Eleições 2016: SIMERS entrega pedidos da população sobre saúde a candidatos da Capital

Eleições 2016: SIMERS entrega pedidos da população sobre saúde a candidatos da Capital

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) promove, na próxima segunda-feira (5 de setembro), às 9 horas, no Hotel Deville (Av. dos Estados 1909 – Sala Piratini – Porto Alegre), um encontro com os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. A entidade entregará os resultados da Campanha Desejos para a Saúde, que contou com a votação dos moradores sobre prioridades para melhorar a saúde pública. Uma plataforma digital recebeu os temas mais urgentes entre 21 de julho e 30 de agosto.

Um dossiê sobre a saúde da Capital foi elaborado pelo SIMERS, contendo a votação e um diagnóstico completo sobre os problemas no SUS. Em seguida, cada candidato responderá a perguntas sorteadas, relacionadas a suas plataformas políticas para a saúde. “Pela primeira vez uma plataforma aberta possibilitou que os moradores pudessem eleger prioridades e agora vamos levar a quem pode dar alguma resposta e fazer algo”, destacou o presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes(foto).

Até o momento, já confirmaram presença os candidatos Sebastião Melo (PMDB), Luciana Genro (PSOL), Fabio Ostermann (PSL), Nelson Marchezan Junior (PSDB), Marcello Chiodo (PV) e João Carlos Rodrigues (PMN).

Presidente do SIMERS é membro honorário da Academia de Medicina

Presidente do SIMERS é membro honorário da Academia de Medicina

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O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, entrou para o seleto grupo de membros honorários da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. A honraria foi concedida ao presidente do Sindicato na noite dessa sexta-feira (13), em solenidade no Country Club de Porto Alegre. Argollo é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), é presidente do SIMERS desde 1998.

A medalha, o diploma e a vestimenta que identifica os integrantes da Academia foram entregues pelo diretor do SIMERS, Germano Bonow, titular da cadeira de número 60 da academia e pelo presidente da instituição, Luiz Fernando Jobim.

Em seu discurso de agradecimento, Argollo recordou que 20% dos patronos das cadeiras da academia foram presidentes do SIMERS, que completa 85 anos em 21 de maio. O presidente do Sindicato destacou as conexões entre as pautas que mobilizam os médicos na atualidade, como a invasão de estrangeiros sem exigência de validação de diploma, e as lutas que marcaram a fundação da entidade em 1931.

“Nossos precursores buscaram dois objetivos: se contrapor à lógica positivista da época que rejeitava a restrição do exercício da Medicina apenas a quem estivesse habilitado (defesa feita pela categoria) e fechar uma das duas únicas universidades de Medicina existentes, a fim de garantir mais qualidade ao ensino da profissão.”
“Vivemos tempos bicudos e difíceis, mas certamente temos atrás de nós uma história que nos estimula a enfrentar esse combate e fazer o que será melhor para os nossos pacientes, pois, no fundo, é isso que move todos nós”, motivou o agora membro honorário da academia de Medicina.

O presidente do SIMERS também fez um agradecimento a Bonow e destacou a importância do reconhecimento. “Estou extremamente honrado e feliz. Esse é um momento especial e significativo em minha vida profissional”, disse.

O título concedido ao presidente do SIMERS destaca a trajetória de Argollo à frente de uma das maiores entidades sindicais da América Latina e sua ação em defesa da categoria médica. Além de ser uma das distinções de maior prestígio na trajetória médica, a homenagem é de grande importância para o Sindicato, pois reforça a relevância das contribuições realizadas pela instituição perante os profissionais.

O SIMERS e a Academia têm uma parceria desde 2015, com o objetivo de promover palestras de interesse da área médica. As palestras reúnem convidados renomados (nacional e internacionalmente) e reconhecidos no seu campo de atuação clínica e científica, compartilhando seu conhecimento com os médicos gaúchos.

“Prorrogar o Mais Médicos é renovar uma mentira”, diz presidente do SIMERS

“Prorrogar o Mais Médicos é renovar uma mentira”, diz presidente do SIMERS

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O presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, avalia que a prorrogação do Mais Médicos só vai renovar “a mentira” sobre os efeitos do programa. “Disseram que com o Mais Médicos seriam resolvidos os problemas da saúde, mas continuam os pacientes amanhecendo na frente dos postos para conseguir uma consulta, aguardando mais de 12 horas por um atendimento numa emergência, os hospitais continuam superlotados, com macas em corredores e pacientes deitados no chão”, contrapôs Argollo. “A saúde pública piorou muito nestes últimos três anos.” O dirigente lembrou que havia a preocupação com profissionais sem qualificação e sem serem submetidos ao Revalida (exame para validar o diploma do Exterior) para atender pacientes.

“Mas felizmente eles não atendem ninguém doente. Fazem acolhimento, pegam na mão, mas se o paciente tiver tosse com dor no peito que pode ser pneumonia, ele é mandado direto ao médico brasileiro na emergência do hospital ou na UPA. Por isso, felizmente, o estrago foi menor do que se imaginava”, pondera o presidente do Sindicato Médico.

As mentiras, reforça Argollo, não param. Segundo ele, os números de atendimento mostram mais contradição. “Diziam que com 25 mil Mais Médicos atenderiam 60 milhões de pessoas. Então, se fossem 50 mil, atenderiam 120 milhões de brasileiros. Com 100 mil, seriam 240 milhões de pessoas! Mais que a população do Brasil, que é de 200 milhões.”

O presidente do Sindicato lembra que o País tem 440 mil médicos formados no Brasil em atuação. “A solução seria mandar 340 mil médicos para Cuba ou outro lugar.” Para o dirigente, o que está por trás da “farsa” é uma triangulação. “O nosso dinheiro vai ao BNDES, que põe R$ 2,4 bilhões no bolso da Odebrecht, que faz um porto em Mariel para Cuba e o país, por sua vez, retribui mandando médicos para cá. O porto sai de graça, a empreiteira carrega Lula em jatinhos executivos para todo lado, além de dar pesadas contribuições à campanha de Dilma.”

Após tiroteio no HPS, presidente do Simers lamenta que Sartori tenha perdido controle sobre criminalidade; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Após tiroteio no HPS, presidente do Simers lamenta que Sartori tenha perdido controle sobre criminalidade; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) voltou a cobrar providências do poder público para solucionar a falta de segurança em unidades médicas de Porto Alegre. A entidade se manifestou após o registro de uma tentativa de homicídio a tiros, dentro do Hospital de Pronto Socorro, no início da tarde de hoje. Um homem entrou na casa de saúde, procurou a Emergência fingindo ser paciente, e efetuou de seis a sete disparos contra o alvo, internado desde a madrugada. Após o crime, o autor dos tiros fugiu de moto, com a ajuda de um comparsa. A vítima, Maicon Azevedo da Silva, de 21 anos, recebe atendimento, em estado grave. O atendimento, que ficou restrito na Emergência, já se normalizou.

Para o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, a falta de policiamento ostensivo nos hospitais vem provocando uma escalada da criminalidade nas casas de saúde. Conforme o dirigente, o governador José Ivo Sartori perdeu o controle sobre a criminalidade. Além de câmeras de videomonitoramento, a presença de policiais, e não de vigilantes, defende Argollo, é fundamental para dar uma resposta à sociedade.

Sobre o HPS, o dirigente defende a identificação de quem circula pela unidade de saúde e sugere a instalação de catracas para ampliar a segurança no local.

Os crimes, recorrentes em hospitais de Porto Alegre, ainda levaram o presidente do Simers a comparar o nível de violência da Capital com os de cidades historicamente mais violentas: “Porto Alegre não deve nada ao Rio de Janeiro. Os traficantes dizem aos governadores o que vão fazer o fazem o que bem entendem. Essa é a verdade”, lamenta.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre confirmou que o alvo do criminoso havia ingressado, durante a madrugada, em busca de atendimento, após ter sido baleado. O confronto, que resultou em uma morte, ocorreu na avenida Cavalhada, na zona Sul.

Em março, em uma ocorrência semelhante, um jovem foi morto dentro do Hospital Cristo Redentor, na zona Norte da Capital. Ele foi atingido com três tiros na cabeça dentro do setor de traumatologia, no terceiro andar da instituição. A Polícia apurou que um adolescente cometeu o crime.

Confira, na íntegra, a nota da SMS sobre o caso: 

Com relação à ocorrência com disparo de tiros que ocorreu no interior do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na tarde desta terça-feira, 19, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que um rapaz deu entrada nas dependências do hospital às 2h30 da madrugada, já baleado, trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o dia, outro homem acessou o hospital se identificando como paciente. Ao localizar o rapaz já baleado, disparou contra ele, sem causar morte, fugindo logo após. Não há registro de feridos, a não ser o paciente que já estava baleado e permanece em atendimento. O 9º Batalhão da Polícia Militar está no local.

SIMERS e OAB/RS podem levar violação de direitos humanos de pacientes à OEA

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Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Rio Grande do Sul (OAB-RS) – vão unir esforços para fazer valer os direitos humanos dos pacientes que são mantidos em condições degradantes nas emergências psiquiátricas do SUS em Porto Alegre. Caso não haja uma ação de gestores municipais para alterar o quadro, as duas entidades vão levar a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA).

O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, entregou um documento ao presidente da OAB-RS, Ricardo Breier, no fim da tarde desta segunda-feira (14), com detalhes dos flagrantes da precariedade em que são mantidos dependentes químicos e doentes com transtornos psiquiátricos no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS) e no Postão do IAPI, os dois do município de Porto Alegre. No PACS, pacientes dormem no chão, por falta de vagas. “Os doentes têm plaquinha na parede com seu nome, que corresponde a uma fração do lote da emergência”, descreveu Argollo.

Breier recebeu fotos e dados estatísticos sobre a permanente superlotação de serviços, que gera as cenas degradantes. O presidente da ordem gaúcha informou que a comissão de direitos humanos do órgão analisará a situação imediatamente. “Vamos solicitar uma audiência com o prefeito José Fortunati para saber o que ele pretende fazer. O SIMERS nos acompanhará. Caso não haja mudança, vamos a organismos internacionais”, adiantou o presidente da OAB-RS, que lembrou da atuação no caso da superlotação do Presídio Central, levado à OEA há mais de 10 anos pela ordem do Estado.

O dirigente da OAB-RS ficou surpreso com as condições relatadas por Argollo. A intenção é verificar a disposição do prefeito em resolver a situação. “Se precisar vamos à OEA. O Brasil é signatário da carta de direitos humanos. O assunto será tratado como ofensa do País”, justificou Argollo. O SIMERS já pediu providência da prefeitura e denunciou o fato ao procurador-geral de Justiça do Estado, Marcelo Dornelles. A entidade aguarda pela ação do MP diante dos danos à saúde e desrespeito a condições mínimas de cuidados à vida.

Além da psiquiatria, a crescente violência e falta de segurança também ser alvo de ações conjuntas. O PACS tem sido atacado por criminosos, com intensificação do medo e tensão desde setembro de 2015. “A população está com medo. Médicos relatam que o fluxo caiu pela metade nos últimos meses”, informou Argollo. Os médicos, com apoio do Sindicato, defendem a transferência do Postão a outro local.

Sindicato Médico repudia marcha do Orgulho Louco, ocorrida em Alegrete

Sindicato Médico repudia marcha do Orgulho Louco, ocorrida em Alegrete

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A caminhada chamada “Parada Gaúcha do Orgulho Louco”, realizada em Alegrete, na Fronteira Oeste do Estado, há uma semana, tem gerado polêmica no meio da assistência mental. Em entrevista ao jornalista Felipe Vieira, no Programa Agora da Rádio Guaíba, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, disse que as pessoas com problemas mentais merecem a mesma consideração dispensada a outros doentes e não fazer brincadeira com essa situação. Destacou que sociedades médicas ligadas ao SUS querem acabar com esse tipo de hostilidade com o doente mental.

“É preciso acabar com a discriminação. Uma pessoa não pose ser exposta em praça pública e passar por uma situação ridícula como essa”, justifica. Argollo adiantou que o departamento jurídico do Sindicato entrará em contato com as pessoas que organizaram o evento em Alegrete e saber a forma como estão lidando com esse tipo de fragilidade. Com isso, elas poderão ser processadas por abuso de incapaz. (Rádio Guaíba)