Lasier Martins pede que plenário vote o impeachment de Gilmar Mendes. Senador gaúcho acusa ministro ministro do STF de ser “libertador geral de delinquentes”

Lasier Martins pede que plenário vote o impeachment de Gilmar Mendes. Senador gaúcho acusa ministro ministro do STF de ser “libertador geral de delinquentes”

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A sociedade está indignada com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) de mandar soltar presos de operações contra a corrupção, como a Lava Jato. A observação foi feita pelo senador Lasier Martins (PSD-RS), em pronunciamento no Plenário, nesta terça-feira (5). Segundo ele, um dos ministros do STF já ganhou, inclusive, o apelido de “libertador geral dos delinquentes”.

— Todos já perceberam que falo do ministro Gilmar Mendes, que até permite um cálculo, qual seja, em 20 dias, sua excelência soltou 19 presos — afirmou.

O senador também lamentou a falta de interesse de Gilmar Mendes, enquanto foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral, de implantar o voto impresso em todas as urnas nas eleições de outubro próximo, como prevê a Lei 13,165/2015. Ele explicou que muitas entidades temem pela lisura das eleições sem a possibilidade de conferência que viria com o voto impresso. Lasier criticou ainda o fato de o ministro ser relator, no STF, de ação direta de inconstitucionalidade contra uma lei sobre a qual, segundo o senador, já existe uma posição contrária manifestada.

— E até o momento o ministro não se declarou impedido de julgar o processo, conforme rege a boa ética do Judiciário — disse.

Lasier Martins fez um apelo ao presidente do Senad, Eunício Oliveira, para que submeta ao Plenário pedido de abertura de processo de impeachment apresentado pelo jurista Modesto Carvalhosa contra o ministro Gilmar Mendes.

Senadores gaúchos favoráveis ao impeachment de Dilma admitem também levar Temer a julgamento.

Senadores gaúchos favoráveis ao impeachment de Dilma admitem também levar Temer a julgamento.

Destaque Poder Política

Em dia de mais uma decisão dos senadores sobre a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), os gaúchos que já abriram o voto pelo afastamento definitivo da petista reconhecem que denúncias recentes também podem levar ao afastamento do interino, Michel Temer (PMDB). Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia Lemos (PP) foram questionados sobre a incoerência de manter no poder um presidente e ministros acusados de receber propina em caráter pessoal. As denúncias foram feitas por executivos da Odebrecht em delações premiadas à Operação Lava Jato, nessa semana.

Ana Amélia defendeu que, se confirmada a tendência de afastamento definitivo de Dilma, Temer também seja investigado e julgado pelos parlamentares. “A minha régua para Dilma é a mesma para o Temer. Encerrado o afastamento definitivo da Dilma e entrando um processo sobre julgamento de Temer, eu penso que tem de ser o mesmo julgamento e o mesmo rito. Eu não posso ter um tipo de avaliação sobre um. Quem cometeu delito é igual perante a lei. Se os dois cometeram, os dois têm de pagar”, afirmou.

Lasier Martins admitiu que o momento é constrangedor para os senadores e defendeu que Temer também seja afastado. “Tudo é crime. Tem tudo o mesmo peso. Concorre contra Dilma que ela cometeu o mesmo crime de que é acusado o Temer. E, uma vez eleita, cometeu pedaladas e créditos complementares. Estamos diante de situação constrangedora, inegavelmente. O ideal seria que o tribunal, lá adiante, julgasse, e também afastasse o presidente que vai assumir”, sustentou.

Se Temer for julgado e também tiver mandato cassado antes das próximas eleições, cabe ao Congresso Nacional conduzir eleição indireta do próximo presidente do Brasil. Mesmo assim, os adversários de Dilma mantêm o argumento de que ela cometeu crimes de responsabilidade. Lasier corre risco, inclusive, de ser expulso pelo PDT por votar pela admissibilidade do processo de impeachment.

Já o senador gaúcho Paulo Paim (PT) aproveitou as delações premiadas contra Temer para reforçar o discurso em defesa de Dilma. Paim foi um dos primeiros senadores a falar na tribuna, no início da tarde, na sessão que define se a presidente eleita vai a julgamento definitivo. ”Não tem como eu não falar nesse assunto. Foram R$ 37 milhões pagos em propina ao presidente, ao chefe da Casa Civil (Eliseu Padilha) e ao ministro de Relações Exteriores (José Serra). Pelo outro lado, não há prova de crime de responsabilidade. Os principais jornais do mundo dizem que a presidenta, por exemplo, não foi acusada de corrupção e as regras estão nas mãos de homens que estão sendo acusados”, defendeu.

Ao contrário de Lasier e Ana Amélia, Paim entende que a votação definitiva sobre o afastamento de Dilma ainda está indefinida, já que os apoiadores da petista dizem contar com 30 votos e os adversários com 60, sendo que há 81 senadores aptos a votar. Enquanto hoje o processo deve ser aceito por maioria simples — 41 votos ou mais —, serão necessários 54 votos para o impeachment no julgamento final, previsto para o final do mês. (Rádio Guaíba)

PDT decide nesta segunda-feira, se expulsa Cherini e outros deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma. Caso de Lasier ainda não tem data para análise; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

PDT decide nesta segunda-feira, se expulsa Cherini e outros deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma. Caso de Lasier ainda não tem data para análise; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Direito Notícias Poder Política Porto Alegre

Líder da bancada federal gaúcha no Congresso, o deputado Giovani Cherini (PDT) vai ser julgado pela Comissão de Ética do Partido Democrático Trabalhista (PDT), nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O parlamentar e mais cinco correligionários foram acusados de desrespeitar uma orientação nacional da legenda ao votarem a favor da admissibilidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em 17 de abril.

Filiado ao PDT há 28 anos, Cherini é o deputado federal mais votado da história da legenda no Rio Grande do Sul. Foram 115.294 votos nas eleições de 2014. Ele fala que torce para que o bom senso pese na decisão dos integrantes da direção nacional. O deputado também defende que a decisão seja justa e  valha para todos, e não só para alguns.

“Estou muito tranquilo no sentido de acreditar que o bom senso vai funcionar e que não aconteça nenhuma injustiça nesse momento, porque para mim uma expulsão seria a pena máxima da maior injustiça que eu possa estar recebendo na minha vida. Não acredito nisso. Ainda mais em uma situação dessas, em que nós votamos a favor do impeachment. Não há nenhuma possibilidade, nesse caso, de alguns deputados e senadores receberem um tratamento e outros receberem outro tratamento. Espero que essa injustiça não aconteça para todos e muito menos para alguns”, expôs o pedetista.

O presidente estadual do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, que participa do encontro, amanhã, no Rio, ressaltou que o julgamento deve ser individual.

“Os que votaram favoráveis ao impeachment é que estão sendo submetidos ao julgamento. Porque abstenção é a mesma coisa que ‘não’. Eu me abstive em protesto, não ajudei o ‘sim’. E com relação aos senadores, fiz o que pude para que eles não entrassem (agora) nessa análise. E sobre os deputados, acho que será caso a caso, não é um julgamento coletivo”, apontou Pompeo.

O julgamento, que vai analisar os votos a favor do impeachment de Giovani Cherini (PDT-RS), Flávia Morais (PDT-GO), Hissa Abrahão (PDT-AM), Sérgio Vidigal (PDT-ES), Mário Heringer (PDT-MG) e Subtenente Gonzaga (PDT-MG), deve se iniciar às 10h30min.

O partido ainda não apresentou uma data para a análise da expulsão de senadores que também votaram a favor do impedimento de Dilma. De acordo com integrantes do partido, o PT ainda tenta reverter a decisão de alguns senadores, já que muitos alegaram ter apoiado apenas a admissibilidade do processo e não, necessariamente, o afastamento irreversível de Dilma. No PDT, Acir Gurgacz (RO) e Lasier Martins (RS) apoiaram a saída temporária da presidente. Telmário Mota (RR) seguiu o partido, mas foi o único a votar contra.

Lupi admite sanções a Lasier caso impeachment avance e senador vote pela cassação de Dilma; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Lupi admite sanções a Lasier caso impeachment avance e senador vote pela cassação de Dilma; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

Com o PDT fechado contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, reiterou que punições serão aplicadas aos correligionários que votarem contra a determinação da sigla. No domingo, três pedetistas gaúchos vão votar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados – Afonso Motta, Pompeo de Mattos e Giovani Cherini.

Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa.  Em discurso, senador Lasier Martins (PDT-RS).  Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador Lasier Martins (PDT-RS).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Caso o texto seja aprovado com 342 votos ou mais, o processo segue para o o Senado. Mesmo confiante na derrubada da matéria ainda na Câmara, Lupi alertou que o senador gaúcho Lasier Martins,

oponente declarado da gestão de Dilma, pode ser expulso caso venha a votar a favor do impedimento da petista. “Se for para o Senado e se o senador (Lasier) votar a favorável ao impeachment, o Diretório Nacional, que é o órgão maior, é que vai definir as punições, que vão de advertência e suspensão a expulsão”, adverte.

Caso algum voto seja computado contra Dilma na Câmara, no domingo, as sanções serão analisadas em reunião do partido em 30 de maio, acrescentou o dirigente. Lupi pretende acompanhar a sessão de domingo na Câmara. Ele salienta que o apoio à base foi definido em janeiro e referendado em reunião realizada nessa terça-feira. O PDT soma 20 deputados e quatro senadores no Congresso Nacional. Aliado do governo, o partido também controla o Ministério das Comunicações.

Como vão votar os pedetistas gaúchos na Câmara

Aliado de Dilma, o deputado Afonso Motta vai votar contra o processo de impedimento. Pompeo de Mattos também vai seguir a orientação do partido, ainda que contrariado. Já o deputado Giovani Cherini informou que só abre voto na sexta-feira.

Lasier e Ana Amélia pedem voto aberto na sessão de Delcídio

Lasier e Ana Amélia pedem voto aberto na sessão de Delcídio

Notícias Poder Política

Os Senadores Lasier Martins (PDT/RS)  e Ana Amélia acabam de pedir que a sessão do Senado Federal tenha voto aberto.

E pelo que eu entendi, minha interpretação. Infelizmente, eles não foram claros. Ok! O momento não é esse. Agora estão deliberando sobre voto aberto ou fechado. Eles na minha opinião, deram a entender que querem que a decisão do STF seja respeitada pelo Senado e que a justiça possa seguir investigando o Senador Delcídio Amaral (PT/MS) com o parlamentar preso. Delcídio foi preso hoje pela manhã e está na carceragem da Polícia Federal em Brasília. A prisão foi embasada por uma gravação apresentada pelo filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em que o senador oferece R$ 50 mil por mês para a família dele e mais um plano de fuga para que Cerveró deixasse o país. O objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.