Presidente da OAB se mantém cauteloso ao falar de condução coercitiva de Lula. Claudio Lamachia disse que o ex-presidente e qualquer outro cidadão estão sujeitos às mesmas leis

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O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, se manteve cauteloso sobre qualquer posicionamento sobre o ato de condução coercitiva do ex-presidente Lula à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato e destacou que a lei é clara para todos e que o procedimento ocorre quando uma testemunha se recusa a prestar esclarecimentos à autoridade policial.  Disse que a sociedade não suporta mais essa crise ética e exige posicionamento imediato das instituições.

Em entrevista ao programa Agora, da Rádio Guaíba, Lamachia informou que, em relação a Delcídio do Amaral, pediu em nome do Conselho Federal da OAB para que a entidade tenha acesso a essa ‘suposta’ delação premiada, pois segundo ele o próprio senador deixou a entender que o documento talvez não exista. Disse que se for confirmada a existência do documento, disse que pode se tratar de um atentado contra o estado democrático de direito e as instituições brasileiras.

Lamachia afirmou que não podemos acreditar que delações de extrema gravidade contra Lula e Dilma, além de outros políticos importantes, possam ter sido alvo de ‘vazamento seletivo de informações’. Disse que tão logo tivesse conhecimento desses fatos para examinar tecnicamente este tema, na medida em que a OAB tem a responsabilidade de representar a sociedade brasileira. Disse que precisa de fatos concretos para chamar uma reunião extraordinária do pleno da Conselho Federal da OAB.  Lembrou que após assumir a presidência da entidade, já se manifestou sobre diversos temas de interesse de forma técnica e isenta de paixões partidárias. Ao ser questionado sobre a mobilização pela volta da CPMF, disse que foi realizado ato extraordinário em Brasília com mais de cem entidades da sociedade civil organizada (www.agorachega.com.br) contra a ativação de mais um imposto para buscar no bolso do cidadão mais um sacrifício econômico. (Rádio Guaíba)