RGE investe R$ 211,4 milhões na rede elétrica em 2016, crescimento de 6,5% . Recursos aplicados entre janeiro e setembro foram aplicados na expansão, modernização e manutenção do sistema da concessionária

RGE investe R$ 211,4 milhões na rede elétrica em 2016, crescimento de 6,5% . Recursos aplicados entre janeiro e setembro foram aplicados na expansão, modernização e manutenção do sistema da concessionária

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 Em um ano desafiador para a economia gaúcha, a Rio Grande Energia (RGE), distribuidora do Grupo CPFL Energia, ampliou os seus investimentos nos 255 munícipios de sua área de concessão. A companhia investiu R$ 211,4 milhões entre janeiro e setembro de 2016, o que representa um crescimento de 6,5% na comparação com os R$ 198,6 milhões de igual período do ano passado. Somente no terceiro trimestre de 2016 foram aplicados R$ 75 milhões. Os investimentos RGE refletem diretamente na qualidade do fornecimento de energia elétrico para os mais de 1,45 milhão de clientes da concessionária no Rio Grande do Sul. Conforme o seu planejamento estratégico, os recursos foram destinados à ampliação e melhoria das redes elétricas primárias e secundárias, na substituição e manutenção de equipamentos e no suporte ao crescimento do mercado.

Nos nove primeiros meses do ano, a distribuidora desenvolveu uma série de projetos para tornar o seu sistema elétrico mais resistente aos fatores externos, como os fenômenos climáticos (chuvas, raios e ventos) que se tornaram cada vez mais recorrentes e castigam a rede com os temporais em sequência que atingem o Estado. Além disso, a RGE segue desenvolvendo ações que preparam o sistema elétrico da companhia para o futuro aumento da demanda por energia tanto dos clientes industriais quanto dos consumidores das classes comercial e residencial.

Para a execução de projetos destinados à expansão do mercado consumidor e do número de clientes, a RGE fez investimentos robustos no terceiro trimestre deste de 2016. Foram R$ 25,5 milhões empregados na instalação de novos medidores para clientes residenciais, industriais e comerciais. Neste montante também estão contabilizadas ações de ampliação da rede trifásica a novos pontos das áreas rurais.

Os projetos de suporte de crescimento do mercado receberam R$ 20,7 milhões. Uma parcela dos recursos foi aplicada na modernização e aumento de capacidade de subestações e nas adequações das redes de distribuição. A RGE fez, também, melhoramentos da ordem de R$ 9,2 milhões nas redes primária e secundária. Por sua vez, as manutenções do sistema elétrico e os reparos emergenciais na rede elétrica, tais como a troca de transformadores avariados, consumiram R$ 11 milhões dos recursos entre julho e setembro deste ano. Já as ações para o combate às perdas comerciais, como a substituição de medidores obsoletos, receberam R$ 355 mil dos recursos no período.

O presidente da RGE, José Carlos Saciloto Tadiello, ressaltou a ampliação nos investimentos nos três trimestres de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, especialmente diante do cenário adverso para a economia brasileira. “Esse avanço no volume investido demonstra a preocupação da RGE em oferecer um serviço de qualidade e caminhar na direção dos melhores índices de fornecimento de energia. Nossos recursos são aplicados com base em um planejamento estratégico que garante a todos um ganho real, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da nossa área de concessão”, afirma Tadiello.

 

Cidades que mais receberam investimentos no terceiro trimestre de 2016

 

 

Ranking Município Valor investido (R$)
Caxias do Sul 9.727.520
Santa Rosa 3.527.807
Erechim 2.525.880
Passo Fundo 2.492.465
Sananduva 2.366.648
Júlio de Castilhos 2.269.836
São Francisco de Paula 2.257.202
Gravataí 1.931.487
Bento Gonçalves 1.829.164
10º Taquara 1.771.917
11º Cachoeirinha 1.737.197
12º Três de Maio 1.442.261
13º Farroupilha 1.426.946
14º Severiano de Almeida 1.191.494
15º Santo Ângelo 1.171.376

 

Cooperativas comemoram resultados positivos. Crescimento foi de 15,75% em 2015 e faturamento de 36,1 bilhões

Cooperativas comemoram resultados positivos. Crescimento foi de 15,75% em 2015 e faturamento de 36,1 bilhões

Agronegócio Negócios Notícias Plano Safra Poder Política

 

Contagiado pelo otimismo, o cooperativismo gaúcho comemora o saldo positivo alcançado em 2015 que resultou em um crescimento de 15,75%. O faturamento se traduz em R$ 36,1 bilhões, apresentado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, durante o “Tá na Mesa” da Federasul. Entusiasmado, o convidado projetou mais R$ 1,7 milhão em investimento ao longo de 2016 e arriscou a dizer que “o cooperativismo é a grande saída para a crise econômica vivida no Brasil”. Ele atribuiu o desempenho à união dos associados. Na mesma linha, a presidente da Federasul, Simone Leite, completou dizendo que “os resultados são a garantia de que todos estão envolvidos pelo sentimento de pertencimento. Palavra que também é sinônimo da nossa gestão”.

Na ocasião, o Sistema Ocergs-Sescoop/RS destacou números de cinco ramos de atuação, sendo eles, agropecuário com crescimento de 11,6%, o de crédito alcançou o incremento de 33,8%, da saúde que chegou aos 18%, de infraestrutura bateu 8,2% e o de transporte ficou na casa dos 35,5%. “Os bons indicadores reforçam a eficiência da economia das cooperativas gaúchas”, avaliou o presidente Perius.

No horizonte do setor são poucas as dificuldades elencadas pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, no entanto, a que ganha maior destaque são as poucas políticas públicas voltadas para atender as necessidades das cooperativas. Nada que tenha impedido que nos últimos seis anos o cooperativismo registrou expansão de 94,6%.

Compõem o universo das cooperativas no RS 58,8 mil empregos diretos, 434 cooperativas e 2,7 milhões associados. Segundo Perius, os salários praticados são 28,1% maiores do que os oferecidos pelo setor privado. “Os números colocam o RS em terceiro lugar no ranking nacional, perdendo apenas para São Paulo e Paraná”, finalizou.

Dilma tira R$100 mi da Eletrobras para publicidade

Dilma tira R$100 mi da Eletrobras para publicidade

Comunicação Direito Direito do Consumidor Notícias Poder Política Porto Alegre Publicidade

Dilma enviou ao Congresso medida provisória que lhe permite gastar mais R$ 100 milhões em publicidade da Presidência no ano —anteriormente estavam previstos R$ 252 milhões. A verba foi cortada de investimento na Eletrobras. O Planalto diz que usará o valor em campanha contra a zika. (Folha de São Paulo)

Daer investe R$ 197 milhões em obras rodoviárias em 2015

Daer investe R$ 197 milhões em obras rodoviárias em 2015

Notícias Poder Política

O Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) investiu R$ 197 milhões em programas de recuperação, manutenção, conservação e construção de rodovias estaduais em 2015. Os recursos aplicados por programas são provenientes de financiamentos com o Banco Mundial (Bird), BNDES e do Tesouro do Estado. Para 2016, a previsão de investimentos vai mais do que triplicar, alcançando R$ 709,2 milhões.

Do total investido em 2015, R$ 19,4 milhões foram destinados para contratos de apoio técnico (CAT) e outros R$ 5,5 milhões foram aplicados em seis convênios municipais, totalizando 18,57 quilômetros. De acordo com previsão do Daer, este ano o investimento em convênios municipais será ampliado para R$ 43 milhões. Os recursos serão destinados a 15 contratos, totalizando 44,70 quilômetros de rodovias.

Veja o que foi executado em cada programa 

Acessos Municipais

No programa Acessos Municipais, financiado pelo BNDES, foram destinados R$ 20.595.390,02 em obras de pavimentação de acessos asfálticos. Dez acessos foram contemplados:

– VRS-874 (São José do Hortêncio a São Sebastião do Caí)

– ERS-456 (Esmeralda)

– VRS-843 (Feliz a Linha Nova)

– acesso a Muliterno, acesso a Tapejara

– Tapejara (Santa Cecília)

– ERS-737 (Arroio do Padre)

– ERS-485 (Carlos Gomes)

– ERS-575 (Porto Vera Cruz)

– acesso a Eugênio de Castro

-ERS-163 (Tenente Portela a Barra do Guarita).

Todos os dez trechos estão com obras em andamento, com previsão de conclusão ainda em 2016.

2016: a meta do Daer é concluir 28 acessos totalizando 537,47 km. O investimento previsto é da ordem de R$ 169,5 milhões.

Restauro
Em 2015, por meio do programa Restauro, o Daer investiu R$ 41.147.875,04, financiados pelo Banco Mundial (Bird), na recuperação completa de trechos asfaltados. Os recursos foram aplicados em 214,98 km, localizados nos seguintes trechos:

– ERS-168 (entroncamento com a ERS-561, passando por Roque Gonzales até São Paulo das Missões)

– ERS-344 (Santa Rosa, passando por Giruá e Santo Ângelo)

– RSC-472 (Tuparendi a Santo Ângelo

– RSC-392 (Entre-Ijuís a Santa Rosa)

– ERS-324 (Três Palmeiras – Ronda Alta – Rondinha)

– ERS-404 (Sarandi a Ronda Alta)

– ERS-406 (Goi-En até Serraria)

– ERS-223 (Ibirubá até o entroncamento com a BR-377 para Cruz Alta)

– ERS-561 (São Nicolau até o entroncamento com a ERS-168).

2016: as obras nesses trechos terão continuidade este ano e as intervenções serão ampliadas para 15 lotes. A previsão de investimento é de R$ 220 milhões.

CREMA SERRA
Financiado também pelo Banco Mundial (Bird), o programa Crema Serra somou investimentos de R$ 50.323.876,00 na recuperação de quatro trechos rodoviários da Serra. Em dezembro de 2015, foram concluídas as obras nos 53 quilômetros da RSC-453 (Rota do Sol) do entroncamento com a BR-116 para São Marcos até Lajeado Grande.

As outras rodovias que receberam recursos foram:

– ERS-324 (43,32 quilômetros entre o entroncamento com a ERS-129 para Guaporé, até Nova Prata)

– RSC-470 (57,18 quilômetros de Nova Prata a São Valentim do Sul)

– ERS-122 (42,24 quilômetros de Antônio Prado a Campestre da Serra)

2016: o programa prevê ainda dois anos de recuperação das estradas e mais três para a manutenção desses trechos. A previsão de investimentos para 2016 é de R$ 98,8 milhões.

E neste ano, o Daer prevê investimento de R$ 41,8 milhões no Crema Erechim. Os recursos deverão ser aplicados em 170,3 km das rodovias ERS-126, ERS-208, ERS-343, ERS-467 e ERS-478.

CONSERVAÇÃO
Durante o ano de 2015, o Daer e a Secretaria dos Transportes investiram R$ 60 milhões na manutenção da malha viária de responsabilidade das 17 superintendências regionais do órgão. Os recursos são oriundos do Tesouro do Estado.

Os principais trechos que receberam investimentos foram:

– ERS-522 (Ijuí a Augusto Pestana)

– ERS-786 (Tramandaí a Quintão)

– ERS-446 (Farroupilha a Bento Gonçalves)

– ERS-122 (Farroupilha a Caxias do Sul)

– RSC-453 (Caxias do Sul a Bento Gonçalves)

– ERS-717 (Tapes a Sentinela do Sul)

2016: devem ser aplicados R$ 110 milhões.

Frente da Indústria Química se mobiliza por contrato de matéria-prima para viabilizar a competitividade, investimentos e empregos do setor

Frente da Indústria Química se mobiliza por contrato de matéria-prima para viabilizar a competitividade, investimentos e empregos do setor

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A Frente Parlamentar da Química, representantes de municípios, presidentes e representantes do setor químico, lideranças sindicais e associações setoriais manifestaram ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, preocupação com a atual condição de fornecimento de nafta para a indústria química e petroquímica do país. Desde fevereiro de 2014, o contrato entre os setores da indústria e a Petrobrás venceu e vem sendo prorrogado com prazo de seis meses, sendo que a última renovação foi de apenas dois meses.

Essa incerteza inviabiliza os investimentos no setor e representa um risco aos 700 mil empregos gerados. Segundo dados da Abiquim, R$ 8 bilhões de investimentos estão represados. No ABC paulista já foram perdidos 2.500 empregos e há estimativas que esse número no Brasil alcance 15 mil.

Na reunião desta terça-feira (29), o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, expressou a importância de se chegar a um contrato de fornecimento competitivo, de longo prazo, de forma a permitir o retorno à normalidade do setor. Neste tema, o próximo passo da Frente Parlamentar da Indústria Química é uma agenda com o Presidente da Petrobrás, Aldemir Bendini, para encaminhar uma solução definitiva.

Presidente da Frente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apontou que a Petrobrás precisa encontrar uma solução para o impasse do contrato de nafta”. “Não vamos aceitar que a Petrobrás tome qualquer decisão referente ao contrato de nafta sem antes dialogar com todos os envolvidos do setor” enfatizou o parlamentar.

O presidente do Conselho Diretor da Abiquim e presidente da Braskem, Carlos Fadigas, classificou o momento como “grave”. Segundo Fadigas, a atual conjuntura econômica “exige mobilização, esforço e empenho” para que a indústria química consiga se manter forte e competitiva.  “Estamos discutindo a situação de setores importantes. Sobre a questão da nafta, colocamos diversas alternativas na mesa, buscando uma solução de longo prazo. Da mesma forma o Conselho deve regulamentar a situação do gás natural para que, passada a crise, possamos pensar e planejar a longo prazo”.

Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, a indústria química vive um paradoxo. “Criamos uma indústria química quando não tínhamos petróleo e gás e hoje, quando estamos no limiar de sermos grandes produtores de gás e petróleo a indústria pode chegar ao seu fim. É importante salvar o que temos agora”, apontou Figueiredo. “Infelizmente, a indústria química tem urgência na resolução da nafta, na instituição do gás como matéria prima e na manutenção do Reiq”, pontuou.

O presidente do Sindicato ABC, Raimundo Suzart alertou para a grande parcela de trabalhadores afetados diretamente pelo contrato de nafta. “Só na região do ABC já perdemos 2.500 postos neste ano, e no Brasil, entre 15 e 20 mil pessoas já perderam seus trabalhos”. Suzart defende que a terceira geração é a maior impactada e que empresários já estudam levar a indústria para o Paraguai e outros países que fortalecer a indústria.

O prefeito de Triunfo (RS), Mauro Fornari Poeta, lembra que o município que sedia o terceiro Polo Petroquímico do país e está perdendo um investimento de 640 milhões de em razão da incerteza da disponibilidade de matéria prima. “É inadmissível que uma empresa já instalada, com domínio de tecnologia e com 700 mil postos de emprego no país esteja passando por essa dificuldade. Precisamos achar urgentemente uma solução que beneficie a todos”, declarou o prefeito.

O deputado estadual de SP, Luiz Turco, ressalta que a questão do Polo Petroquímico do ABC também é gravíssima e afirma que o setor é responsável por aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, que estão se esvaindo por falta de matéria prima. O deputado aproveitou a ocasião para levar ao Ministério de Minas e Energia um pedido formal em defesa do Polo Petroquímico do ABC.

REIQ

Outra preocupação do setor é que no pacote de ajustes fiscais, o Governo acaba com o Regime de Especial da Indústria Química (Reiq), medida que vigora desde 2013 e desonerou a cadeia da indústria química brasileira para recuperar a competitividade frente ao shale gás americano. O ministro Eduardo Braga também se mostrou favorável à manutenção do Reiq. “Creio que o governo está avaliando e saberá conduzir com responsabilidade”.

Presidente do Conselho da Abiquim, Carlos Fadigas afirmou que a queda do Reiq vai afetar a situação fiscal do governo pela redução da produção na indústria química nacional por falta de competitividade. “Temos muito orgulho da construção do Reiq, a partir de amplos debates com envolvimento coletivo. Construímos um regime com início, meio e fim, e foi com isso que o setor planejou seus investimentos”, defendeu.