Moisés Mendes assinará colunas quinzenais no Extra Classe

Moisés Mendes assinará colunas quinzenais no Extra Classe

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Um mês depois de deixar a redação de Zero Hora, o jornalista Moisés Mendes, passa a publicar quinzenalmente, artigos exclusivos no www.extraclasse.org.br . Na coluna de estreia, A hora dos Arrependidos, ele questiona: O que se faz agora com o inverno do golpe? Moisés tem a companhia de outros colunistas que com quem trabalhou na Zero Hora, como Luis Fernando Veríssimo, Marcos Rolim,  Nei Lisboa e ainda de Fraga, Marcos Weissheimer, Elisa Lucinda e Santiago. O Extra Classe é uma publicação do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, filiado à CUT e Contee. A intenção do veículo é contribuir para o debate sobre questões importantes como meio ambiente, cultura, educação, política, economia e, em especial, movimentos sociais e de trabalhadores. Lançada em março de 1996, a edição impressa tem periodicidade mensal, tiragem de 22 mil exemplares e distribuição centrada principalmente nos professores do ensino privado do Rio Grande do Sul.

O extraclasse.org.br foi lançado em março de 2014, em comemoração aos 18 anos de publicação mensal ininterrupta do Extra Classe, e traz em destaque a íntegra da edição do respectivo mensal e conteúdo produzido especialmente para a web.

 

Substituto de Moisés Mendes já trabalha na redação da Zero Hora

Substituto de Moisés Mendes já trabalha na redação da Zero Hora

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Zero Hora não deve ir ao mercado contratar um profissional para substituir o colunista Moisés Mendes. A ideia que já está sendo trabalhada há algum tempo é uma “solução caseira”. Nesta sexta-feira, na interatividade das redes sociais surgiram sugestões de jornalistas gaúchos com “visão de esquerda”. O “viés”  é pré-requisito para contrapor os “liberais”que escrevem no jornal. Não há ainda uma definição por parte da direção de quem será a pessoa a ocupar o espaço, mas o “vestibular” pela vaga já começou. Nos últimos dias vários jornalistas da redação com “olhar de esquerda”, estão tendo seus textos analisados. A resposta do público pelos canais dos leitores de Zero Hora, será um dos critérios para a escolha definitiva do nome. A opção de trazer alguém de fora da empresa existe, mas poucos apoiam ela.

Com todos que eu conversei, ficou claro a intenção de que o futuro articulista tem que cair no agrado dos “socialistas gaúchos” – veja o elogio de Tarso Genro – e provocar reações do outro lado. Como por exemplo fez Moisés no texto: A direita estudantil. Ali ele dizia: “A direita brasileira só consegue produzir alguma reflexão em cima da reflexão alheia, quando o assunto é a autocrítica sob um mínimo de honestidade intelectual.” A resposta do instituto Liberal foi forte: “A história da corrupção brasileira é indubitavelmente atrelada ao tamanho do Estado, que é o seu verdadeiro e único genitor. A “direita” de Moisés não passa de um bode expiatório, um chiste, um clichê, uma fabula moderna criada nos diretórios dos partidos de esquerda. A “direita” de Moisés é um moldura adequada de inimigo que na realidade não existe. ” O texto publicado no site da instituição e assinado por Guilherme Macalossi, leva o título de: A direita de Moisés Mendes.

A intenção de Zero Hora, que deve anunciar o nome até maio, é que quem ocupar o cargo tenha ótimo texto, seja polêmico para causar repercussão e que tenha perspectiva de vida longa no novo posto. As apostas estão abertas, a roleta está girando e a única certeza que se tem é a bolinha tem que que parar na cor vermelha.

 

Moisés Mendes deixa Zero hora

Moisés Mendes deixa Zero hora

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O jornalista Moisés Mendes anunciou hoje que está deixando o jornal Zero Hora. Nesta sexta-feira ele enviou um e-mail a amigos e leitores explicando os motivos da saída: “Solicitei meu afastamento em 29 de fevereiro, dias após ter sido informado de que a Zero juntaria as edições de sábado e domingo em uma superedição com o melhor de ZH. Eu deixaria de escrever no espaço que ocupava no domingo e seria mantido como articulista em outros três dias da semana.

Moisés ocupava espaço na edição dominical desde o final de 2014

No final de 2014, o jornalista já havia pedido demissão, após o anuncio de mudanças entre colunistas. Daquela vez o motivo foi a comunicação que Moisés deixaria de escrever no espaço que compartilhava Paulo Sant’Ana. Ele ocupava a penúltima página nas edições de terças e sextas. Moisés, pediu demissão, mas foi demovido de sua ideia em função do apelo de leitores e colegas de redação. Naquela época ele disse ao blog Jornalistas/RS: “Fiquei comovido, não imaginava que teria tanto apoio. Agora tenho uma responsabilidade ainda maior com o leitor”. Da minha parte quero agradecer ao Moisés, na década de 90, quando foi editor de Economia de ZH abriu amplos espaços para reportagens que produzi para a Rádio Gaúcha. Ouvinte atento do Rádio e sem que o jornal tivesse coberto o assunto me chamava junto com a Bela Hammes e mandava eu baixar o texto. depois eles corrigiam os erros de pontuação e gramática e estampavam no jornal. O ápice foi uma manchete principal de capa na cobertura da privatização da Aços Finos Piratini, hoje Gerdau.
Moisés tinha grande admiração de parte dos leitores de Zero Hora. Em um de seus textos de maior repercussão, QUEM TEM MEDO DE BOLSONARO?  Recebeu elogios de Tarso Genro, ainda exercendo o cargo Governador do RS. Após ler o texto, Tarso publicou em suas redes sociais: “Artigo de Moisés Mendes sobre Bolsonaro, na ZH de hoje, dignifica o jornalismo de opinião. Orgulha todos os que são democratas e humanistas. Defendi, quando era Ministro da Justiça, que não era preciso mudar a Lei da Anistia, para punir quem torturou, matou e estuprou. Bastaria o Supremo dizer que esta mesma Lei da Anistia não se aplica a estes crimes, que não podem ser compreendidos como crimes políticos. A discussão foi distorcida por setores da mídia, cúmplices do Regime, como se quiséssemos mudar a lei para agredir as instituições militares e, assim, intimidar os que defendem a punição, na verdade, de crimes hediondos ou comuns mesmo dentro do direito formal do próprio regime. Hoje, o STF passa a reconhecer que Lei da Anistia deve ter nova interpretação, não para julgar instituições, mas indivíduos criminosos.”

Confira na íntegra a mensagem que Moisés Mendes enviou a amigos e leitores, na manhã desta sexta-feira, explicando sua saída da Zero.

Agradecimento
Esse e-mail é para agradecer pelo convívio, no momento em que comunico meu desligamento de Zero Hora. Agradeço a leitura, o reconhecimento e a crítica, nesses 27 anos em que atuei em muitas áreas do jornal.
Solicitei meu afastamento em 29 de fevereiro, dias após ter sido informado de que a Zero juntaria as edições de sábado e domingo em uma superedição com o melhor de ZH. Eu deixaria de escrever no espaço que ocupava no domingo e seria mantido como articulista em outros três dias da semana.
É óbvio que tais deliberações são da natureza e das prerrogativas de qualquer comando em qualquer atividade. Mas ainda tentei defender minha permanência na edição nobre do jornal, certo de que o espaço não era meu, mas do leitor de ZH. Não obtive êxito, procurei entender o contexto da decisão tomada pela direção e optei por sair. Aprendemos, nas mais variadas situações, que é preciso saber a hora de ir embora.
Faço esse breve esclarecimento porque só agora, após minhas férias, foi formalizada minha saída. Os que me acompanharam e contribuíram para o meu trabalho merecem pelo menos uma despedida.
Obrigado pelos questionamentos, pelos alertas e até pela total discordância com o que escrevo. Sempre acolhi com respeito as observações de quem me lê e continuarei defendendo com radicalidade, como obrigação de jornalista, a ampla liberdade de expressão.
Pluralidade, diversidade e livre circulação de ideias, no jornalismo e em todas as áreas que contribuem para a propagação de informações e de opiniões, não podem ser meros recursos mercadológicos. Somente serão efetivas se estiverem a serviço do debate, dos avanços civilizatórios e da democracia.
Abraço
Moisés Mendes
(Aos que perguntarem, não tenho nenhum projeto no momento. Este é meu e-mail pessoal, que ofereço aos leitores e amigos sem restrições).

12884594_1734198536799142_1091046480_nEm uma breve nota publicada, na página 4, da edição de hoje(25.03.2016), o vice-presidente editorial da RBS, Marcelo Rech trata do assunto, lamentando a decisão em caráter pessoal da saída do profissional com 27 anos de casa. Rech garante ainda que: “Zero Hora convidará articulistas de perfil similar ao de Moisés para colaborar com colunas e comentários que mantenham a diversidade de opiniões que caracteriza o jornal.