Temer convoca reunião com centrais sindicais para esta segunda-feira.  Deputado Paulinho da Força disse que encontro foi agendado após comentários do ministro da Fazenda

Temer convoca reunião com centrais sindicais para esta segunda-feira. Deputado Paulinho da Força disse que encontro foi agendado após comentários do ministro da Fazenda

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O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), convocou para esta segunda-feira, às 15h, em Brasília, reunião com centrais sindicais para discutir possíveis mudanças na Previdência Social, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força. Segundo ele, o encontro foi agendado após o mal estar gerado junto às centrais sindicais pelos comentários do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva na última sexta-feira. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Paulinho contou que a Força Sindical, entidade presidida por ele, quer ouvir as propostas de Temer e a ideia do encontro é “acertar procedimentos”. Em conversas anteriores com representantes do atual governo, teria sido dito que nada mudaria sem ampla negociação com centrais sindicais, afirmou Paulinho da Força. “Queremos que seja o governo do diálogo, que não seja um governo que decida de cima para baixo”, acrescentou.

Entre os pontos defendidos, o político disse que não aceitará alterações na idade mínima para aposentadoria de quem já estiver trabalhando. “Se for para discutir para quem começa a trabalhar agora, até é possível. O jovem que começa a trabalhar agora vai viver 100 anos e é possível trabalhar um pouco mais”, afirmou. Além da Força Sindical deverão estar presentes no encontro de amanhã representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores. “A CUT foi convidada, mas acho que eles não vão”, acrescentou Paulinho.

Na entrevista, na sexta-feira, Meirelles defendeu a mudança nas regras da Previdência. “A reforma da Previdência é uma necessidade. A Previdência tem que ser autossustentável ao longo do tempo”, disse. O ministro também defendeu uma idade mínima para as aposentadorias. No mesmo dia, Paulinho da Força chamou de “estapafúrdias” as ideias do ministro da Fazenda. “A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores”, disse por meio de nota. “A estapafúrdia ideia defendida pelo atual ministro é inaceitável porque prejudica quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Vale lembrar que o último governo já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores”, acrescentou o dirigente. (CP e AE)

Lula: “economia a gente resolve amanhã, mas evitar o golpe é hoje”

Lula: “economia a gente resolve amanhã, mas evitar o golpe é hoje”

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Em discurso de mais de uma hora a sindicalistas de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que pretende ajudar a presidente Dilma Rousseff mesmo sem ser ministro. Ele também disse que a questão econômica vai ser resolvida, mas que é preciso lutar o mais rápido possível contra o que chamou de golpe contra o governo. “É golpe. Não tem outra palavra. Esse país não pode aceitar o golpe. A economia a gente resolve amanhã, mas evitar o golpe é hoje”. “Nem que seja a última coisa que eu faça na vida, vou ajudar a Dilma a governar esse país com a decência que o povo merece”, disse o ex-presidente em evento organizado pelas centrais sindicais na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. O evento, segundo as entidades, foi convocado para defender “a democracia e o Estado de Direito” e contra o processo de impeachment da presidente. Sobre o convite para integrar o governo Dilma, Lula disse que foi chamado pela primeira vez em agosto do ano passado, mas recusou. Com o agravamento da crise, Dilma insistiu e ele resolveu aceitar. Na semana passada, o ex-presidente tomou posse na Casa Civil, mas a nomeação foi suspensa por decisões liminares e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O governo tenta reverter a decisão no tribunal.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe camisa amarela contra o golpe -cor usada pelo movimento Fora Dilma - em evento organizado por centrais sindicais em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
 Lula recebe camisa amarela contra o golpe -cor usada pelo movimento Fora Dilma – em evento com centrais sindicais em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Segundo Lula, a missão dele na Casa Civil vai ser “conversar, ouvir as pessoas”. Segundo ele, a crise que o país enfrenta hoje vai ser resolvida com a ajuda do povo. “Este país é tão extraordinário, com povo tão extraordinário que quem pode ajudar a resolver a crise desse país é o povo.”

Lula disse que o Brasil vive o período mais longo de democracia contínua e comparou a crise política atual a momentos da história como o golpe contra o governo de Getúlio Vargas e as tentativas de impedir a candidatura de Juscelino Kubitscheck. O ex-presidente defendeu Dilma e disse que não há razões que justifiquem o impeachment da presidente. “Não existe nenhuma razão para o impeachment. Se juntarem 800 juristas verão que não há nenhuma razão, nenhum fato”. Para Lula, as pessoas estão sendo condenadas “pelas manchetes de jornais antes de serem julgadas”.Dirigindo-se aos opositores do governo, o ex-presidente disse que “eles têm que aprender que ganhamos essa eleição pelo voto democrático”. “Se eles quiserem ir para a presidência, que esperem 2018. Eu esperei. Não queiram fazer o golpe na Dilma que não vamos facilitar”, disse. Com a voz bastante rouca e falha, Lula foi bastante aplaudido e teve o discurso interrompido diversas vezes por gritos de “Não vai ter golpe” da plateia. O petista criticou a operação Lava Jato e disse que a investigação provoca prejuízos financeiros ao país. Lula também alfinetou movimentos contrários ao governo que, em geral, saem às ruas usando camisas verde e amarela. Para ele, isso parece “torcida organizada”. “As pessoas acham que quem usa camisa verde e amarela é mais brasileiro. Tem muita gente que acha é mais brasileiro que nós ou que o dólar está alto. Se eles não podem viajar para Miami, que viajem para Garanhuns [em Pernambuco]”, brincou. (Agência Brasil)

Sindicalistas e servidores ocupam a Praça da Matriz em dia de votação na Assembleia, Vitória Famer/Rádio Guaíba

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Assembleia foi isolada pela Brigada Militar. Foto: Vitória Famer
Assembleia foi isolada pela Brigada Militar. Foto: Vitória Famer

Servidores públicos estaduais e sindicalistas ocupam a Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre, desde a madrugada desta segunda-feira (28). Os trabalhadores querem pressionar os deputados estaduais a não votar, nesta tarde, os projetos da sexta fase do ajuste fiscal. O prédio do Legislativo está isolado com gradis pela Brigada Militar.

Dos 30 projetos que integram a pauta da Assembleia Legislativa, 26 são do Executivo, parte deles ligado à sexta fase do ajuste fiscal, com medidas de corte de benefícios de servidores e controle de gastos futuros, como a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. A proposta proíbe que os gastos superem as receitas, o que deve congelar salários de servidores em períodos de crise financeira. Também será apreciado projeto que autoriza a venda da folha de pagamento do Estado ao Banrisul.

A ordem de análise dos projetos será definida na reunião de líderes, que começa às 14h. A sessão plenária extraordinária está prevista para as 15h.