Eleições 2016: PT oficializa Raul Pont como candidato a prefeito de Porto Alegre. Convenção neste sábado também confirmou Silvana Conti como candidata a vice; por Luis Dibe/Correio do Povo

Eleições 2016: PT oficializa Raul Pont como candidato a prefeito de Porto Alegre. Convenção neste sábado também confirmou Silvana Conti como candidata a vice; por Luis Dibe/Correio do Povo

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PT e PCdoB formalizaram as candidaturas do ex-deputado Raul Pont e da professora Silvana Conti, respectivamente, para prefeito e vice-prefeita de Porto Alegre, em convenções ocorridas neste sábado.

“Será uma campanha de militância, de poucos recursos. Mas vamos dizer a população porto-alegrense, que está tão entristecida com a sua cidade, que colocaremos a participação popular no centro da ação de governo. Queremos uma Porto Alegre onde as pessoas tenham vontade de viver”, discursou Raul Pont, que já foi prefeito da Capital, entre 1997 e 2000.

Nas atividades, dirigentes e líderes partidários deram uma demonstração do tom de discurso que guiará a campanha em oposição a Sebastião Melo (PMDB), mencionando o “alinhamento antidemocrático” representado pelos políticos do PMDB: Michel Temer, José Ivo Sartori e o vice-prefeito da Capital, segundo eles.

Para a presidente estadual do PCdoB, Manuela D’Ávila, há “um esforço para retirar direitos da população”. “Melo é Sartori e Temer”, enfatizou a deputada estadual comunista.

Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

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Lideranças do PCdoB alegam que, em função da crise política nacional, o partido ainda não tem decisão sobre qual posicionamento deve tomar para a disputa do Paço Municipal. Segundo o presidente do Partido Comunista do Brasil em Porto Alegre, Márcio Cabral, até o momento, há três possibilidades de diálogo para um apoio da sigla. Uma das probabilidades é a construção de uma frente em apoio ao PT, com a pré-candidatura de Raul Pont. Porém, Cabral reconhece que há necessidade de ampliação desta frente já que, isolados, a chance reduz para conquistar a prefeitura da Capital.

Outra hipótese é a aliança com o PDT, após o lançamento da pré-candidatura de Vieira da Cunha (PDT), principalmente depois de um realinhamento nacional da sigla trabalhista em apoio ao mandato da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Ou por último, o PCdoB lançaria uma candidatura própria, com uma mulher na cabeça da chapa.

Questionado se o PCdoB possuía mais dúvidas do que certezas em apoiar a candidatura de Raul Pont, Cabral destacou que não se pode afirmar que o PCdoB não apoiará o PT em Porto Alegre. Porém, lembrou que, em 2012, a eleição à prefeitura da Capital foi perdida tanto pelo PCdoB quanto pelo PT pelo fato de Pont não apoiar a candidatura de Manuela D’Ávila.

“Um afastamento do PT, para se alinhar ao PDT, seria um exagero. Mas é óbvio que algumas questões mais locais influenciam. Por exemplo: Raul Pont foi muito crítico à possibilidade do PT apoiar a Manuela em 2012, em Porto Alegre, o que nos levou a sair separados na eleição. E nós achamos, inclusive, que isso foi um dos fatores determinantes na nossa derrota no pleito de 2012. E esses elementos nós estamos analisando agora também”, expôs Cabral.

Com o cenário pulverizado politicamente, o PCdoB acredita que a sigla vá dialogar com outros partidos sobre possibilidade de alianças ainda durante o mês de junho. O que os comunistas também deixaram claro é que a sigla não vai se coligar com o PMDB, portanto, descartando qualquer apoio à pré-candidatura de Sebastião Melo.

Até agora, nove partidos já lançaram pré-candidatos: Rodrigo Maroni, pelo PR, Raul Pont, pelo PT, Luciana Genro, pelo PSOL, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pelo PMDB, Vieira da Cunha, pelo PDT, o deputado estadual Maurício Dziedricki, pelo PTB, e os deputados federais Onyx Lorenzoni, pelo DEM, Danrlei de Deus, pelo PSD, e Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB.

Eleições 2016: Raul Pont projeta aliança com PCdoB e critica morosidade em obras da gestão atual

Eleições 2016: Raul Pont projeta aliança com PCdoB e critica morosidade em obras da gestão atual

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O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont, começou a dialogar com os partidos alinhados com a esquerda para formar uma aliança nas eleições de outubro. Somente as siglas que não apoiaram o impeachment da presidente Dilma Roussef serão convidados a compor a chapa majoritária. Pont confirmou, entretanto, a tendência de coligação com o PCdoB. A desistência da deputada estadual Manuela D’Ávila em entrar na corrida à Prefeitura contribuiu decisivamente para que os comunistas indiquem um nome a vice-prefeito. “O que temos de confirmado é a parceria com o PCdoB. Eles estiveram ao nosso lado junto à Frente Brasil Sem Medo (que realizou manifestações contra om impedimento de Dilma)”, afirmou o pré-candidato, que concedeu hoje entrevista para o programa A Cidade É Sua, na Rádio Guaíba.

Em relação à atual gestão de José Fortunati, que chegou a ser vice de Raul Pont à frente da Prefeitura, e do vice Sebastião Melo, pré-candidato pelo PMDB, o petista criticou o volume de recursos destinado ao Orçamento Participativo – apenas 1% da verba orçamentária. Conforme o ex-deputado estadual, o OP se tornou um instrumento de aparelhamento da gestão municipal.

Outra crítica a Fortunati é a morosidade quanto a obras e ampliação de avenidas. “Diversos projetos que teriam prazo de execução de um ano e meio estão há cinco em obras, ou parados. Há problemas em projetos licitados, isso configura má administração ou quase improbidade administrativa”. Pont ainda reclama da falta de exigência da Prefeitura em cobrar contrapartidas da OAS para revitalizar o entorno da Arena do Grêmio, por exemplo.

Questionado sobre o metrô de Porto Alegre, Pont lembrou que não há orçamento nos caixas do Executivo para retirar o projeto do papel. ”Como gestor, sei o que significa esse tipo de projeto. A Trensurb tem financiamento do governo federal. Qual seria o investidor privado que iria investir em um projeto que não é economicamente viável nos trechos onde foi projetado?”, questionou. Com isso, ele indicou que a construção não vai estar entre as promessas de campanha. Uma alternativa – distante -, segundo o petista, pode ser a viabilização de empréstimos junto a organismos internacionais.

Raul Pont projetou, ainda, que a campanha tenha debate intenso sobre a questão da saúde, considerando a crise nos repasses de recursos para hospitais conveniados ou da rede da Prefeitura. Ele defendeu a manutenção do programa Mais Médicos, do governo federal, que destinou profissionais para áreas mais afastadas de Porto Alegre. Disse, também, que é defensor do SUS como sistema de atendimento universal e gratuito e, nesse sentido, citou o Hospital de Clínicas, em processo de ampliação de estrutura com recursos do governo federal. (Texto: Samantha Klein/Rádio Guaíba)