Campanha de Marina recebeu por caixa 2, dirá Léo Pinheiro. Delação de ex-presidente da OAS revelará que candidata teve doação ‘por fora’ em 2010

Campanha de Marina recebeu por caixa 2, dirá Léo Pinheiro. Delação de ex-presidente da OAS revelará que candidata teve doação ‘por fora’ em 2010

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Em negociação de delação premiada com a Lava-Jato, revela Lauro Jardim, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro prometeu detalhar o esquema de caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010, pelo PV A doação teria sido intermediada pelo candidato a vice de Marina, Guilherme Leal, um dos donos da Natura. A OAS e a Odebrecht revelarão também que fizeram doações “por fora” às campanhas de Eduardo Paes à prefeitura. Em nota, Marina Silva alega que nunca usou “um real sequer que não tivesse sido regularmente declarado’! Ela defendeu a Lava-Jato e disse confiar que nenhum dirigente do PV tenha usado seu nome para fins ilícitos. Guilherme Leal admitiu que se encontrou com Pinheiro, mas refutou as acusações. O prefeito do Rio também negou irregularidades em suas contas eleitorais. (O Globo)

Em Porto Alegre, Marina pede nova eleição, mas não garante candidatura

Em Porto Alegre, Marina pede nova eleição, mas não garante candidatura

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À frente de pesquisas de intenção de voto para presidente, a ex-senadora Marina Silva não garante candidatura nem agora – na possibilidade, remota de uma nova eleição – nem em 2018. “Eu não sei ainda, mas minha candidatura depende de uma série de fatores. Já coloquei meu nome à disposição em duas eleições e, na última (em 2014), houve um processo de desconstrução contra mim que é inédito na história deste país”, enfatizou a porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade.

Marina está em Porto Alegre para participar de uma série de compromissos, entre eles o aniversário do deputado federal João Derly, que ocorreu nesta sexta-feira. Ela também participou da plenária da Rede RS, que ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores.

Marina afirmou que o país precisa de novas eleições porque o impedimento de Dilma Rousseff “cumpriu determinação legal, que foi a retirada da presidente, mas não possibilitou uma mudança de fato. PT e PMDB são as duas faces da mesma moeda”. Ela se referiu também ao presidente interino da República, Michel Temer. “Só uma nova eleição poderá estabilizar o Brasil e dar legitimidade a uma agenda de reconstrução nacional”, reiterou. (Correio do Povo)

Marina Silva diz que governo blinda Cunha para impedir impeachment

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Marina Silva diz que governo blinda Cunha para impedir impeachment | Foto: José Cruz / Agencia Brasil / Divulgação / CP

Marina Silva diz que governo blinda Cunha para impedir impeachment | Foto: José Cruz / Agencia Brasil / Divulgação / CP

A ex-senadora Marina Silva afirmou neste domingo, 22, que o governo está blindando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como forma de impedir o andamento de um processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff. Ela disse acreditar que já há provas que trazem convicção sobre a culpa do deputado, mas ressaltou que ainda não vê fatos contra a presidente.

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina, é coautora, junto com o Psol, de uma representação no Conselho de Ética da Câmara que pede a cassação de Cunha. No pedido feito no mês passado, os partidos argumentam que houve quebra de decoro, já que o deputado teria mentido em depoimento à CPI da Petrobras, em março, quando disse que não tinha contas no exterior.

“Uma parte da oposição blindava (Cunha) em nome do impeachment e o governo continua blindando em nome do não impeachment”, disse Marina, que foi candidata ao Palácio do Planalto, no ano passado. “Neste momento, as provas que foram juntadas contra o presidente da Câmara dos Deputados não são fabricadas. Acontecem dentro de um processo que leva os parlamentares a uma convicção, com base naquilo que foi trazido pelas apurações. É isso que deve ser feito com relação à presidente.”

Sobre a possibilidade de impeachment de Dilma, Marina afirmou que é preciso haver provas contra a presidente, assim como no caso de Cunha. “Não se muda presidente só porque a gente está discordando”, resumiu ela.

Crise e Abismo

Em convenção da Rede Sustentabilidade, realizada em Brasília, a ex-senadora criticou a dificuldade do governo de responder à crise econômica e reafirmou avaliações que vem fazendo recentemente. Para Marina, o País vive uma divisão de propostas para solução da crise – aquelas feitas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, as do PT, as do PMDB e as do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Tem quatro planos para a crise e nenhum deles com capacidade de responder à crise”, insistiu.

No seu diagnóstico, o debate sobre a solução do momento econômico difícil está atualmente reduzida ao ajuste fiscal. “Antes do ajuste fiscal, é preciso que se tenha o ajuste Brasil”, afirmou a fundadora da Rede, antes de dar um recado a Levy, que frequentemente fala em “travessia” para o crescimento. “A gente pode pensar que se faça uma travessia difícil para chegar à outra margem, mas que do outro lado não se tenha um abismo”, argumentou.

Aplaudida pela plateia, a ex-senadora também criticou a política de empréstimos subsidiados a empresas selecionadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Sacrifício não é para que se continue captando recursos a 14,25% da taxa Selic e emprestando a 4% para aqueles que foram escolhidos para serem os campeões nacionais. Escolhidos sem critério de transparência”, ressaltou.

Marina enalteceu, ainda, o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação Lava Jato. “O trabalho que a Polícia Federal está fazendo, que a Justiça está fazendo, que o juiz Moro está fazendo deve ter todo o apoio da sociedade brasileira”, disse.

Tragédia em Mariana

No discurso, que terminou sob gritos da plateia de “Brasil, pra frente. Marina presidente”, a ex-senadora classificou o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco – joint venture entre Vale e BHP Billiton -, em Mariana (MG), como “um dos maiores crimes ambientais da história desse País”. “Esse crime está sendo tratado como se fosse um desastre natural. Vemos que há um retrocesso enorme”, afirmou. Na sua opinião, todos os empreendimentos considerados de risco no País devem passar por reavaliação. (Correio do Povo)

Ippon: João Derly nocauteia PCdo B e vai para a Rede de Marina Silva

Ippon: João Derly nocauteia PCdo B e vai para a Rede de Marina Silva

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Não sei ainda a repercussão junto ao PCdo B, mas me parece que o ex-Campeão Mundial de Judô deu um IPPON no seu antigo partido que apostou forte nele na eleição 2014. Os comunistas atuaram em favor do judoca e vereador da Capital, em detrimento do então deputado federal Assis Melo e do jornalista André Machado, que acreditou na promessa de apoio dos partidarios a sua candidatura. Na verdade, os três disputaram quem ficaria com a maior parte do eleitorado de Manuela Dávila, que deixou Brasília para disputar ser eleita deputada estadual. Único deputado federal eleito pelo PCdo B, no Rio Grande, João Derly divulgou uma nota sobre a troca de partido na rede social Facebook: “Hoje tomei uma decisão política importante. Estou me filiando à Rede Sustentabilidade, somando-me a inúmeras lideranças nacionais na construção de uma força alternativa à polarização existente hoje em dia na política brasileira. Entendo que a Rede será um diferencial, como uma forma inovadora de construir um país com visão cooperativa e sustentável de sociedade.

Agradeço a oportunidade de ter me somado às lutas do Partido Comunista do Brasil. Refiro, em especial, a deputada Manuela D´Avila, que sempre tive como referência de liderança FOTO2-353785-2015-05-28-21_05 democrática e de boa política. Também agradeço aos deputados Juliano Roso e Raul Carrion e a vereadora Jussara Cony, que foi minha colega de bancada, no meu início na política, e com quem aprendi muito, e a todos os outros filiados.

Devido ao alinhamento irrestrito político, principalmente da bancada do PCdoB, ao governo federal, tomei essa decisão por divergir de diversas posições tomadas pelo governo com apoio incondicional da bancada do partido.

Agradeço o convite da Marina Silva para me unir a esse projeto de renovação da política brasileira, me juntando a nomes como a vereadora Heloísa Helena, os deputados federais Alessandro Molon, Miro Teixeira e Aliel Machado e o senador Randolfe Rodrigues.

Por fim, reitero meu compromisso com as sociedades gaúcha e brasileira de seguir na luta por uma sociedade mais justa e igualitária através de serviços públicos de qualidade, esporte, educação e direitos da juventude”.