Temer minimiza protestos no Brasil após impeachment

Temer minimiza protestos no Brasil após impeachment

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Na China, para participar da cúpula do G20, o presidente Michel Temer chamou de inexpressivos os protestos realizados nos últimos dias em algumas capitais do Brasil, incluindo Porto Alegre. De acordo com informações da Folha de São Paulo, o chefe de Estado afirmou a jornalistas que os movimentos que protagonizaram as manifestações são “grupos mínimos”.

São pequenos grupos. Não tenho numericamente, mas acho que são 40, 50 ou 100 pessoas. Num conjunto de 204 milhões de pessoas eu acho isso inexpressivo. O que me preocupa é quem confunda o direito à manifestação com a depredação”, afirmou em Hangzhou neste sábado.

O ministro das Relações Exteriores usou o termo “mini” para se referir aos atos organizados na Capital gaúcha, São Paulo e Rio de Janeiro. Temer comentou que os protestos são democráticos e naturais porque aconteceram depois de um impeachment. “Não me assusto com isso. Até me surpreenderia se houvesse unanimidade”, acrescentou.

Para Temer, as manifestações não compromete o início do novo governo. O presidente explicou que é praticamente impossível pacificar o País em um dia e afirmou que o termo “golpista” nada mais é do que uma palavra política. “Serõa todos golpistas no sentido jurídico?”, questionou. (Correio do Povo)

OAB oficia Sartori e Jacini para que resguardem liberdade de expressão em protesto contra Temer na Capital

OAB oficia Sartori e Jacini para que resguardem liberdade de expressão em protesto contra Temer na Capital

Direito Notícias Poder Política Segurança

O presidente da OAB/RS, Ricardo Breier, oficiou o governador José Ivo Sartori e o secretário estadual da Segurança, Wantuir Jacini, com o objetivo de resguardar o direito de liberdade de expressão para as manifestações desta quinta-feira contra o governo interino de Michel Temer (PMDB).

Segundo Breier, “diante de relato sobre uso de força excessiva por parte de membros da Brigada Militar em recentes manifestos em Porto Alegre, solicitamos que os manifestantes que venham a ser detidos sejam encaminhados para o Palácio da Polícia, no intuito de centralizar e facilitar o atendimento dos advogados aos seus clientes e que, em caso de haver mulheres dentre os detidos, as mesmas sejam revistadas apenas, por polícias do mesmo gênero”.

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS acompanharam hoje as manifestações. Os advogados fizeram plantão na Esquina Democrática e após o movimento, seguirão para o Palácio da Polícia, caso haja prisões.

“A Ordem gaúcha é a favor da livre manifestação, mas de forma pacífica e ordeira, não compactuando com vandalismos, depredações, abusos de autoridade e desrespeitos aos direitos constitucionais”, completou Breier. (Rádio Guaíba)

Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

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Dois dos organizadores à frente dos movimentos pró e contra a manutenção de Dilma Roussef na presidência da República participaram do programa A Cidade é Sua, da Rádio Guaíba. Eles detalharam as atividades, que já ocorrem na Capital, e chamaram a população para que participe dos eventos até domingo. Não está previsto que os grupos se aproximem durante as atividades.

Nasson Santana, da Frente Brasil Popular, destacou a atividade de hoje à tarde, a partir das 17h, no Centro de Porto Alegre. Os participantes sairão da praça da Matriz, onde estão acampados, e retornarão para o mesmo lugar, às 19h, depois de ato público na Esquina Democrática. No domingo, às 10h, uma caminhada até a praça ocorre após manifestação em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção. Durante a tarde a concentração é na Praça da Matriz, com telão para os ativistas acompanharem a votação que ocorre em Brasília e que vai decidir sobre a admissibilidade do processo de Impeachment.

Já Paula Cassol, do Movimento Brasil Livre, explicou que vai haver uma aula pública no Parcão, no sábado à tarde, sobre os primórdios da história brasileira. No domingo à tarde, o grupo que está acampado no local recebe outros ativistas contrários à manutenção da presidente Dilma Roussef no poder. Também vai haver telão para acompanhar o voto dos deputados no plenário da Câmara, em Brasília.

A Brigada Militar montou um esquema de prontidão permanente para prevenir distúrbios no domingo. De acordo com o governador José Ivo Sartori, vai haver reforço “na área da segurança pública e em todas as instituições, sejam elas municipais, estaduais ou federais, controle e gerenciamento de todo o processo de forma integrada e coletiva”. “Como governador, espero que tudo se faça dentro da normalidade democrática, sem violência e sem prejuízos à democracia e às instituições”, complementou Sartori.

Segundo o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, a chegada de militantes vindos do interior, também vai ser acompanhada. “Não permitiremos que grupos de posições diferentes em relação ao impeachment se manifestem no mesmo local”, disse o coronel. (Rádio Guaíba)

Dilma tem dia de defesa nas ruas e no Congresso. Atos pró-governo reúnem milhares em todos os estados e no DF

Dilma tem dia de defesa nas ruas e no Congresso. Atos pró-governo reúnem milhares em todos os estados e no DF

Notícias Poder Política

Ministro da Fazenda e professor de Direito dizem que ‘pedaladas’ e decretos para liberar verbas não são base legal para afastamento; ao lado de artistas, presidente comparou clima de intolerância ao nazismo

Atos contra o impeachment da presidente Dilma, organizados por CUT, MST e outros movimentos sociais, levaram ao menos 149 mil pessoas às ruas nas capitais ontem, segundo cálculos oficiais. Na comissão do impeachment, na Câmara, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que não há base legal para o impedimento, argumentando que as “pedaladas” fiscais não constituem crime porque não eram vedadas pelo TCU à época. Também em defesa de Dilma, o professor de Direito Ricardo Lodi Ribeiro disse que não há crime de responsabilidade e que, por isso, o Parlamento “não está autorizado” a encerrar o mandato dela. No Planalto, a petista recebeu o apoio de artistas e comparou o clima de intolerância política no país ao nazismo: “Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração.” (O Globo)

Comandante do Exército defende a legalidade. General Eduardo Villas Bôas afirmou que eventual atitude do Exército só ocorreria respaldada pela Constituição

Comunicação Notícias Poder Política Segurança Vídeo

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, aborda no programa “Comandante Responde”, no canal do Exército no YouTube, a crise política do país. Ele fala sobre diversos assuntos: a participação das tropas no combate ao zika vírus, a participação na segurança da Olimpíada onde o Exército terá atletas representando o Brasil, o aumento de salários que ficou abaixo da expectativa entre outros assuntos  Aos 17 minutos de gravação, o general afirmou que eventual atitude do Exército só ocorreria “absolutamente respaldada” pela Constituição. Destacou ainda que a Força só tomará qualquer atitude se for acionada por um dos Três Poderes.

“Estamos vivendo e sofrendo as consequências desta crise que tem três componentes: político, econômico e ético e moral, e os três estão interligados. O Exército é instituição de Estado, e nos momentos de crise as instituições sólidas acabam se tornando referência para a sociedade como um todo. A ela miram e dela aguardam atitudes que sinalizem como sair da crise”, disse Villas Bôas, que acrescentou: “Contudo, nós vamos pautar nossa atuação em três pilares básicos. Contribuir para a manutenção da estabilidade, já que ela é condição essencial para que as instituições, em nome da sociedade, encontrem os caminhos que permitam sair da crise; cuidar da legalidade fixando que toda e qualquer atitude nossa será respaldada em dispositivos legais; e o terceiro é a legitimidade que nos é proporcionada pela credibilidade que a sociedade brasileira nos atribui.” (Correio do Povo)

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

Direito Notícias Poder Política Segurança

O Ministério da Justiça ofereceu reforço na segurança dos ministros do Supremo, depois da decisão de Teori Zavascki de tirar da Justiça Federal do Paraná investigações relacionadas a Lula. Grupos contrários à medida protestaram em Brasília e em Porto Alegre, diante do prédio onde Teori tem apartamento. A pasta determinou que a PF investigue possíveis “instigações e ameaças aos magistrados”. (O Estado de São Paulo)

Presidente do PT/RS Ari Vanazzi avalia manifestações desse domingo 13/03

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Conversei no Agora/Rádio Guaíba com o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, sobre as manifestações pró-Dilma e Lula ocorridas em Porto Alegre neste domingo 13/03. Ele disse que a ideia era poder dialogar com a sociedade. Sobre a participação do PT e de movimentos sociais, destacou a participação de  entidades do interior do Estado na defesa da Democracia e contra o golpe. “Num momento de crise política é preciso demonstrar o interesse de tirar o país dessa situação em um momento delicado para a sociedade brasileira”, disse.  Segundo Vanazzi houve a presença de quase 10 mil petistas no encontro , o número oficial da BM foi de 5 mil pessoas. Ele enfatizou que o mais importante foi a participação dos atores sociais na tentativa de um diálogo social saudável e produtivo com as bases sociais.  Destacou que nos dias 18 e 31 serão feitos outros atos em defesa de Dilma.

“Meu filho não é herói, mas um brasileiro que faz justiça”, diz mãe de Moro; por Rafael Marcante/Rede Massa

“Meu filho não é herói, mas um brasileiro que faz justiça”, diz mãe de Moro; por Rafael Marcante/Rede Massa

Direito Notícias Poder Política

Entre as mais de 50 mil pessoas que foram às ruas de Maringá, no protesto deste domingo (13), uma não poderia passar despercebida, mesmo não sendo reconhecida pela multidão. A mãe do juiz Sérgio Moro, Odete Moro, também saiu em passeata, na luta por um Brasil livre de corrupção.

Em entrevista exclusiva à Rede Massa e ao Massa News, Odete ressaltou o orgulho em ver o trabalho do filho sendo reconhecido pelos brasileiros já cansados de tantos escândalos na política. “Ah! Eu sinto muito orgulho, fico satisfeita dele estar fazendo um bom trabalho e espero realmente que ele colabore pra esse desenvolvimento do Brasil e que acabe com essa corrupção”, disse.

Manifestção pró-Moro. Foto: Alex Magosoo / Rede MassaQuestionada pelo repórter William Souza, sobre o filho ser reconhecido como um herói nacional, a frente da Operação Lava Jato, Odete respondeu. “Um brasileiro que está fazendo, e vai fazer a justiça para todos, ele não é herói”, afirmou. Já sobre a conduta firme de Moro, em conduzir os trabalhos de uma das mais importantes operações do Brasil, a mãe orgulhosa, declarou: “Ele não diferencia uma pessoa da outra, todas as pessoas são inocentes até que se prove o contrário, então (gritos ‘Sérgio Moro, Sérgio Moro) fica difícil responde assim né? Mas, ele não faz diferença entre uma pessoa e outra, não importa se é pobre ou rica, a pessoa precisa ser honesta, precisa ter integridade e muito amor ao Brasil para evitar que aja todos esses problemas”, disse.

Aos gritos da multidão que aclamavam o nome de Moro, Odete finalizou dizendo que não criou um juiz. “Eu criei um homem íntegro, honesto e trabalhador”, contou. A manifestação na Cidade Canção começou logo depois do almoço. Um guindaste foi usado para erguer uma faixa enorme em apoio ao trabalho do juiz Sérgio Moro. (Colaboração: William Souza / Rede Massa)

Manifestação em defesa de Dilma percorre o Centro da Capital nesta tarde

Manifestação em defesa de Dilma percorre o Centro da Capital nesta tarde

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Uma marcha convocada por centrais sindicais e movimentos sociais vai percorrer a região central de Porto Alegre, na tarde desta sexta-feira, em defesa da manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff. A concentração começa às 14h, na Rótula das Cuias, e o trajeto passa pelo Centro Administrativo Fernando Ferrari, até chegar ao Palácio Piratini. A expectativa é reunir cerca de 5 mil pessoas. Os manifestantes anunciam que vão às ruas para defender a democracia e denunciar a proximidade de um golpe, em caso de impeachment da presidente.

O ato de hoje também marca a 20ª edição da Marcha dos Sem — desempregados, sem-teto e sem-terra — e concentra reivindicações de servidores estaduais e entidades que lutam pelos direitos de minorias. O grupo promete continuar mobilizado, com nova manifestação nas ruas da Capital gaúcha na próxima quarta-feira (16).

Antes da manifestação, durante a manhã, representantes sindicais participam de um encontro para lançamento da Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul. Às 11h30, lideranças políticas se somam à mobilização em um ato simbólico em frente ao busto do ex-governador Leonel Brizola, ao lado do Piratini. A previsão é reunir membros do PT, PDT, PC do B, entre outros partidos, que manifestam adesão ao movimento nacional em defesa da Legalidade e contra o impeachment. (Bibiana Borba/Rádio Guaíba – Foto: Arquivo)