Taquara: Médicos do Hospital Bom Jesus paralisam serviços por falta de pagamento e condições de trabalho

Taquara: Médicos do Hospital Bom Jesus paralisam serviços por falta de pagamento e condições de trabalho

Destaque Saúde

Os médicos do Hospital Bom Jesus, em Taquara, suspenderam os atendimentos eletivos e ambulatorias nesta segunda-feira (11/09). A medida ocorre devido à falta de pagamento das remunerações dos profissionais, atrasadas há quatro meses, à falta de insumos e ao desabastecimento constante da farmácia, entre outros problemas existentes. Somente casos de urgência e emergência são atendidos normalmente.

A falta de condições de trabalho é uma constante na atual gestão do hospital, comandada pelo Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) desde abril de 2016. O SIMERS foi conferir de perto a situação na tarde desta terça-feira (12/09) e constatou que, desde o início da paralisação, o hospital está sem o diretor técnico no local. Além disso, a farmacêutica responsável pediu afastamento da instituição por conta das más condições de trabalho. Os representantes da entidade destacam que há cerca de 60 dias foi registrada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) uma série de irregularidades como a falta de materiais e medicamentos básicos para o atendimento do dia a dia.

“A ausência de condições mínimas expõe não só o médico, mas também a população que busca o hospital. A definição do corpo clínico de suspender os atendimentos eletivos é justamente uma forma de não se mostrar conivente com essa realidade e de lutar por melhorias, por mais dignidade. Não podemos permitir que essa situação permaneça”, defende a diretora do SIMERS, Gisele Lobato, lembrando que os médicos questionam a falta de transparência na aplicação dos quase R$ 2 milhões recebidos mensalmente pelo Instituto para fazer a gestão do hospital.

Contrato questionado:

Em ação civil pública movida contra a Prefeitura de Taquara, o governo do Estado e o ISEV, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e o Ministério Público Federal (MPF) questionam a legalidade no formato de contratação do Instituto para gerenciar o hospital do município, ocorrida sem licitação. Para que ocorresse a dispensa do processo, o ISEV teria que ser uma organização social de saúde, o que não corresponde à realidade.

O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Taquara reforçou, por meio de documento, a recomendação de que a organização seja substituída.

Enquanto o procedimento para nova contratação não é deflagrado, o ISEV deve continuar na gerência e tem o dever de realizar adequações apontadas pelo CREMERS. O SIMERS reiterou ao Conselho o pedido de reconhecimento do movimento.

SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

Destaque Educação Poder Política Saúde

A notícia de que mais quatro faculdades de Medicina, todas privadas, serão abertas no Rio Grande do Sul virou comemoração para alguns e fonte de alerta para entidades como o Sindicato Médico do RS (SIMERS). “O SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”, adverte o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes.O Estado soma 16 faculdades, que ofertam por ano 1,4 mil vagas. “Com as quatro novas escolas e as outras seis abertas desde 2010, dobraremos o número e continuaremos com problemas de falta de médico e de estrutura para atender a população”, afirmou Argollo. Além disso, a formação prevista em novos currículos tem menor carga horária e menos conteúdos que os cursos como o da Ufrgs, que soma mais de 10,6 mil horas-aula, enquanto os novos tem pouco mais de 7 mil horas-aula para a diplomação.

O anúncio feito nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Educação segue plano de abrir 39 faculdades no Brasil. O Rio Grande do Sul terá cursos em Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo, somando 230 novas vagas. Um dos gargalos é a ausência de uma carriera médica que incentive os profissionais a atuarem em pequenas localidades. O SIMERS já entregou ao atual ministro da Saúde proposta de criar a carreira.

O País é o segundo em escolas de medicina no mundo (271), tendo mais de 400 mil médicos em atividade, ficando atrás somente da Índia (381). No Rio Grande do Sul são quase 27.800 profissionais em atividade. “Existe apenas um país no planeta, a Índia, que tem mais faculdades de Medicina que nós. Porto Alegre tem quatro vezes mais médicos do que a Inglaterra. O Japão não tem nem um quinto do número de faculdades do Brasil, mas uma saúde de primeira. Ou seja, não faltam profissionais.

SIMERS comemora 85 anos e lança novo vídeo institucional

Notícias Poder Política Porto Alegre Vídeo

 

 

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) comemora, nesta sexta-feira, 20 de maio, 85 anos de atividades. Para celebrar a data, o Sindicato está lançando um novo vídeo institucional, que destaca a importância dos médicos e sua importância para o bem-estar das famílias. No vídeo, criado pela agência Oito Totalbrand e produzido e gravado pela produtora BlackMaria, um menino acompanha o trabalho do médico que salva a vida de seu avô. Dessa forma, a criança vê como o profissional como um super-herói, por salvar a vida de uma pessoa querida. O vídeo é a primeira de várias ações que serão promovidas pelo Sindicato dentro deste ano, a fim de marcar essa data significativa.

Fundado em 20 de maio de 1931, o SIMERS contabiliza mais de oito décadas de trabalho e dedicação à causa médica, empreendendo inúmeras lutas, reconhecidas com respeito e admiração pela sociedade gaúcha e brasileira. Hoje, mais que um Sindicato, o SIMERS é modelo de instituição moderna, sincronizada com seu tempo, voltada não apenas para os interesses classistas, mas para as causas sociais da atualidade. O SIMERS conta hoje com mais de 15,6 mil médicos associados e contabiliza mais de 18 mil atendimentos por ano a esses profissionais.

13241153_1755036158048713_6958549770971491353_nO SIMERS produziu uma mensagem a todos os seus associados sobre o aniversário, que diz:

“Cada vez que a gente reclama da falta de estrutura em um posto de atendimento, a gente está cuidando de você.

Cada vez que a gente luta por mais leitos nos hospitais e por agilidade nos repasses de verba, é na saúde que a gente está pensando.

Toda vez que a gente defende salários dignos para os médicos ou reclama dos atrasos nos pagamentos, a gente está pensando na saúde de toda a população.

Há 85 anos, nosso trabalho é lutar para que os médicos tenham as melhores condições possíveis para realizar esse trabalho tão fundamental que é salvar vidas.

É isso que nos torna mais ágeis a cada ano que passa. Nos permite oferecer serviços cada vez melhores e com cada vez mais garra e determinação.

A gente luta pela saúde porque esse é o nosso jeito de cuidar de você”.

Saúde: Médicos municipários de Pelotas promovem Mobilização nesta quinta-feira

Saúde: Médicos municipários de Pelotas promovem Mobilização nesta quinta-feira

Notícias Poder Política Saúde

Os médicos municipários de Pelotas promovem, nesta quinta-feira (14), a Mobilização pela Saúde. O objetivo é alertar a população sobre as dificuldades que a categoria vem enfrentando e denunciar a falta de preocupação do Executivo com as reivindicações dos profissionais. A mobilização, organizada pelos municipários e pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) começa às 8h30, em frente à Prefeitura, e depois os médicos sairão em caminhada até a sede da Câmara Municipal, onde acompanharão a sessão legislativa. No início da tarde, o grupo vai até a sede do Ministério Público Estadual para protocolar um ofício com as reivindicações da categoria. No final da tarde, os médicos acompanharão a reunião do Conselho Municipal de Saúde.

Os médicos informam que o atendimento nos postos de saúde será paralisado parcialmente, mas os serviços serão mantidos.

Situação caótica – No último dia 5, em assembleia, na sede do Sindicato Médico do RS (SIMERS) em Pelotas, os médicos decidiram entrar em estado de greve, por tempo indeterminado, em protesto contra a situação caótica da saúde no município. A decisão foi tomada após os profissionais terem pressionado os vereadores de Pelotas a derrubar projetos do Executivo que não contemplavam a categoria. Entre eles estava uma proposta de abono salarial muito abaixo da remuneração médica do mercado. Outra proposta pretendia dar aumento para os médicos em contrato emergencial sem contemplar os profissionais da rede municipal.

Desde o ano passado, o Sindicato vem realizando verificação nos postos de saúde e locais de atendimento e comprovando o descaso e a precariedade dos estabelecimentos. Os médicos querem a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a normatização da redução a normatização da redução da carga horária da categoria para o máximo de 20 horas semanais, mantidas as atuais remunerações, e a inclusão de gratificação de função, baseada no maior percentual pago pelo município. Pelotas conta com 90 profissionais ligados ao município. Em 1º de março, o SIMERS e os médicos encaminharam ofício à Prefeitura com as reivindicações e deu prazo de 10 dias úteis para o Executivo se manifestasse sobre as negociações.

Médicos de Santo Antônio da Patrulha decidem entrar em greve

Notícias Saúde

Médicos municipários de Santo Antônio da Patrulha decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (22), entrar em greve a partir da próxima semana. Inicialmente, a categoria deflagrou estado de greve e, até o final do mês de março, devem paralisar os serviços, mantendo o mínimo de 30% do atendimento.

Os médicos reivindicam reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. A categoria tomou a decisão após mais uma reunião com o prefeito do município, o médico Paulo Roberto Bier, com a participação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). No encontro, o prefeito sinalizou com a criação de um plano de cargos e salários para a categoria e sugeriu que seja criado um grupo de trabalho para avaliar a proposta. No entanto, mesmo que a lei seja aprovada neste ano, a mudança só valeria a partir de 2017. No total, são 12 médicos ligados ao município. O SIMERS vai notificar o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina (Cremers) sobre a paralisação.

“O prefeito apresentou uma proposta que não tinha viabilidade prática. Dessa forma, os médicos decidiram entrar em greve”, salientou o diretor do SIMERS, Jorge Eltz, que acompanhou o encontro.

Mandetta: médicos devem ter representação no Congresso e mobilizar por carreira de Estado

Mandetta: médicos devem ter representação no Congresso e mobilizar por carreira de Estado

Comunicação Notícias Porto Alegre Saúde
Em palestra sobre ‘A crise da Saúde no Brasil’, em Porto Alegre, realizado na última semana, o médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) cobrou dos colegas organização política para buscar representatividade no Congresso. “Os médicos não têm voz no país porque não sabem se representar quando é preciso. Sabemos tudo de política classista, mas não conseguimos fazer frente aos representantes dos planos de saúde no Congresso, muitos deputados que são financiados pelas operadoras e as defendem na Câmara”, ponderou, lembrando que a Lei 9.656, que regula as operadoras, sequer cita os profissionais. Mandetta conclamou os colegas a se mobilizarem por uma Carreira de Médico de Estado, buscando apoio parlamentar para a aprovação da PEC 454. A proposta de emenda estabelece diretrizes para a criação de uma carreira única para os médicos, seguindo os moldes do Ministério Público. “É preciso tornar atraente os postos vagos. Tínhamos 3 mil cidades sem médicos. Nós fomos demonizados, taxados de mercenários, e foram buscar médicos em Cuba como se fossem mercadorias”, criticou, em alusão ao programa Mais Médicos.O deputado apontou que, embora o tema do painel fosse a crise na saúde, o Brasil vivencia, na verdade, o caos na saúde, e está à beira do colapso. Seu companheiro de painel, o também médico e político Pedro Westphalen, lembrou inclusive a fala do ex-ministro Arthur Chioro, pouco antes de ser demitido do cargo, de que o país vivenciará em 2016 o pior cenário já sofrido pelo SUS em seus 25 anos. O parlamentar também abordou o excesso de escolas médicas, que devem chegar a 350. “Serão 30 mil médicos formados por ano. Vamos ter de um lado uma ótima medicina e de outro, uma massa amorfa, composta por clínicas de venda de atestado”, conjecturou.“O Rio Grande do Sul é um estado que exportou sua juventude e está com grande envelhecimento da população, que em breve não poderá mais arcar com os valores dos planos e vai onerar ainda mais o sistema de saúde. Daí, a previdência, que já vinha pagando aposentadorias a cidadãos ainda muito jovens, explode”, exemplificou o deputado. “Então, precisaremos elevar impostos para bancar essa situação, e a população, além de pagar a maior taxa tributária do mundo, ainda vai arcar com saúde, segurança, escola privadas, porque os serviços públicos não oferecem qualidade.”

Perspectivas dos Honorários Médicos
Antecedeu a fala de Mandetta e Westphalen, no I Fórum Gaúcho de Saúde Suplementar, o painel ‘Negociação e Perspectivas dos Honorários Médicos’, do qual participaram representantes de Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia. Os dirigentes sindicais apresentaram os cenários locais de planos de saúde, e ficou marcante a diferença entre estados.

Enquanto o Bradesco Saúde lidera no Brasil, sendo alvo de inúmeras campanhas sindicais por remuneração, aqui, os principais planos são IPE-Saúde e Unimed, que reúnem quase 2 milhões de usuários. “O IPE é uma realidade diferente, pois não é operadora, mas uma autarquia estadual, de um Estado em crise. Estamos lutando por remuneração desde 2011”, lamentou o diretor do SIMERS Jorge Eltz, diante do novo presidente do órgão, Alexandre Escobar, que estava na plateia. O evento foi organizado pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM-RS).

Câmara aprova proibição da expressão “bacharel em Medicina” em diplomas

Câmara aprova proibição da expressão “bacharel em Medicina” em diplomas

Direito Notícias Saúde

Diploma de Médico_2008

O Plenário da Câmara dos Deputados admitiu que médico não é bacharel ao aprovar ontem (21) o Projeto de Lei 8140/14, do deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que proíbe a substituição do termo “médico” por “bacharel Medicina” nos diplomas expedidos pelas faculdades.
O presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes (foto), advertiu em inúmeras oportunidades que a nomenclatura afronta o tipo de formação na área (voltada à atuação profissional) e dificulta o acesso a cursos de especialização no Exterior, por exemplo, que reconhecem apenas o Diploma de Médico.

HISTÓRICO
Em 2014, o SIMERS divulgou alerta sobre os danos do despacho do Ministério da Educação (MEC) que permitia usar a denominação bacharel em Medicina em vez de Diploma de Médico. Em 2008(foto), a mesma medida foi imposta pelo Ministério, chegando a ser aplicada por universidades gaúchas, o que gerou forte reação de estudantes e entidades médicas que conseguiram reverter e voltar à inscrição de Diploma de Médico. No dia 17 de outubro – véspera do Dia do Médico – daquele ano, Porto Alegre conferiu a maior mobilização de estudantes de escolas médicas em 30 anos.