Exército vai ser multado em R$ 40 mil por morte de onça usada em revezamento da tocha em Manaus. Dinheiro das multas é destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente no Amazonas.

Exército vai ser multado em R$ 40 mil por morte de onça usada em revezamento da tocha em Manaus. Dinheiro das multas é destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente no Amazonas.

Direito Notícias Olimpíada Segurança

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) vai multar o Exército em R$ 40 mil pela morte da onça pintada Juma. O animal participou de cerimônia com a tocha olímpica em Manaus, em 20 de junho, e foi abatido com um tiro de pistola no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), por tentar escapar do local.

O Comando Militar da Amazônia (CMA) recebeu multa de R$ 5 mil por contribuir para a utilização de um espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente. Já o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) foi autuado em R$ 5 mil por utilizar o animal sem esse mesmo aval. O 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) levou mais três multas: uma de R$ 5 mil, por transportar o animal sem autorização; uma de R$ 5 mil, por mantê-lo em cativeiro sem licença, e uma de R$ 20 mil, por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna sem aval de órgão ambiental.

Os autuados terão 20 dias para apresentar defesa e, depois desse prazo, podem recorrer ao Ipaam e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente. O valor das multas é destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente no Amazonas. (Camila Diesel/Rádio Guaíba)

Governo dos EUA derruba veto contra transexuais no Exército

Governo dos EUA derruba veto contra transexuais no Exército

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, anunciou hoje o fim da proibição de transexuais nas Forças Armadas. A medida já havia sido antecipada pela imprensa local na semana passada, mas foi confirmada oficialmente nesta quinta-feira. ‘Nosso dever é defender o país. Não podemos impedir o recrutamento de pessoas que podem realizar tal missão’, afirmou.

Comissão

Uma comissão trabalhou durante um ano para resolver todos os potenciais problemas decorrentes da mudança. As Forças Armadas terão até 45 dias para se adaptar, embora reservadamente alguns militares achem que o prazo é muito curto.

Homossexuais declarados já eram permitidos no Exército desde 2011, quando uma decisão revogou a política do chamado ‘não pergunte, não responda’, mas os transexuais continuaram sujeitos à dispensa.

No país, existem soldados que trocaram de sexo, mas eles não podiam comentar o assunto abertamente e nem tinham direito a serviços médicos relativos à condição.

WikiLeaks

O veto a transexuais era baseado na ideia de que esse grupo sofre de transtornos psicológicos. O caso mais famoso de troca de sexo nas Forças Armadas dos EUA é o do soldado Bradley Manning, que, em 2014, mudou de nome para Chelsea Manning.

Ela cumpre pena de 35 anos de prisão por ter revelado segredos militares ao site WikiLeaks e se submete a tratamento hormonal para passar pela cirurgia. (Agência Brasil)

Comandante do Exército defende a legalidade. General Eduardo Villas Bôas afirmou que eventual atitude do Exército só ocorreria respaldada pela Constituição

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O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, aborda no programa “Comandante Responde”, no canal do Exército no YouTube, a crise política do país. Ele fala sobre diversos assuntos: a participação das tropas no combate ao zika vírus, a participação na segurança da Olimpíada onde o Exército terá atletas representando o Brasil, o aumento de salários que ficou abaixo da expectativa entre outros assuntos  Aos 17 minutos de gravação, o general afirmou que eventual atitude do Exército só ocorreria “absolutamente respaldada” pela Constituição. Destacou ainda que a Força só tomará qualquer atitude se for acionada por um dos Três Poderes.

“Estamos vivendo e sofrendo as consequências desta crise que tem três componentes: político, econômico e ético e moral, e os três estão interligados. O Exército é instituição de Estado, e nos momentos de crise as instituições sólidas acabam se tornando referência para a sociedade como um todo. A ela miram e dela aguardam atitudes que sinalizem como sair da crise”, disse Villas Bôas, que acrescentou: “Contudo, nós vamos pautar nossa atuação em três pilares básicos. Contribuir para a manutenção da estabilidade, já que ela é condição essencial para que as instituições, em nome da sociedade, encontrem os caminhos que permitam sair da crise; cuidar da legalidade fixando que toda e qualquer atitude nossa será respaldada em dispositivos legais; e o terceiro é a legitimidade que nos é proporcionada pela credibilidade que a sociedade brasileira nos atribui.” (Correio do Povo)

Insegurança Publica: Beltrame pede uso do Exército e diz que políticos não estão interessados em mudar leis

Direito Economia Entrevistas Notícias Poder Política Segurança

O secretário de Segurança do Rio de janeiro, José Mariano Beltrame disse, em entrevista ao Programa Agora da Rádio Guaíba, que não se pode colocar toda a questão da segurança pública no colo da polícia. “A violência só vai acabar no dia em que formarmos um país efetivamente desenvolvido”, reforçou. Beltrame entende que é preciso investir em educação para que a sociedade possa ver algum resultado definitivo nesse sentido. O secretário fluminense revelou que o que conseguiu de avanços no Congresso foi irrisório nos 9 anos de trabalho frente à Pasta. Ele questionou as autoridades sobre quem vai querer comprar a briga da maioridade penal e o porte de arma, além de outros temas polêmicos para os políticos que vão prestar contas nas urnas? Para Beltrame, se não houver mudanças substanciais na lei não bastará colocar um policial em cada esquina. O secretário ressaltou que ninguém quer entrar na discussão sobre a segurança nas fronteiras nacionais nem sobre o contrabando de munição. Revelou que somente no Rio de Janeiro são apreendidos em média 45 fuzis por mês.

Ao ser questionado sobre o trabalho conjunto com o Exército no Rio, Beltrame disse que hoje os militares não podem mais ficar dentro do tanque de guerra ou do campo de instrução. “Hoje temos uma guerra indireta: de um lado o Estado e do outro os bandidos”, lamentou. Disse que diante deste cenário é preciso um papel diferenciado para as Forças Armadas daquele da década de 60. Para Beltrame a questão da fronteira é algo que diz respeito à segurança nacional porque é por meio dessa porta que entram no país drogas, armas e munições. Para ele, se a situação da violência se agravar no país, este assunto inevitavelmente vai cair no colo do ministro da Defesa.