Eleições 2016: Clima de provocação marca debate entre Marchezan e Melo. Segurança foi o tema mais abordado no encontro entre os dois candidatos a prefeito no segundo turno

Eleições 2016: Clima de provocação marca debate entre Marchezan e Melo. Segurança foi o tema mais abordado no encontro entre os dois candidatos a prefeito no segundo turno

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Os candidatos a prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB), debateram durante cerca de uma hora e meia, na tarde desta segunda-feira, em evento promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) e pela Rádio Guaíba, com cobertura do Correio do Povo. O clima de provocação marcou o encontro.

O primeiro bloco contou com perguntas do presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, aos dois candidatos, seguido por perguntas livres. As trocas de provocações ocorreram a partir do segundo bloco, nos temas relacionados a segurança e também ao apoio de partidos como PTB e PP, que fazem parte da prefeitura, a Marchezan.

Melo afirmou que Marchezan passou a lotear o futuro secretariado na busca por apoio. O tucano respondeu dizendo que partidos do governo não deram apoio ao atual vice-prefeito por entender que Melo não é o melhor candidato para assumir Porto Alegre.

Já no terceiro bloco, em um debate sobre segurança, Melo disse que Marchezan não conhece Porto Alegre por morar em Brasília. Marchezan disse que muitas vezes não fica em Porto Alegre para cumprir o papel de deputado federal na capital. Ele ainda afirmou que Melo tinha dificuldades para entender pelo fato de ter tentado se eleger deputado, mas não obtido sucesso.

Sobre as propostas para a cidade, o tema segurança foi o que ganhou maior destaque. As obras da cidade também geraram bastante discussão. Marchezan criticou a entrega no andamento de algumas delas enquanto Melo disse ser o mais preparado para concluí-las e iniciar as obras ainda necessárias para a cidade. (Rádio Guaíba)

Eleições 2016: Marchezan e Melo acirraram os ânimos nesta segunda-feira. Confira as principais propostas apresentadas no debate

Eleições 2016: Marchezan e Melo acirraram os ânimos nesta segunda-feira. Confira as principais propostas apresentadas no debate

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O debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB), marcado por diversas provocações e alguns ataques pessoais teve a segurança e o trânsito como temas centrais na tarde desta segunda-feira. O encontro foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) e pela Rádio Guaíba, e teve cobertura do Correio do Povo.

Confira abaixo o que os candidatos disseram sobre cada tema

Segurança e trânsito

Melo

• “Tenho defendido a criação de um fundo municipal sem aumento de impostos e buscado recursos para a ampliação da Guarda Municipal. Ao mesmo tempo fazer convênio para poder pagar horas extras dentro dos limites orçamentários. A segurança passa também por maior iluminação de espaços públicos, como praças. Local ocupado pelas pessoas dificulta a ocupação pela delinquência. É um conjunto de ações que são necessárias. Eu vou cuidar pessoalmente das questões de seguranças”

• “Tema é completo e não se resolve de uma hora para outra. A prefeitura vem fazendo seu trabalho e tem de fazer maior. Vou fazer convênio com a BM, mudarei a lei sobre a idade para ingressar na Guarda Municipal. A questão das câmeras em todo o transporte público faz parte da licitação e em seguida vai entrar. Tem a questão dos espaços públicos, que é importante. Nós temos estudos dos pardais. Não basta fotografar placa, a BM tem que agir”.

Marchezan

• “Entendemos que há muito o que fazer. Como prefeito vou assumir um problema que é maior em Porto Alegre que no Brasil e outros municípios gaúchos. A segurança é um problema nosso e garantimos que vamos avançar com tecnologias que já existem em outros municípios, que diminuíram seus números de criminalidade. Porto Alegre está entre as cidades mais perigosas do mundo e acredito que dá para mudar isso”.

• “Vamos colocar câmeras em rotas de fuga. Algo que São Leopoldo e vários municípios já fizeram. Recentemente, o presidente da EPTC, o (Vanderlei) Cappellari, que nós vamos demitir assim que assumirmos, colocou mais pardais para multar e sem câmeras, que podem resolver os problemas. A proposta é usar os pardais que já multam e tiram fotos, mas que hoje só servem para aumentar o orçamento do Cappellari, que vai sair no primeiro dia do meu governo. O governador do Estado é do seu partido, pediu apoio ao Sartori, mas não falou de segurança pública. Já existem os pardais e vamos fazer um plano de ação para segurança”

• “O senhor diz que vai resolver os problemas. Eu pergunto por que não resolveu como vice-prefeito? Parece que o Fortunati é um ditador. Meu vice, o Paim, não vai poder poder quatro anos depois dizer que vai fazer tudo que não foi feito. Tu, Gustavo, vai trabalhar até porque estará ganhando para isso. O meu vice não poderá dizer que não pode trabalhar. É transparência e trabalho que prometo aos eleitores”.

• “Nos últimos dois anos, os homicídios dolosos aumentaram em Porto Alegre. Tivemos aumento de 140% de roubos que terminaram em homicídio. Temos o dobro de homicídios que o Rio de Janeiro. O que dá para fazer nesses próximos quatro anos que não foi possível fazer nos últimos 12?”

Planos para o Centro da Capital

Marchezan

• “Dou o exemplo do Mercado Público, que avançou durante um período até que a prefeitura passou a fazer esse serviço, que piorou. A obra do incêndio está há três anos para ser construída. Tudo que vamos fazer com a participação da iniciativa privada faremos no Mercado Público. O Centro também, pois precisa ser seguro e limpo. Isso será possível fazer com tecnologias que já existem em outros municípios”.

Melo

• Nossa proposta é revitalizar a Rua da Praia, temos R$ 10 milhões garantidos. Vamos também na rua Uruguai, Dr. Flores e Vigário. Vamos reduzir o número de veículos e aumentar o tamanho das calçadas em Porto Alegre. No Mercado Público já foram investidos R$ 11 milhões. É uma obra difícil e feita sob tutela do patrimônio público histórico”

Obras urbanas

Marchezan

• “Obras que eram para a Copa do Mundo ainda não estão prontas. Já passou até a Olimpíada. Obra tem que ter previsão orçamentária e tem que ter multa pesada para as empreiteiras se não cumprirem. Se não funcionar, que se troque o secretário. Alguma coisa tem que ser feita. Querer mudar é ser a favor do novo e melhorar aquilo que não está bom. Óbvio que não sou contra as obras, só que elas deveriam estar acabadas porque o prejuízo de obra parada é gigantesco para a prefeitura e população”

Melo

• “Vejo o senhor criticando muito as obras. O senhor é contrário a realização dessas obras? O prefeito Fortunati e o secretário de esportes foram visionários. A vida de quem mora na zona Sul melhorou muito pegando o viaduto e passando da Beira-Rio para o Centro. A saída do Centro pela Castelo Branco melhorou, como o viaduto São Jorge, de Anita e da Cristovão. Eu ajudei a fazer essas obras estou preparado para terminas essas obras o mais rápido possível.

Educação

Melo

• “Estamos atendendo razoavelmente de 4 a 6 anos e temos deficit de zero a 3, mesmo que estamos atendendo o plano nacional. Nós temos uma rede de 72%, que tem atividades em contraturno, com copeira, com esporte. Temos ainda quatro escolas de tempo integral. Temos que evoluir, vou carregar muito no português e na matemática. Vou também reforçar na questão do empreendedorismo. O empreendedor de amanhã precisa aprender hoje”.

Marchezan

• “Temos em Porto Alegre uma baixa cobertura. Temos a segunda menor cobertura entre as capitais do Brasil. A nossa responsabilidade é pequena no ponto de vista financeiro. Em 2015 nós ficamos ainda mais longe da média do INEP. Os secretários e partidos comandando a educação seguem os mesmos. O meu foco como prefeito será os alunos, não secretários nem partidos e prefeitos”

Cultura

Marchezan

• “Temos de ter isso como uma prioridade. Usar a cultura na educação, no ponto de vista turístico, econômico e qualidade de vida. O Sescon fez uma sugestão de eventos que poderíamos fazer na área cultural. Tivemos quedas em promoções de atividades de cinema, de teatro. Precisamos incentivar e fazer novos eventos na área de cinema e de música. Festivais de dança são necessários. Precisamos tornar a cultura uma forma de atração”.

Melo

• “A cultura move o mundo e, consequentemente, o Brasil, o Estado e a nossa cidade. Porto Alegre historicamente tem uma agenda cultura rica, mas é sempre um desafio progredir. O senhor que visita Porto Alegre só em época de eleição não conhece. A questão cultural é muito importante. E temos de decentralizar. Tenho que pensar na Restinga, no Rubem Berta. Vou fazer uma PPP para colocar de pé o nosso complexo cultural do Porto Seco. (Correio do Povo)
 

Porto Alegre: Presidente do PMDB descarta dança de cadeiras na Prefeitura após apoio do PTB a Marchezan

Porto Alegre: Presidente do PMDB descarta dança de cadeiras na Prefeitura após apoio do PTB a Marchezan

Destaque Eleições 2016 Poder Política Porto Alegre prefeitura

Mesmo com o apoio do PTB ao candidato Nelson Marchezan Jr. (PSDB) na disputa de segundo turno em Porto Alegre, os cargos dos trabalhistas na gestão atual não correm risco. Pelo menos por enquanto, nada muda em relação às quatro secretarias chefiadas pela sigla. O prefeito José Fortunati (PDT) não quis se pronunciar sobre o tema. A assessoria de imprensa do pedetista disse que não pode confirmar se alguma mudança pode ocorrer posteriormente. A gestão termina no último dia de dezembro.

Conforme o presidente do PMDB da Capital, Antenor Ferrari, o governo municipal não retaliou nenhum partido da coligação que resolveu ter candidato próprio a prefeito. “A nossa característica é a de não fazer retaliações contra ninguém e assim age o prefeito. Ele apoiou a escolha dos partidos em ter candidatos próprios”, sustenta.

A coligação do candidato derrotado no primeiro turno, Mauricio Dziedricki (PTB), confirmou hoje o apoio a Marchezan. Com isso, a aliança em torno do tucano passa de cinco para 11 partidos.

O presidente do diretório municipal do PTB, Everton Braz, admitiu que, além do alinhamento de propostas, a decisão de apoiar Marchezan passou pela possibilidade de protagonismo em um eventual governo. Ontem, ele disse à reportagem que o objetivo é contribuir para o enxugamento da máquina pública. (Samantha Klein/Rádio Guaíba)

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

Cidade Destaque Eleições 2016 Poder Política Porto Alegre prefeitura

Com empate na votação na noite desta segunda-feira, a decisão do PP Municipal de se coligar com o PMDB ou com o PSDB para o pleito de outubro ficou para quarta-feira, em Porto Alegre. Os 101 integrantes do diretório municipal, além de outros votantes qualificados, votaram entre o apoio a Sebastião Melo (PMDB) ou a Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Com 53 votos para cada, resta agora ao partido decidir, em convenção, na próxima quarta-feira, às 18h30min, o rumo a ser tomado.

Se fecharem com Melo, os progressistas entrarão na coligação com o maior tempo de propaganda de rádio e TV. Entretanto, se a opção for por coligar com Marchezan, os progressistas indicarão o vice da chapa, ganhando em visibilidade. No que se refere às possibilidades de coligação para a disputa proporcional, o presidente municipal do PP, Kevin Krieger, entende que a parceria com Marchezan pode render, ainda, mais vereadores progressistas eleitos na Capital.

“Duas boas opções. Com Marchezan temos a candidatura na majoritária a vice e também a coligação na proporcional, que viabiliza com certeza mais algumas cadeiras (na Câmara). E com Melo tem toda uma história de 12 anos que nós viemos trabalhando em conjunto”, projetou.

O nome progressista mais forte para uma indicação a vice de Marchezan é o do advogado Gustavo Paim.

Melo reitera que é candidato a prefeito e projeta oposição forte, mas desunida; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Melo reitera que é candidato a prefeito e projeta oposição forte, mas desunida; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Eleições 2016 Notícias

Confirmado para disputar a corrida eleitoral em outubro, o vice-prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo, do PMDB, reiterou hoje que quer governar a cidade, embora reconheça a força da oposição. Além de correr o risco de ver rompida uma aliança que manteve rodízio de 12 anos entre o PDT e o PMDB na cabeça de chapa, Melo também assume o desafio de mudar o cenário apontado pelas pesquisas de intenção de voto.

Melo afirmou em entrevista à Rádio Guaíba, não descartar que se confirme a candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB). Ele também disse não acreditar em uma união da esquerda em Porto Alegre, e estimou que o PT também entre na disputa. O vice-prefeito também declarou que valoriza Luciana Genro, do PSol. “Ela é uma boa candidata, com experiência e qualificada, agora não acredito que a Manuela vá desistir. Também acho que o PT é uma grande força e deve concorrer, mas não compete a mim essa análise”, ponderou.

Luciana aparece em segundo nas pesquisas, atrás de Manuela D’Ávila, que recuou na intenção de candidatar-se depois da maternidade. Melo vem aparecendo em quarto lugar e Vieira da Cunha do PDT, em terceiro. O PDT, contudo, ainda não confirmou Vieira e até mesmo o nome do senador Lasier Martins é sondado.

Já lideranças do PT dizem compactuar com a análise de Sebastião Melo. O potencial candidato do partido a prefeito, Raul Pont, concorda que a esquerda não vem unida para o primeiro turno. “Primeiro, nós temos essa indefinição da Manuela D’Ávila e o próprio PSol já lançou a Luciana, o que afasta a possibilidade de um bloco. Por isso, defendo que o PT, maior partido do campo da esquerda, tenha candidatura própria como os demais e que haja um acordo para nos unirmos em torno de quem for para o segundo turno”, projetou.

Nesse meio tempo, cercado pela indefinição, o vice-prefeito se preocupa em não perder apoios. Melo esteve reunido com a deputada estadual Any Ortiz, do PPS. No fim do ano passado, ela demonstrou interesse em também concorrer a prefeita, mas agora recua após sofrer resistência no partido, e em função do desejo de se dedicar ao mandato. A deputada não se furtou, porém, de tratar de questões eleitorais com Melo. “Não sei se é o momento para o meu nome, queremos estar na majoritária e isso ajudaria na formação da bancada. Nosso foco também tem que estar na eleição de vereadores, um, dois ou três. Hoje, só temos um suplente, que por vezes, tem assumido”, avaliou.

Com as mudanças da chamada minirreforma eleitoral, o período de convenções, para definir candidatos, ficou para o mês de agosto.