O futuro de Dilma: Funcionária da FEE-RS ela deve pedir aposentadoria

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No único pronunciamento que fez após ser cassada, a ex-presidente Dilma Rousseff foi clara como deve se comportar na política, repetiu que é vítima de um golpe, e disse que vai fazer uma oposição enérgica e incansável a Temer, mas não deu pistas sobre como vai pagar suas contas no futuro. Mesmo afastada ininterruptamente da FEE-RS desde 1998, quando pediu licença para realizar o doutorado e depois em função da cedência para governos estaduais e federal. Ela nunca mais voltou a dar expediente na Rua Duque de Caxias, 1691, em Porto Alegre. Dilma continua “empregada” na Fundação de Economia e Estatística, apesar de já ter tempo suficiente para aposentadoria. Hoje o contrato de trabalho está suspenso para exercício da presidência da República. Como optou pela remuneração de presidenta, não recebe nada do Estado. Ela pode pedir para voltar a ocupar sua vaga, mas isso não é automático e sinceramente ninguém acredita que Dilma vá voltar a trabalhar na FEE após ocupar o Palácio do Planalto. A identidade funcional 2963736,  corresponde ao cargo técnico X-26, a função que está em extinção no quadro, corresponde a um salário próximo dos R$ 9 mil/mês.
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Para Kátia Abreu, Dilma não deveria ser inabilitada de funções públicas para “continuar trabalhando e suprir suas necessidades”. Foto: Edilson Rodrigues /Agência Senado

Como já tem tempo para aposentadoria, esse deve ser o caminho natural. Por sinal, a Senadora Kátia Abreu se mostrou preocupada em saber como Dilma irá se sustentar com uma aposentadoria de R$ 5 mil, nunca vi a presidente licenciada da Confederação Nacional da Agricultura se preocupar com os aposentados que em média recebem pouco mais de R$ 1 mil no Brasil. Contudo, ela não acredita que a economista Dilma, consiga se virar recebendo cerca de seis salários mínimos. No momento que defendeu a proposta de que mesmo cassada a ex-presidente não perdesse o direito a acessar cargos públicos a latifundiária apelou aos outros senadores: – Peço aos colegas que não apliquem essa pena de inabilitação (dos direitos políticos) pela sua honestidade e idoneidade, independentemente de erros que alguns concordam que ela tenha cometido. A presidente já fez as contas de sua aposentadoria e deve se aposentar com cerca de R$ 5 mil. Então, precisa continuar trabalhando para suprir as suas necessidades – disse Kátia Abreu.

Igual a milhões de outras pessoas, cara Senadora! Aposentadas e aposentados que não conseguem viver com o que recebem e se vocês seguirem sem reformar a previdência a situação vai piorar para eles e também para nós trabalhadores da ativa.

Agronegócio decide apoiar Impeachment de Dilma. Farsul e CNA lançam notas pedindo afastamento da presidente

Agronegócio decide apoiar Impeachment de Dilma. Farsul e CNA lançam notas pedindo afastamento da presidente

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se rebelou contra uma de suas integrantes mais importantes e presidente licenciada, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Durante a entrevista à imprensa convocada para comunicar o apoio formal ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da entidade, João Martins, afirmou que o setor começa a ser prejudicado pela crise econômica e cobra um pacto nacional pela recuperação do País. Ele afirmou que a ministra se afastou do produtor rural ao continuar a defender o governo.
Martins comentou que a CNA preza pelo equilíbrio, mas disse que depois das declarações de movimentos sociais do campo, que pregaram a violência, não havia mais condições de não ter uma posição clara.

Na semana passada, o secretário de Administração e Finanças da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Aristides Santos convocou, em evento de assinatura de medidas de regularização fundiária, no Palácio do Planalto, invasões de terras de parlamentares ruralistas, chamados por ele como a “bancada da bala” do Congresso, como forma de evitar o impeachment. “Fomos surpreendidos com o evento no Palácio do Planalto em que se pregou a violência e, dias depois, o ministro da Justiça, em vez de recriminar, defendeu os movimentos como legítimos porque apoiam o governo”, afirmou Martins. “Estudamos entrar com ações contra a Contag e o ministro”, observou. Ele disse que nas últimas semanas as pressões da base da CNA aumentaram e depois de uma consulta a todas elas, com exceção do Tocantins (Estado da ministra Kátia Abreu), todas se manifestaram favoravelmente ao impeachment.

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Carlos Sperotto, presidente da Farsul

Aqui no Rio Grande do Sul, a Farsul, que há alguns dias tinha lançado um forte manifesto sobre o difícil momento econômico vivido pelo setor do agronegócio, divulgou uma nota oficial apoiando o impeachment. Segundo o presidente da Federação, Carlos Sperotto o fato de um secretário da Contag, discursar no Palácio do Planalto pregando a violência contra os produtores rurais, sem nenhuma atitude mais forte da presidente ou de integrantes do governo Dilma foi determinante na decisão de oficializar o que a maioria do setor já pedia há muito tempo, um posicionamento favorável a saída de Dilma. O texto assinado pelo presidente Carlos Sperotto diz que: “A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL, entidade sindical de grau superior, com sede e foro em Porto Alegre, amparada na sua Carta Estatutária, e na decisão de Diretoria vem a público, por dever de lealdade à sociedade rio-grandense e aos Produtores Rurais 12959419_1739520012933661_1092268772_oDENUNCIAR com preocupação o cenário de instabilidade político-institucional que, sem solução, agrava-se dia-a-dia e coloca em risco as Instituições do Estado Democrático de Direito do Brasil e os resultados do agronegócio brasileiro. Não é só isso: O Setor Primeiro da Economia – que, reconhecidamente, dá sustentação à Economia Brasileira – não pode ficar silente ante as provocações e ameaças explícitas de movimentos ditos “sociais”, realizadas no Palácio do Planalto repercutidas em rede nacional incitando invasões de propriedades rurais. Isso tudo veiculado em horário nobre na presença da Presidente da República. Aliás, Sua Excelência, Sra. Dilma “ouviu, aplaudiu e cumprimentou o proponente”. Nosso repúdio pelo desserviço ao Brasil ante a postura inescusável e desagregadora da Presidente e falta de comprometimento como autoridade maior da Nação. Nesse sentido, nos somamos às demais Federações lideradas pela nossa Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA em defesa do IMPEACHMENT da Presidente Dilma Rousseff.”
A questão econômica está presente na decisão da CNA. O presidente da Confederação alega que o mercado interno está pouco demandado e isso tem afetado a produção agropecuária. Questionado sobre a relação entre a CNA e Kátia Abreu, ele afirmou que esta segue normalmente, com a entidade participando da formulação de políticas importantes para o setor.

“Quando a presidente Kátia Abreu se licenciou, nós separamos as coisas. Ela defende o governo do qual participa, nós defendemos o interesse do setor”, explicou o dirigente.

Durante parte da coletiva, ele se esquivou de avaliar a permanência da ministra do governo, mas ao fim do evento, deixou clara a distância entre a CNA e Kátia Abreu.

“Não posso dizer que ela abandonou o produtor, mas se distanciou do produtor rural ao continuar a defender um governo que a cada dia mais está se desintegrando”, reforçou. Ele garantiu, ainda, que os produtores rurais e os sindicatos vão participar maciçamente de movimentos sociais no dia da votação do impeachment como forma de pressionar os parlamentares. (Felipe Vieira com informações de O Estado de Minas)

Expointer 2015: Ministro do MDA assinou operações Pronaf com associados do Sicredi

Expointer 2015: Ministro do MDA assinou operações Pronaf com associados do Sicredi

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Na visita do ministro do desenvolvimento agrário (MDA), Patrus Ananias, a 38ª Expointer, no dia 3 de setembro, para a solenidade de abertura da 17ª Feira da Agricultura Familiar, o Sicredi foi chamado para participar de assinaturas de operações Pronaf por conta de sua importância nacional por ser o principal operador do programa no Brasil. Os associados que assinaram seus contratos de custeio representando o Sicredi foram: Fausto Regis Palavro, produtor de frutas do município de Feliz/RS, representando a Cooperativa Sicredi Pioneira RS; e Manuel João de Azambuja, produtor de soja do município de Passo do Sobrado/RS, representando a Cooperativa Sicredi Vale do Rio Pardo.

O evento de assinatura aconteceu no estande do Programa Mais Alimentos do MDA onde o ministro Patrus Ananias ressaltou que o ato foi um gesto de valorização do cooperativismo e incentivo ao fomento da agricultura familiar. “O cooperativismo de crédito é o futuro. Sou um entusiasta deste modelo que maximiza e coletiviza os recursos”, destacou ele durante a cerimônia. “Além disto, o cooperativismo prima por valores como participação democrática e solidariedade. E o Sicredi está muito bem inserido neste contexto. As assinaturas de hoje comprovam essa afirmação”, afirmou Ananias.

Para o associado Sicredi, Manuel João de Azambuja, produtor de soja no município de Passo do Sobrado, o ato de assinatura da liberação dos recursos do Pronaf representou a conquista de um trator que vai aumentar a produtividade e reduzir os custos. “Sou a quinta geração da família que se mantém no campo. Ali tenho uma perspectiva de vida. E o Sicredi é uma Instituição Financeira parceira que se preocupa com o desenvolvimento do associado”, destaca Azambuja.

Maior agente do BNDES na concessão de recursos do Pronaf, o Sicredi também é a primeira Instituição Financeira Cooperativa na liberação de recursos do crédito rural no país. “O Sicredi é um importante canal por onde o Ministério viabiliza recursos que geram tecnologia e produtividade, e estes dois fatores combinados agregam renda para o produtor rural”, destacou o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul, Marcos Regelin que, também, participou da cerimônia.

Expointer 2015: Agronegócio é valorizado na abertura oficial

Expointer 2015: Agronegócio é valorizado na abertura oficial

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O discurso da relevância do setor do agronegócio para ajudar a superar a crise econômica do Estado e a união de diversas entidades e governo para viabilizar a realização da feira marcaram a abertura oficial da 38ª Expointer 91351088646259_minirealizada hoje (4/9). A cerimônia aconteceu na Pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento contou com uma maciça presença de autoridades governamentais e representantes de entidades agrícolas e federações de raças, entre elas o governador do RS, José Ivo Sartori, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto(foto). O público presente na solenidade assistiu ao Desfile dos Campeões da Exposição. Em seu pronunciamento, Sperotto dirigiu-se aos manifestantes que aproveitaram a presença do governador na feira e reforçou a importância do trabalho do produtor rural: “Vocês podem ficar tranquilos, pois terão almoço garantido em casa, porque tem quem produz”. Sperotto destacou que o sucesso da Feira mostra o quão pujante é o setor. “O atual governo do Estado assumiu como herança um governo quebrado. Mas o Rio Grande do Sul está inteiro e, juntos, passaremos por essa crise”, afirmou.

35275942152277_miniA ministra Kátia Abreu (foto) elogiou Sartori em seu discurso. “Trata-se de um competente governador, sério, digno, honesto. Tenho a mais absoluta convicção de que Sartori vai superar os problemas criados ao longo de outros governos”, afirmou a ministra. Kátia aproveitou a solenidade para dar boas notícias aos produtores do Estado, como o atendimento da solicitação de fazer o zoneamento agrícola para a nova fronteira gaúcha da soja, a regulamentação da pequena agroindústria, o encaminhamento da regulamentação da cadeia produtiva do leite e a criação do laboratório Mosca Sul na Embrapa Vacaria. A ministra também fez um apelo aos bancos para não criarem dificuldades com pedidos de mais garantias para a liberação de financiamentos pra os produtores rurais. Sartori abriu sua fala agradecendo as palavras da ministra Kátia que expressam a confiança no futuro e o desejo de construir um país e uma sociedade diferentes. O governador do RS destacou a relevância do apoio de entidades rurais recebido pelo governo para viabilizar a realização da Expointer 2015 após o Parque Assis Brasil ter 70% de sua estrutura destruída no final do ano passado por um temporal. “Nunca deixamos de acreditar e hoje chegamos a uma das edições mais bonitas e mais bem organizadas da história da Expointer, com mais de R$ 735 milhões em negócios até o momento e público superior a 300 mil pessoas”, afirmou. O governador destacou a confiança que tem no potencial do agronegócio. “O setor primário já é e continuará sendo a principal aposta para o desenvolvimento do nosso Estado. A Expointer nos ensina e nos inspira. Vamos sair dessa situação financeira delicada.”

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva, destacou na solenidade que a crise econômica só não é pior porque a agricultura e a pecuária impulsionam o desenvolvimento do estado e do país. No setor da agricultura e da pecuária, não há espaço para o aumento da carga tributária.

A solenidade contou ainda com as presenças do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, do secretário da Agricultura, Ernani Polo, do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum, do prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi, do presidente da Ocergs, Vergílio Perius, do presidente da Febrac, Eduardo Finco, e do presidente do Simers, Cláudio Bier, entre outras autoridades.

 

Safra 2014/2015 supera expectativa e alcança R$ 158 bi em financiamentos. Total aplicado pelos agricultores ultrapassa valor inicialmente programado para o crédito rural

Safra 2014/2015 supera expectativa e alcança R$ 158 bi em financiamentos. Total aplicado pelos agricultores ultrapassa valor inicialmente programado para o crédito rural

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Os financiamentos destinados às operações de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial na safra 2014/2015 alcançaram R$ 158 bilhões, o que corresponde a 101,3% do total disponibilizado no Plano Agrícola e Pecuário (PAP), de R$ 156 bilhões. A contratação de recursos do crédito rural foi registrada no período de julho de 2014 a junho deste ano. O valor ficou acima do destinado ao PAP no ciclo agrícola passado porque alguns agentes financeiros ofereceram recursos além do volume programado.

Para custeio e comercialização foram aplicados R$ 115,6 bilhões dos R$ 111,9 bilhões previstos para a safra 2014/2015, desempenho de 103,3%. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram contratados R$ 42,4 bilhões, o que corresponde a 96,1% do total.

“Essa confiança do setor do agronegócio está relacionada às políticas de apoio ao produtor rural, principalmente por meio do crédito rural, com forte impacto no aumento da produção e da produtividade agropecuária. E o volume de recursos disponibilizados e as condições de empréstimo rural se mantiveram em níveis satisfatórios ao atendimento das necessidades de financiamento da atividade agropecuária”, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar.

Médio produtor

As contratações para o médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), atingiram R$ 11,8 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 4,7 bilhões. Ao todo, o Pronamp contou com R$ 16,105 bilhões para a safra atual.

Entre os programas da modalidade investimento, o financiamento destinado ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizou R$ 10,2 bilhões, dos R$ 5,5 bilhões programados, aplicação que alcançou 187% de aumento. Soma-se ao montante aplicado pelo PSI, mais R$ 1,8 bilhões desembolsados pelo Moderfrota, também destinado ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas.

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 3,3 bilhões, de um total disponibilizado de R$ 4,5 bilhões.

Para o Moderagro e o Moderinfra foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um e investidos R$ 289 milhões e R$ 389 milhões, respectivamente.

O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e o Procap-Agro tiveram recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais já foram aplicados R$ 1,1 bilhão e R$ 2,2 bilhão, respectivamente.

No programa Inovagro, que conta com R$ 1,7 bilhão, foram aplicados, no período, R$ 1,4 bilhão.

A consolidação dos recursos contratados na safra 2014/2015 foi feita pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).