Lula é indiciado por corrupção pela PF. Sobrinho do ex-presidente também foi relacionado em denúncia

Lula é indiciado por corrupção pela PF. Sobrinho do ex-presidente também foi relacionado em denúncia

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A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira. De acordo com a publicação, a PF também indiciou o empreiteiro Marcelo Odebrecht e Taiguara Rodrigues, sobrinho de Lula, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Conforme a denúncia, Lula teria beneficiado o sobrinho por meio da Odebrecht em contratos em Angola, na África. Os documentos seriam sobre a modernização da hidrelétrica de Cambambe, ocorrida em 2012. A empresa Exergia fechou acordo de prestação de serviços para empreiteira naquele ano no valor de R$ 3,5 milhões. (Correio do Povo)

PGR deve incluir Lula no inquérito principal da Lava-Jato no STF. Investigação é sobre o crime de formação de quadrilha em desvios na Petrobras

PGR deve incluir Lula no inquérito principal da Lava-Jato no STF. Investigação é sobre o crime de formação de quadrilha em desvios na Petrobras

Economia Notícias Poder Política
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja investigado no principal procedimento da Operação Lava-Jato na Corte, o inquérito-mãe que apura crime de formação de quadrilha no esquema de desvios de recursos da Petrobras. O grupo de trabalho responsável pela Lava-Jato na PGR prepara os primeiros pedidos de abertura de inquérito a partir da delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), já homologada pelo STF e tornada pública no último dia 15 de março. Parte das citações a Lula seria encaminhada ao procedimento já existente, conforme um pedido em análise no Ministério Público Federal. O ex-presidente é o político mais citado na delação de Delcídio: são, ao todo, oito acusações ao petista.A Lava-Jato já resultou em quase 40 inquéritos abertos no STF para investigar autoridades com foro privilegiado e outros políticos conectados às acusações apuradas. Entre eles estão deputados e senadores dos principais partidos que integram ou integraram a base de apoio do governo federal e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A delação de Delcídio vai ampliar a quantidade de inquéritos da Lava-Jato no STF. Além de Lula, a PGR estuda pedir a abertura de procedimentos para investigar a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer e o principal líder da oposição, Aécio Neves (PSDB-MG).

O inquérito número 3989, com 39 políticos investigados, é considerado como o principal em curso no STF, dentre os procedimentos relacionados à Lava-Jato. É o único que investiga o crime de formação de quadrilha e que conecta parlamentares do PP, do PMDB e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em Curitiba. Este inquérito-mãe é visto como oportunidade para se investigar o suposto funcionamento de uma organização criminosa no fatiamento das diretorias da Petrobras entre partidos da base aliada, com pagamentos de propina a partir de contratos superfaturados, em troca de suporte político a diretores. A reportagem completa está em O Globo.

José Otávio Germano é indiciado pela PF na Operação Lava Jato; Samantha Klein/Rádio Guaíba

José Otávio Germano é indiciado pela PF na Operação Lava Jato; Samantha Klein/Rádio Guaíba

Direito Notícias Poder Política
A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira os deputados federais José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-PA) e Mario Negromonte Jr (PP-BA). Também foram indiciados o ex-ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP) e o ex-deputado João Alberto Pizzolati Júnior (PP). A PF concluiu quatro inquéritos referentes à Operação Lava Jato, que já foram protocolados no Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe à Procuradoria-Geral da República decidir sobre oferecimento da denúncia contra o grupo.

O site Jota, um dos mais relevantes sobre informações jurídicas no País, confirmou o indiciamento de José Otávio Germano, que também é réu na Operação Rodin, que investigou desvios no Detran do Rio Grande do Sul, na década passada.

Os parlamentares foram indiciados por corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação da Polícia Federal teve por objetivo mostrar que o foco da Lava Jato não está apenas sobre os políticos do PT e ocorre depois que o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, ameaçou trocar a chefia da corporação em caso de novos vazamentos de informações sobre a investigação.

As investigações apontaram que o esquema de corrupção na Petrobras durou oito anos e que os pagamentos eram de cerca de R$ 300 mil mensais, retirados diretamente pelos políticos do PP nos escritórios do doleiro Alberto Yousseff. Houve ainda pagamentos extraordinários de até R$ 5,5 milhões. A propina foi obtida através de contratos com as empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção.

A reportagem procurou a defesa de José Otávio Germano, mas não obteve retorno até o momento.