Eduardo Suplicy é detido durante reintegração de posse em SP

Destaque Poder Política Segurança Vídeo

O ex-senador Eduardo Suplicy foi conduzido pela Polícia Militar durante protesto contra a reintegração de posse de uma área na zona oeste da cidade de São Paulo, informou a assessoria de imprensa do político. Suplicy foi ao local para apoiar famílias que faziam protesto contra a ordem de despejo na ocupação Terra Pelada, no Jardim Raposo Tavares. Em vídeos publicados em redes sociais, o ex-senador aparece deitado no chão e sendo levado pela polícia.

Suplicy foi encaminhado para o 75º Distrito Policial, no Jardim Arpoador. Mais cedo, houve confronto com os manifestantes, que soltaram rojões e jogaram pedras contra a tropa de choque da polícia, que revidou com bombas de efeito moral.

De acordo com a PM, por volta das 9h, houve também troca de tiros e um policial foi atingido no colete de proteção, sem sofrer ferimentos.

Os moradores fazem protesto desde o início da madrugada. Eles tentaram queimar um ônibus, fizeram barricadas e atearam fogo em pneus.

A área, na rua José Porfírio de Souza, 892, no Jardim Raposo Tavares, pertence à prefeitura de São Paulo. Segundo decisão da Justiça, emitida pela 9ª Câmara de Direito Público, o local oferece alto risco de deslizamento, por ser região de encosta. (Agência Brasil)

Conselheiro de órgão ligado à Receita é preso ao pedir propina para o Itaú

Conselheiro de órgão ligado à Receita é preso ao pedir propina para o Itaú

Notícias

Um membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), espécie de Tribunal da Receita, foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF), na noite desta quarta-feira (6/7). Ele foi surpreendido pelos agentes no momento em que cobrava pagamento de propina ao Banco Itaú, em um shopping de Brasília. A ação, intitulada Quatro Mãos, foi autorizada judicialmente e se deu a partir de denúncia da própria empresa privada de grande porte.

De acordo com a PF, o conselheiro solicitou vantagens ao Itaú para proferir decisão favorável e influenciar em julgamento de processo administrativo no âmbito do CARF.

O flagrante se deu no curso de Ação Controlada deferida judicialmente pelo Juiz Federal Marcus Vinícius dos Reis Bastos da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, com base em representação da Polícia Federal, para que fosse aguardado um momento mais oportuno do ponto de vista da produção de prova.

Quatro mãos
O nome da operação é baseado na proposta inicial feita pelo investigado a representante da instituição financeira, para que a elaboração do voto fosse feita a “quatro mãos”. Apesar da semelhança, a ação ocorreu independentemente das investigações levadas pela operação Zelotes, segundo a PF. (Correio Braziliense)

 

Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

Cidade Comportamento Direito Direito do Consumidor Economia Negócios Notícias Porto Alegre prefeitura Segurança

A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar a agressão cometida por um taxista contra um motorista da Uber após a audiência pública que discutiu, na noite de ontem, no Ginásio Gigantinho, o projeto que regulamenta o aplicativo de celular em Porto Alegre.

De início, a informação compartilhada em grupos de WhatsApp era de que o condutor havia sido agredido com uma tijolada na cabeça. Conforme a investigação, porém, a vítima levou um tapa no rosto em frente à escola Imperadores do Samba, na avenida Padre Cacique, nas imediações do estádio Beira-Rio. Uma foto recebida, ainda ontem, pela reportagem mostra o motorista sangrando na região da face e do pescoço.

A ocorrência foi registrada pela 2ª Delegacia de Polícia Pronto Atendimento, que classificou a agressão como lesão corporal leve. O taxista assinou termo circunstanciado e foi liberado. Em depoimento, ele negou envolvimento no crime. O inquérito fica, agora, a cargo da 20ª Delegacia de Polícia.

Identificada apenas como Claiton, a vítima explicou, em entrevista à Guaíba, como a agressão ocorreu. “Eu estava de costas para o carro e ouvi ‘taxista traidor’ e logo levei um soco”.

Ainda na noite de ontem, um motorista que presenciou a agressão chegou a sugerir a colabores do Uber, também via grupos de WhatsApp, a não trabalharem durante a madrugada. “Não trabalhem hoje que o ambiente tá bem ‘xarope’. Nos pegaram em um lugar bem retirado, quando não tinha nada na volta. Graças a Deus passou uma viatura da Brigada que nos prestou socorro. Fiquem em casa, descansem”, recomendou. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Liberdade de Imprensa: “Me identifiquei várias vezes”, relata jornalista preso durante cobertura de ocupação. Matheus Chaparini diz que estava com duas credenciais profissionais que foram retiradas dele

Comunicação Entrevistas Notícias Opinião Poder Política Vídeo

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com o jornalista Matheus Chaparini, do Jornal Já, preso nessa quarta-feira (15) enquanto cobria a desocupação do prédio invadido da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no Centro de Porto Alegre. Na entrevista ele garantiu que se identificou diversas vezes tanto aos agentes da Brigada Militar, quanto aos estudantes da atividade de reportagem que realizava no local. O repórter explicou que conseguiu ingressar no prédio ocupado próximo das 9h, junto com o cineasta Kevin Darc que captava imagens para um documentário, um pouco antes do efetivo da BM ingressar na Fazenda.

Segundo Chaparini, além de se identificar profissionalmente, o jornalista garantiu à polícia que não fazia parte do movimento dos estudantes. Mas, mesmo assim, segundo ele, a polícia alegou que o repórter deveria ser preso também pelo fato de estar no local.

Após a prisão, Chaparini, Kevin e demais detidos, maiores e menores de idade, foram deslocados para o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), para transferir os menores; depois, seguiram para a 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para o Palácio da Polícia para o exame de corpo de delito; depois retornaram à 3ª DPPA, onde aguardaram por bastante tempo, até serem conduzidos à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e, depois, ao Presídio Central, algemados.

Chaparini foi indiciado por seis crimes: dano ao patrimônio, esbulho possessório (invasão de terreno ou edifício alheio com violência), desacato, resistência à prisão, organização criminosa e corrupção de menores.

 

Jornalista e cineasta independente estão entre os presos durante ocupação da Sefaz, em Porto Alegre. Jornal Já acionou advogada de sindicato para pedir a soltura dos comunicadores

Jornalista e cineasta independente estão entre os presos durante ocupação da Sefaz, em Porto Alegre. Jornal Já acionou advogada de sindicato para pedir a soltura dos comunicadores

Economia Notícias Poder Política

Os dez adultos detidos durante a ocupação de estudantes à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no Centro da Capital, na manhã desta quarta-feira, já fizeram exame de corpo de delito. São três mulheres e sete homens acusados de associação criminosa, dano qualificado ao patrimônio público, esbulho possessório, prejudicar o trabalho coletivo, resistência e corrupção de menores. O somatório das acusações torna a prisão inafiançável.

Em conta no Twitter, o Jornal Já confirmou a prisão de Matheus Chaparini, jornalista que fazia a cobertura do manifesto. Segundo a delegada Andrea Nicotti, da 3ª Delegacia de Pronto Atendimento da Capital, nenhum dos presos quis identificar a profissão. A policial sustenta que, por essa razão, não pode confirmar se há jornalistas entre eles. Os presos, em tese, devem ser encaminhados ao Presídio Central e as mulheres à Penitenciária Feminina Madre Pelletier.

Pela janela da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Matheus informou que somente ele e um cineasta independente, identificado como Kevin Darc, estão entre os detidos pela manhã. A informação foi divulgada via Twitter pelo Jornal Já, que acionou a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sinjor-RS). A advogada Anna Marimon, que representa a entidade sindical, está na 3ª DPPA a fim de pedir a soltura dos comunicadores.

Apreensão de menores

Ainda permanecem no Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) cerca de 45 estudantes menores de idade, que também participaram da manifestação. A maioria vai ser encaminhada ao Departamento Médico Legal (DML) a fim de ser submetida a exame de corpo de delito. Isso porque, sob protesto de municipários e professores (que se uniram à manifestação), a Brigada Militar retirou o grupo à força, perto do meio-dia, de dentro do prédio da Fazenda. Apoiadores tentaram ingressar no prédio para se somar à ocupação, mas foram contidos pela BM, que usou bombas de efeito moral.

O Deca já adiantou que os menores só vão ser liberados com a presença de pais e familiares. Uma das preocupações dos manifestantes é a de que alguns alunos residem em regiões distantes da cidade e não conseguem estabelecer contato com parentes. A delegada de plantão do Deca ainda não revelou em quais crimes os menores serão enquadrados em função do protesto.

O que disse a BM

“Buscamos todas as formas para que saíssem pacificamente. O Estado tem o poder e dever de agir sem nenhuma necessidade de solicitar reintegração de posse. Utilizamos a força necessária para fazer a condução”, disse o tenente-coronel Mario Ikeda, comandante do Policiamento da Capital.

Entenda o protesto

O grupo que ingressou pela manhã na Sefaz é formado por estudantes contrários ao acordo para desocupação de escolas firmado ontem entre o governo do Estado e outro grupo de estudantes. Enquanto o acordo firmado ontem prevê que o PL 44 tenha votação adiada para 2017, os manifestantes que ocuparam a Sefaz hoje pedem o arquivamento do projeto por parte do Piratini. O Projeto de Lei 44/2016, enviado à Assembleia pelo Piratini, é criticado por alunos e professores pela possibilidade de ampliar a interferência de empresas privadas e serviços terceirizados na educação pública.

*Com informações dos repórteres Ananda Muller, Voltaire Porto, Lucas Rivas e Camila Diesel da Rádio Guaíba

“Japonês da Federal” é preso pela PF em Curitiba. Mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execução Penal de Foz do Iguaçu

“Japonês da Federal” é preso pela PF em Curitiba. Mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execução Penal de Foz do Iguaçu

Direito Notícias Poder Política Segurança

O agente Newton Ishii, conhecido por escoltar investigados da operação Lava Jato, foi preso pela Polícia Federal (PF) nessa terça-feira, de acordo com informação da Folha de S. Paulo. Ele está detido na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, a mesma que abriga os presos da Lava Jato. A informação foi revelada pelo portal de notícias “G1”.
O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Em 2003, quando estava lotado na cidade, Ishii foi acusado de facilitação de contrabando, chegando a ser preso em uma operação denominada Sucuri. O motivo da prisão não foi divulgado oficialmente.

Ishii é chefe do Núcleo de Operações da Superintendência da PF do Paraná, e responde pela logística e escolta de presos para locais como o IML, penitenciárias e audiências na Justiça. Por aparecer com frequência ao lado dos presos da Lava Jato, se notabilizou como um dos “símbolos” da operação.

A prisão do mais famoso encarcerador de corruptos do país está levando a internet à loucura nesta terça. Confira notícia assinada por Ygor Salles: A internet vai à loucura com a prisão do ” Japonês da Federal” (Com informações do Correio do Povo e Folha de São Paulo)

Ex-presidente do PSDB mineiro é preso em operação policial em Belo Horizonte A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras

dilma Notícias Poder Política Vídeo

A Polícia Militar e o Ministério Público realizaram em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, operação em parceria com a Polícia Federal. A Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas o ex-deputado e ex-secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues (PSDB), e o dono do Supermercado Bretas e da Construtora Global Engenharia, Maurício Reis Bretas. Todas as prisões são temporárias, ou seja, com prazo de validade de até cinco dias. As prisões foram em Belo Horizonte, Uberaba, no Triângulo, e em São Paulo. A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex, localizada em Frutal, no Triângulo, cidade natal de Nárcio.
O filho de Nárcio, deputado federal Caio Nárcio (PSDB), está na sede do Ministério Público estadual, onde o pai se encontra preso, aguardando transferência. O parlamentar disse que está apenas acompanhando o caso. Informações não oficiais apontam que a operação de hoje investiga desvio de recursos públicos que somam R$ 18 milhões. Ao chegar preso na sede do Ministério Público, Nárcio Rodrigues disse que não sabia o motivo da prisão. Caio Nárcio homenageou o pai e o avô no voto favorável a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, na sessão da Câmara dos Deputados. Confira no vídeo acima.
índiceNárcio está preso na sede do Ministério Público estadual, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul. Ele e os demais presos devem ser transferidos ainda hoje para o Ceresp. Não há informações ainda sobre qual unidade da capital, localizadas nos bairros São Cristóvão e Gameleira, deve receber os presos da operação da manhã desta segunda-feira. Entre as seis prisões, uma foi realizada em São Paulo, outra em Uberaba, no Triângulo, e as demais em Belo Horizonte. Além de  Nárcio e  Maurício Bertas, ainda não foram reveldas as identidades dos demais presos. A operação, batizada de  Aequalis, cumpriu também 16 mandados de busca e apreeensão em Belo Horizonte e  Frutal, no Triângulo.
Desvio de dinheiro público
A operação desta segunda-feira investiga desvios de recursos na construção do complexo batizado de Hidroex, instalado em Frutal. As autoridades não confirmam o valor do dinheiro que teria sido desviado. Policiais militares estiveram nesta segunda-feira na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia, na Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova. Os policiais tinham mandados de busca e apreensão no escritório da Hidroex mantido na sede da secretaria.
Há apenas uma estimativa, ainda não oficial, de R$ 18 milhões desviados de obra no Hidroex. Levantamento teria sido feito pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. A Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex) foi criada na gestão do então secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues. Para as obras iniciadas em março de 2012 foram licitadas empreiteiras ao custo de R$ 200 milhões. Até hoje o conjunto de prédios está inconcluso. As obras foram paralisadas em setembro de 2014 e retomadas há dois meses.
De acordo com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia,  já foram concluídas pouco mais de 90% do conjunto de prédios – laboratórios de pesquisa, sedes da UEMG e da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais, além de um alojamento para pesquisadores. Além disso, 81% da Vila Olímpica também tiveram obras concluídas.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Ciência e Tecnologia informou ainda que o atual governo pagou R$ 17 milhões aos empreiteiros reponsáveis pela construção do complexo para a retomada das obras pralisadas. Além disso, o governo mineiro prevê nova licitação para a conclusão do complexo projetado para ser um centro mundial de pesquisa sobre águas.
Apreensão na casa de Nárcio
De acordo com boletim de ocorrências da Polícia Militar, foram cumpridos na manhã desta segunda-feira mandados de prisão e de busca e apreensão na residência de Nárcio Rodrigues, no Bairro Gutierrez, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os mandados foram expedidos pelo juiz Gustavo Moreira, da vara Criminal da Infância e Juventude da comarca de Frutal, no Triângulo.
Na residência do ex-deputado e ex-secretário de estado foram apreendidos um aparelho celular, além dos quatro sacos plásticos utilizados para apreensão dos materiais e documentos, que foram lacrados para a entrega ao Ministério Público estadual.
Ministério Público Estadual
Na manhã desta segunda-feira, seis carros do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas  (Rotam), um dos braços da Polícia Militar, trouxeram material apreendido na Operação Aequalis.  Conforme informações no local, são documentos, um telefone celular e  um notebook. (Estado de Minas)
Juiz Sergio Moro condena José Dirceu a 23 anos de prisão; por Graciliano Rocha/Buzzfeed

Juiz Sergio Moro condena José Dirceu a 23 anos de prisão; por Graciliano Rocha/Buzzfeed

Notícias Poder Política

O Editor de Notícias, do Buzfeed, Graciliano Rocha, acaba de postar no site; “O ex-ministro José Dirceu foi condenado nesta quarta (18) a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um caso envolvendo contratos superfaturados da empreiteira Engevix com a Petrobras.

A decisão do juiz Sergio Moro, da 13a Vara Federal de Curitiba, é a primeira condenação do ex-homem-forte do governo Lula na Lava Jato. Moro considerou o ex-ministro culpado por receber cerca de R$ 15 milhões de propinas.

“O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470 [o julgamento do mensalão], havendo registro de recebimentos pelo menos até 13 de novembro de 2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada”, escreveu o juiz, na sentença.

No julgamento do mensalão, ele foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão e estava cumprindo pena em regime aberto em Brasília quando voltou a ser preso, por ordem de Sergio Moro, em agosto do ano passado.

Também foram condenados o irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira, a 8 anos e 9 meses de prisão, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, a 10 anos de prisão, e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto, a 9 anos de prisão. Duque e Vaccari, já condenados em outro processo da Lava Jato, poderão ter penas unificadas, segundo o juiz.

De acordo com a acusação que embasou a sentença, a corrupção ocorreu nas obras da Engevix nas unidade de gás, propeno e diesel nas refinarias Presidente Bernardes (Paulínia), Getúlio Vargas (REPAR, no PR) e Landulpho Alves (RLAM, BA).

Pelas contas do Ministério Público Federal, com base em documentos e delações, a Engevix pagou ao menos R$ 56,8 milhões para obter os contratos e os aditivos de cada uma destas obras. O valor da propina variava entre 0,5% e 1% do valor de cada contrato.

O dinheiro saía da Engevix para as contas das empresas dos operadores Milton e José Adolfo Pascowitch por falsos serviços de consultoria. Os irmãos Pascowitch também firmaram acordos de colaboração com a Justiça em troca de redução de pena.

José Dirceu foi condenado por ter recebido propina da Engevix por meio de contratos simulados com a empreiteira e Jamp, empresa dos Pascowitch. Os favores feitos ao petista incluíram voos em jato particular, compra e reforma de imóveis.

 

Delatores mentiram, diz defesa de José Dirceu.

A reportagem do BuzzFeed Brasil ainda não conseguiu ouvir o criminalista Roberto Podval, que coordena a defesa do ex-ministro José Dirceu, sobre a sentença do juiz Moro. A reportagem completa de Graciliano Rocha está no Buzfeed.

 

STJ rejeita recurso que pedia liberdade a José Dirceu

STJ rejeita recurso que pedia liberdade a José Dirceu

Direito Notícias Poder Política

Em decisão unânime, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso da defesa do ex-ministro José Dirceu em um habeas corpus que pedia a liberdade dele. Dirceu cumpre prisão preventiva, desde agosto do ano passado, em função da Operação Lava Jato. O julgamento ocorreu na tarde dessa terça-feira.

Segundo informações do STJ, a defesa de Dirceu entrou com recurso buscando a reforma de uma decisão tomada anteriormente pelo desembargador convocado Newton Trisotto, que negou seguimento do recurso no habeas corpus.

Crimes

Na época da decisão, o desembargador entendeu que o pedido perdeu objeto depois de uma decisão do juiz federal Sérgio Moro, em agosto de 2015, decretando a prisão preventiva do ex-ministro. Sérgio Moro é responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

Em setembro do ano passado, Moro aceitou denúncia contra o ex-ministro. Dirceu foi enquadrado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Com a aceitação da denúncia, Dirceu e outras 14 pessoas passaram à condição de réus da 17ª fase da Operação Lava Jato. A acusação contra o ex-ministro foi baseada em afirmações do empresário Milton Pascovicht, em depoimento de delação premiada. (Agência Brasil)

Homem é preso após sequestrar cachorro em São Leopoldo

Homem é preso após sequestrar cachorro em São Leopoldo

Notícias Segurança

Um homem foi preso no final da tarde dessa quarta-feira após ter roubado um cachorro da raça Shi Tzu em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Conforme a Polícia Civil, o animal desapareceu nessa terça e foi localizado ontem. A prisão do suspeito só foi divulgada nesta quinta.

De acordo com a Polícia Civil, o dono do animal recebeu uma ligação telefônica em que era exigido o pagamento de R$ 400 para entregar o cachorro. O suspeito foi encontrado e detido em flagrante, enquanto estava com o animal em frente a um mercado. Ele será encaminhado à Penitenciária Estadual do Jacuí após ser preso pelo crime de extorsão. (Eduardo Paganella/Rádio Guaíba)