Insegurança Publica: Beltrame pede uso do Exército e diz que políticos não estão interessados em mudar leis

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O secretário de Segurança do Rio de janeiro, José Mariano Beltrame disse, em entrevista ao Programa Agora da Rádio Guaíba, que não se pode colocar toda a questão da segurança pública no colo da polícia. “A violência só vai acabar no dia em que formarmos um país efetivamente desenvolvido”, reforçou. Beltrame entende que é preciso investir em educação para que a sociedade possa ver algum resultado definitivo nesse sentido. O secretário fluminense revelou que o que conseguiu de avanços no Congresso foi irrisório nos 9 anos de trabalho frente à Pasta. Ele questionou as autoridades sobre quem vai querer comprar a briga da maioridade penal e o porte de arma, além de outros temas polêmicos para os políticos que vão prestar contas nas urnas? Para Beltrame, se não houver mudanças substanciais na lei não bastará colocar um policial em cada esquina. O secretário ressaltou que ninguém quer entrar na discussão sobre a segurança nas fronteiras nacionais nem sobre o contrabando de munição. Revelou que somente no Rio de Janeiro são apreendidos em média 45 fuzis por mês.

Ao ser questionado sobre o trabalho conjunto com o Exército no Rio, Beltrame disse que hoje os militares não podem mais ficar dentro do tanque de guerra ou do campo de instrução. “Hoje temos uma guerra indireta: de um lado o Estado e do outro os bandidos”, lamentou. Disse que diante deste cenário é preciso um papel diferenciado para as Forças Armadas daquele da década de 60. Para Beltrame a questão da fronteira é algo que diz respeito à segurança nacional porque é por meio dessa porta que entram no país drogas, armas e munições. Para ele, se a situação da violência se agravar no país, este assunto inevitavelmente vai cair no colo do ministro da Defesa.

Procurador acusa governo de tentar proteger corruptos

Procurador acusa governo de tentar proteger corruptos

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O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da Operação Lava-Jato, disse identificar “o dedo do governo” na proteção a corruptos. Em entrevista a RENATO ONOFRE E THIAGO HERDY, ele citou a edição da medida provisória que permite ao governo negociar acordos de leniência com empresas acusadas de corrupção e o projeto que autorizou a repatriação de recursos ilegais.

O procurador também contestou a crítica da presidente Dilma Rousseff de que há “pontos fora da curva” na Lava-Jato, como vazamentos seletivos e interrogatórios com base no “diz que me diz”. “Há pontos fora da curva porque no Brasil não se pune”, rebateu o procurador.  A entrevista completa está em O Globo.