Lojistas avaliam que tarifaço é o início de mais problemas

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“Não podemos ver o tarifaço como solução e sim, como problema, uma atitude simplista, que refletirá em perdas de arrecadação pela criação de um ambiente desfavorável. Além disso, gerará impacto ainda maior no custo de vida, acarretando diretamente na redução drástica de consumo. Mais uma vez, empresários e sociedade pagarão a conta”. A afirmação é do presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, na noite da terça-feira (22), na Assembleia Legislativa, após acompanhar a votação que aprovou o aumento das alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo período de três anos.

Agora, o projeto do Executivo segue para a sanção do governador José Ivo Sartori antes de entrar em vigor, no início de 2016. A proposta eleva de 17% para 18% a alíquota básica do ICMS, que é aplicada a todas as operações e prestações de serviços sem alíquota específica. Já as alíquotas sobre energia elétrica, álcool, gasolina e telefonia fixa e móvel subirão de 25% para 30%.

Conforme Noer, os lojistas vão continuar lutando por uma reforma estrutural no Estado, pois precisa ser pensado de forma diferente. “O governo necessita, urgentemente, colocar em prática um projeto objetivo, claro e de possível execução, que proponha uma reforma estruturante, diminuindo gastos públicos, aumentando a receita, e proporcionando uma maior capacidade de investimento por parte do governo estadual, incentivando o empresariado a empreender e investir”, concluiu o dirigente.