Carris: Marchezan dá prazo de um ano para equilibrar contas da empresa, diz delegada sindical. Em entrevista a TVU, futuro prefeito não estipula prazo para analisar a medida

Carris: Marchezan dá prazo de um ano para equilibrar contas da empresa, diz delegada sindical. Em entrevista a TVU, futuro prefeito não estipula prazo para analisar a medida

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O prefeito eleito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., deu prazo de um ano para que a empresa Carris consiga reequilibrar contas para evitar uma possível privatização. Conforme a delegada sindical Rosângela Machado, o tucano conversou com servidores durante a campanha e disse que havia uma estimativa de um ano para alterar o cenário com déficit de mais de R$ 50 milhões.

“O candidato Marchezan nos informou que daria um prazo de um ano para a empresa se reerguer para então pensar em privatização. E nós nos colocamos à disposição deles para juntos resgatar a Carris de antigamente. Nos posicionamos também de que a Carris precisa reformular a gestão. O essencial é diminuir o prejuízo pra começar a dar lucro”, disse Rosângela. A delegada sindical afirmou que funcionários temem a privatização da empresa, já que muitos atuam há décadas e gerações na empresa.

Em entrevista a TVU, Marchezan não comentou sobre prazos para uma possível privatização da empresa. No entanto, o futuro prefeito de Porto Alegre afirmou que, se a empresa não der lucro, será privatizada. “Não é meta de governo, não é plano de governo privatizar. Isso é resumir o plano de governo. Se ela der prejuízo, (vai ser privatizada) por mim ou pelo próximo prefeito”, afirmou.

Conforme Marchezan, a previsão é de que a Carris feche com saldo negativo superior a R$ 50 milhões em 2016. “Com R$ 50 milhões a mais, Porto Alegre se torna uma cidade muito mais segura”, destacou ele. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Banco comercial lucra R$ 8 bi com programa do BNDES

Banco comercial lucra R$ 8 bi com programa do BNDES

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Os bancos comerciais concentraram os lucros do maior programa de crédito público subsidiado já feito no País, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O BNDES liderou o programa, mas teve papel marginal nos empréstimos, informa Alexa Salomão. Dos R$ 10 bilhões de lucro que foram gerados com essas operações, R$ 8 bilhões ficaram com os bancos comerciais e apenas R$ 2 bilhões com o BNDES. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Balanços do Grupo RBS mostram lucro de R$ 102,4 milhões.  Apesar de o consolidado registrar saldo positivo, área de jornais, eventos e mídia digitais ainda dá prejuízo de R$ 17,5 milhões

Balanços do Grupo RBS mostram lucro de R$ 102,4 milhões. Apesar de o consolidado registrar saldo positivo, área de jornais, eventos e mídia digitais ainda dá prejuízo de R$ 17,5 milhões

Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre

O Grupo RBS divulgou nesta segunda-feira, 20, os balanços financeiros de suas empresas para 2014, que demonstram um lucro líquido de R$ 102,4 milhões e faturamento de R$ 1,5 bilhão no consolidado da RBS Mídias, Digital e Participações S.A. e da RBS TV Comunicações S.A. As duas holdings reúnem os principais investimentos da organização. Embora os números gerais sejam positivos, as operações de jornais, eventos e mídia digitais são as únicas que dão prejuízo para o grupo. A perda, de R$ 10,4 milhões, consta nos resultados da RBS Mídia, Digital e Participações.

A RBS – Zero Hora Editora Jornalística S.A., que reúne as operações dos oito jornais do grupo, eventos (Engage) e investimentos digitais, registra prejuízo de R$ 17,5 milhões, contra a perda de R$ 30,5 milhões registrada no período anterior. A empresa atribui a redução do prejuízo à adoção de “projeto de gestão de custos”, mas não comenta os balanços divulgados. O valor está contido no balanço da RBS Mídia, Digital e Participações, porém, reduzido pela lucratividade das demais empresas que integram a holding.

A área de rádio, por exemplo, representada no balanço da RBS Rádios Participações S/A – que inclui as emissoras Atlântida, Gaúcha e Itapema –, teve leve crescimento nos números alcançados. O lucro líquido passou de R$ 18,1 milhões para R$ 18,6 milhões. Somente a Rádio Gaúcha acumula lucro de R$ 14,8 milhões segundo o balanço, um aumento de 9% sobre os R$ 13,5 milhões de 2013.

As principais responsáveis pelo lucro do grupo, no entanto, são as operações de TV. A holding RBS TV Comunicações S.A., que investe em televisão aberta (RBS Participações S/A), obteve lucro líquido de R$ 112,8 milhões. O desempenho representa um crescimento de 19,9% sobre os R$ 94,1 milhões registrados em 2013. (Coletiva.net)

Grendene tem lucro líquido ajustado de R$ 603 milhões, crescimento de 22,1% em 2015

Grendene tem lucro líquido ajustado de R$ 603 milhões, crescimento de 22,1% em 2015

Economia Negócios Notícias

A Grendene – uma das maiores fabricantes mundiais de calçados – mesmo com queda de 1,4% na receita líquida registrou lucro operacional (EBIT) ajustado de R$ 454,7 milhões, crescimento de 13,7% versus o ano anterior. As margens apresentaram variações positivas de 2,5 p.p. (Bruta), 2,8 p.p. (Ebit), 3,0 p.p. (Ebitda), e 5,3 p.p. (Líquida).

De acordo com Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene (foto), estes resultados devem ser analisados tendo em mente que a empresa estima que o consumo de calçados no Brasil teve queda entre 8% e 10% e a Grendene apresentou uma queda no volume de pares vendidos de 12%, tanto no mercado interno como nas exportações – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita líquida de 1,4%.

De fato, o ambiente econômico não favoreceu as empresas em 2015 e piorou no 4T15, segundo o diretor, quando a Grendene registrou R$ 674,9 milhões de receita líquida, resultado 8,9% menor do que o mesmo período de 2014. O EBIT do trimestre também apresentou leve recuo de 1,8% e foi de R$ 171,1 milhões. Ainda assim, houve melhora no lucro líquido de 22,7%, que chegou a R$ 240,3 milhões. Os resultados também apresentaram avanços nas margens Bruta, Ebit, Ebitda e Líquida, com alta de 1,8 p.p., 1,9 p.p., 1,9 p.p., e 9,1 p.p, respectivamente.

O mercado externo segue contribuindo para os bons resultados e a Grendene se manteve na liderança das exportações do setor pelo 13º ano consecutivo, com 37% do volume total de pares de calçados brasileiros exportados (45,9 milhões de pares).

Francisco Schmitt ressalva que todos os números nas análises da empresa foram ajustados com a exclusão dos efeitos provocados pelos prejuízos e perdas no investimento na controlada A3NP (controlada no setor de móveis) nos resultados da Grendene, que são não recorrentes, no valor total de R$ 52 milhões reconhecidos no ano de 2015.

Esta exclusão dos efeitos para análise do desempenho da Grendene decorre da decisão da Companhia em não fazer novos investimentos neste negócio, excetos os que sejam necessários para vender sua participação ou encerrar as atividades desta controlada.

No setor de calçados, segundo o diretor da Grendene, a empresa vem buscando com muito esforço e criatividade adaptar-se às condições adversas de mercado e mostra bastante flexibilidade ao obter resultados crescentes, ainda que enfrentando a conjuntura desfavorável no País. “Continuamos batendo recordes de produtividade e controlando os custos e despesas de forma a nos tornarmos cada dia mais eficientes”, declara Schmitt.

O executivo avalia que em 2016 o aumento de margens terá que vir do aumento na produtividade e racionalização de custos uma vez que do aumento de volumes será difícil. Nos últimos seis anos, o consumo aparente de calçados no Brasil caiu 1,6% a.a. (CAGR) ao passo que a Grendene cresceu suas vendas em número de pares em 3,2% a.a. (CAGR) superando o mercado e apresentando importantes ganhos no market share em todas as linhas que atua.

Por outro lado, no mercado externo, favorecido por taxas de câmbio melhores, a estratégia de fugir da exportação de “commodities” vem dando certo, observa Schmitt. A empresa cresce com boas margens e com a desvalorização da moeda brasileira as exportações contribuíram para o resultado com margens melhores, o que deve continuar.

“No mercado interno, o desejo dos consumidores pelos produtos da Grendene não diminuiu, mas seu poder de compra sim”, avalia o diretor da Grendene. Desta forma, o desafio será continuar a atender às expectativas dos consumidores com produtos que caibam em seu orçamento.

Para o executivo, a Grendene enfrentará o cenário que se apresenta como sempre fez, com determinação, coragem e lucidez, obtendo resultados fortes como é de hábito. A empresa deve reforçar a execução da sua estratégia em 2016 com especial atenção ao crescimento de market share e manutenção de margens, melhorando a comunicação com o mercado, entendendo as necessidades dos canais de distribuição, inovando em produtos, reforçando suas marcas com marketing agressivo por meio de múltiplas mídias e buscando a excelência na operação através das melhorias contínuas. O objetivo é reforçar o relacionamento com os clientes e atender de uma forma cada vez mais focada as suas necessidades. A Companhia entende que a remuneração dos acionistas depende disto.

Por estas razões, apesar do grande pessimismo que se verifica no noticiário, a empresa manteve suas metas traçadas em 2008, para o período 2008 a 2018, que até 2015 foram razoavelmente atingidas e sua política de pagamento trimestral de dividendos declarando adicionalmente ao valor já distribuído durante o ano de 2015, como dividendos antecipados de R$ 165 milhões, o valor de R$ 110 milhões a ser pago em abril de 2016, sendo que destes R$ 100 milhões brutos como juros sobre capital próprio, totalizando o valor de R$ 275 milhões de dividendos no ano de 2015.

Metas para o período de 2008-2018:

· Crescimento da receita bruta a uma taxa composta média (CAGR) entre 8% e 12%.

· Crescimento do lucro líquido a uma taxa média composta (CAGR) entre 12% e 15%.

· A Grendene tem por objetivo manter neste período as despesas de propaganda e publicidade em média entre 8% a 10% de receita líquida.

BB tem lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no terceiro trimestre de 2015. No período de janeiro a setembro, o BB registrou lucro líquido de R$ 11,8 bilhões

Negócios Notícias

O lucro líquido do Banco do Brasil (BB) atingiu R$ 3,062 bilhões no terceiro trimestre deste ano, de acordo com balanço divulgado hoje (12) pela instituição financeira. No período de janeiro a setembro, o BB registrou lucro líquido de R$ 11,8 bilhões, o que representa crescimento de 43,5% em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

Os ativos do banco atingiram R$ 1,6 trilhão em setembro, aumento de 10% em 12 meses e 2,7% em relação ao trimestre anterior. De acordo com o comunicado do BB, o aumento foi favorecido principalmente pela expansão da Carteira de Crédito Ampliada.

A carteira de crédito registrou aumento de 9,8%, em 12 meses, e atingiu R$ 804,6 bilhões, em setembro. No trimestre a alta foi 3,6%. O financiamento imobiliário, que registrou aumento de 34% em 12 meses e 6,4% no trimestre, foi o principal responsável pela alta.

O financiamento ao agronegócio encerrou o terceiro trimestre com saldo R$ 171,8 bilhões na carteira ampliada. O montante é 8,5% maior em relação a setembro de 2014. Destaque para o saldo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que totalizou R$ 37,9 bilhões, crescimento de 13,5% frente ao mesmo período do ano anterior. O balanço ressalta também a evolução do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), que totalizou R$ 9,1 bilhões em setembro de 2015, crescimento de 29,9% na comparação anual.

A carteira de crédito ampliada, formada por operações com clientes pessoa física, finalizou o terceiro trimestre com saldo de R$ 189,6 bilhões, crescimento de 8,1% em 12 meses. As linhas de menor risco (Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Crédito Imobiliário) continuam expressivas, alcançando 79,5% do total da carteira. Destaque para o crescimento de 36,8% na linha Crédito Imobiliário PF, frente ao terceiro trimestre de 2014.

O saldo de crédito concedido às empresas encerrou setembro com R$ 362,2 bilhões, 5,9% maior nos 12 meses. As operações de capital de giro e de investimento, que representam 69,8% do total, obtiveram crescimento de 3,8% e 7% em 12 meses, respectivamente. Nos nove primeiros meses deste ano foi desembolsado mais de R$ 32,7 bilhões em crédito para investimentos.

O BB encerrou o trimestre com saldo de R$ 149,8 bilhões em poupança, alta de 1,7% em comparação ao segundo trimestre de 2015, reflexo de estratégias de comercialização do produto. Esta marca permitiu ao banco atingir seu melhor desempenho no ano.

Os índices de inadimplência do BB se mantiveram em patamares menores do que os observados no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Ao fim de setembro de 2015, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,20% da carteira de crédito classificada, inferior ao patamar do SFN, que registrou 3,1%. (Agência Brasil)