Nota à imprensa

 

O Sulpetro  ─ Sindicato que representa os postos de combustíveis do Rio Grande do Sul ─ vem a público manifestar o seu total descontentamento com a atual política de preços da Petrobras, desde que passou a fazer reajustes diários nos custos dos combustíveis. A sistemática, adotada em julho de 2017, está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor.

 

Em um mercado extremamente complexo e com tantas distorções — com impostos que representam quase 50% do preço da gasolina, a uniformização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro. Enquanto o imposto no Rio Grande do Sul é de 30%, o estado vizinho de Santa Catarina recolhe 25% sobre o litro do combustível, o mesmo que em São Paulo. Bem diferente do cenário do Rio de Janeiro, onde a alíquota é de 34%, a maior do País.

 

No início de 2016, as margens de lucro da gasolina para os segmentos da revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, alcançavam 17,8%. Em abril deste ano, a margem caiu para 14,8%, conforme dados da Plural ─ Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência. E é com esta reduzida margem que os postos têm que pagar funcionários, custos com encargos sociais, aluguéis, energia elétrica, taxas para operadoras de cartões de crédito, entre tantos outros itens que demandam um estabelecimento comercial.

 

Enquanto a gasolina acumula alta de 42,25% entre 1° de julho de 2017 e 15 de maio de 2018, a partir dessa nova política de preços da Petrobras, o varejo vem espremendo, cada vez mais, suas margens e enfrentando a repulsa da população que culpa, de forma errada, quem está na ponta de toda a cadeia de combustíveis: os postos.

 

Os caminhoneiros também não suportam mais constantes elevações no preço do diesel. Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O momento está muito difícil para o varejo de combustíveis, onde postos estão quebrando ou assumindo dívidas para tentar sobreviver e evitar demissões. No Rio Grande do Sul, são 2.800 estabelecimentos, que respondem por 22% da receita de ICMS aos cofres gaúchos. Mas o Sulpetro sempre apoiará as iniciativas que valorizarem a lisura de nossa atividade e, acima de tudo, defendam o respeito ao consumidor.

Sulpetro lança nota de esclarecimento sobre preço dos combustíveis

Sulpetro lança nota de esclarecimento sobre preço dos combustíveis

Economia Negócios Notícias Poder Política

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do RS (Sulpetro) esclarece que vêm ocorrendo sucessivos aumentos de custo ao longo de toda a cadeia de comercialização de etanol, gasolina e óleo diesel, como demonstrado em seguida. Cabe lembrar, entretanto, que os preços são livres em toda a cadeia comercial, ou seja, os preços são liberados a partir da refinarias (derivados de petróleo), das usinas (etanol e biodiesel), das distribuidoras (atacadistas) e nos postos revendedores (varejistas). Todos estes produtos, tanto derivados de petróleo (gasolina e diesel) quanto os biocombustíveis, tiveram sucessivos aumentos nos últimos 90 dias. O etanol combustível (hidratado) teve uma variação de custo na ordem de 66% nos últimos três meses. Acredita-se que é uma consequência do período de entressafra, na qual não existe cana-de-açúcar para colher e/ou moer. A produção para. Soma-se ao início de importação deste produto com o preço dolarizado. No Rio Grande do Sul, esses aumentos de custos foram agravados pela alteração da alíquota do ICMS.

A situação da gasolina é um pouco menos agressiva, tendo o acréscimo de 13,7% em seu custo creditado ao aumento do preço do etanol (toda a gasolina brasileira é composta por 73% de gasolina “A”- chamada de gasolina pura – e 27% de etanol anidro) e, assim como o etanol, teve uma elevação na alíquota do ICMS de 25% para 30%. O óleo diesel foi o produto menos impactado nos últimos três meses, tendo variado 1,6%. Esta alteração ocorreu principalmente pela variação do preço do biodiesel (subiu 17,2% nos últimos 90 dias), adquirido pelas distribuidoras mediante leilão bimestral (no último leilão, para produtos entregues a partir de 1º de janeiro de 2015, o volume ofertado foi cerca de 10% inferior ao leilão anterior, provocando esta elevação). O diesel, assim como a gasolina, é uma mistura de derivado de petróleo com biocombustível (93% de óleo diesel e 7% de biodiesel).

Na estrutura de custos aplicável ao varejo, existem custos fixos e variáveis que foram majorados nos últimos tempos, como energia elétrica, seguro, salários, impostos (PIS/Cofins), retorno da Cide, intensificação de capital de giro, assaltos (só é Porto Alegre, a média em 2015 é de cerca de 40 a cada mês), licenças ambientais e custos sociais laborais.  A este fato somam-se discrepâncias entre as margens de ganho aplicadas no atacado (distribuidoras), que chegam a variar mais de R$ 0,15 entre uma e outra e mais de R$ 0,30 entre postos vinculados à mesma distribuidora, apenas que em cidades diferentes.

O posto revendedor de combustíveis é o último elo desta cadeia e o mais frágil, tendo que informar ao consumidor de fatos que não são de sua responsabilidade bem como assumir funções que são do Estado, quando este não tem condições de bancar. A cada aumento no custo do produto, necessariamente repassado ao consumidor, já que as margens de ganho praticadas são justas, aumenta o desgaste da imagem somente deste elo da cadeia e a consequente diminuição das vendas. Assim como o consumidor final, os postos acumulam prejuízos em razão de queda em suas vendas e ainda são injustamente acusados de praticarem preços abusivos ao consumidor.

O Sulpetro ressalta que o mercado é livre e competitivo em todos seus segmentos, cabendo a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não os aumentos ao consumidor, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo.

BRs: Pedágio deve subir em novo leilão de rodovias

BRs: Pedágio deve subir em novo leilão de rodovias

Notícias Poder Política

A crise econômica e o crédito caro devem levar o valor do pedágio no próximo leilão de rodovias ao patamar das privatizadas no governo FH, conclui estudo do Ipea. Estradas federais concedidas na época cobram hoje, em média, R$ 14 a cada cem quilômetros, informa Danielle Nogueira. Nas vias leiloadas no governo Lula, que tiveram crédito subsidiado, a média é de R$ 3,80. A reportagem completa está em O Globo.