Rodrigo Maia diz para Rádio Guaíba que sistema eleitoral está falido

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Em uma rápida entrevista exclusiva ao Programa Agora da Rádio Guaíba, o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que quer debater a reforma política com líderes dos partidos. Para ele, o sistema está falido a e a ideia é que os parlamentares cedam em suas posições para a criação de um novo sistema político brasileiro.

Maia disse que a pauta que prevê a cassação de Eduardo Cunha não é a mais importante da atualidade, mas a ideia é fazer com que 450 deputados da Casa colaborem para a solução do impasse envolvendo o ex-presidente da Casa. Ao ser questionado sobre a reforma da Previdência, disse que o texto ainda não chegou a plenário e na melhor das hipóteses o debate sobre o tema deve avançar até dezembro.Em entrevista ao Programa Agora da Rádio Guaíba, Maia destacou que até o fim do primeiro semestre de 2017 a reforma deve estar votada.

Maia destacou que a ideia é avançar as pautas de interesse do país por meio do diálogo. Deixou claro que a pauta com a base do governo é a superação da crise econômica. Ante a chegada das eleições em outubro, o presidente da Câmara disse que até setembro os trabalhos serão levados normalmente.

Rodrigo Maia afirma que, se pudesse, votaria pela cassação de Eduardo Cunha

Rodrigo Maia afirma que, se pudesse, votaria pela cassação de Eduardo Cunha

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O presidente recém-eleito da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que votaria a favor da cassação do deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu antecessor no cargo e afastado de suas funções pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A declaração foi feita nesta segunda-feira (18) durante entrevista no programa “Roda Viva”, da TV Cultura. Por ser presidente da Câmara, ele não votará, de acordo com regimento interno da Casa.

Maia afirmou ainda que a votação sobre a cassação de Cunha será em agosto, mas se recusou a anunciar uma data. “A sessão deve ser realizada entre 5 e 15 de agosto, mas não quero adiantar uma data sem antes conversar com os líderes partidários porque não quero ser acusado de estar acelerando ou atrasando o processo”.

O presidente da Câmara definiu a situação de Cunha como “muito difícil” e disse que o peemedebista “não é adversário, nem aliado”. Chegou a elogiar o primeiro ano da gestão de Cunha à frente da Casa, mas disse que o ex-presidente “acabou misturando os problemas [dele] com a gestão da Câmara.”

Pedro Ladeira/Folhapress

Rodrigo Maia foi eleito para presidente da Câmara para um mandato-tampão de seis meses

‘Caos’ na eleição de 2016

Ao ser questionado sobre o tema da reforma política, Rodrigo Maia afirmou que haverá “caos” nas próximas eleições municipais por conta da proibição do financiamento empresarial de campanha. “Eu acredito que candidatos a prefeitos e a vereadores farão despesas que não terão condições de bancar. Veremos o caos. As pessoas físicas não querem se envolver no processo. Eu acredito que campanhas serão essencialmente financiadas pelo fundo partidário”.

Em relação à pauta de votação da Câmara, Maia voltou a defender que nos meses de setembro e outubro, as sessões do Legislativo sejam realizadas às segundas e terças. “Sou a favor desse esforço concentrado porque o país precisa que o Legislativo continua trabalhando”. Ele estabeleceu como prioridade a votação de três projetos do Executivo na área econômica: a renegociação das dívidas do Estado, a proposta de impor limite aos gastos públicos e a lei do pré-sal.

Maia declarou ainda que é favorável à manutenção da legislação do aborto quando foi questionado sobre temas de caráter social. “Sou contra a legalização da maconha e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a favor da união civil”, declarou Maia. Ele se declarou ainda favorável a “uma grande auditoria” no Programa Bolsa Família. “É preciso que haja prazo para que as pessoas não fiquem indefinidamente no programa”. (UOL)

Presidente da Câmara reduz prorrogação de CPI que investiga o Carf. De acordo com o despacho assinado dia 15, a CPI terá agora 26 dias corridos, a contar do dia 17 de julho, para concluir os trabalhos

Presidente da Câmara reduz prorrogação de CPI que investiga o Carf. De acordo com o despacho assinado dia 15, a CPI terá agora 26 dias corridos, a contar do dia 17 de julho, para concluir os trabalhos

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O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), revogou a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Carf – por 60 dias, em um de seus primeiros atos, logo após ter sido eleito dia 15 último. De acordo com o despacho assinado dia 15, a CPI terá agora 26 dias corridos, a contar do dia 17 de julho, para concluir os trabalhos.

A prorrogação por 60 dias havia sido aprovada por comissão especial e assinada pelo ex-presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), três dias antes. A CPI do Carf investiga denúncias de favorecimento a empresas em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda que é a última instância recursal contra cobranças tributárias.

Na semana passada, o relator da CPI, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), justificou a necessidade da prorrogação pela dificuldade em convocar testemunhas. “Não trouxemos aqui vários atores, inclusive beneficiários econômicos do esquema”, disse.

Entre as companhias investigadas estão grandes bancos, siderúrgicas e montadoras de veículos. Segundo investigações da Polícia Federal, os empresários pagavam propinas a intermediários para que intercedessem junto a conselheiros do Carf. Os resultados fraudados são tratados pela Polícia Federal como sonegação fiscal.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que integra a comissão, isso [a revogação da prorrogação] significa, “na prática, o fim da CPI do Carf… Ou seja, a corrupção que a sociedade tanto espera combater, nesse caso, pode sair ilesa”. (Agência Brasil)