Fraport dá início a ampliação do aeroporto e deve contratar mil trabalhadores; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Fraport dá início a ampliação do aeroporto e deve contratar mil trabalhadores; por Mauren Xavier/Correio do Povo

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Após um ano do leilão, a Fraport fez o “impossível se tornar possível”, como resumiu a CEO da empresa alemã, Andreea Pal, ao dar início na manhã desta quinta-feira, oficialmente, às obras de melhoria no Porto Alegre Airport (Aeroporto Internacional Salgado Filho). Serão investidos R$ 1,5 bilhão nesta primeira etapa, que envolve a ampliação da pista em 920 metros e do terminal 1, além das melhorias no taxiamento e no sistema de drenagem. O lançamento da pedra fundamental, que ocorreu em tom de brincadeira e disputa futebolística, se deu no local onde haverá uma subestação, ao lado do prolongamento da pista. Em tom quase coletivo entre as autoridades, foi enaltecido o valor simbólico do evento, que marca o início de uma nova fase do aeroporto.

Entre os benefícios econômicos mais imediatos estão a contratação de profissionais. Para o pacote de melhorias o consórcio HTB, Tedesco e Barbosa Mello estima a contratação de mil trabalhadores de maneira direta e outros 200 indiretos. A proposta é buscar mão de obra e fornecedores locais. Porém, os investimentos abrem outras expectativas, especialmente de negócios. Com uma estrutura mais moderna e maior, será possível ampliar o rol de rotas, especialmente com opções internacionais, assim como o volume de transporte de carga.

Neste ponto, o governador José Ivo Sartori enalteceu que as melhorias no aeroporto representam um dos cinco investimentos mais significativos da última década do Estado. “Tem um efeito multiplicador, logístico, geração de renda, turismo e de negócios”, afirmou.

Nesta mesma linha, o prefeito Nelson Marchezan Júnior ressaltou a importância das parcerias com a iniciativa, que traz agilidade aos projetos. Destacou que a prefeitura tem acompanhado o processo de remoção das famílias das áreas no entorno, que é um dos empecilhos para as obras de ampliação da pista.

Quimiflex aposta em novas tecnologias para seguir crescendo em 2017

Quimiflex aposta em novas tecnologias para seguir crescendo em 2017

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Fim de ano e para a exceção confirmar a regra… Encontro um empresário de bem com a vida. Apesar da crise, Pedro Coelho, CEO da Quimiflex, empresa com mais de 15 anos no mercado e presente em grandes obras do RS comemora o fato da empresa fornecer toda argamassa e cimento para o Grupo Português Somague na obra de ampliação do Shopping Iguatemi e para obra da nova sede da Unisinos/Porto Alegre, via Construtora Engenhosul, ambas concluídas em 2016. A empresa está presente em obras em andamento no fornecimento para o Grupo Multiplan, de argamassa e cimento para construção do Park Shopping de Canoas. Será o maior Shopping do sul do Brasil com 120 mil m2 de área construída. Além de toda argamassa usada pelo Consórcio Tratenge Eneform, na ampliação do HCPA todas as argamassas. A Quimiflex lançou também esse ano a linha de acabamentos. São texturas cimentícias já nas cores e com propriedades Hidrofugante. Dispensam a necessidade do uso de selador e tinta.

Segundo Pedro Coelho, que não revela os números do negócio, a Quimiflex entendeu o mercado da construção civil e passou a buscar formas mais racionais para o uso de todos os tipos de argamassa. Para ele, a legislação trabalhista brasileira é perversa com os empreendedores que são os responsáveis pela geração de riqueza e consequentemente empregos. Com essa visão partiu para adoção de tecnologias que dispensassem ao máximo a necessidade da mão de obra e principalmente a mão de obra pouco qualificada nas construções.

A Quimiflex apostou na adoção da tecnologia de transporte a seco e armazenamento do produto dentro de silos. Os equipamentos realizam sozinho o transporte e homogeneização da argamassa na quantidade desejada sem desperdício e principalmente a necessidade da mão humana. Alcançando distâncias de até 150m (vertical e ou horizontal) abastece as frentes de trabalho a qualquer hora do dia. Não existe entupimento nas mangueiras por justamente transportar pó, sem a presença da água que será adicionada na ponta por uma argamassadeira.

Vendo desenvolver e crescer o mercado de argamassas a granel associado com o transporte a seco, Pedro revela que a Quimiflex abriu uma empresa de tecnologia nesse nicho chamada JB Equipamentos, que realiza o desenvolvimento de máquinas para facilitar as execuções das obras civis, diminuindo os custos e racionalizando o uso dos materiais.

Com o abastecimento de argamassa a granel em silos as obras reduzem espaços físicos de armazenagem, eliminam a necessidade de uso das embalagens, eliminam a mão de obra na descarga e associado a isso a adoção do transporte a seco da argamassa garante os seguintes benefícios:

  • Elimina os serventes da operação
  • Dispensa uso de elevadores e gruas
  • Transporta até 150m de distância o material
  • Garante uma limpeza ao canteiro
  • Elimina todo e qualquer transporte manual dentro do canteiro
  • Permite que com único funcionário seja realizado a projeção da argamassa na parede

 

A JB desenvolveu, construiu e patenteou equipamentos que agregaram qualidade ao serviço de transporte de argamassa e sua utilização. Pedro exemplifica com a Telemetria, um sistema de monitoramento do nível do silo via celular; o Duo System,  aproveitamento de um único silo para atender 2 frentes de obra e o Compressor JB180,  equipamento que realiza o transporte da argamassa. Recentemente, a JB assinou o contrato para realizar o serviço de reboco da obra de ampliação do HCPA. Serão aproximadamente 80.000m2 de área a serem revestidas num prazo máximo de 10 meses utilizando a argamassa da Quimiflex, os silos e sistemas de transporte. A novidade foi desenvolvida aproveitando-se da facilidade, velocidade e possibilidade de acoplar aos silos máquinas de projeção, passou a oferecer ao mercado o serviço de aplicação das argamassas de revestimento com a tecnologia de projeção. Entregando áreas internas e externas já com aplicação do chapisco e reboco aos construtores.

Com uma equipe reduzida executa serviços que antes levariam 2 a 3 vezes mais tempo. A qualidade final do serviço é indiscutivelmente superior justamente pela adoção de máquinas que lançam a argamassa na parede com uma força maior que a mão humana e de forma constante durante todo o tempo.

 

 

 

Atrasada, concessão do aeroporto Salgado Filho gera debates e polêmicas; Mauren Xavier/Correio do Povo

Atrasada, concessão do aeroporto Salgado Filho gera debates e polêmicas; Mauren Xavier/Correio do Povo

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Após mais de um ano do anúncio do governo federal e com o calendário atrasado, o edital de concessão do Salgado Filho à iniciativa privada deverá ser publicado neste mês. O prazo foi anunciado pela Secretaria da Aviação Civil (SAC), que foi incorporada pelo Ministério dos Transportes, gestor do plano de concessão dos aeroportos no país, iniciado em 2011. A expectativa é promover, ainda em 2016, o leilão que, se concretizado, repassará totalmente a administração do aeroporto à iniciativa privada pelos próximos 25 anos. Em contrapartida, obras de expansão – como a da pista, enaltecida como fundamental há 15 anos – e outras melhorias deverão ser realizadas num investimento mínimo de R$ 1,7 bilhão ao longo da concessão.
Porém, antes de ser efetivada a transação, ainda há muitas dúvidas e polêmicas à vista. Alguns movimentos defendem a concessão, que já foi efetivada em seis aeroportos brasileiros, por garantir a concretização de investimentos importantes e rápidos, além da modernização das estruturas. Por outro lado, há críticas, como o processo de esvaziamento da Infraero, a elevação de taxas de serviços, o que pode impactar no valor das passagens aéreas futuramente, e até o alerta sobre a possível transferência da estrutura para outro município, mais especificamente Portão, no projeto do Aeroporto 20 de Setembro, e, assim, destinar a atual área para outros empreendimentos. Leia no Correio do Povo a reportagem completa de Mauren Xavier.

Porto Alegre: Monumento aos Açorianos e Ponte de Pedra serão reinaugurados em até 30 dias; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Monumento aos Açorianos e Ponte de Pedra serão reinaugurados em até 30 dias; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

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As obras de restauro do Monumento aos Açorianos e da Ponte de Pedra são inauguradas em um mês, no Centro Histórico da Capital. A expectativa é da Secretaria de Cultura do município, que garante que ambas estão em fase final de execução. O prazo pode ser aumentado caso os próximos 30 dias sejam chuvosos, adverte a Pasta.

Conforme a SMC, o Monumento dos Açorianos necessita de limpeza final e pavimentação da área de passeio. Parte do gramado no entorno da estátua vai ser substituído por paralelepípedos, para evitar que o espaço seja usado para passeio de animais, já que a corrosão da estrutura de metal foi causada -entre outros fatores- por urina. Já a Ponte de Pedra, que fica exatamente em frente ao Monumento, na avenida Loureiro da Silva, espera a recolocação das pedras originais, após o processo de impermeabilização, e a pintura final.

acorianosLargo dos Açorianos fica para 2017

Ainda ontem, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente abriu licitação para a obra de revitalização do Largo dos Açorianos, que compreende todo o espaço do entorno do monumento e da ponte. Parte das obras do Largo compreende o restauro do lago sobre o qual passa a Ponte de Pedra, com a área sendo rebaixada. A manutenção da estrutura está entre os itens elencados no edital. Os trabalhos, no entanto, não interferem no restauro da estrutura histórica, que vai ser entregue antes.

O valor total da obra do Largo foi atualizado de R$ 2,5 milhões para R$ 4,8 milhões, e as propostas serão entregues dentro de um mês, no dia 19 de agosto. Ganha quem apresentar o menor valor para a execução do projeto. As obras, previstas de início para 2016, devem durar nove meses, a partir do anúncio do vencedor da licitação.

As obras do Monumento aos Açorianos começaram em 18 de janeiro e custaram R$ 356 mil. Já o restauro da Ponte de Pedra, que também começou em janeiro, foram orçadas em aproximadamente R$ 590 mil.

Entidade da Construção Civil aposta em PPPs e concessões para a retomada do desenvolvimento

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O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, disse que quando o governo federal coloca o pé no freio e limita a realização de obras, o setor inteiro é prejudicado. Em entrevista ao Programa Agora da Rádio Guaíba, o dirigente  disse que o ajuste fiscal é imprescindível para promover a volta do desenvolvimento do país por meio das Parcerias Público Privadas (PPPs) e as concessões. Disse que desde abril de 2014 começaram os atrasos sistemáticos no pagamento de obras públicas, além do corte de investimentos que interromperam diversos projetos. “Hoje em dia temos cerca de 5 mil obras paradas no Brasil. O Ministério das Cidades sinalizou que com o nível atual de investimentos teríamos garantidas obras para os próximos 40 anos, mas isso não se confirmou”, disse.

Martins reclamou que a mudança nos cronogramas das obras em razão do atraso de repasses impactou os custos e as contratações do setor. O dirigente revelou que de novembro de 2014 a mais de 2015 foram fechados mais de 700 mil postos de trabalho diretos. Disse que o segmento precisa de segurança institucional para poder funcionar. “Seguimos acompanhando com atenção os desdobramentos da Operação Lava Jato da Polícia Federal e vimos que a imagem do setor ficou riscada por conta dos desvios provocados por algumas das maiores construtoras do País”, lamentou. O dirigente acredita que o setor está conseguindo contornar essas dificuldades por conta do potencial que tem.

Porto Alegre: Obras de revitalização da orla ganham estruturas metálicas

Porto Alegre: Obras de revitalização da orla ganham estruturas metálicas

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A colocação de estruturas metálicas nos deques que irão ficar sobre as águas do Guaíba marca os avanços das obras de revitalização da orla. Dos quatro deques que estão sendo construídos, um já está com a estrutura pronta, enquanto em outro a estrutura está sendo montada. O projeto do Parque Urbano da Orla do Guaíba conta com investimentos da ordem de R$ 65 milhões e, atualmente, 90 operários trabalham na obra que vai qualificar a região. (fotos)

Porto Alegre, RS - 22/06/2016 Estruturas metálicas que irão sustentar os decks estão sendo construídas na Orla do Guaíba Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

De acordo com o engenheiro Assis Arrojo, coordenador de fiscalização da obra, em breve será possível colocar a madeira que irá cobrir as estruturas. “Quem passa ali pela orla já começa a perceber a diferença”, diz Arrojo. As fundações em terra e água foram concluídas e a previsão é de que os trabalhos sejam entregues no início do ano que vem.

Ao todo, serão revitalizados cerca de 10 hectares, da beira do Guaíba, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. Serão construídas ciclovias e novos passeios, com iluminação em LED. Também serão instalados 47 postes inclinados com iluminação cênica e luminárias em LED, criando assim uma atração turística.

Está previsto um ancoradouro para barcos de turismo, um restaurante sobre a água, seis bares, deques em madeira, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiários e playground. O restaurante e os bares serão envidraçados, permitindo a abertura total no verão, além de possuírem climatização.

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

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A Justiça de São Paulo acolheu um pedido do Município de Porto Alegre e do Ministério Público do Rio Grande do Sul e excluiu do rol de credores da recuperação judicial da OAS o crédito da Prefeitura da Capital referente às obras no entorno da Arena do Grêmio, na zona Norte. Na prática, a decisão do juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, permite que a retomada das obras, estimadas em cerca de R$ 100 milhões, sejam buscadas pela via judicial, independentemente dos demais créditos incluídos no acordo de recuperação da empreiteira, que soma R$ 9 bilhões.

Para a procuradora-geral adjunta Andrea Vizzotto, a decisão abre um novo campo de alternativas para o cumprimento de um Termo de Compromisso firmado com a OAS em 2014, que previa a conclusão das obras até 2020. A OAS chegou a iniciar as melhorias, mas os trabalhos foram suspensos ainda em 2015. A Procuradoria-Geral do Município deve, agora, entrar com um pedido, no Tribunal de Justiça gaúcho, para que o Termo de Compromisso seja cumprido. Com as obras da Arena incluídas no rol de credores da OAS, a empreiteira previa entregar a revitalização do entorno da Arena só dentro de 20 ou 25 anos.

A PGM cogita, ainda, pedir que a Justiça aplique as multas por atraso no cronograma, previstas no Termo, e bloqueie os bens da empreiteira até que as obras se iniciem.

A revitalização das avenidas A.J. Renner e Padre Leopoldo Brentano, a cargo da construtora, seguiam sem previsão de retomada justamente em função do processo de recuperação judicial. Enquanto a OAS não providencia o início das obras, o município mantém o habite-se suspenso em um complexo habitacional construído no entorno da Arena, impedindo a venda e a ocupação. (Rádio Guaíba)

Eleições 2016: Raul Pont projeta aliança com PCdoB e critica morosidade em obras da gestão atual

Eleições 2016: Raul Pont projeta aliança com PCdoB e critica morosidade em obras da gestão atual

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O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont, começou a dialogar com os partidos alinhados com a esquerda para formar uma aliança nas eleições de outubro. Somente as siglas que não apoiaram o impeachment da presidente Dilma Roussef serão convidados a compor a chapa majoritária. Pont confirmou, entretanto, a tendência de coligação com o PCdoB. A desistência da deputada estadual Manuela D’Ávila em entrar na corrida à Prefeitura contribuiu decisivamente para que os comunistas indiquem um nome a vice-prefeito. “O que temos de confirmado é a parceria com o PCdoB. Eles estiveram ao nosso lado junto à Frente Brasil Sem Medo (que realizou manifestações contra om impedimento de Dilma)”, afirmou o pré-candidato, que concedeu hoje entrevista para o programa A Cidade É Sua, na Rádio Guaíba.

Em relação à atual gestão de José Fortunati, que chegou a ser vice de Raul Pont à frente da Prefeitura, e do vice Sebastião Melo, pré-candidato pelo PMDB, o petista criticou o volume de recursos destinado ao Orçamento Participativo – apenas 1% da verba orçamentária. Conforme o ex-deputado estadual, o OP se tornou um instrumento de aparelhamento da gestão municipal.

Outra crítica a Fortunati é a morosidade quanto a obras e ampliação de avenidas. “Diversos projetos que teriam prazo de execução de um ano e meio estão há cinco em obras, ou parados. Há problemas em projetos licitados, isso configura má administração ou quase improbidade administrativa”. Pont ainda reclama da falta de exigência da Prefeitura em cobrar contrapartidas da OAS para revitalizar o entorno da Arena do Grêmio, por exemplo.

Questionado sobre o metrô de Porto Alegre, Pont lembrou que não há orçamento nos caixas do Executivo para retirar o projeto do papel. ”Como gestor, sei o que significa esse tipo de projeto. A Trensurb tem financiamento do governo federal. Qual seria o investidor privado que iria investir em um projeto que não é economicamente viável nos trechos onde foi projetado?”, questionou. Com isso, ele indicou que a construção não vai estar entre as promessas de campanha. Uma alternativa – distante -, segundo o petista, pode ser a viabilização de empréstimos junto a organismos internacionais.

Raul Pont projetou, ainda, que a campanha tenha debate intenso sobre a questão da saúde, considerando a crise nos repasses de recursos para hospitais conveniados ou da rede da Prefeitura. Ele defendeu a manutenção do programa Mais Médicos, do governo federal, que destinou profissionais para áreas mais afastadas de Porto Alegre. Disse, também, que é defensor do SUS como sistema de atendimento universal e gratuito e, nesse sentido, citou o Hospital de Clínicas, em processo de ampliação de estrutura com recursos do governo federal. (Texto: Samantha Klein/Rádio Guaíba)

Prefeitura dobra contingenciamento e suspende obras previstas em Porto Alegre; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Prefeitura dobra contingenciamento e suspende obras previstas em Porto Alegre; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

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A Prefeitura de Porto Alegre anunciou um corte extra no orçamento, nesta quinta-feira. Em nota, o Executivo informou que espera economizar pelo menos R$ 64 milhões com as medidas de contingenciamento. O montante, somado aos R$ 67 milhões contingenciados já no início de janeiro, totaliza quase R$ 132 milhões em economia nesse ano.

A medida não atinge serviços essenciais, mas prejudica obras previstas. A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) vai ter corte mais expressivo, de quase R$ 27 milhões. O Departamento de Água e Esgotos (Dmae) teve reduzidos R$ 11 milhões no orçamento. Na EPTC, os recursos serão cortados em R$ 6,6 milhões. Construção de novas ciclovias e obras de saneamento previstas também estão suspensas.

Com os cortes de orçamento, a Prefeitura espera evitar o parcelamento do salário dos servidores. “Essas medidas são necessárias, diante da grave crise econômica que atinge o país e penaliza os municípios. No caso de Porto Alegre, a queda na arrecadação ameaça até mesmo o pagamento em dia da folha”, justifica José Fortunati.

Uma campanha interna deve ser realizada, junto aos servidores, incentivando as boas práticas na administração do material de expediente e outras despesas ordinárias. O Executivo justifica que, desde a publicação do decreto de contenção de despesas, em março, houve redução de diárias e compra de passagens aéreas, suspensão da celebração de novos convênios e da contratação de novas obras.

Com 5% da obra concluída, Fortunati espera aval do Senado para revitalização da orla do Guaíba

Com 5% da obra concluída, Fortunati espera aval do Senado para revitalização da orla do Guaíba

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O prefeito José Fortunati acompanhou, na tarde desta segunda-feira, o andamento das obras de revitalização da orla do Guaíba, na Capital. O chamado Parque Urbano da Orla do Guaíba compreende dez hectares, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. A previsão é de que as obras sejam entregues até o fim de 2016. Até agora, só 5% dos serviços foram concluídos na área a ser qualificada. Foram executados a terraplanagem, a construção do canteiro de obras e a instalação dos tapumes. No momento, ocorrem os serviços de estaqueamento em solo, vigas de fundação, pilares e muros de contenção. A próxima etapa é a execução de estacas de fundação em água.

De acordo com o prefeito, o único gargalo que persiste é a liberação dos recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF), em um montante de R$ 65 milhões. Fortunati afirmou que esteve com a presidente Dilma Rousseff na sexta-feira e solicitou a ela que encaminhe ao Senado Federal o pedido em análise na Secretaria do Tesouro Nacional. O prefeito espera que nos próximos dias haja a liberação e o encaminhamento para aprovação. “No Senado nós nos articularemos para dar celeridade ao processo”, afirmou, garantindo que a tramitação ainda não atrapalha o ritmo da obra. “Pela conversa que tive com a presidente, estou muito otimista de que até abril poderemos ter a aprovação pelo Senado dos recursos da CAF, assim como o reembolso do montante que a prefeitura realizou para a execução”, declarou.

O projeto, assinado pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, prevê a construção de ciclovias, passeios com iluminação em LED, ancoradouro para barcos de turismo, restaurante sobre a água, seis bares, três decks em madeira, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiários, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático. (Rádio Guaíba)