‘Espero que seja retórica eleitoral’, diz Meirelles sobre intenções de Lula na economia. Ex-presidente sinaliza que pode rever ações tomadas no governo Temer; por por Bárbara Nascimento/O Globo

‘Espero que seja retórica eleitoral’, diz Meirelles sobre intenções de Lula na economia. Ex-presidente sinaliza que pode rever ações tomadas no governo Temer; por por Bárbara Nascimento/O Globo

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira à “Rádio Guaíba”, do Rio Grande do Sul, que espera que o discurso do ex-presidente Lula na área econômica seja “meramente uma retórica eleitoral”. Lula tem sinalizado que pode reverter, se eleito em 2018, algumas ações tomadas na área econômica durante o governo Michel Temer.Ele lembrou que existia um receio similar em relação a Lula em 2002 e que, quando eleito, o ex-presidente o convidou para a direção do Banco Central, onde teve autonomia para atuar.

— Agora, o que ele está propondo eu discordo. Eu espero que seja meramente uma retórica eleitoral. Respeito a diferença de opinião, mas claramente o que estamos fazendo está dando certo. Mais informações em O Globo.

O governo do Estado assina, nesta quinta-feira (23), decreto de concessão de incentivo do Fundo Operação Empresa (Fundopem) para projetos de 11 empreendimentos, que viabilizará investimento aproximado de R$ 116 milhões e ofertas de 440 novos empregos. A solenidade de assinatura do decreto será às 10h, no Palácio Piratini.

O Fundopem é um instrumento de parceria entre o Estado e a iniciativa privada para estimular o desenvolvimento socioeconômico e reduzir as desigualdades regionais. As empresas beneficiadas não recebem recursos do governo. Elas são apoiadas com o financiamento parcial do ICMS mensal gerado a mais a partir da entrada em operação do projeto que recebe o incentivo.

As empresas contempladas estão nos municípios de Rio Grande, Bento Gonçalves, Santa Maria, Montenegro, Passo Fundo, Giruá, Novos Cabrais, Nova Boa Vista, Almirante Tamandaré, Caxias do Sul e Guaporé.

Aumenta número de postos de trabalho na construção e serviços na Região Metropolitana de Porto Alegre

Aumenta número de postos de trabalho na construção e serviços na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Novembro registrou aumento no número de postos de trabalho nos setores de serviços (1%: mais 9 mil) e construção (0,8%). Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA), divulgada na manhã desta terça-feira (22), na sede da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), pela coordenadora da pesquisa na FGTAS, Michele Bohnert. A coordenadora da pesquisa na Fundação de Economia e Estatística (FEE), Iracema Castelo Branco, ressalta que 2015 tem sido um ano atípico, marcado pela recessão econômica e a crise política. “Apesar de ser um período caracterizado pela contratação de temporários, o mês de novembro foi desfavorável em comparação ao mesmo período de 2014, contabilizando uma redução de 49 mil trabalhadores”. Ela explica que a queda nas vendas e na ocupação no comércio também pode ser relacionada à massa de rendimentos, ou seja, ao montante de renda do total de ocupados, que reduziu – 3,6% em comparação à setembro e 10,8% ao mesmo período de 2014.

Por outro lado, houve redução no número de postos de trabalho nos setores de indústria de transformação (menos 9 mil ocupados ou -3,3%) e no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 14 mil ou -4,4%). A taxa de desemprego foi estimada em 10,2% da População Economicamente Ativa (PEA) no período, que representa 189 mil pessoas.

Com relação à posição na ocupação, apenas o segmento de empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais apresentou crescimento (mais 4 mil ou 2,2%). Em novembro, houve redução do emprego assalariado (menos 7 mil empregos ou -0,6%), do nível ocupacional dos trabalhadores autônomos (menos 14 mil indivíduos ou -6,4%) e dos empregados domésticos (menos 1 mil empregos ou -1,2%). No setor privado, ocorreu retração no assalariamento com carteira assinada (menos 5 mil empregos ou -0,6%) e no sem carteira assinada (menos 6 mil empregos ou -7,1%).

Em outubro, os rendimentos médios reais passaram a corresponder a R$ 1.825 para ocupados, R$ 1.775 para assalariados e R$ 1.520 para trabalhadores autônomos.

A apresentação da PED-RMPA contou com a presença do diretor-administrativo da FGTAS, Gilberto Francisco Baldasso. A pesquisa é desenvolvida pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão vinculado à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), em parceria com a Secretaria do Planejamento, via Fundação de Economia e Estatística (FEE), em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Fundação Seade de São Paulo. Conta com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e recursos financeiros do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). (Foto: Alex Rocha/Palácio Piratini)

Frente da Indústria Química se mobiliza por contrato de matéria-prima para viabilizar a competitividade, investimentos e empregos do setor

Frente da Indústria Química se mobiliza por contrato de matéria-prima para viabilizar a competitividade, investimentos e empregos do setor

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A Frente Parlamentar da Química, representantes de municípios, presidentes e representantes do setor químico, lideranças sindicais e associações setoriais manifestaram ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, preocupação com a atual condição de fornecimento de nafta para a indústria química e petroquímica do país. Desde fevereiro de 2014, o contrato entre os setores da indústria e a Petrobrás venceu e vem sendo prorrogado com prazo de seis meses, sendo que a última renovação foi de apenas dois meses.

Essa incerteza inviabiliza os investimentos no setor e representa um risco aos 700 mil empregos gerados. Segundo dados da Abiquim, R$ 8 bilhões de investimentos estão represados. No ABC paulista já foram perdidos 2.500 empregos e há estimativas que esse número no Brasil alcance 15 mil.

Na reunião desta terça-feira (29), o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, expressou a importância de se chegar a um contrato de fornecimento competitivo, de longo prazo, de forma a permitir o retorno à normalidade do setor. Neste tema, o próximo passo da Frente Parlamentar da Indústria Química é uma agenda com o Presidente da Petrobrás, Aldemir Bendini, para encaminhar uma solução definitiva.

Presidente da Frente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apontou que a Petrobrás precisa encontrar uma solução para o impasse do contrato de nafta”. “Não vamos aceitar que a Petrobrás tome qualquer decisão referente ao contrato de nafta sem antes dialogar com todos os envolvidos do setor” enfatizou o parlamentar.

O presidente do Conselho Diretor da Abiquim e presidente da Braskem, Carlos Fadigas, classificou o momento como “grave”. Segundo Fadigas, a atual conjuntura econômica “exige mobilização, esforço e empenho” para que a indústria química consiga se manter forte e competitiva.  “Estamos discutindo a situação de setores importantes. Sobre a questão da nafta, colocamos diversas alternativas na mesa, buscando uma solução de longo prazo. Da mesma forma o Conselho deve regulamentar a situação do gás natural para que, passada a crise, possamos pensar e planejar a longo prazo”.

Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, a indústria química vive um paradoxo. “Criamos uma indústria química quando não tínhamos petróleo e gás e hoje, quando estamos no limiar de sermos grandes produtores de gás e petróleo a indústria pode chegar ao seu fim. É importante salvar o que temos agora”, apontou Figueiredo. “Infelizmente, a indústria química tem urgência na resolução da nafta, na instituição do gás como matéria prima e na manutenção do Reiq”, pontuou.

O presidente do Sindicato ABC, Raimundo Suzart alertou para a grande parcela de trabalhadores afetados diretamente pelo contrato de nafta. “Só na região do ABC já perdemos 2.500 postos neste ano, e no Brasil, entre 15 e 20 mil pessoas já perderam seus trabalhos”. Suzart defende que a terceira geração é a maior impactada e que empresários já estudam levar a indústria para o Paraguai e outros países que fortalecer a indústria.

O prefeito de Triunfo (RS), Mauro Fornari Poeta, lembra que o município que sedia o terceiro Polo Petroquímico do país e está perdendo um investimento de 640 milhões de em razão da incerteza da disponibilidade de matéria prima. “É inadmissível que uma empresa já instalada, com domínio de tecnologia e com 700 mil postos de emprego no país esteja passando por essa dificuldade. Precisamos achar urgentemente uma solução que beneficie a todos”, declarou o prefeito.

O deputado estadual de SP, Luiz Turco, ressalta que a questão do Polo Petroquímico do ABC também é gravíssima e afirma que o setor é responsável por aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, que estão se esvaindo por falta de matéria prima. O deputado aproveitou a ocasião para levar ao Ministério de Minas e Energia um pedido formal em defesa do Polo Petroquímico do ABC.

REIQ

Outra preocupação do setor é que no pacote de ajustes fiscais, o Governo acaba com o Regime de Especial da Indústria Química (Reiq), medida que vigora desde 2013 e desonerou a cadeia da indústria química brasileira para recuperar a competitividade frente ao shale gás americano. O ministro Eduardo Braga também se mostrou favorável à manutenção do Reiq. “Creio que o governo está avaliando e saberá conduzir com responsabilidade”.

Presidente do Conselho da Abiquim, Carlos Fadigas afirmou que a queda do Reiq vai afetar a situação fiscal do governo pela redução da produção na indústria química nacional por falta de competitividade. “Temos muito orgulho da construção do Reiq, a partir de amplos debates com envolvimento coletivo. Construímos um regime com início, meio e fim, e foi com isso que o setor planejou seus investimentos”, defendeu.