Aberta sessão para escolha do novo presidente da Câmara. Cada um dos 14 candidatos vai ter dez minutos para apresentar as propostas e pedir o voto dos pares

Aberta sessão para escolha do novo presidente da Câmara. Cada um dos 14 candidatos vai ter dez minutos para apresentar as propostas e pedir o voto dos pares

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Começou perto das 18h a sessão para eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados. Marcada inicialmente para 16h, a sessão chegou a ser transferida para 19h pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), mas, diante da pressão de líderes partidários, Maranhão voltou atrás e antecipou a sessão para 17h30min.

A eleição em si vai ter início assim que for atingido o quórum de 257 deputados, número suficiente para iniciar a ordem do dia. Pelo regimento da Câmara, cabe ao presidente interino presidir aos trabalhos, o que ocorria às 18h30min.

O pleito para a escolher o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou na semana passada, chegou a contar com 18 deputados na disputa. Após as desistências de Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP), 14 parlamentares permanecem na disputa.

Pela ordem de sorteio, o primeiro candidato a falar vai ser Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em seguida, discursarão Evair Vieira de Melo (PV-ES), Giacobo (PR-PR), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Carlos Manato (SD-ES), Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), Marcelo Castro (PMDB-PI), Rogerio Rosso (PSD-DF), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Cada deputado vai ter dez minutos para apresentar as propostas e pedir o voto dos pares. Para ser eleito, o candidato precisa conquistar 257 votos, maioria absoluta dos deputados. Caso ninguém consiga atingir esse número, ocorre um segundo turno da eleição.

Havendo empate tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, a disputa é desempatada obedecendo respectivamente aos seguintes critérios: maior número de mandatos e o parlamentar mais idoso. O vencedor fica no cargo até fevereiro de 2017 e não pode concorrer à reeleição. (Agência Brasil e Rádio Guaíba)

Padilha garante que não faltarão recursos para conclusão da segunda ponte do Guaíba

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Entrevistei o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha sobre o encontro da bancada do Rio Grande do Sul nesta terça-feira, com o presidente interino Michel Temer. Na reunião foi determinada a destinação de verbas para conclusão da primeira etapa da segunda ponte sobre o Guaíba. Até o fim do ano, foi autorizado o repasse de R$ 100 milhões para a primeira etapa das obras em Porto Alegre, pleito eleito como prioritário pelos deputados e senadores gaúchos.

Além disso, os parlamentares já encaminharam pedido de verbas para finalização das obras nas BRs 386 e 116. Essas demandas, no entanto, ainda não receberam aval do governo federal. No total, são aguardados R$ 15 milhões para as obras restantes na BR-386 e cerca de R$ 70 milhões para a finalização da duplicação da BR-116.

Atualmente, há apenas uma ponte que cruza o Guaíba, o que dificulta a locomoção de pessoas e cargas para o Sul do país. De acordo com o senador Lasier Martins (PDT-RS), o dinheiro vai ser dividido em cinco parcelas de R$ 20 milhões, cuja primeira parcela deve sair em agosto. Ele informou que, conforme informações do governo, basta sair o decreto de reprogramação para que a obra seja retomada.

“É nosso meio de comunicação com o Mercosul. Quando há avaria na ponte [atual], a metade do Sul fica separada da Norte”, disse o parlamentar. Segundo ele, a segunda etapa da construção, que envolve remoção de moradores, deve ter andamento a partir do ano que vem, a um custo de R$ 280 milhões.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que é do Rio Grande do Sul e mediou a demanda dos senadores e deputados, para que a verba seja repassada este ano vai ser feita uma realocação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Temer: escolha de Castro mostra que governo não vai interferir em eleição na Câmara

Temer: escolha de Castro mostra que governo não vai interferir em eleição na Câmara

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O presidente interino Michel Temer disse hoje que a escolha do deputado Marcelo Castro (PI) como candidato único do PMDB na eleição à presidência da Câmara dos Deputados é uma demonstração de que não vai se envolver na disputa. “É uma demonstração de que nós não entramos na questão da Câmara”, afirmou Temer, após ser perguntado se pretende apoiar a candidatura de Castro. Temer deu a declaração depois de um almoço com parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Depois de mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff, Marcelo Castro, para ser o candidato único do partido à sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara.

Antes do almoço com a Frente Parlamentar, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou que a indicação do PMDB é “demonstração inequívoca de que o governo não está se envolvendo no processo” de eleição na Casa.

“O processo está em andamento. Minha expectativa continua sendo a de que possamos ter ao fim um número menor de candidatos. Se não, todos disputam e no segundo turno vamos ver quem é o presidente da Câmara”, acrescentou Geddel, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso.

“Preferíamos e se pudéssemos influir era para que houvesse um entendimento global na base. Se não há, qualquer movimento nosso pode ser interpretado como preferência por A ou B e aí sim causar racha”, destacou o ministro.

Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que “o governo trabalha com a ideia de a base ter um candidato único” para a presidência da Câmara dos Deputados.

“Estamos trabalhando para que se tenha um só candidato. É possível construir [candidatura única]. Não tem por que criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. Temos o projeto de um novo Brasil e esse novo Brasil passa por a gente ter condições de ter na Câmara a base que temos hoje. Não podemos correr riscos”, concluiu Padilha. (Agência Brasil)