Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

Notícias Poder Política

Dando como certa a debandada do PMDB, seu maior aliado e partido do vice- presidente Michel Temer, o governo Dilma Rousseff teme agora o “efeito manada” de outras siglas de sua base de apoio no Congresso. Os alvos dessa preocupação são PP, PR e PSD. Juntos, os três partidos somam 121 deputados e têm dito que não veem sinal de reação do Palácio do Planalto. Dirigentes dessas siglas vêm sendo pressionados por parlamentares de sua base a deixar o governo. Para barrar o processo de impeachment, Dilma precisa de 171 votos de deputados na Câmara. O PMDB conta com 69 parlamentares. Encontro recente do ministro Gilberto Kassab(Cidades), presidente do PSD, com Temer também deixou o governo alarmado. Cerca de 70% da bancada do partido apoia o impeachment da presidente Dilma. Como parte do isolamento do governo, o ex-presidente Lula teve frustradas duas tentativas recentes de se encontrar com Temer. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido está pronto para lutar contra o impeachment. “Queremos a paz, mas não tememos a guerra.” A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Levy deve sair caso resista a mudanças, diz presidente do PT

Levy deve sair caso resista a mudanças, diz presidente do PT

Notícias Poder Política

O presidente do PT, Rui Falcão, defende mudanças na política econômica do governo Dilma para retomar o crescimento do país, como aumento da oferta de crédito, e que o ministro Joaquim Levy (Fazenda) deve deixar o cargo caso discorde delas.

“Está errada a política de contenção exagerada do crédito”, disse à Folha.

Ele afirmou que a presidente Dilma está preocupada em manter os empregos e os ganhos de renda.

Para isso, ela deve incentivar o consumo com a injeção de crédito na economia a partir de mecanismos como flexibilização do compulsório dos bancos privados — valor que eles são obrigados a reter como reserva.

O petista nega que haja um acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para preservá-lo no Conselho de Ética em troca do engavetamento de pedidos de impeachment de Dilma.

Segundo Falcão, a situação de Cunha no cargo se agravou após a divulgação de papéis que comprovam contas suas na Suíça. (Folha de São Paulo-Foto: Lula Marques/ agência PT)

Presidente do PT diz que partido estuda ação judicial contra Gilmar Mendes

Presidente do PT diz que partido estuda ação judicial contra Gilmar Mendes

Direito Notícias Poder Política

O presidente do PT, Rui Falcão, informou hoje (17) que o partido estuda medidas judiciais contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, ao proferir voto contrário ao fim das doações de empresas para campanhas políticas, Mendes disse que o partido se articulou com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), autora da ação, para envolver a Corte em uma conspirata e mudar a lei que autoriza as contribuições sem passar pelo Congresso.

Em nota, Falcão disse que o ministro faltou com a verdade ao atribuir ao partido a liderança de um conluio para que a proibição prevaleça. Segundo o presidente, a posição do partido contra o financiamento privado é uma bandeira histórica do PT e demais entidades democráticas.

“Infelizmente, esses destemperos anti-PT têm se tornado usuais nas falas do ministro, tanto nas sessões do STF quanto nas entrevistas que costuma ofertar aos mais diversos meios de comunicação. Gilmar Mendes falta com a verdade quando atribui ao PT oportunismo na decisão condenar o financiamento empresarial”, disse Falcão.

Mais cedo, a OAB também repudiou as declarações de Gilmar Mendes. Em nota, o Colégio de Presidentes das seccionais da ordem lamentou a postura grosseira, arbitrária e incorreta” de Mendes.

Na sessão de hoje, por 8 votos a 3, o Supremo decidiu proibir o financiamento privado de campanhas políticas. Com a decisão, as únicas formas de financiamento das legendas serão doações de pessoas físicas e recursos do Fundo Partidário, garantidos pela Constituição. (Agência Brasil – Foto: José Cruz/Agência Brasil)