terá confiança no comando de Temer pelo fato de ele não ter passado pelo crivo das urnas. “Como você acha que alguém vai acreditar que os contratos serão mantidos se o maior contrato do país, que são as eleições, foi rompido?”, indagou. “Não acho possível fazer pacto nenhum com o governo Temer em exercício”, completou.

Dilma criticou uma vez mais a admissibilidade do processo de afastamento usando como o argumento o fato de que, embora a Constituição preveja o impeachment, ela também estipula que é preciso haver crime para que se categorize o impedimento. “Não é possível dar um jeitinho e forçar um pouquinho e tornar esse artigo elástico e qualificar como crime aquilo que não é crime. Os presidentes que me antecederam fizeram mais decretos do que eu. O senhor Fernando Henrique [Cardoso] fez entre 23 e 30 decretos do mesmo tipo”, disse, referindo-se aos decretos de suplementação orçamentária que embasaram o pedido de impeachment feito pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.

“Não é o meu mandato, mas as consequências que tem sobre a democracia brasileira tirar um mandato. Isso não afeta só a Presidência da República, afeta todos os Poderes”, disse ela.

Dilma disse que reivindica voltar ao posto por compreender que não cometeu crime. Ela criticou os que defendem um semiparlamentarismo, ou eleição indireta, por considerar que isso traria um grande risco ao país. A presidenta afastada defendeu que haja uma reforma política que discuta o tema. “Não temos que acabar com o presidencialismo, temos que criar as condições pela reforma política”.

Nesse contexto, ela defendeu novamente a consulta popular. “Só a consulta popular para lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer”. Segundo ela, nos momentos de crise pelo qual o Brasil passou, na história da democracia recente, foi com o presidencialismo que o país superou as crises. “Foi sempre através do presidencialismo que o país conseguiu dar passos em direção à modernidade e à inclusão”.

Eduardo Cunha

Para Dilma, no final do seu primeiro mandato, começou a se desenhar, especialmente na Câmara dos Deputados, um movimento político “do centro para a direita”, com o surgimento de pautas conservadoras, processo, segundo ela, comandado pelo então líder do PMDB e hoje presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (RJ). “Ele é o líder da direita no centro. O processo culmina na eleição dele”, disse.

Com a ascensão de Cunha à presidência da Câmara, a interlocução do governo com o Casa ficou inviabilizada, de acordo com ela, porque o peemedebista tem “pauta própria”. “O grande problema de compor com o Eduardo Cunha é que ele tem pauta própria. No momento em que o centro passa ter pauta própria, uma pauta conservadora, a negociação fica difícil”. Dilma voltou a defender a tese de que o peemedebista acatou a denúncia dos advogados contra ela em retaliação ao fato de o PT não ter se comprometido a votar, no Conselho de Ética, contra a abertura do processo de cassação do mandato de Cunha.

“Atribui-se a mim não querer conversar com parlamentares. Agora, não tem negociação com certo tipo de práticas. Quando começa o aumento da investigação que a Procuradoria-Geral da República faz sobre ele [Cunha], qual a reação dele? Ou você me dá três votos ou eu aceito a questão do impeachment. E a imprensa relata. Trata-se de uma chantagem explícita.”

Política externa

A presidenta afastada também criticou as ações tomadas pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, em relação a alguns países vizinhos. Ela defendeu a aproximação do Brasil com países da região e com a África, iniciada no governo Lula e mantida na sua gestão. “Fomos capazes de refazer nossas relações com a América Latina e com a África. Ter uma visão de fechar embaixada é ter uma visão minúscula da política externa”.

Lava Jato

Perguntada sobre a Operação Lava Jato e os casos de corrupção deflagrados no país recentemente com a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, Dilma que disse que o grande problema da corrupção é o controle privado que se faz das verbas do Estado. “Não se pode fazer a escandalização de investigações sobre o crime de corrupção. O que tem que se fazer é, doa a quem doer, investigar e punir. Quando for as empresas é aplicar multas. Há uma hipocrisia imensa em relação a essa questão das investigações”.

Celso Kamura

Sobre as denúncias de que teve despesas com cabeleireiro pagas com dinheiro de propina, Dilma disse ter comprovantes de todas gastos que teve com o cabeleireiro Celso Kamura e a cabeleireira particular que a acompanha até hoje.

Dilma contou que conheceu Kamura após o fim do tratamento a que se submeteu para combater um linfoma, em 2009, por meio da empresa responsável por sua campanha à presidência. Kamura, segundo ela, a ajudou na fase em que seus cabelos voltaram a crescer. Para ela, esse tipo de acusação é uma tentativa intimidá-la. “Eles não vão me calar porque vão falar do meu cabelo. A sorte é que tenho todos os comprovantes do pagamento, de transporte dele [Kamura] e da minha cabeleireira particular. Também disseram que comprei um teleprompter. Já viu alguém ter um teleprompter pessoal? Para que eu quero um teleprompter? Essa eu achei fantástica”, ironizou, referindo-se ao aparelho usado pelas TVs que mostra o texto a ser falado por apresentadores de telejornais e programas jornalísticos. (Agência Brasil)

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Direito Notícias Poder Política

O partido Rede Sustentabilidade vai lançar nesta terça-feira (5) sua campanha “Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução”, em um ato no Hotel Nacional, em Brasília. Os porta-vozes nacionais da legenda, Marina Silva e José Gustavo Fávero Barbosa, além de membros da Executiva Nacional e da bancada do partido na Câmara e no Senado, estarão presentes no evento, marcado para as 12h. Em nota, o partido também critica a saída do PMDB do governo, que chamou de “jogada oportunista”.

Em nota enviada à imprensa, o partido explica que espera atrair também representantes da sociedade e de movimentos sociais, além de “personalidades políticas” de outras legendas e simpatizantes.

“Para a Rede, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto”, diz o Rede em nota.

O partido também defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seria a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer. Destacou ainda que a saída do PMDB do governo é “apenas uma jogada oportunista para tentar se descolar da responsabilidade pela crise política e a distribuição dos cargos agora vagos a partidos igualmente implicados nas denúncias da Lava-Jato”.  Na avaliação do partido, tanto a presidente quanto o vice são igualmente responsáveis. (JB)

Com 50 anos, PMDB pode voltar a presidir o Brasil pela via indireta

Com 50 anos, PMDB pode voltar a presidir o Brasil pela via indireta

Comportamento Direito Notícias Poder Política
Reportagem da Folha de São Paulo deste domingo resgata o fato que um dos principais partidos do País, nunca chegou ao poder pelo voto direto. Nascido como oposição consentida à ditadura, PMDB não concorre à Presidência desde 1994. Na foto que ilustra esse post aparece o trio Ulysses, Tancredo e Sarney, uma união de ocasião entre peemedebistas e arenistas – que criaram o PFL -, para vencer Paulo Maluf no colégio eleitoral do Congresso.  Confira a reportagem memória da Folha.
Eleições 2016: Depois de mais de 20 anos, PTB quer ter candidato próprio para a prefeitura de Porto Alegre; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Depois de mais de 20 anos, PTB quer ter candidato próprio para a prefeitura de Porto Alegre; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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Depois de mais de 20 anos sem apresentar uma candidatura própria a prefeitura da Capital, o PTB pretende quebrar este paradigma nas próximas eleições. A possibilidade de ser cabeça de chapa ganhou mais força com a informação desta semana, quando for confirmada a ida de mais dois vereadores para o PTB. Este movimento transforma a bancada trabalhista como a  maior da Câmara Municipal.

O nome do próprio presidente do PTB de Porto Alegre, Mauricio Dziedrick, é cotado para disputa. Ele confirma a possibilidade, mas coloca outros nomes a sua frente. “Esta possibilidade existe e já estamos discutindo. Antes de mais nada, o primeiro nome para mim a prefeitura sempre vai ser o de Sérgio Zambiasi e ele será imediatamente consultado. Se houver negativa não será por falta de nomes que deixaremos de ter um candidato a prefeitura de Porto Alegre e eu conheço os problemas da cidade. Me sinto preparado para ficar à disposição do partido, que depois de tanto tempo esta decido por ficara frente neste pleito”, adiantou.

Mesmo que sinalize pela dependência de um aval do ex-senador, Sérgio Zambiasi, já existe uma orientação da direção nacional para que Dziedrick concorra para prefeito de Porto Alegre. Ele foi o principal articulador para permitir o acréscimo considerável da bancada de vereadores, na Capital. Foram atraídos para a legenda os parlamentares, Luciano Marcantônio, do PDT, além de Mario Manfro, da Rede.

O PTB tem papel central na atual administração que, desde 2004, dirige Porto Alegre a partir da eleição de José Fogaça, até então pelo PPS. Um dos protagonistas deste processo foi o trabalhista, Eliseu Santos, que ocupou o posto de vice-prefeito e de secretário da Saúde. Com a morte de Eliseu Santos, em 2010, o PTB abriu mão da indicação de vice para o PDT, mas se manteve fiel a aliança que permanece até hoje no Paço Municipal.

O político foi assassinado numa tentativa de roubo a carro, no bairro Floresta. (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)