E não param de surgir novos  trechos de gravações… Sergio Machado, agora ex-aliado de todos esses políticos do PMDB, entregou dezenas de gravações consideradas comprometedoras. Em gravação, Renan chama Janot de “mau-caráter”

E não param de surgir novos trechos de gravações… Sergio Machado, agora ex-aliado de todos esses políticos do PMDB, entregou dezenas de gravações consideradas comprometedoras. Em gravação, Renan chama Janot de “mau-caráter”

Direito Economia Notícias Poder Política Vídeo

Em troca de redução de possíveis penas na Lava Jato, ele começou a gravar conversas com seu padrinho político e com líderes do partido que levaram a assinatura do acordo de delação, validado nesta quarta (25) pelo Supremo Tribunal Federal. Uma das conversas gravadas por Sérgio Machado no dia 24 de fevereiro mostra Renan orientando uma pessoa identificada como Wanderberg, um representante de Delcidio do Amaral, sobre como fazer a defesa do então senador. Nessa época, o processo de Delcidio ainda estava no Conselho de Ética e Renan não sabia que Delcidio já era delator da Lava Jato. Renan fala que é preciso que o presidente do Conselho, senador João Alberto Souza, também do PMDB, peça diligencias para não parecer que a investigação está parada. Também sugere que Delcidio faça uma carta mostrando humildade e que já pagou o preço do que fez .

Em outra conversa, gravada no dia 11 de março, Sérgio Machado conversa com Renan e criticam o procurador geral da República, Rodrigo Janot. Falam em “fórmula de dar um chega para lá” nessa negociação ampla para poder segurar o pessoal, dando a entender de que tratavam dos investigadores da Lava Jato. Os dois fazem críticas a vários políticos no diálogo.

Políticos mencionados
Eles citam o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, o deputado Pauderney Avelino, líder do Democratas, Mendoncinha, como o agora ministro da Educação, deputado Mendonça Filho, do Democratas, é chamado por vários políticos, o senador José Agripino, presidente do Democratas, o senador Fernando Bezerra, do PSB, senador José Serra, do PSDB, atualmente ministro das Relações Exteriores e a presidente afastada Dilma Rousseff.

Em várias conversas, Sérgio Machado disse que não havia provas que ligassem líderes do PMDB ao esquema investigado. Machado conversou com Renan, com o ex-presidente José Sarney e com o senador Romero Jucá, que teve que deixar o cargo de ministro do Planejamento depois destes diálogos.

Em uma das conversas entre Machado e Sarney, o ex-presidente da Transpetro pediu ajuda para evitar que novas delações surgissem na Lava Jato ou que o juiz Sérgio Moro o pressionasse a falar no dia 10 de março. O ex-presidente Sarney disse ajudaria Machado a não ser preso.

Em uma nova gravação, desta vez com o presidente do Senado Renan Calheiros, Machado reclama do procurador geral da República Rodrigo Janot. Ele acusa o procurador de trabalhar para que ele seja julgado pelo juiz Sérgio Moro e Renan diz que isso não pode acontecer.

Em outro trecho também no dia 10 de março, Sérgio Machado sugere que o grupo de políticos do PMDB se aproxime do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki. Sarney cita o nome do ex-ministro do STJ, César Asfor Rocha, que teria, segundo Sarney, muita proximidade com Teori e diz que vai conversar com ele sobre isso.

No dia 11 de março, Machado gravou uma conversa em que Sarney e Renan estavam juntos.
Ainda falam sobre como ter acesso a Teori. Desta vez, por meio do advogado Eduardo Ferrão, que eles dizem que também é amigo do ministro. Sarney e Renan falam que a conversa tem de ser reservada.

O fato de que Sérgio Machado se viu obrigado a fazer uma delação premiada para escapar da cadeia é indicativo de que não surtiram efeito as tentativas de influenciar Teori. Nem se pode dizer que César Asfor Rocha e Eduardo Ferrão tenham sido acionados.

Tentativa de alteração de leis
As conversas também mostram que houve negociações para alterar leis e tentar prejudicar a Lava Jato como um todo. Com Sérgio Machado, Sarney fala de uma medida provisória sobre acordo de leniência que o governo Dilma baixou para facilitar que empresas admitam culpa e possam voltar a fazer negócios com o setor público. Depois de protestos do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público, a medida provisória foi substituída por um projeto de lei bem mais rígido.

Renan e Sarney conversaram também sobre proibir que pessoas presas façam delações premiadas, uma ideia que prejudicaria a Operação Lava Jato, já que delações foram fechadas por suspeitos presos.

Segundo investigadores, as tentativas de mudança na lei das delações premiadas e a medida provisória da leniência faziam parte de um plano para enfraquecer a Lava Jato. Em outra conversa com Sérgio Machado, em que foi discutida a delação de executivos da Odebrecht, o ex-presidente José Sarney cita uma tentativa de acordo geral para barrar a Operação.

Sergio Machado, agora ex-aliado de todos esses políticos do PMDB, entregou dezenas de gravações consideradas comprometedoras. Para os investigadores, a tentativa de interferir na Lava Jato não deu certo. Sérgio Machado também prestou depoimentos detalhando o envolvimento de políticos no esquema de corrupção na Petrobras. Agora, o procurador Rodrigo Janot poderá pedir abertura de investigações e isso não tem prazo para acontecer.

Repercussão no Senado das novas conversas de Machado foi diferente de quando áudios de Jucá foram divulgados. Maioria procurou minimizar, inclusive senadores do PT

Repercussão no Senado das novas conversas de Machado foi diferente de quando áudios de Jucá foram divulgados. Maioria procurou minimizar, inclusive senadores do PT

Negócios Notícias Poder Política

A sessão marcada para as 14h, quando acontecem os debates, foi cancelada. Oficialmente porque a votação de terça-feira (24) do Congresso, da nova meta fiscal, só terminou de madrugada.

Renan Calheiros não foi para o Senado. Ficou na residência oficial, onde recebeu alguns senadores. Depois, segundo a assessoria, viajou para Alagoas.

Os senadores reagiram às novas gravações, mas foi uma reação bastante diferente da que houve quando os áudios do senador Romero Jucá foram divulgados. A maioria procurou minimizar, até mesmo senadores do PT.

O líder do PMDB disse que Renan já tinha defendido mudanças na lei de delação premiada.

“Aquilo que o presidente Renan fala numa gravação clandestina de uma outra pessoa é que ele já tinha tornado público para a imprensa brasileira qual era o posicionamento dele, do ponto de vista da questão das delações. Absolutamente nada, nada que possa comprometê-lo nessa gravação”, afirmou Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O líder do PT também defendeu Renan.

“Não vejo nenhuma gravidade. Comentar que tem que mudar esta ou aquela lei, eu acho que isso é próprio do parlamentar que está preocupado em solucionar os problemas do país”, disse o senador Paulo Rocha (PT-PA).

O PSDB foi citado nas gravações de Romero Jucá e de Renan Calheiros.  O líder do partido minimizou o que foi dito.

“São meras citações, que são feitas pelo próprio delator, sem nenhuma prova, sem nenhum indício, sem nenhum fato sequer, apenas na tentativa leviana de levar todos para a vala comum”, falou Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Já o líder do PV criticou Renan. Falou em tentativa de interferir na Operação Lava Jato.

“Sem dúvida há gravidade nesses fatos. Mais uma vez revela-se uma tentativa de comprometer a ação de investigadores e julgadores da Operação Lava Jato. Mas o que se revela também é que é uma tentativa que se frustra porque a Operação Lava Jato prossegue de forma ininterrupta e irresistível, e irá até o fim. Os avanços devem ser consagrados e não devemos permitir retrocessos. Me refiro à delação premiada e à prisão com condenação em segunda instância”, declarou Álvaro Dias (PV-PR).

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi enfático. Ao contrário de Renan, diz que não há o que mudar na lei que trata de delação premiada.

“Os quatro grandes atores do sistema jurídico participam. Participa a polícia, participa o Ministério Público como o titular da ação penal, o Judiciário que homologa e o advogado, a defesa participa após a delação ser realizada, mas podendo impugnar se houver denúncia; podendo impugnar formal e materialmente. Não há o que se falar em falhas na delação premiada, porque os quatro grandes atores participam e mais do que isso: só existe delação premiada se o Poder Judiciário homologar a delação premiada. Não acho que haja necessidade de nenhuma alteração legislativa”, afirmou Alexandre de Moraes.

No meio da tarde, a reportagem sobre a gravação de José Sarney. Humberto Costa, do PT, leu a notícia no corredor do Senado, mas não viu nada de grave com o senador Renan ou com o ex-presidente José Sarney.

“Não creio que haja ainda algo que possa ser identificado como tentativa de obstrução da Justiça ou algum tipo de atividade ilegal ou irregular. Agora isso só será possível por um processo de investigação e também pelo conhecimento do teor completo dessa delação”, disse Costa.

O líder da Rede discordou. Randolfe Rodrigues disse que a gravação de José Sarney é muito grave: “É gravíssima, não tenho dúvidas que se processa nessa gravação um atentado à Operação Lava Jato e uma clara obstrução à Justiça”. (JN)

Em áudio, Sarney fala a Machado em interferir na Lava Jato. Três delatores afirmaram que ex-presidente da Transpetro recebeu propina.

Em áudio, Sarney fala a Machado em interferir na Lava Jato. Três delatores afirmaram que ex-presidente da Transpetro recebeu propina.

Notícias Poder Política

Sérgio Machado também gravou uma conversa com o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney, do PMDB. No diálogo, Sarney fala em interferir na Operação Lava Jato.

A conversa entre Sérgio Machado e o ex-presidente José Sarney também foi gravada em março, segundo a reportagem da “Folha de S. Paulo”.

Sarney prometeu ajuda para evitar que o caso envolvendo Sérgio Machado fosse para a Justiça Federal, em Curitiba, com o juiz Sérgio Moro.

De acordo com a reportagem, Sarney disse que isso deveria ser feito “sem meter advogado no meio”. Sarney mostrou preocupação sobre uma eventual delação de Machado e disse, segundo o jornal: “Nós temos é que fazer o nosso negócio e ver como é que está o teu advogado, até onde eles falando com ele em delação premiada”.

Sérgio Machado respondeu afirmando que havia insinuações, provavelmente da Procuradoria-Geral da República, para que ele fizesse uma delação.

“Mas nós temos é que conseguir isso”, respondeu Sarney, se referindo ao pedido de Machado para que o caso dele não fosse para o juiz Sérgio Moro. E Sarney continuou: “Sem meter advogado no meio!” Machado concordou. Disse que “advogado não pode participar disso de jeito nenhum”; que “advogado é perigoso”.

A estratégia estabelecida por Sarney não fica clara nos diálogos, segundo a reportagem, mas envolvia conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e com o senador Romero Jucá. Os dois também foram gravados por Machado.

Sérgio Machado disse que não poderia passar por uma iniciativa apenas jurídica, teria que ser política. O ex-presidente da Transpetro pediu que Sarney entrasse em contato com ele assim que marcasse uma reunião com Renan. E consultou Sarney sobre Romero Jucá: “E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente”.

Sarney respondeu que não achava conveniente a presença de Jucá. Machado concordou: “O senhor dá o tom”.

Sarney deixou claro, segundo a reportagem, que concordava com a iniciativa de impedir que o caso de Sérgio Machado fosse para Sérgio Moro.

“O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá”, disse Sarney, se referindo à Justiça Federal em Curitiba.

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, é citado por pelo menos três delatores da Lava Jato: Delcídio do Amaral, Paulo Roberto Costa e Ricardo Pessoa. Ele teria recebido propina de R$ 500 mil e de R$ 1 milhão.

O ex-presidente José Sarney divulgou uma nota em que reafirma ser amigo de Sérgio Machado há muitos anos. Lembrou que foram colegas no Senado.

Afirmou que as conversas que teve com ele, nos últimos tempos, foram marcadas pela solidariedade, e que muitas vezes procurou dizer palavras que ajudassem a superar as acusações que Machado enfrentava. Disse ainda lamentar que conversas privadas tornem-se públicas porque podem ferir outras pessoas. (JN)

Em gravação, Renan sugere mudar lei da delação premiada, diz jornal

Em gravação, Renan sugere mudar lei da delação premiada, diz jornal

Notícias Poder Política
A divulgação de novas gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com políticos da cúpula do PMDB sobre as investigações da Lava Jato, aumentou a tensão nesta quarta-feira (25) em Brasília. E apenas dois dias depois do afastamento de Romero Jucá do Ministério do Planejamento, também por causa da divulgação de conversas gravadas por Sérgio Machado. Uma das conversas divulgadas nesa quarta-feira (25) é com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Nos diálogos, publicados pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Renan defende mudanças na delação premiada e fala do medo de políticos com o avanço das investigações.

Sérgio Machado defende um pacto, com a participação do STF, para proteger políticos da Lava Jato, inclusive Lula e Dilma. E isso incluiria a posse de Michel Temer.

Sérgio Machado e Renan Calheiros são muito próximos. Segundo delatores da Lava Jato, foi o presidente do Senado quem indicou Machado para presidir a Transpetro, cargo que ocupou por 12 anos.

A partir de março, Sérgio Machado decidiu gravar conversas com Renan. E passou a negociar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República.

O jornal “Folha de S.Paulo” revelou trechos dessas conversas. No primeiro deles, Renan e Machado falam sobre o impacto que seria provocado pelas delações de executivos de grandes construtoras.

Sérgio Machado: “Agora, Renan, a situação tá grave”.
Renan Calheiros: “Grave e vai complicar. Porque Andrade fazer [delação], Odebrecht, OAS”.
Machado: “Todos vão fazer”.
Renan: “Todos vão fazer”.

Em seguida, conversam sobre a situação política. Renan e Machado falam sobre a possibilidade de um grande acordo para salvar os políticos da Lava Jato, entre eles Dilma e Lula. Michel Temer assumiria com esse objetivo.

Machado diz:  “E essa é a preocupação. Porque é o seguinte, ela [Dilma] não se sustenta mais. Ela tem três saídas. A mais simples seria ela pedir licença…”.
Renan responde: “Eu tive essa conversa com ela”.
Machado acrescenta: “Ela continuar presidente, o Michel assumiria e garantiria ela e o Lula, fazia um grande acordo. Ela tem três saídas: licença, renúncia ou impeachment. E vai ser rápido. A mais segura para ela é pedir licença e continuar presidente. Se ela continuar presidente, o Michel não é um sacana…”.
Renan diz: “A melhor solução para ela é um acordo que a turma topa. Não com ela. A negociação é botar, é fazer o parlamentarismo, e fazer o plebiscito, se o Supremo permitir, daqui a três anos. Aí prepara a eleição, mantém a eleição, presidente com nova…”.

Depois de uma interrupção, Machado continua:

“Meu amigo, então é isso, você tem 30 dias para resolver essa crise, não tem mais do que isso. A economia não se sustenta mais, está explodindo…”
Renan acrescenta: “Queres que eu faça uma avaliação verdadeira? Não acredito em 30 dias, não. Porque se a Odebrecht fala e essa mulher do João Santana fala, que é o que está posto…”.

Os dois conversam também sobre o ex-senador Delcídio do Amaral. Renan demonstra receio em relação à delação de Delcídio, e relata que o ex-senador poderia gravar políticos, fazendo como o empresário J. Hawilla, que fechou um acordo com a Justiça americana e gravou envolvidos no escândalo da Fifa. Renan, nas mãos de Sérgio Machado, foi vítima do mesmo expediente.

Renan diz: “Deus me livre, Delcídio é o mais perigoso do mundo. O acordo [inaudível] era para ele gravar a gente, eu acho, fazer aquele negócio que o J. Hawilla fez”.
Machado responde usando um palavrão: “Que filho da p…, rapaz”.
Renan diz: “É um rebotalho de gente”.
E Machado emenda: “E vocês trabalhando para poder salvar ele”.

Na gravação, Renan e Machado conversam sobre as investigações contra o ex-presidente Lula na Lava Jato. Falam da tensão política no país. Renan fala de um conselho que deu a Lula.

Machado comenta: “Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula”?

Renan: “O Lula está consciente, o Lula disse, acha que a qualquer momento pode ser preso. Acho até que ele sabia desse pedido de prisão lá…”

Machado pergunta: “E ele estava, está disposto a assumir o governo?”

Renan responde: “Aí eu defendi, me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro, que é pior que há, de radicalização institucional, e ela resolva ficar, para guerra…”.

Em seguida conversam sobre a delação de executivos da construtora Odebrecht. O diálogo não cita o nome de Dilma. Pelo contexto da conversa anterior, dá a entender que essa delação pode trazer revelações que atingiriam a campanha de Dilma.

Machado diz: “Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito”.
Renan responde: “Não tem, porque vai mostrar as contas. E a mulher é [inaudível]”.
Machado acrescenta: “Acabou, não tem mais jeito. Então a melhor solução para ela, não sei quem podia dizer… É renunciar ou pedir licença”.

Nas conversas, Sérgio Machado e Renan Calheiros também falam em mudar a legislação. E criticam a decisão do Supremo que, em fevereiro, autorizou prisões após condenações em segunda instância.

Renan disse que apoia uma mudança na lei da delação premiada para impedir que presos virem delatores. E Machado disse que é preciso acordo com Supremo para passar uma borracha em tudo.

Machado diz: “O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…”

Renan responde interrompendo: “Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”.

Machado acrescenta: “Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo”.

Renan: “A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso”.

Machado conclui: “Acaba isso”.

Eles continuam a conversa, agora falando da necessidade de negociar uma possível transição de governo com ministros do Supremo. Segundo o jornal, a conversa não permite estabelecer com precisão o que Renan pretende.

Renan diz: “E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF]”.
Machado responde: “Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela”.
Renan responde: “Não negociam porque todos estão p… com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda – estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada – aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.”

Na longa conversa falam ainda sobre a nomeação de Lula para a Casa Civil E como neutralizar o juiz Sérgio Moro.

Machado diz: “A bola está no seu colo. Não tem um cara na República mais importante que você hoje. Porque você tem trânsito com todo mundo. Essa tua conversa com o PSDB, tu ganhou uma força que tu não tinha. Então [inaudível] para salvar o Brasil. E esse negócio só salva se botar todo mundo. Porque deixar esse Moro, do jeito que ele está, disposto como ele está, com 18% de popularidade de pesquisa, vai dar m… Isso que você diz, se for ruptura, vai ter conflito social. Vai morrer gente”.
Renan responde: “Vai, vai… E aí tem que botar o Lula. Porque é a intuição dele…”.
Machado complementa: “Aí o Lula tem que assumir a Casa Civil e ser o primeiro-ministro, esse é o governo. Ela não tem mais condição, Renan, não tem condição de nada. Agora, quem vai botar esse guizo nela?”

Em outro trecho da conversa, os dois falam sobre mexer na MP dos acordos de leniência, que o governo Dilma baixou para facilitar que empresas admitam culpa e possam voltar a fazer negócios com o setor público. Fazem uma comparação da leniência com a anistia ocorrida na redemocratização do país.

Machado dá a entender que o objetivo seria não investigar as irregularidades que ainda não foram descobertas. Depois de protestos do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público, a MP foi substituída por um projeto de lei.

Sérgio Machado demonstra preocupação, porque admite que seus acertos com as empresas foram feitos com os donos das empreiteiras, e não com os executivos.

Machado conta: “Me disseram que vai. Dentro da leniência botaram outras pessoas, executivos para falar. Agora, meu trato com essas empresas, Renan, é com os donos. Quer dizer, se botarem, vai dar uma m… geral, eu nunca falei com executivo”.
Renan: “Não vão botar, não. [inaudível] e da leniência, detalhar mais. A leniência não está clara ainda, é uma das coisas que tem que entrar na…”.
Machado: “No pacote”.
Renan: “No pacote”.
Machado afirma: “E tem que encontrar, Renan, como foi feito na anistia, com os militares, um processo que diz assim: ‘Vamos passar o Brasil a limpo, daqui para frente é assim, pra trás…’.  Porque, senão, esse pessoal vai ficar eternamente com uma espada na cabeça, não importa o governo, tudo é igual”.
Renan concorda:  “Não, todo mundo quer apertar. É para me deixar prisioneiro trabalhando. Eu estava reclamando aqui”.
Machado: “Todos os dias”.
Renan responde: “Toda hora, eu não consigo mais cuidar de nada”.

Renan comenta que todos os políticos “estão com medo” da Lava Jato, e cita o senador Aécio Neves, do PSDB.

Machado diz: “Tá todo mundo sentindo um aperto nos ombros”.
Renan: “E tudo com medo”.
Machado diz: “Renan, não sobra ninguém, Renan!”
Renan responde: “Aécio está com medo. [Me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa’”.
Machado afirma: “Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan”.

Em determinado momento da conversa, Sérgio Machado reclama da Globo, referindo-se à cobertura da Lava Jato. Renan cita o nome de João Roberto Marinho, presidente do conselho editorial do Grupo Globo:

Machado: “Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan”.
Renan: “Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo”.
Machado: “Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?”

Em outro momento, Renan conta de novo o que ouviu de Dilma Rousseff sobre a conversa com João Roberto Marinho:

“E que João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda, que não influencia, que hoje é muito difícil. Ela [Dilma] disse que disse a ele: ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’”.

Em nota, João Roberto Marinho explicou que, como disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, é verdade que sempre lhe pedem para interferir no noticiário a favor de um grupo ou de outro. A resposta é sempre a mesma: ele não pode mandar que se interfira nos fatos, pois um veículo de imprensa deve tudo noticiar livremente. Ele acrescentou que o compromisso do Grupo Globo é com a notícia e com o público. Acrescentou que essa sua resposta gera desconforto, frustrações e, por vezes, afirmações descabidas, o que é compreensível, especialmente em momentos de crise.

Ainda na conversa, Renan relata a Sérgio Machado um encontro entre Dilma e Otávio Frias Filho, sócio e diretor de redação do jornal “Folha de S.Paulo”.

Renan diz: “Uma conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Com o Otavinho foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios têm cometido exageros.”

Otávio Frias Filho disse que não vai comentar a gravação.

Nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal homologou a delação de Sérgio Machado. É um caso raro de delação fechada antes mesmo de o delator virar formalmente investigado.

É que Sérgio Machado ainda não é alvo de inquérito no Supremo.
Mas o Ministério Público pediu que ele seja incluído na principal investigação da Lava Jato, a que apura se existiu uma organização criminosa para fraudar a Petrobras. Ele será considerado investigado formalmente se Teori aceitar o pedido da procuradoria.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que sempre recebe aqueles que o procuram e que os diálogos não revelam, nem sugerem, qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato. Sobre a declaração em relação ao senador Aécio Neves, Renan disse que se expressou inadequadamente, que não queria dizer que Aécio tem medo, mas indignação com as citações do ex-senador Delcídio do Amaral. Renan Calheiros pediu desculpas.

A defesa de Sérgio Machado voltou a dizer que os autos são sigilosos e que, por isso, não pode se manifestar.

O PSDB declarou que as gravações deixam clara a tentativa de Sérgio Machado de envolver, de forma criminosa, o partido e o senador Aécio Neves, sem apontar um único fato. O PSDB também afirmou que o senador Aécio Neves já manifestou, inúmeras vezes, sua indignação com falsas citações em nome dele.

Sobre encontro da presidente afastada, Dilma Rousseff, com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowiski, a assessoria do STF declarou que a reunião foi para tratar do orçamento do Judiciário e do reajuste dos salários de servidores.

O ex-senador Delcídio do Amaral disse que considera um elogio todas as referências ao nome dele nos diálogos gravados por Sérgio Machado.

A presidente afastada, Dilma Rousseff, não quis se manifestar.

O Instituto Lula declarou que o diálogo citado é fruto de mais um vazamento ilegal e confirma o clima de perseguição contra o ex-presidente. O instituto afirmou, ainda, que a conversa não traz nada contra o ex-presidente. E voltou a declarar que Lula sempre agiu dentro da lei e que, por isso, não tem nada a temer. (Camila Bomfim/JN)

Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

Negócios Notícias Poder Política

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), disse agora que vai se licenciar do cargo a partir de amanhã (24) até o Ministério Público Federal se manifestar sobre as denúncias contra ele.

“Vamos aguardar a manifestação do Ministério Público com toda a tranquilidade, porque estou consciente que não cometi nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato, apoiei a Lava Jato”, disse em entrevista no Congresso Nacional, após o presidente interino Michel Temer entregar a proposta de meta fiscal revisada. “Enquanto o MP não se manifestar, aguardo fora do ministério. Depois disso, caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não, ele vai discutir o que vai fazer”, afirmou.

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem hoje (23) que diz que em conversas, gravadas em março, o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do ministro.

Jucá disse que vai protocolar hoje um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie se há alguma ilegalidade na gravação que comprometa a permanência dele no ministério. No período da licença, Jucá reassumirá o mandato de senador e permanecerá na presidência do PMDB. O Ministério do Planejamento ficará sob comando do secretário-executivo Dyogo de Oliveira.

Romero Jucá disse que a decisão de se licenciar foi pessoal. Segundo ele, o presidente interino Michel Temer deu um voto de confiança, mas preferiu se licenciar para não ser usado “como massa de manobra”.

Entrevista

Mais cedo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tenha tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Jucá disse ainda que não iria pedir afastamento do cargo. O ministro afirmou que não teme ser investigado.

“Nunca cometi e nem cometerei qualquer ato para dificultar qualquer operação, seja Lava Jato, ou qualquer outra”, disse Jucá, em entrevista coletiva à imprensa. “Da minha parte, sempre defendi e explicitei e apoiei com atos a Operação Lava Jato. A política terá uma outra história depois da Operação Lava Jato”.

De acordo com a reportagem, em um dos trechos da gravação Jucá disse que “tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Ao ser questionado sobre o trecho, Jucá disse que estava se referindo ao cenário da economia do país, e não a uma paralisação da Lava Jato.

“Estava falando em delimitar as responsabilidades, que é dividir quem tem culpa e não tem culpa. Delimitar responsabilidade não é parar a investigação. Não tem esse diálogo, nessa conversa”, disse, argumentando que o jornal usou “frases soltas dentro de um diálogo”.

“A análise que fiz e comentários que fiz com o senador Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras] são de domínio público. Disse o que tenho dito permanentemente a jornalistas, em entrevistas e debates”, afirmou.

Denúncia

A Folha de S.Paulo divulgou nesta segunda-feira (23) trechos de gravações obtidas pelo jornal que mostram conversas entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nas gravações, segundo o jornal, o ministro sugere que seria preciso mudar o governo para “estancar” uma “sangria”. Segundo as informações do jornal, o ministro estaria se referindo à Operação Lava Jato, que investiga fraudes e irregularidades em contratos da Petrobras.

Segundo a reportagem publicada pela Folha, os diálogos ocorreram em março deste ano. As datas não foram divulgadas e o jornal diz que as conversas ocorreram semanas antes da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. De acordo com o textp, Machado teria procurado líderes do PMDB por temer que as apurações sobre ele, que estão no Supremo Tribunal Federal (STF), fossem enviadas para o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Nos trechos publicados, Machado diz que está preocupado com as possíveis delações premiadas que podem ser feitas. “Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho”.

Jucá responde que Machado precisava ver com seu advogado “como é que a gente pode ajudar” e cita que é preciso haver uma resposta política e mudança no governo. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse o ministro, segundo o jornal.

No diálogo publicado, Machado diz que a “solução mais fácil” era ter o então vice-presidente Michel Temer na presidência e que seria preciso fazer um acordo. “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional” e Jucá responde: “Com o Supremo, com tudo”. Logo em seguida Machado diz: “Com tudo, aí parava tudo” e o ministro concorda: “É. Delimitava onde está, pronto”.

Ainda segundo o jornal, Machado imagina que o envio do caso para Moro poderia ser uma estratégia para que ele faça uma delação premiada. A matéria diz ainda que ele teria feito uma ameaça velada e pedido uma estrutura para dar proteção. “Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer…”. Em outro trecho, o ex-presidente da Transpetro diz estar preocupado com ele mesmo e com “vocês” e que uma saída tem que ser encontrada.

De acordo com a Folha, Machado disse ainda que novas delações na Operação Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. O jornal diz que Jucá concorda com Machado de que o caso dele não pode ficar com Moro.

Jucá orienta ainda que Machado se reúna com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e também com José Sarney.

Nas gravações divulgadas pelo jornal, o ministro afirmou que teria mantido conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram citados nomes e, segundo o jornal, Jucá disse que são poucos os ministros da Corte aos quais ele não tem acesso. Machado diz que seria necessário ter alguém com ligação com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Jucá diz que não tem uma pessoa e que Zavascki é “um cara fechado”.

O Supremo Tribunal Federal ainda não divulgou declarações a respeito das declarações divulgadas na reportagem. Segundo a Folha de S. Paulo, as gravações feitas somam mais de uma hora e estão com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Procurada pela Agência Brasil, a PGR disse que não irá se manifestar sobre a reportagem. (Agência Brasil)

Fachin se declara impedido e Rosa Weber (aquela do grampo) vai decidir recurso de Lula no STF

Fachin se declara impedido e Rosa Weber (aquela do grampo) vai decidir recurso de Lula no STF

Comunicação Destaque Opinião Poder Política

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber vai relatar habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A redistribuição foi feita por meio eletrônico, após o ministro Edson Fachin se declarar impedido para julgar o habeas corpus. A ministra foi citada por Lula em dos grampos telefônicos autorizados pelo juiz Sérgio Moro.

Em 04/03/2016, após conversar com Dilma, Lula pede para falar com Jaques Wagner:

“Lula: Eu acho até importante você falar com a Dilma. Eu acho que eles quiseram antecipar o pedido nosso que tá na Suprema Corte que tá na mão da Rosa Weber.

Jaques Wagner: Entendi.

Lula: Sabe, eles estão tentando antecipar, como eles ficaram com medo que a Rosa fosse dar, eles estão tentando antecipar tudo isso.

Jaques Wagner: Entendi.

Lula: Porque ela poderia tirar ele do Lava Jato então o Moro fez o espetáculo para comprometer a Suprema Corte.

Jaques Wagner: É, eu acho que não é só isso não. Estão querendo criar clima, agora só falam de renúncia… clima para o dia 13. Então bate em você, eu disse isso hoje. Sai a matéria da IstoÉ, e eu disse: amanhã vão fazer alguma p… com o Lula. E terça-feira o f… da OAB vai botar aqui dizendo que o Conselho da OAB acha que nesse caso… É uma palhaçada. O Delcídio, que eu não imaginei que era tão canalha… Porque ele fala de Pasadena, por exemplo, essa p… já foi arquivada pela PGR. Fala que você mandou isso e mandou aquilo. Tem prova?

Lula: Mas viu, querido, a gente tava falando dessa reunião. Eu queria que você visse agora de falar com ela, já que ela tá aí. Falar o negócio da Rosa Weber.

Jaques Wagner: Tá bom.

Lula: Que tá na mão dela pra decidir. Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram. Tá bom?

Jaques Wagner: Falou! Combinado! Valeu, querido, dá um abraço na Marisa e nos meninos.”

 

E agora? Para Lula a divulgação do diálogo citando a ministra é: boa? Ruim? Ou nenhuma das hipóteses anteriores?  O julgamento de Rosa Weber será feito sem levar em consideração os áudios da Lava Jato.

A defesa de Lula apresentou o recurso para derrubar decisão do ministro Gilmar Mendes, da última sexta-feira (18), que barrou a posse do ex-presidente na Casa Civil.

Ontem (20), a petição da defesa do ex-presidente Lula foi endereçada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski. No entanto, na manhã desta segunda-feira, Lewandowski decidiu distribuir o habeas corpus eletronicamente, por entender que o assunto não é de competência da presidência do Tribunal. Ao declarar-se suspeito, Fachin devolveu o recurso à presidência da Corte.

No dia 4 de março, Rosa Weber negou pedido da defesa do ex-presidente para suspender as investigações da 24ª fase da Operação Lava Jato, que envolve Lula. No recurso, os advogados de Lula pediram que as diligências fossem suspensas até que o STF decidisse sobre o conflito de competência sobre as investigações. Para a defesa, as investigações não poderiam prosseguir porque o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal no Paraná, no âmbito da Lava Jato, investigam os mesmos fatos. (Felipe Vieira com informações da Agência Brasil)