Produtores de arroz e soja pedem socorro para lavouras

Produtores de arroz e soja pedem socorro para lavouras

Economia Negócios Notícias Poder Política

 

 

As fortes chuvas que atingiram a totalidade dos municípios da Zona Sul do Estado nos últimos dias provocaram graves prejuízos às lavouras de arroz e soja. Sindicatos e associações rurais estão se mobilizando para cobrar medidas de apoio aos orizicultores e sojicultores. As entidades trabalham no levantamento das perdas e cobram do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a edição de uma resolução que possibilite a liberação de crédito emergencial e a renegociação dos financiamentos de custeio e investimento.

Chuva2
Fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias provocaram graves prejuízos econômicos nos municípios da Zona Sul

O coordenador institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), encaminhou ofício nesta terça-feira (26) à ministra Kátia Abreu. No documento, Jerônimo endossa a necessidade de apoio emergencial para as culturas afetadas. “Essa forte precipitação atingiu tanto a plantação quanto a colheita, dois momentos considerados fundamentais para o desenvolvimento do grão. Sem produção não há como o agricultor honrar com seus compromissos. Por isso, pedimos pressa ao Ministério da Agricultura na análise das perdas”, destacou o parlamentar. Com o excesso de umidade, os grãos apodrecem e perdem completamente a capacidade de comercialização.

Empresários alegam perda diária de R$ 350 mil, enquanto PSol indica superfaturamento no sistema de ônibus da Capital. Partido de oposição protocolou hoje ação principal para tentar evitar retomada do aumento da passagem; por Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Empresários alegam perda diária de R$ 350 mil, enquanto PSol indica superfaturamento no sistema de ônibus da Capital. Partido de oposição protocolou hoje ação principal para tentar evitar retomada do aumento da passagem; por Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Cidade Direito Economia Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Representantes do PSol (Partido Socialismo e Liberdade) protocolaram, nesta manhã, a ação principal para pedir a manutenção das tarifas de ônibus a R$ 3,25 e de lotações a R$ 4,85 em Porto Alegre. O prazo da medida cautelar apresentada pelo partido, que levou a Justiça a congelar a tarifa desde o final de fevereiro, terminaria nesta quarta-feira. Uma série de argumentos compilados no processo indica superfaturamento no cálculo da tarifa. Já os empresários alegam que o prejuízo diário de R$ 350 mil pode levar ao cancelamento de investimentos no transporte.

O diretor do consórcio Via Leste — um dos quatro grupos privados que assumiram a licitação —, Ênio Roberto dos Reis, acusa o PSol de articulação política. “A situação das empresas continua perigosa e, a qualquer momento, podemos ter um caos no sistema. O prejuízo é de R$ 350 mil por dia. As empresas precisam disso para cumprir compromissos pelos altos investimentos que fizeram. E não estamos recebendo por causa de uma ação político-demagógica de um partido que quer a ‘cubanização’ do transporte coletivo de Porto Alegre. Ele (o PSol) quer ver kombi aí rodando nas ruas”, provoca.

Já o deputado estadual Pedro Ruas, um dos autores da ação, contesta a estimativa de prejuízo dos empresários e aponta indícios de lucro dobrado. A tarifa de R$ 3,75 sugerida teria, por exemplo, incluído duas vezes o índice da inflação medida pelo IPCA sobre o valor original calculado em julho de 2015, de R$ 3,46. “Esse valor (R$ 350 mil) é o que eles tomavam do povo irregularmente. Eles sempre ganharam o dobro da inflação. Nos últimos 15 anos, a tarifa subiu o dobro da inflação no Brasil. O que mais sobe no país é a tarifa de ônibus e lotação de Porto Alegre. Então, é um absurdo e essa tese de prejuízo deles é porque eles calculam, no mínimo, duas vezes a taxa de lucro. Na verdade, é uma argumentação vazia”, denuncia.

O partido também reforça o argumento da falta de transparência no processo de cálculo da tarifa, já que o Conselho Municipal de Transporte Urbano teria sido convocado apenas após o reajuste. A expectativa do parlamentar é de que a ação seja julgada dentro de três a seis meses. A Prefeitura, por sua vez, já recorre em primeira instância e encaminha contestação ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, para tentar retomar o aumento da passagem.

Apesar da suspensão, o Executivo chegou a ser incumbido por uma segunda juíza de pagar os R$ 0,50 de diferença pelas viagens de três dos quatro consórcios. Antes de julgar o quarto pedido, no entanto, a magistrada marcou uma audiência para tentativa de conciliação entre a Prefeitura e as empresas. O encontro ocorre na tarde do dia 31 de março.

Temporal causa prejuízos para cerca de 60% dos estabelecimentos do setor de alimentação em Porto Alegre

Negócios Notícias Porto Alegre Previsão do Tempo

Cerca de 60% dos restaurantes e bares da capital gaúcha tiveram prejuízos com o temporal que atingiu Porto Alegre na noite da última sexta-feira, 29. A estimativa do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre (Sindha) é proporcional aos estragos causados pela tempestade em toda a cidade. “Ainda hoje tem restaurantes sem telefone para receber pedidos nas tele-entregas. Nunca tivemos ou passamos por algo parecido, por isso, a maioria dos estabelecimentos não tem como estar preparada para um evento desta magnitude,” diz o presidente da entidade, Henry Chmelnitsky. Um dos exemplos é a Pizza Hut que, desde sexta-feira, está com todas as operações de Porto Alegre fechadas, incluindo o call center. Já o setor hoteleiro teve movimentação inversa. Preparados com geradores de energia, muitos hotéis da capital registraram aumento na procura de hóspedes, durante o fim de semana, buscando lugar com energia e água.

Temporal causou queda de quase 50% no comércio gaúcho neste final de semana

Economia Negócios Notícias

O comércio também sofreu as consequências do temporal que atingiu a Capital Gaúcha na última sexta-feira (29). De acordo com dados do economista da CDL Porto Alegre, Victor Sant’Ana, “a variação estimada de queda nas vendas no último final de semana de janeiro foi de -49,33% no Estado, comparando com a média dos demais finais de semana do mesmo mês”. Ainda segundo o especialista, o sábado após o temporal teve redução estimada em 53,36%, na comparação com os demais sábados de janeiro. “Já no domingo, a perda foi menor, variando -15,72%”, observou Sant’Ana, com base em dados do SCPC.

De acordo com o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, não só os aspectos físicos e os danos materiais do comércio influenciarão no desempenho das vendas, nos próximos dias. “Temos que levar em conta que muitas famílias tiveram prejuízos pessoais e ficaram emocionalmente abaladas. Dessa forma, penso que enfrentaremos uma curva de recuperação da disposição para o consumo de boa parte da população”, avaliou. “O Liquida Porto Alegre, que ocorrerá na segunda quinzena de fevereiro, poderá ser um bom motivo para trazer não só os consumidores da Capital, mas também de parte da Região Metropolitana e do interior do Estado de volta às compras em nossa cidade”, antecipou.