Jaques Wagner: revista IstoÉ não vai ficar impune após conteúdo “machista”. De acordo com o veículo, reportagem se tratou de ‘interesse público’ e não invadiu a privacidade da presidente

Jaques Wagner: revista IstoÉ não vai ficar impune após conteúdo “machista”. De acordo com o veículo, reportagem se tratou de ‘interesse público’ e não invadiu a privacidade da presidente

Comunicação Direito Notícias Poder Política

O ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner, disse hoje que a revista IstoÉ não vai ficar impune pela reportagem publicada nesse fim de semana, em que relata que a presidente Dilma Rousseff “está fora de si” e com “problemas emocionais”. Segundo Wagner, o governo “não aceitará calado as mentiras e ofensas” publicadas contra Dilma no periódico. Na avaliação do ministro, o texto se baseia em conteúdo “explicitamente machista”.

As declarações foram publicadas na conta pessoal de Jaques Wagner no Twitter. Nas postagens, ele repete as defesas feitas pelo governo após a publicação da reportagem de que o texto é uma “peça de ficção”, “produzida com o claro propósito de desgastar a imagem da presidenta”.

No último sábado, após a divulgação da reportagem, o Palácio do Planalto informou que a Advocacia-Geral da União vai acionar o Ministério da Justiça para que determine a abertura de inquérito a fim de apurar crime de ofensa contra a honra da presidente.

Segundo a IstoÉ, nas últimas semanas, Dilma passou a ter “sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do país”. A revista semanal ainda comparou Dilma a Maria Francisca Isabel Josefa Antônia Gertrudes Rita Joana de Bragança, a primeira rainha do Brasil, que ficou conhecida como “Maria I, a Louca”. ”A revista IstoÉ terá que responder na Justiça por seu preconceito e por sua irresponsabilidade”, afirmou Jaques Wagner.

Procurada pela Agência Brasil, a revista divulgou posicionamento segundo o qual mantém todo o conteúdo publicado e que não se trata de nenhum tipo de preconceito. De acordo com a IstoÉ, a reportagem se tratou de “interesse público” e não invadiu a privacidade de Dilma. Ainda segundo o veículo, a reportagem foi feita com “fontes credenciadas para dar aquele tipo de informação”. (Agência Brasil)

Eliseu Padilha se reúne com Jaques Wagner nesta segunda para comunicar saída do cargo. Ministro protocolou pedido de demissão na última sexta-feira

Notícias Poder Política
Ministro protocolou pedido de demissão na última sexta-feira | Foto: Wendel Lopes / Divulgação / CP Memória
Ministro protocolou pedido de demissão na última sexta-feira | Foto: Wendel Lopes / Divulgação / CP Memória

O ministro demissionário da Aviação Civil, Eliseu Padilha, irá se reunir nesta segunda-feira, com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, para comunicar pessoalmente ao governo sua decisão de entregar o cargo. Apesar de o governo

ainda esperar uma conversa com Padilha, o cargo dele já estaria em negociação. O líder do governo na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), já teria recebido a tarefa de indicar nomes para a vaga.

Picciani nega a oferta, mas admite que, se for procurado, irá atender ao apelo do governo. “Em nenhum momento, a Dilma fez o convite à bancada para indicar. Se ela vier a fazer, nós debateremos com a bancada. A bancada de Minas Gerais é importante e pode desempenhar bem essa função”, sugeriu.

Na última sexta-feira, ele protocolou uma carta de demissão na Casa Civil,mas a presidente Dilma Rousseff disse sábado no Recife (PE) que não tinha conhecimento.”Eu não recebi nenhuma comunicação do ministro e ainda conto com sua permanência”, disse Dilma, que foi à capital pernambucana para se reunir com autoridades discutir ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. “Não sei se ele tomou uma decisão definitiva porque não conversou comigo. Aguardo. Não tomo posição sobre coisas que não consigo entender inteiramente”, complementou a presidente.

A decisão de Padilha de deixar o governo ocorre em meio ao início da discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso e foi interpretada no Palácio do Planalto como o primeiro passo para o descolamento do vice e o desembarque do PMDB da equipe. Padilha é um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, que tem se aproximado do PSDB. (Correio do Povo)

Opinião: André Moura, Jaques Wagner ou Eduardo Cunha? É tão simples saber quem está mentindo…

Opinião: André Moura, Jaques Wagner ou Eduardo Cunha? É tão simples saber quem está mentindo…

Notícias Opinião Poder Política
andre moura reduzida
André Moura (PSC-SE)

Eu não tô entendendo (hehehehe…) esta história de Eduardo Cunha acusar o governo de mentiroso e o governo rebater dizendo que quem mente é o Presidente da Câmara… Para quem não acompanhou a troca de acusações ao longo desta quinta-feira…  O presidente da Câmara disse hoje pela manhã (3) que Dilma esteve ontem (2) com o deputado André Moura (PSC-SE), relator da reforma tributária na Câmara, para oferecer o apoio do PT a Cunha no Conselho de Ética (onde ele enfrenta um processo) em troca da aprovação do projeto que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, rebateu as declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a presidenta Dilma Rousseff mentiu ao dizer que o Palácio do Planalto não fez barganha política com o Congresso Nacional e disse que quem mentiu foi o parlamentar. “Sobre a afirmação do presidente da Câmara, ele é que mentiu, na medida que disse que ontem o deputado André Moura teria estado com a presidenta Dilma, levado por mim. O deputado André Moura não esteve com a presidenta Dilma, esteve comigo, sempre discuti com ele como emissário do presidente da Câmara, sempre discuti com ele pauta econômica”, disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Wagner disse que a conversa com Moura se resumiu a projetos da área econômica que estão na pauta da Câmara e que nunca falou sobre a aceitação do pedido de abertura de impeachment. “Nunca conversei com o deputado André Moura – e ele seguramente irá confirmar – sobre arquivamento ou não de pedido de impeachment, até porque sou da tese de que não podemos sustentar um governo o tempo todo ameaçado, chantageado com a entrada ou não do pedido de impeachment”, avaliou.

O ministro, que é um dos mais próximos de Dilma, elevou o tom contra as declarações de Cunha e disse que a presidência da Casa foi transformada em um “bunker da oposição” e que, por causa da investigação do Conselho de Ética, o parlamentar não tem mais legitimidade para presidir a Câmara. “Ele perdeu a legitimidade para se sentar na presidência da Casa que o está julgando.” Na minha opinião é muito simples saber se André Moura esteve com Dilma ou não? É só o Palácio do Planalto liberar imagens das câmeras de segurança mostrando André Moura chegando, circulando e saindo do local de trabalho de Jaques Wagner e Dilma. Libera e evita o prosseguimento da polêmica. Nesse caso me parece bem simples saber quem é o Pinóquio da história…

“Cunha perdeu legitimidade na Câmara”, diz Jaques Wagner

“Cunha perdeu legitimidade na Câmara”, diz Jaques Wagner

Notícias Poder Política

O pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aceito nessa quarta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, iniciou uma troca de farpas entre as duas partes. Após a manifestação de Cunha, em que ele afirma que a chefe de Estado mentiu à nação em seu pronunciamento, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta quinta que quem contou mentiras foi o deputado do PMDB.

“O presidente da Câmara foi quem mentiu. Ele afirmou que o deputado André Moura teria estado com a presidente, levado por mim. Moura nunca esteve com presidente. Esteve comigo, discutindo pauta econômica. Nunca conversei com Moura sobre arquivamento ou não de pedido de impeachment. Sou da tese de que não podemos sustentar um governo o tempo todo ameaçado, chantageado por pedido de impeachment. Cunha perdeu a legitimidade para estar na presidência da Câmara”, disse.

Wagner afirmou que o grande derrotado desse processo é Eduardo Cunha. “Ele deverá enfrentar sem ameaça o Conselho de Ética. Ele usa o cargo para o obstruir a comissão”, completou o ministro. (Correio do Povo)

Fonte

Governo entrega defesa de pedalada e aposta em vitória no Congresso

Governo entrega defesa de pedalada e aposta em vitória no Congresso

Notícias Poder Política

A defesa das contas de 2014 do governo, entregue ontem ao Congresso, revela a dívida das pedaladas. A conta mostra débito de R$ 22,43 bilhões com o BNDES; R$ 20,73 bilhões com o FGTS; R$ 12,32 bilhões com o Banco do Brasil e R$ 1,5 bilhão com a Caixa. Somada, a dívida é de RS 57,01 bilhões. Na entrega do documento, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que não será “nada anormal” se as contas forem aprovadas pelo Congresso, mesmo após rejeição pelo TCU. Para a presidente da Comissão de Orçamento, Rose de Freitas (PMDB-ES), parte da votação do tribunal foi política. “Houve uma votação rápida com o relator, sem nenhuma explicação ou declaração de votos.”  A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Jaques Wagner: impeachment não pode ser tratado como ferramenta política

Jaques Wagner: impeachment não pode ser tratado como ferramenta política

Destaque Opinião Poder

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse hoje, que o impeachment não pode ser tratado como ferramenta de disputa política e que a base aliada precisa estar atenta à questão no Congresso. “É muito estranho que alguém coloque como objetivo de sua posição política chegar ao impeachment. As pessoas estão catando coisas para dar consistência artificial a um processo como esse”, afirmou, durante entrevista após a primeira reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros depois da reforma administrativa. Wagner criticou o fato de o afastamento da presidente ter se tornado “conversa de todo dia”.

“Virou conversa de todo dia. Devia ser consequência de um crime de responsabilidade objetivo”, destacou Wagner, que mostrou preocupação com os pedidos de afastamento de Dilma entregues à Câmara dos Deputados.

“O presidente da Câmara tem arquivado alguns deles e vamos ver como funciona nas semanas subsequentes. Todos sabem do cronograma previsto pela oposição. Então, acho que a base tem de estar bastante atenta à movimentação”, disse o ministro.

Sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que ontem rejeitou as contas de 2014 da presidenta, o ministro informou não considerá-la uma derrota do governo.

“No julgamento técnico-político do Congresso Nacional é que poderemos dizer que foi uma grande vitória ou uma grande derrota.” Ele considerou ainda que a recomendação pela rejeição das contas não constitui um elemento concreto que embase um pedido de afastamento de Dilma Rousseff.

“Não consigo olhar como elemento de prova um parecer que sequer foi votado [no Congresso].” Jaques Wagner acrescentou que fatos ocorridos antes do governo atual não podem servir de base para um processo de impeachment.

“Está claro para qualquer constitucionalista que fatos ocorridos antes de janeiro de 2015 não podem ser reivindicados como base. Creio que o Congresso respeitará o texto constitucional, a despeito de uma certa excitação que existe. Quero manifestar posição pessoal da minha preocupação, do ponto de vista da democracia brasileira, que uma ferramenta tão nobre seja ferramenta de disputa.”

De acordo com o ministro, Dilma encarou as dificuldades ao longo da semana com “postura tranquila”. Além da recomendação do TCU pela rejeição das contas, o governo não conseguiu quórum para apreciação dos vetos presidenciais em duas sessões consecutivas do Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reabriu ação para cassação dos mandatos de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer. “Eu diria que a presidenta, como guerreira, funciona bem nesses momentos de dificuldade.”

Segundo Jaques Wagner, Dilma preferia outra análise do TCU, mas respeita a decisão do tribunal e considera o episódio página virada. “A batalha definitiva será na CMO [Comissão Mista de Orçamento] e no Congresso.”

O ministro também defendeu o pedido de suspeição do relator do processo no TCU, Augusto Nardes. por ter supostamente manifestado opinião fora dos autos. “A entrada da suspeição não pode ser encarada como afronta a qualquer tribunal. O próprio TCU, em função de nossa demanda, ajustou alguns procedimentos”, concluiu. (Agência Brasil – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)