“Se desse a desgraça de o Lula morrer hoje, parava tudo isso”, diz Carlos Araújo; por Joyce Heurich e Roberto Caloni/Beta Redação – Unisinos

“Se desse a desgraça de o Lula morrer hoje, parava tudo isso”, diz Carlos Araújo; por Joyce Heurich e Roberto Caloni/Beta Redação – Unisinos

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Era fim de tarde de quinta-feira (19), fechava uma semana desde a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado e do consequente afastamento da presidente do poder…

O motivo de tanta procura pelo ex-deputado estadual do PDT, hoje apenas filiado ao partido, tem explicação. Na posição de ex-marido de Dilma Rousseff, Araújo é rotulado pela imprensa, de modo geral, como “conselheiro” dela. Ele, no entanto, nega o título: “Somos amigos, o conselheiro dela é o Lula”. Além da fama de consultor, é para a casa dele que a presidente, afastada do cargo desde o dia 12 de maio, costuma ir quando visita Porto Alegre. No dia seguinte ao afastamento, Dilma viajou para a capital gaúcha e passou o fim de semana em família na casa de Araújo, onde almoçou com a filha Paula Rousseff de Araújo e os dois netos…

Nessas ocasiões, Araújo diz que evita falar sobre política, já que a presidente visita o Estado para descansar. Ainda assim, entre uma conversa e outra, a ex-esposa compartilha com ele como se sente sobre o ocorrido e comenta estratégias para tentar preservar o mandato. Sobre isso e sobre o que está em jogo por trás do impeachment, Carlos Araújo falou à Beta Redação no vídeo. Confira outras informações em betaredacao.com.br .

Carlos Araújo: “Dilma vai usar todos os recursos contra o golpe”

Carlos Araújo: “Dilma vai usar todos os recursos contra o golpe”

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O advogado gaúcho Carlos Araújo disse que a presidente Dilma Rousseff – com quem teve um relacionamento de 25 anos e uma filha – vai usar todos os recursos possíveis para se opor ao processo de impeachment, que chamou de golpe. Para Araújo, a reação popular vai crescer se o vice-presidente Michel Temer assumir o governo, caso o Senado aceite o processo e Dilma seja afastada do cargo. O advogado e ex-preso político deu as declarações ontem ao participar do programa Espaço Público, da TV Brasil.

“No governo Lula e no primeiro governo Dilma, as elites brasileiras, de modo geral, foram muito beneficiadas, ganharam muito dinheiro. Mas os trabalhadores também. O povo também. A classe média alta ficou de fora – não foi beneficiada nem prejudicada. Mas se sentiu prejudicada ideologicamente, por vários fatores”, disse, em entrevista ao programa.

Carlos Franklin Paixão de Araújo é advogado trabalhista e foi três vezes deputado estadual pelo PDT do Rio Grande do Sul. Ao lado de Dilma, militou contra ditadura militar de 1964. Ele e Dilma são pais da procuradora do Trabalho Paula Rousseff Araújo e avós de Gabriel, de 5 anos, e Guilherme, nascido no começo do ano. Dilma e Araújo mantêm o companheirismo.

Na avaliação de Araújo, o “conformismo” em relação à saída de Dilma tende a desaparecer ao longo das próximas semanas. Para ele, a questão por trás do atual cenário político brasileiro é uma tentativa de impedir uma nova eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. “Se não fosse 2018, não tinha impeachment, não tinha nada”, disse. “Se Lula morresse hoje, se houvesse essa desgraça, não haveria impeachment”, finalizou. (Agência Brasil)