Entidades da segurança preparam nova manifestação na quinta-feira

Entidades da segurança preparam nova manifestação na quinta-feira

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O Bloco de Segurança Pública, que reúne as entidades de classe do setor, anunciou neste domingo a realização de uma manifestação na próxima quinta-feira, após o feriado de Sete de Setembro, em Porto Alegre. O objetivo é protestar contra o sucateamento da área e o parcelamento dos vencimentos das categorias na Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência dos Serviços Penitenciários.

O ato público deve ocorrer na área central da cidade, mas ainda não há uma definição do local . O presidente da Amapergs Sindicato, Flávio Berneira, que representa os agentes penitenciários, observou também que os detalhes ainda não foram concretizados, como o horário da mobilização que poderá ocorrer, tanto pela manhã, como à tarde.

A manifestação das categorias integra o conjunto de novas ações que o Bloco da Segurança Pública está discutindo para o mês de setembro. Flávio Berneira revelou que uma das ações deve ser a solicitação de audiência com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em Brasília. “Vamos pedir tudo o que estiver ao alcance do ministério, inclusive a liberação de recursos”, explicou o presidente da Amapergs Sindicato, referindo-se à ajuda do governo federal para minimizar a crise na segurança pública gaúcha.

A vinda da Força Nacional, solicitada pelo próprio Governo do Estado, foi uma delas, mas tem caráter temporário e está sendo considerada insuficiente para conter a criminalidade na Capital. O dirigente destacou ainda a ideia de encaminhar o pedido de uma reunião com o novo secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer. As categorias mantêm uma operação padrão desde a sexta-feira passada e prometem mantê-la até que ocorra o pagamento integralizado dos salários por parte do governo. (Correio do Povo)

Sindicatos veem com desconfiança novo secretário de segurança do Estado; por  Gabriel Jacobsen e Guilherme Kepler/Rádio Guaíba

Sindicatos veem com desconfiança novo secretário de segurança do Estado; por Gabriel Jacobsen e Guilherme Kepler/Rádio Guaíba

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Três sindicatos de servidores que representam policiais e agentes penitenciários gaúchos veem com suspeita o nome de Cezar Schirmer, escolhido ontem pelo governador José Ivo Sartori para comandar a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Entre os motivos alegados para a desconfiança está o fato de que Schirmer não possui experiência na área da Segurança Pública.

Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm sindicato, que representa escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil, diz que a categoria esperava um nome de impacto e com conhecimento sobre o tema.

“Todo mundo estava esperando algum nome que causasse um impacto na Segurança, que chegasse com algumas medidas, que tivesse algum conhecimento da área. Eu não me lembro do deputado Schirmer ter algum conhecimento na área da Segurança Pública. Mas vamos esperar para ver, né?”, avaliou Ortiz.

O presidente da Abamf, Leonel Lucas, associação que representa os cabos e soldados da Brigada Militar demonstra preocupação, avaliando que o novo secretário não entende de Segurança Pública. Por esse motivo, segundo Lucas, Schirmer deve se cercar de técnicos no assunto.

“O próprio secretário disse que não tem experiência na área. Fazer laboratório com a segurança pública nessa altura do campeonato é muito temerário. Não precisamos de amigos, precisamos de pessoas que entendam de segurança. A gente deseja boa sorte e esperamos que ele reúna pessoas que entendam para solucionar esse problema”.

Flavio Berneira, presidente da Associação dos Agentes Penitenciários (Amapergs), segue na mesma linha, apontando que o nome de Schirmer causou espanto à categoria, especialmente em um momento de crise.

“Nos espanta que não seja um técnico. Em um momento de tamanha crise nós imaginávamos que viria alguém ligado à area de Segurança. Tendo sido escolhido Schirmer, por ser político, nossa torcida para garantir a liberação dos recursos necessários para fazer frente às nossas demandas, precariedades”, destacou.

Discurso divergente tem a delegada Nadine Anflor, que representa a categoria de delegados. Ela aponta simpatia com a escolha do governador e acredita que, mesmo tendo perfil político, o ex-prefeito de Santa Maria pode se cercar de bons técnicos. Os delegados também demonstram satisfação com a escolha de um colega de carreira como secretário adjunto.

“Nos manifestamos no sentido de apoiá-lo. Em tempos de crise temos que nos unir cada vez mais. Acreditamos que bons técnicos irão cercá-lo. A própria nomeação do secretário adjunto, um delegado de polícia já experiente, poderá auxiliar na condução dessa pasta”, afirmou Nadine.

O próprio secretário Schirmer admitiu ontem, durante entrevista coletiva, que irá se apropriar de informações sobre a área a partir de agora. Também admitiu que seu foco, até a manhã de sexta-feira, era o comando da prefeitura de Santa Maria. Entretanto, o novo secretário pediu um “voto de confiança” para o trabalho que passa a realizar, dizendo conhecer como prefeito os problemas e dificuldades da segurança pública.

“Meu foco até as 10h (dessa sexta) era a minha cidade, a prefeitura de Santa Maria. Não é fácil mudar o foco do dia para a noite. A partir de agora eu vou me aprofundar, me encharcar de informações e de conhecimentos. Minha experiência como prefeito e como homem público me foi possível avaliar as questões de segurança, suas dificuldades, seus problemas, seus desafios”, afirmou ontem Schirmer.

O governador José Ivo Sartori afirmou que a escolha do novo secretário foi pessoal e baseada na confiança que tem em Schirmer.

Impeachment de Sartori: Servidores da Segurança Pública querem audiência com a presidência da Assembleia para saber da viabilidade de impeachment; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Impeachment de Sartori: Servidores da Segurança Pública querem audiência com a presidência da Assembleia para saber da viabilidade de impeachment; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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Representantes de diferentes categorias da Segurança Pública decidiram solicitar uma agenda com a presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti, do PP, para consultar a viabilidade da abertura de um processo de impeachment contra o governador José Ivo Sartori. A medida é decorrente do sétimo parcelamento consecutivo e o nono da gestão Sartori. A leitura é de que o governador está cometendo um crime de responsabilidade ao atrasar salários e desrespeitar decisões judiciais que determinam o pagamento dos servidores do Executivo em dia.

O alerta dos sindicalistas é de que o próprio presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Felipe Difini, durante entrevista à Rádio Guaíba, afirmou que Sartori estaria agindo de forma irregular. Segundo Difini, atrasar salários e desrespeitar decisões judiciais são práticas mais graves do que as pedaladas fiscais que tiraram Dilma Rousseff, do PT, definitivamente do poder.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar se respalda nas declarações do presidente do TJ. Leonel Lucas entende que a fala da maior autoridade da Corte gaúcha deve ser levada em consideração. “Se o presidente do Tribunal de Justiça está garantindo que o governador comete um crime que pode resultar em impeachment, nós queremos saber qual a posição da Assembleia Legislativa. Os deputados vão calar diante desta interpretação do presidente do Tribunal de Justiça?”, questionou.

Já o presidente da Ugeirm Sindicato, que representa a Polícia Civil, também defende o impeachment do governador perante uma situação que está insustentável. Isaac Ortiz revela que é impossível conviver com um salário parcelado e com um primeiro depósito de R$ 800,00. “O governador está cometendo uma ilegalidade e é impossível viver assim. José Ivo Sartori é o governador que mais desrespeita a lei e queremos esta agenda sim na Assembleia Legislativa para que os deputados tomem providências sobre este crime de responsabilidade”, declarou.

Ajuris publica nota dizendo que alto escalão da Polícia Civil quer desviar foco ao dizer que judiciário é causa na crise da segurança pública

Ajuris publica nota dizendo que alto escalão da Polícia Civil quer desviar foco ao dizer que judiciário é causa na crise da segurança pública

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A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) vem a público externar a preocupação da Magistratura gaúcha com a manifestação de alguns agentes públicos, inclusive na última semana de integrantes do alto escalão da Polícia Civil com o objetivo de desviar o foco das suas responsabilidades e atribuir ao Judiciário a causa pela crise da segurança pública.

A distribuição constitucional das competências públicas impõe a compreensão de toda a sociedade e dos agentes de segurança de que cabe ao Judiciário observar o devido processo legal e o contraditório para fazer o controle da legalidade da persecução criminal, agindo apenas por provocação e a partir do caso concreto.

É de responsabilidade do Poder Executivo planejar, debater com a sociedade e executar uma política pública de segurança, aliada a outras diversas formas de intervenção na organização social, para frear e combater o aumento da criminalidade.  Também é sua atribuição, através da polícia judiciária equipada e com capital humano valorizado, investigar com profundidade os crimes, especialmente os mais graves, levando à apreciação do Poder Judiciário inquéritos bem instruídos e em tempo hábil.

O Executivo precisa urgentemente resolver os problemas que assolam o sistema prisional superlotado e que geram efeitos nefastos para a sociedade.

Desde 2006, decisões judiciais que determinam a transferência de apenados para o regime semiaberto e aberto vem sendo desatendidas sistematicamente, situação que se agrava a cada ano. Por conta disso, ¾ dos apenados que deveriam estar cumprindo pena em estabelecimento adequado, ficam em liberdade, sem a vigilância compatível com o seu regime de cumprimento da pena, pois não há tornozeleiras disponíveis.

Para a AJURIS, a solução não é simples e deve passar necessariamente pelo Executivo em diálogo com todo o sistema de Justiça, especialistas e organizações não governamentais que atuam na área.

Gilberto Schäfer – Presidente da AJURIS.

Entrevista com ex-Chefe de Polícia Civil revela que políticos gaúchos estão pouco interessados no tema segurança

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Junto com o repórter Eduardo Paganella/Rádio Guaíba, entrevistei nesta quinta-feira(11.02.2016) o ex-chefe da polícia Civil do RS, delegado Guilherme Wondracek.  Na conversa fica claro o pouco interesse dos políticos gaúchos em propor mudanças na legislação criminal e penal. Chefe de Polícia nos governos Tarso e Sartori, ele foi procurado por apenas um deputado federal para falar sobre segurança pública e a conversa como fica claro não evoluiu. Ele fez críticas a setores da mídia gaúcha e falou ainda sobre como foi comunicado da demissão, o trabalho que vinha executando e deu dicas de segurança para a população. De forma muito honesta disse temer estacionar o carro na rua e que nas madrugadas muitas vezes fura o sinal vermelho para não ficar parado em sinaleiras na Capital. Ao deixar o cargo, Wondracek lamentou a falta de recursos financeiros e de pessoal.

Delegado Emerson Wendt é o novo Chefe da Polícia Civil. Coronel Andreis Silvio Dal’Lago assume como subcomandante-geral da Brigada Militar

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Delegado Emerson Wendt comandava o Denarc | Foto: Secretaria de Segurança / Divulgação / CP
Delegado Emerson Wendt comandava o Denarc | Foto: Secretaria de Segurança / Divulgação / CP

O Governo do Estado trocou o comando da Polícia Civil. O delegado Emerson Wendt, que dirigia o Denarc, será o novo Chefe de Polícia, no lugar de Guilherme Wondracek.O substituído estava no cargo desde março de 2014, período ainda da gestão do governador Tarso Genro. Também foi confirmada a nomeação do novo subcomandante-geral da Brigada Militar. O coronel Andreis Silvio Dal’Lago fica no lugar de Paulo Moacir Stocker dos Santos, que foi para a reserva.

A motivação da troca do chefe de polícia não foi explicada pelo Palácio Piratini, que anunciou em nota as substituições. O comunicado indica que o secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, falará sobre o assunto nesta quinta-feira, às 10h30min, em entrevista coletiva. As trocas foram confirmadas por ele, depois de reunião que teve com o governador José Ivo Sartori. (Rádio Guaíba)

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

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Após o registro de algumas ações violentas promovidas por taxistas nos últimos dias na Capital, o prefeito José Fortunati reiterou, na manhã deste sábado, em entrevista à Rádio Guaíba, que o Executivo está atuando para retirar aquilo que considera as “laranjas podres” do serviço. Fortunati frisou que grande parte da categoria é formada por bons profissionais, mas que alguns maus elementos acabam se sobressaindo pela prática de crimes e agressões e prejudicam a classe.

O prefeito ressaltou que o acesso da EPTC ao sistema de consultas integradas, utilizado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública, já está gerando resultados, a fim de retirar de circulação condutores com antecedentes criminais. A adoção de medidas, como a implementação de GPS em toda a frota, auxilia na investigação de crimes que possam ter relação com os motoristas profissionais.

Ontem, a Polícia Civil indiciou três taxistas por envolvimento no assassinato de um ambulante no último final de semana, no Morro Santa Teresa. Ao todo, cinco taxistas podem virar réus. (Eduardo Paganella/Rádio Guaíba – Foto: Cristine Rochol / PMPA)