Padilha admite que governo pode não liberar todo o recurso prometido à Ponte do Guaíba em 2016. Depois que Temer prometeu R$ 100 milhões a Sartori, Diário Oficial publicou repasse de R$ 84 milhões

Padilha admite que governo pode não liberar todo o recurso prometido à Ponte do Guaíba em 2016. Depois que Temer prometeu R$ 100 milhões a Sartori, Diário Oficial publicou repasse de R$ 84 milhões

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O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), afirmou hoje, durante evento em Porto Alegre, que o governo federal não vai conseguir liberar todo o recurso prometido para as obras da segunda ponte do Guaíba em 2016. Eram esperados, para as obras da ponte, R$ 100 milhões, prometidos por Michel Temer a José Ivo Sartori, em agosto. No início dessa semana, confirmou-se a liberação de R$ 84 milhões. Ainda não há confirmação de que o valor, já reduzido, seja repassado na integralidade.

“Estamos no mês de setembro. Não há condições materiais de investirmos neste ano mais do que o valor que foi liberado. Pelo contrário, não vai ser conseguido nem o valor que foi liberado. Vamos deixar restos a pagar para o ano que vem com execução de parte do que foi liberado este ano. Essa ponte é a prioridade 1, eleita pela bancada do RS”, disse Padilha.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) evitou estimar, no início da semana, um prazo para o reinício e a conclusão das obras da ponte. O órgão federal ainda espera o sistema do Ministério do Planejamento protocolar o valor de R$ 84 milhões, liberado na segunda-feira, para então repassar o montante. A assessoria do Departamento reiterou, ainda, que a execução da obra e o prazo de entrega dependem da liberação das verbas, pelo governo federal.

De acordo com o Dnit, já foram executados 38,2% dos serviços previstos para a estrutura da ponte. O órgão garantiu, também, que não houve comprometimento das obras durante a paralisação do canteiro. Inicialmente, a entrega era prevista para 2017. Os trabalhos começaram, em 2014, com a construtora Queiroz Galvão. No fim de 2015, a execução dos trabalhos começou a atrasar devido à queda de repasses pelo governo federal.

A segunda ponte, orçada em R$ 650 milhões, vai medir 12,3 quilômetros com um total de cinco quilômetros de trecho em aterro e 7,3 quilômetros em obras de artes especiais (ponte sobre os canais navegáveis, elevada e viadutos). Com 27 metros de largura nos vãos principais, a pista vai contar com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central.

Outras questões

Padilha evitou também comentar as críticas do candidato do PMDB em Porto Alegre, Sebastião Melo, ao fato da reforma da grade curricular do ensino médio ter sido efetivada através de Medida Provisória (MP), sem discussão anterior no Congresso.

O ministro, que funciona como um braço direito de Temer, ainda disse que o envio da Reforma da Previdência pelo Planalto não depende de aprovação anterior da PEC 241, que está em tramitação no Congresso e cujo objetivo é congelar os gastos públicos por 20 anos.

“O que está valendo (como meta) é a PEC 241 nos três poderes. Não é apenas para o poder executivo. Os demais poderes têm independência para administrar a sua dotação orçamentária, mas a dotação é dada pelo Orçamento Geral da União, que vai obedecer o teto geral”, afirmou.

Na entrevista coletiva, Padilha ainda comentou a decisão de nomear um porta-voz para o Palácio do Planalto, voltando a dizer que Temer é o principal comunicador do governo. Segundo ele, o modelo a ser seguido é o dos Estados Unidos. Padilha negou que se trate de uma “lei da mordaça” para os ministros, alguns dos quais fizemos afirmações polêmicas que exigiram reparações por parte do próprio presidente.

“Vamos ver o que faz os Estados Unidos da América do Norte: o maior comunicador é o presidente da República. E as coisas não tao importantes é o porta-voz que fala. Teremos alguém que vai unificar o discurso”, disse Padilha. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Em reunião com Sartori, Temer garante apoio à segunda ponte do Guaíba

Em reunião com Sartori, Temer garante apoio à segunda ponte do Guaíba

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O governador José Ivo Sartori reuniu-se hoje com o presidente interino Michel Temer em Brasília. No encontro, Temer garantiu apoio do governo federal para a conclusão de obras no Rio Grande do Sul, como a segunda ponte sobre o Guaíba, em Porto Alegre. Durante a reunião no Palácio do Planalto, Sartori também convidou o presidente para participar da edição de 2016 da Expointer.

José Ivo Sartori afirmou estar “contente” em ouvir do presidente em exercício, Michel Temer, que “algumas obras no Rio Grande do Sul, especialmente a obra da ponte do Guaíba”, são prioridade. Em 12 de julho, Michel Temer anunciou a liberação de R$ 100 milhões para a retomada das obras da segunda ponte.

A construção de outra ponte sobre o Guaíba visa ampliar a interligação da região Metropolitana de Porto Alegre com o Sul do estado e desafogar o tráfego. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a expectativa é de que 50 mil veículos utilizarão diariamente a ponte.

Sobre o encontro com Temer no Palácio do Planalto, Sartori mencionou o convite para que o presidente em exercício participe da 39ª edição da Expointer. A feira ocorre justamente na semana seguinte ao julgamento definitivo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). “Fomos convidá-lo para o maior evento da agricultura do Rio Grande do Sul, do agronegócio do Rio Grande, que é a Expointer, do dia 27 de agosto ao dia 4 de setembro. E a presença do presidente é extremamente importante para todas as nossas lideranças rurais e para todos os líderes do Rio Grande do Sul, de todos os empreendedores, não apenas da área rural, mas também da indústria que cerca essa área”, afirmou o governador gaúcho.

Após o encontro com Michel Temer, o governador José Ivo Sartori se reuniu com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A reunião serviu para oficializar o repasse do Armazém Frigorífico da Conab à Ceasa/RS. De acordo com Sartori, o repasse vai beneficiar 6 mil produtores gaúchos. (Correio do Povo)

Padilha garante que não faltarão recursos para conclusão da segunda ponte do Guaíba

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Entrevistei o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha sobre o encontro da bancada do Rio Grande do Sul nesta terça-feira, com o presidente interino Michel Temer. Na reunião foi determinada a destinação de verbas para conclusão da primeira etapa da segunda ponte sobre o Guaíba. Até o fim do ano, foi autorizado o repasse de R$ 100 milhões para a primeira etapa das obras em Porto Alegre, pleito eleito como prioritário pelos deputados e senadores gaúchos.

Além disso, os parlamentares já encaminharam pedido de verbas para finalização das obras nas BRs 386 e 116. Essas demandas, no entanto, ainda não receberam aval do governo federal. No total, são aguardados R$ 15 milhões para as obras restantes na BR-386 e cerca de R$ 70 milhões para a finalização da duplicação da BR-116.

Atualmente, há apenas uma ponte que cruza o Guaíba, o que dificulta a locomoção de pessoas e cargas para o Sul do país. De acordo com o senador Lasier Martins (PDT-RS), o dinheiro vai ser dividido em cinco parcelas de R$ 20 milhões, cuja primeira parcela deve sair em agosto. Ele informou que, conforme informações do governo, basta sair o decreto de reprogramação para que a obra seja retomada.

“É nosso meio de comunicação com o Mercosul. Quando há avaria na ponte [atual], a metade do Sul fica separada da Norte”, disse o parlamentar. Segundo ele, a segunda etapa da construção, que envolve remoção de moradores, deve ter andamento a partir do ano que vem, a um custo de R$ 280 milhões.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que é do Rio Grande do Sul e mediou a demanda dos senadores e deputados, para que a verba seja repassada este ano vai ser feita uma realocação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).