Para comandante da BM: “O que aconteceu foi um desordem e não um protesto”

Para comandante da BM: “O que aconteceu foi um desordem e não um protesto”

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O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, afirmou que o protesto contra o governo Temerrealizado nas ruas de Porto Alegre nessa quinta-feira, foi uma “afronta à paz pública” e, por isso, contou com a intervenção da BM. “A nossa intenção é garantir os direitos democráticos de todas as pessoas e dar segurança para quem quer protestar de maneira ordeira. O que aconteceu ontem foi um desordem e não foi um protesto. Muitas pessoas atuaram de maneira violenta e nesta situação a BM sempre irá intervir”, disse em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta sexta-feira.

Ao falar sobre um possível excesso de policiais militares durante a manifestação, Freitas garantiu que qualquer ação da BM fora do escopo legal será punida. “Não podemos permitir que a desordem impere e muitos acharam normal o que aconteceu ontem, mas nós não. O excesso da BM será punido nos termos da lei, porque nós também estamos sujeitos ao Código Penal. O policial militar está bem instruído para trabalhar nos protestos”, garantiu.

Caxias do Sul  

Alfeu Freitas relatou ainda que foi instaurado um processo investigativo para apurar a atuação dos policiais militares durante a prisão de um advogado em uma manifestação ocorrida em Caxias do Sul, na Serra. Freitas admitiu excessos. ”A nossa avaliação é que aquilo fugiu da técnica policial e já foi instaurado o processo para investigar e apurar quem são os responsáveis. Toda a circunstância que provocou a situação será investigada porque a BM é um órgão transparente. Nós consideramos o incidente como um fato isolado e, é claro, que serve de exemplo negativo para os policiais militares que estão atuando nas manifestações”, declarou o comandante. (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Novo protesto contra Temer ocorre no final da tarde desta sexta no Centro da Capital; por Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Novo protesto contra Temer ocorre no final da tarde desta sexta no Centro da Capital; por Bibiana Borba/Rádio Guaíba

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Manifestantes contrários ao governo interino de Michel Temer (PMDB) anunciam protesto para o final da tarde desta sexta-feira, no Centro de Porto Alegre. A concentração começa às 18h30, na Esquina Democrática, de onde devem partir em caminhada a partir do início da noite, sem trajeto definido. Além de rejeitar o afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), o grupo contesta a represália da Brigada Militar durante a manifestação realizada na noite passada, no bairro Cidade Baixa.

Ao menos cinco bombas de gás lacrimogêneo foram usadas para dispersar a manifestação de cerca de 500 pessoas, enquanto caminhavam pelas ruas Lima e Silva, Loureiro da Silva e José do Patrocínio. A BM alegou a necessidade de desobstruir o trânsito de veículos na região, conforme protocolo de ação estabelecido recentemente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

A manifestação, organizada pelo Levante Popular da Juventude, havia partido da frente da sede municipal do PMDB, na avenida João Pessoa, no final da tarde. A ideia, segundo organizadores, era promover uma encenação teatral ironizando a tomada do poder pelo PMDB sem eleições diretas.

Uma nota de repúdio à violência policial na Cidade Baixa foi divulgada pela Frente Brasil Popular, movimento que vinha organizando manifestações anteriores de apoio a Dilma Rousseff. O grupo anuncia nova mobilização em Porto Alegre também no sábado à tarde, no Parque da Redenção.

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

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O Ministério da Justiça ofereceu reforço na segurança dos ministros do Supremo, depois da decisão de Teori Zavascki de tirar da Justiça Federal do Paraná investigações relacionadas a Lula. Grupos contrários à medida protestaram em Brasília e em Porto Alegre, diante do prédio onde Teori tem apartamento. A pasta determinou que a PF investigue possíveis “instigações e ameaças aos magistrados”. (O Estado de São Paulo)

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

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O Comando de Policiamento da Capital (CPC) informou que a área central de Porto Alegre terá reforço de efetivo para garantir manifestações pacíficas em três atos previstos para esta tarde na região atendida pelo 9º BPM. Os protestos envolvem manifestantes favoráveis e contrários à presidente Dilma Rousseff. Também haverá um ato do Cpers Sindicato, que tem assembleia marcada para as 12h30 e deve se estender ao longo da tarde, com marcha do Gigantinho ao Palácio Piratini. O comandante do CPC, tenente-coronel Mário Ikeda, salientou que contará com o apoio do BOE e de outras unidades para garantir a tranquilidade dos atos na área do 9ºBPM.

“Sozinho este Batalhão não teria condições de fazer frente a essas condições e, por isso, alocamos recursos de outras unidades e outras operações para apoiar o 9º BPM. Estamos cientes das três manifestações. Se houver uma marcha, vamos intervir para que grupos pró e contra se aproximem”, apontou Ikeda.

O responsável pelo CPC preferiu não detalhar qual será o efetivo que será empregado ao longo dos atos. Conforme Ikeda, os policiais serão realocados para os protestos de acordo com o número de manifestantes.

Além do ato do Cpers, deve ocorrer, nas proximidades do Parcão, entre a avenida Goethe e a rua Mostardeiro, um ato pedindo a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República. Já na Esquina Democrática, entre a avenida Borges de Medeiros e a rua dos Andradas, está previsto um protesto em favor do governo federal e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital

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Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein
Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein/Rádio Guaíba

Aumentou a movimentação, no início da tarde deste domingo, no entorno do Parque Moinhos de Vento (Parcão), onde organizadores dizem esperar até 60 mil pessoas em um protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em Porto Alegre. O trânsito está bloqueado na avenida Goethe, no sentido Norte-Sul, entre 24 de Outubro e Mariante, e a previsão é de que o pico de movimento ocorra perto das 16h. O protesto é promovido pelos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua que, apesar de se declararem apartidários, vêm contando com apoio de vários representantes políticos da oposição ao governo federal. O argumento é denunciar a corrupção, defender o andamento da Operação Lava Jato e pedir o impeachment da presidente. Um boneco “Pixuleco”, de 3 metros, representando o ex-presidente Lula, é usado no manifesto, sobre a passarela do Parcão.

Em paralelo, ocorre, também desde o início da tarde um protesto em favor do governo e de Lula, junto ao Monumento ao Expedicionário. O chamado “coxinhaço” é organizado pela Frente Brasil Popular e a Coordenação dos Movimentos Sociais no país, sob o mote “Em defesa da Democracia, dos Direitos e contra o Golpe”. O grupo adverte para o risco de um suposto golpe orquestrado por partidos de direita e pela Rede Globo para derrubar o governo Dilma e tirar Lula da disputa presidencial em 2018. Caravanas vindas do interior do Estado fazem se unem à manifestação.

Pelo menos 350 policiais militares e dois helicópteros fazem o acompanhamento das duas mobilizações, conforme a BM. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda, ressaltou que a Brigada Militar não vai permitir que os grupos contrários tenham contato. A previsão é de que os atos permaneçam dentro de cada parque, sem caminhadas pela cidade. (Rádio Guaíba)

Protestos a favor e contra governos do PT ocorrem, neste domingo, nos principais parques da Capital

Protestos a favor e contra governos do PT ocorrem, neste domingo, nos principais parques da Capital

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Enquanto apoiadores da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula se reúnem no Parque da Redenção (Farroupilha), os manifestantes contrários aos governos petistas terão o Parcão (Moinhos de Vento) como local de encontro, na tarde deste domingo, em Porto Alegre. Os dois atos coincidem com mobilizações que devem acontecer nas principais capitais do país, no mesmo horário. O protesto da Redenção está marcado para começar às 14h, junto ao Monumento ao Expedicionário. A manifestação é organizada pela Frente Brasil Popular e a Coordenação dos Movimentos Sociais no país, sob o mote “Em defesa da Democracia, dos Direitos e contra o Golpe”. O grupo adverte para o risco de um suposto golpe orquestrado por partidos de direita e pela Rede Globo para derrubar o governo Dilma e tirar Lula da disputa presidencial em 2018. Caravanas vindas do interior do Estado devem se somar à manifestação.

No Parcão, a concentração deve iniciar a partir das 15h. O protesto é promovido pelos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua que, apesar de se declararem apartidários, vêm contando com apoio de vários representantes políticos da oposição ao governo federal. O argumento é ir às ruas contra a corrupção, para defender o andamento da Operação Lava Jato e pedir o impeachment da presidente. No ato anterior, em dezembro, uma imagem do juiz Sérgio Moro era exposta como bandeira dos manifestantes.

Em coletiva de imprensa nessa sexta-feira, o governo do Estado garantiu que ao menos 300 policiais militares vão acompanhar as duas mobilizações durante o domingo, na Capital. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda, ressaltou que a Brigada Militar não vai permitir que os grupos contrários tenham contato. A previsão é de que os atos permaneçam dentro de cada parque, sem caminhadas pela cidade. O secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, pediu que os manifestantes respeitem o direito à livre manifestação e não entrem em confronto. (Rádio Guaíba)

Prefeitos gaúchos vão bloquear rodovias nesta sexta-feira. Mais de 60% dos municípios gaúchos terão dificuldades para fechar as contas em 2015

Prefeitos gaúchos vão bloquear rodovias nesta sexta-feira. Mais de 60% dos municípios gaúchos terão dificuldades para fechar as contas em 2015

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Mais de 94% dos municípios gaúchos (470 prefeituras) pretendem promover algum tipo de protesto nesta sexta-feira dentro do “Movimento do Bolo”. Estão previstas reuniões internas, suspensão de serviços considerados não-essenciais e bloqueios de no mínimo 17 rodovias no Estado. O nome da mobilização faz alusão ao tamanho da fatia dos impostos que são repassados aos municípios, que é de apenas 18%. Ao mesmo tempo, que a União fica com 57% e o Estado com os outros 25%.

Em quatro anos, os municípios gaúchos deixaram de receber cerca de R$ 2,4 bilhões do Estado e União. Os dados com relação ao decréscimo de repasses às prefeituras foi divulgado nessa manhã pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Segundo o presidente da entidade, e prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador (PT), a Famurs também analisou as medidas que os municípios adotaram, nesses últimos anos, para economizar recursos para conseguir fechar as contas. Somente em 2015, 60% dos municípios já afirmaram que terão dificuldades para saldar os débitos.

“No caso da crise, você imagina um de nós, no lugar de um prefeito, ter que exonerar um cargo de confiança – uma pessoa dedicada; ter que exonerar um professor que está em sala de aula; ter que cancelar todos os cursos, de todo o tempo, que permite que a pessoa possa se qualificar, se preparar melhor para atender o cidadão. Então, são medidas que estão sendo tomadas, tudo isso está sendo feito. Só que não é o suficiente: isso é um paliativo. Temos todos que mudar, aumentar a receita no município para que se possa atender a saúde, o transporte escolar e todas as áreas”, apontou Folador.

O presidente da Famurs também afirmou que, somente neste ano, 27% dos serviços das prefeituras já foram cortados no Rio Grande do Sul. Além disso, 39% dos municípios aderiram ao turno único para minimizar os custos com despesas. A federação insiste na retomada da discussão do pacto federativo para que os municípios passem dos atuais 18% para 30% do bolo tributário dividido com União e Estados. Atualmente, o governo federal fica com a maior fatia: 57%. Já para os Estados, o valor repassado é de 25%. Para esta sexta-feira, as prefeituras de 470 municípios já prometeram paralisar os serviços para realizar a mobilização intitulada “Movimento do Bolo”, em alusão à pequena fatia que municípios recebem na divisão de tributos. (Vitória Famer / Rádio Guaíba e CP)