Temer minimiza protestos no Brasil após impeachment

Temer minimiza protestos no Brasil após impeachment

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Na China, para participar da cúpula do G20, o presidente Michel Temer chamou de inexpressivos os protestos realizados nos últimos dias em algumas capitais do Brasil, incluindo Porto Alegre. De acordo com informações da Folha de São Paulo, o chefe de Estado afirmou a jornalistas que os movimentos que protagonizaram as manifestações são “grupos mínimos”.

São pequenos grupos. Não tenho numericamente, mas acho que são 40, 50 ou 100 pessoas. Num conjunto de 204 milhões de pessoas eu acho isso inexpressivo. O que me preocupa é quem confunda o direito à manifestação com a depredação”, afirmou em Hangzhou neste sábado.

O ministro das Relações Exteriores usou o termo “mini” para se referir aos atos organizados na Capital gaúcha, São Paulo e Rio de Janeiro. Temer comentou que os protestos são democráticos e naturais porque aconteceram depois de um impeachment. “Não me assusto com isso. Até me surpreenderia se houvesse unanimidade”, acrescentou.

Para Temer, as manifestações não compromete o início do novo governo. O presidente explicou que é praticamente impossível pacificar o País em um dia e afirmou que o termo “golpista” nada mais é do que uma palavra política. “Serõa todos golpistas no sentido jurídico?”, questionou. (Correio do Povo)

Brasil vai propor que países do G20 não aumentem subsídios agrícolas

Brasil vai propor que países do G20 não aumentem subsídios agrícolas

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O Brasil vai propor, na décima Cúpula do G20, que os países do bloco não aumentem subsídios para produtos agrícolas em meio à queda do preço das commodities, produtos primários com cotação internacional. O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. A reunião da cúpula ocorre amanhã (15) e na segunda-feira (16), em Antália, na Turquia. “O Brasil quer registrar a preocupação que, em decorrência dos preços das commodities, os países com maior poder fiscal, principalmente os desenvolvidos, reajam a essa queda dos preços agrícolas internacionais, diminuindo os subsídios domésticos e à exportação. O G20 deveria assumir um compromisso de evitar aumentar os subsídios. É um tema polêmico porque os países desenvolvidos têm um programa importante de subsídios”, disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Cozendey, em entrevista coletiva na terça-feira (10).

Agricultura

Além da agenda econômico-comercial, a Turquia propôs a discussão do combate ao terrorismo, da crise migratória e do acordo global climático, que deverá ser alcançado na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), em dezembro, em Paris.Segundo o embaixador, a Turquia escolheu como lema de sua presidência do G20 a temática dos três “is”: implementação, investimentos e inclusão.

Os líderes debaterão a implementação das Estratégias Abrangentes de Crescimento, que objetivam a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) coletivo do G20 em 2,1 pontos percentuais acima da trajetória anteriormente esperada até 2018.

Também será discutida a promoção de investimentos mediante o aperfeiçoamento do clima de investimentos, a facilitação da intermediação financeira, atuação dos bancos multilaterais de desenvolvimento e o aperfeiçoamento de marcos legais e institucionais.

A Cúpula de Antália tratará ainda da implementação de reformas em matéria de regulação financeira que visam a garantir a solidez do sistema financeiro internacional.

Em Antália, os líderes também assumirão o compromisso do G20 de, coletivamente, reduzir em 15%, até 2025 o contingente de jovens que não estão empregados, não participam de programas de educação ou treinamento ou que se encontram no mercado informal.

Na área de agricultura, a agenda vai focar na segurança alimentar e no combate à redução de desperdício de alimentos, que leva ao não aproveitamento de quase um terço de todos os alimentos produzidos no mundo para consumo humano.

A Cúpula de Antália também pretende dar atenção aos chamados negócios inclusivos, que incorporam populações de baixa renda na cadeia de produção ou se direcionam a tais segmentos como consumidores. Os membros devem se comprometer com planos nacionais para reduzir o custo das remessas financeiras de imigrantes para o patamar de 5% do valor remetido. Os países que integram o G20 representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população global. A presidenta Dilma chegou neste sábado (14) na Turquia (foto do alto). À noite, participou de jantar oferecido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aos chefes de Estado e de Governo participantes do G20. Neste domingo(15) de manhã, ela terá reunião com líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Cúpula do G20 começa com um almoço oferecido pelo presidente turco e a primeira sessão de trabalho será à tarde. No segundo dia do encontro, a sessão de trabalho começa na parte da manhã e deve encerrar com a adoção do comunicado e do plano de ação de Antália. A previsão é que Dilma embarque de volta ao Brasil no início da tarde de segunda-feira (16). (Agência Brasil/ Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR)