Tá na Mesa vai abordar o futuro do RS. Secretários da Fazenda e do Planejamento falam na quarta-feira, 24 e na sexta (26) a Federasul recebe a deputada Joice Hasselmann, em um Tá na Mesa especial

Tá na Mesa vai abordar o futuro do RS. Secretários da Fazenda e do Planejamento falam na quarta-feira, 24 e na sexta (26) a Federasul recebe a deputada Joice Hasselmann, em um Tá na Mesa especial

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Para promover um debate sobre o futuro do Rio Grande do Sul com o foco nos   projetos de desestatização que podem beneficiar os gaúchos, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL), recebe quarta-feira, (24), os secretários de Estado Marco Aurélio Santos Cardoso, da Fazenda e Leany Lemos, do Planejamento e Gestão.

O encontro vai debater a agenda positiva do governo  de Eduardo Leite quanto às privatizações, riscos fiscais, mudanças no plano de carreira do funcionalismo, modernização da máquina pública e legislação vinculante, entre outros temas que coadunam com o saneamento e melhoria da situação fiscal do Estado.

Ainda nessa semana, a Federasul realiza, excepcionalmente, mais uma edição do Tá na Mesa. Será na próxima sexta (26) com a deputada Federal, Joice Hasselmann (PSL/SP), líder do governo no Congresso. Ela vai falar sobre a Reconstrução do Brasil. A coletiva de imprensa acontece após o almoço, ás 14h.

 

TÁ NA MESA

PALESTRANTES: Leany Lemos, secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e Marco Aurélio Santos Cardoso, secretário de Estado da Fazenda

TEMA: “Planejando o Rio Grande do Sul”

QUANDO: quarta-feira, dia 24 de abril de 2019, 12h

ENDEREÇO: Largo Visconde de Cairú, 17, no Centro de Porto Alegre

 

Cooperativismo no cenário nacional e regional

Representantes do SESCOOP falarão sobre a força desse sistema econômico no Tá na Mesa da próxima quarta-feira (28)

O poder da parceria a partir do cooperativismo nacional será o tema do Tá na Mesa desta quarta-feira (28). Dois especialistas no assunto são os convidados da Federasul. O presidente da OCERGS (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), Vergílio Perius, para falar sobre o cenário atual, as oportunidades do setor e divulgar novos números, e o presidente do Sistema CNCOOP – SESCOOP, Márcio Lopes de Freitas, que mostrará as cooperativas no cenário nacional.

 

TÁ NA MESA

PALESTRANTE:  Vergílio Perius, presidente da OCERGS – SESCOOP/RS, e Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema CNCOOP – SESCOOP Nacional
TEMA: “O Cenário do Cooperativismo”
QUANDO: quarta-feira, dia 28 de junho de 2017, 12h
ENDEREÇO: Largo Visconde de Cairu, 17, no Centro de Porto Alegre

Presidente da OAB/RS defende fim do foro privilegiado e convoca entidades para liderar recuperação do Estado

Presidente da OAB/RS defende fim do foro privilegiado e convoca entidades para liderar recuperação do Estado

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Breier fez uma explanação em defesa do futuro do Brasil a partir da reação da sociedade civil e das entidades. Reforçando a necessidade da política para uma nação democrática e destacando que existem políticos capacitados e qualificados, o presidente da Ordem gaúcha lembrou que a história prova a repetição de más gestões no Poder Público e a instabilidade de governos. Após fazer uma rápida evolução histórica sobre a conquista de liberdades pela sociedade brasileira, o presidente da OAB/RS lembrou que, simbolicamente, a população ainda segue escravizada, pois não alcançou na plenitude garantias contidas na Constituição de 1988, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança pública. “Foram 388 anos de escravidão, mais 21 anos de ditadura. São períodos em que as pessoas baixavam a cabeça, não tinham senso crítico. Essa é uma questão cultural que precisa ser superada”, mencionou.

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Breier defendeu o o fim de foro privilegiado para políticos.

Breier lembrou a cultura do Estado assistencialista, onde as pessoas parecem precisar do Estado para tudo. “Estamos vivendo uma crise imensa de credibilidade. Estamos com os poderes Executivo e Legislativo ruindo. Temos de acreditar no Poder Judiciário. Eu acredito. Não podemos permitir que esse poder enfraqueça ou nosso caminho para uma democracia sólida será perdido. Também não queremos um Judiciário de exceção, mas também não pode ser desacreditado”, lembrou.

O presidente fez questão de abordar um dos temas mais comentados na atualidade: o fim de foro privilegiado para políticos. “Temos alguns nomes buscando a reeleição para garantir esta proteção”, frisou. “Temos de superar a questão do foro privilegiado. Temos um despacho do ministro Barroso (ministro do STF Luis Roberto Barroso) que fala na restrição do foro, sendo aplicado apenas em casos de acusações por crimes cometidos no cargo. Este é um caminho”, completou.

Breier fez uma convocação para as eleições de 2018. Na visão dele, as entidades precisarão informar a sociedade com campanhas intensas e de longo alcance. “Estas campanhas devem partir da sociedade civil e das entidades. Não podemos deixar que os partidos façam isso sozinho”, destacou, lembrando a campanha apoiada pela OAB: “Voto não tem preço, voto tem consequências”. “Temos de levar muita informação do que está ocorrendo e como isso pode mudar. Reitero: temos bons políticos, mas o sistema está viciado e não quer mudar. A liberdade sonhada pela população passa por esse novo momento”, sublinhou.

A liderança da OAB/RS destacou que a sociedade precisa buscar novos representantes. Esta fala foi elogiada pela presidente da Federasul, Simone Leite, que lembrou a importância do setor produtivo se envolver com questões da política e até mesmo dos partidos. “Vejo que nossas entidades têm um alinhamento. Temos de deixar de lado esse silêncio e não discutir assuntos que afetem nossas vidas”, comentou Simone. “Nossa entidade é extremamente democrática. Aprovações importantes passam pela avaliação do conselho”, finalizou Breier.

Francisco Turra aponta rumos do agronegócio com o novo momento econômico do país

Francisco Turra aponta rumos do agronegócio com o novo momento econômico do país

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O presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra será o palestrante na reunião-almoço Tá na Mesa, promovido pela Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), nesta quarta-feira, dia 26 de outubro, O ex-ministro da Agricultura mostrará as chances de crescimento e as oportunidades que despontam no agronegócio com retomada da credibilidade do Brasil por investidores. Na ocasião, ele também receberá, ao lado de outros líderes do setor, o Prêmio Vencedores do Agronegócio, concedido pela Federasul.

Na palestra “Caminhos de valor para o agronegócio: os desafios em um novo momento econômico”, Turra mostrará que o Brasil, responsável por 1,4% das trocas comerciais em todo o planeta, alcança 6,9% do comércio agrícola mundial. Reconhecidamente forte na produção de alimentos, o país pode se destacar ainda mais. Em soja, carne bovina, tabaco e carne de frango, por exemplo, o Brasil é o segundo produtor mundial e o primeiro em exportação.

– Na contramão de números negativos, como desemprego e queda do PIB no ano passado, o agronegócio segue em crescimento – afirma Turra. – O agro representou 46% da balança comercial em 2015, a maior participação da história – acrescenta.

No Tá na Mesa, Turra vai abordar o cenário econômico atual e fazer uma reflexão sobre o papel do agronegócio, além de apontar as perspectivas positivas das exportações de proteínas. No segmento da carne de frango e suína, o presidente da ABPA enfatizará que o Brasil é reconhecido pelo qualidade e sanidade da produção, o que facilita a conquista de novos mercados.

Por meio de números, Turra vai demonstrar que o crescimento populacional e a alta correlação entre renda per capita e consumo de proteína animal apontam para o crescimento na demanda mundial.

– O destaque é para o consumo de frango, que deve aumentar a uma taxa acima da carne suína e bovina, gerando aumento de demanda de 23 milhões de toneladas de carne de frango e 15 milhões de toneladas de carne suína até 2024 – projeta.

Atualmente, os países que mais consomem proteína animal são a China, o grupo da União Europeia, os EUA e o Brasil. Juntos, representam mais de 65% da demanda mundial. Somente a China é responsável por 30%. Até 2024, o consumo deve aumentar na maioria dos países, com destaque para Índia e Brasil. Os demais países em desenvolvimento também devem ter o consumo estimulado.

Como pontos a melhorar, Turra apontará na palestra obstáculos que emperram o avanço do campo, prejudicando também a geração de receitas e de emprego, como regulação tributária, infraestrutura, leis trabalhistas, impostos e burocracia. O desafio brasileiro, enfatiza o presidente da ABPA, é melhorar a competitividade. O isolamento comercial, medido pelo baixo número de acordos comerciais, também deixa o país para trás na comparação com outros exportadores.

Reunião-almoço Tá na Mesa

Palestrante: Francisco Turra, presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura

Tema: “Caminhos de valor para o agronegócio: os desafios em um novo momento econômico”

Quando: quarta-feira, dia 26 de outubro de 2016

BRDE prevê maior investimento em energia limpa em 2016. Segmento já conquistou financiamento de R$150 milhões e outros R$300 milhões estão em análise

BRDE prevê maior investimento em energia limpa em 2016. Segmento já conquistou financiamento de R$150 milhões e outros R$300 milhões estão em análise

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O setor de energia foi o que mais buscou crédito junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), no primeiro semestre de 2016. O primeiro contrato assinado foi de R$150 milhões e outros R$300 milhões estão em análise para serem liberados neste segundo semestre. No “Tá na Mesa” da Federasul, desta quarta-feira (21/09), o presidente da instituição fomento, Odacir Klein, revelou que os financiamento foram destinados para construção de parques eólicos e para pequenas centrais hidrelétricas.

21/09/2016 - Porto Alegre, RS - Tá na Mesa - FEDERASUL - FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E SERV RS. Odacir Klein, Diretor-Presidente do BRDE, fala  sobre o tema: "Financiando os Desafios para o Desenvolvimento", nesta quarta-feira (21). Foto: Itamar Aguiar/Agencia Freelancer/Divulgação.
Tá na Mesa – Foto: Itamar Aguiar/Ag Freelancer

Ainda para este ano, o banco dispõe de R$3,3 bilhões para serem investidos no fomento e estimular a economia na região sul do Brasil, sendo deste valor R$1,1 bilhão destinado a cada estado. Até o momento um pouco mais de R$1,8 bilhão foram contratados no primeiro semestre. “O valor é expressivo e significativo para alavancar a economia”, disse o presidente ao completar que “o caminho é pedregoso, mas o veículo é bom”.

Klein também comentou que a taxa de inadimplência do BRDE ficou na casa dos 2,44% na região e que no sistema nacional o número chegou a 3,51%. “A título de tributação recolhemos para a União 49,6% do faturamento”, contou. Neste ano a média de recursos liberados por operação é de R$414 mil e foram empregados nos setores da agropecuária, indústria, comércio e serviços e em infraestrutura.

A instituição também busca novas fontes de recursos e estão no horizonte parcerias com o Banco da América Latina, Agência Francesa de Desenvolvimento e com o Banco Europeu de Desenvolvimento, além de operação com Caixa Econômica Federal. Atualmente o BRDE possui 564 colaboradores, mais de 34 mil clientes ativos, R$12,8 bilhões em operações de crédito e um patrimônio líquido avaliado em R$2,4 bilhões.

Afif Domingos fala na Federasul

Afif Domingos fala na Federasul

Negócios Notícias

O próximo palestrante do “Tá na Mesa”, nesta quarta-feira (24/08), é o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos. Ao falar sobre “Simples Internacional: eliminar as fronteiras para alcançar novos mercados”, o convidado da Federasul vai apresentar as linhas estruturantes da sua gestão que tem como base a construção de políticas públicas para as micro e pequenas empresas, a busca da desburocratização e do acesso ao crédito e o aperfeiçoamento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

TÁ NA MESA

PALESTRANTE: presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos

TEMA: “Simples Internacional: eliminar as fronteiras para alcançar novos mercados”

QUANDO: quarta-feira, dia 24 de agosto de 2016, 12h

ENDEREÇO: Largo Visconde de Cairu, 17, no Centro de Porto Alegre

Cooperativas comemoram resultados positivos. Crescimento foi de 15,75% em 2015 e faturamento de 36,1 bilhões

Cooperativas comemoram resultados positivos. Crescimento foi de 15,75% em 2015 e faturamento de 36,1 bilhões

Agronegócio Negócios Notícias Plano Safra Poder Política

 

Contagiado pelo otimismo, o cooperativismo gaúcho comemora o saldo positivo alcançado em 2015 que resultou em um crescimento de 15,75%. O faturamento se traduz em R$ 36,1 bilhões, apresentado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, durante o “Tá na Mesa” da Federasul. Entusiasmado, o convidado projetou mais R$ 1,7 milhão em investimento ao longo de 2016 e arriscou a dizer que “o cooperativismo é a grande saída para a crise econômica vivida no Brasil”. Ele atribuiu o desempenho à união dos associados. Na mesma linha, a presidente da Federasul, Simone Leite, completou dizendo que “os resultados são a garantia de que todos estão envolvidos pelo sentimento de pertencimento. Palavra que também é sinônimo da nossa gestão”.

Na ocasião, o Sistema Ocergs-Sescoop/RS destacou números de cinco ramos de atuação, sendo eles, agropecuário com crescimento de 11,6%, o de crédito alcançou o incremento de 33,8%, da saúde que chegou aos 18%, de infraestrutura bateu 8,2% e o de transporte ficou na casa dos 35,5%. “Os bons indicadores reforçam a eficiência da economia das cooperativas gaúchas”, avaliou o presidente Perius.

No horizonte do setor são poucas as dificuldades elencadas pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, no entanto, a que ganha maior destaque são as poucas políticas públicas voltadas para atender as necessidades das cooperativas. Nada que tenha impedido que nos últimos seis anos o cooperativismo registrou expansão de 94,6%.

Compõem o universo das cooperativas no RS 58,8 mil empregos diretos, 434 cooperativas e 2,7 milhões associados. Segundo Perius, os salários praticados são 28,1% maiores do que os oferecidos pelo setor privado. “Os números colocam o RS em terceiro lugar no ranking nacional, perdendo apenas para São Paulo e Paraná”, finalizou.

Prefeitos serão mais importantes que governadores. As riquezas estão nas cidades e o modelo de gestão deve ser reinventado, diz presidente da PwC Brasil

Prefeitos serão mais importantes que governadores. As riquezas estão nas cidades e o modelo de gestão deve ser reinventado, diz presidente da PwC Brasil

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Gostei muito da palestra de Fernando Alves, na Federasul hoje. Tenho repetido, não com tanto talento, esse mantra que pela proximidade – já que vivemos nas cidades -, prefeitos são os gestores públicos mais importantes. São a eles que recorremos de forma imediata no nosso dia-a-dia. O que ele disse? Que  reposicionar as cidades e estabelecer uma gestão semelhante aos parâmetros empresariais é o perfil esperado dos prefeitos a serem eleitos em outubro, conforme tendência apontada mundialmente. O presidente da PwC Brasil, Fernando Alves considera os chefes dos executivos municipais figuras emergentes que ganharão mais importância que os governadores. “São nas cidades que as pessoas vivem e são elas que devem estar preparadas para oferecer oportunidades”, disse.

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Presidentes da Federasul, Simone Leite e da PwC, Fernando Alves. Foto: Ivan Andrade

Alves lembra que 50% do PIB global é gerado pelas 300 maiores áreas metropolitanas. “As grandes cidades continuam atraindo cada vez mais as pessoas, provocando mudanças nos hábitos de consumo”, avisou ele aos empresários.

“Temos 70 milhões de brasileiros conectados à internet”, observou destacando o setor de tecnologias que invadiu o cotidiano e em breve deve alcançar a metade dos lares por meio dos smatphones provocando mudanças nas cidades para atender a acelerada urbanização. Além de mais energia, água e alimentos as exigências passam ainda pela transformação dos modelos de negócios voltado para as tendências socioeconômicas e de sustentabilidade.

Mas a migração da população do campo para as cidades não significa que a produção primária perde destaque no cenário econômico. Muito pelo contrário. Para o presidente da PwC está no campo uma das saídas para a atual crise econômica. “Até 2030 teremos um aumento global de 35% na demanda por alimentos”, projetou.

Segundo ele, o Brasil explora 40% das suas fronteiras verdes. Número que deve ser impulsionado, assim como a soma das importações com as exportações brasileiras que chegam na marca dos 20%, segundo o convidado da reunião-almoço Tá na Mesa, na Federasul. Para ele o resultado é considerado baixo, visto que o país deve estar inserido em uma economia globalizada.

“Os países competitivos têm os seus mercados abertos e a soma das importações e exportações não baixam de 50%/ano”, contestou ao avaliar inadmissível o Brasil não possuir acordos comerciais com os Estados Unidos, a maior economia do mundo.

Fotos & fatos: Mendonça de Barros saboreia um pastel antes de palestrar na Federasul

Fotos & fatos: Mendonça de Barros saboreia um pastel antes de palestrar na Federasul

Cidade Economia Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre

O presidente da Foton e ex-ministro, Luiz Carlos Mendonça de Barros, fez um “pit-stop” no Mercado Público de Porto Alegre antes de falar  na reunião-almoço da Federasul, desta quarta-feira. O tema da palestra será “Previsões de recuperação da economia brasileira”, o convidado apresenta uma leitura dos cenários para os próximos períodos. A foto foi feita pelo diretor da Fonton, no Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Paraguassu, para quem: “A coragem dele(Mendonça de Barros) não fica restrita a montar uma fábrica no RS. Vai muito além.”

Nesta segunda-feira(02.05) entrevistei Mendonça de Barros sobre o tema da palestra e falamos também sobre a implementação da Foton/RS e a questão da dívida dos Estados. Ele foi um dos negociadores que representou o governo federal no debate dos contratos. Ouça aqui a entrevista.

“Estamos vivendo uma crise ética e moral sem precedentes”, alerta Lamachia na Federasul

“Estamos vivendo uma crise ética e moral sem precedentes”, alerta Lamachia na Federasul

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“Meu partido é a OAB e minha ideologia é Constituição. Não vamos nos movimentar por paixões partidárias”. Foi o que reforçou o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, durante a palestra do “Tá na Mesa”, nesta quarta-feira (16), na Federasul. Antes do evento, em entrevista coletiva para a imprensa, Lamachia adiantou alguns assuntos da palestra, que foi aberta pelo presidente da Federasul, Ricardo Russowsky.

Lamachia abordou questões sobre o exercício pleno da advocacia, o protagonismo da OAB na luta contra a corrupção, a revisão da dívida do Estado com a União, as cobranças da entidade em relação ao presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha, ao senador Delcídio do Amaral e ao impeachment da presidente da República.

Segundo Lamachia, a OAB vai cumprir suas responsabilidades junto à vida política nacional e seus compromissos com a advocacia. “Nosso papel é de protagonismo contra a corrupção e a função da advocacia é fundamental. Nesse momento tão difícil, não interessa o enfraquecimento dos advogados. Não vamos tolerar agressões ao exercício profissional. O advogado é o verdadeiro defensor da liberdade, da honra, do patrimônio, e muitas vezes da própria vida das pessoas. A capacidade postulatória de todo cidadão brasileiro está na mão de cada advogado que deve ter suas prerrogativas respeitadas. Somos agentes de transformação social”, afirmou.

Como primeiro presidente oriundo da Ordem gaúcha, Lamachia abordou ainda a dívida do Estado com a União. Mais uma vez, fez críticas ao governo estadual das últimas duas gestões por não terem se somado à ação da OAB/RS ajuizada no STF em 2012 (ACO 2059). “A dívida, contratada há 18 anos, refere-se à soma de R$ 10 bilhões. Foram pagos R$ 22 bilhões, mas continuamos devendo R$ 47 bilhões. De 1999 a 2014, nós tivemos uma inflação que estava em torno de 160% e, no mesmo período, o contrato da dívida com a União Federal ultrapassou 700%. E os governos foram omissos em não tratar desse tema antes. Agora, estamos pagando com a vida de milhares de gaúchos sem segurança”, frisou.

Lamachia na Federasul. Foto: João Henrique Willrich - OAB/RS
Lamachia na Federasul. Foto: João Henrique Willrich – OAB/RS

Atuação frente ao CFOAB

Com 46 dias frente à CFOAB, Lamachia lembrou que os primeiros movimentos foram pelo afastamento de Cunha da presidência, que não vem respeitando o devido processo legal durante sua investigação pela Câmara. “Além disso, defendemos a saída de Delcídio do Senado, assim como fomos ao STF requerer acesso a sua delação. Isso não é admissível, não é aceitável. É um desrespeito. O princípio do direito à informação tem que sobrepor, como ao levantar o sigilo da delação premiada”, afirmou.

Em relação ao processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, Lamachia adiantou que os 81 conselheiros federais OAB vão analisar o tema em sessão extraordinária nos próximos dias. “A OAB vai se manifestar sobre todos os temas, mas não vamos pedir um impeachment sem base legal e jurídica, tendo por base a imprensa. Temos agido com celeridade e nossas opiniões são claras com relação aos últimos acontecimentos. Temos um colegiado e as decisões do Pleno buscam ouvir a todos de forma democrática. O momento político no Brasil é delicado, de apreensão, pois os fatos postos são gravíssimos e um verdadeiro atentado às instituições e ao Estado. Nossa luta é pelo aprimoramento da democracia”, complementou.

Ao manifestar-se sobre a crise política nacional, Lamachia destacou que os recursos que escorrem pelo ralo da corrupção estão faltando em políticas públicas básicas. “Mais do que a crise econômica e política, estamos numa crise ética e moral sem precedentes. É importante abstrairmos qualquer paixão partidária, pois a OAB é do cidadão. Tenho respeito pela classe política, mas nunca tive filiação partidária. O poder emana do povo, por isso precisamos de depuração da classe política. É preciso uma reflexão que esse momento é fruto da nossa responsabilidade com eleitores. Voto não tem preço, tem consequência. Hoje, os políticos estão criando somente crises e não resultados. Temos que pensar em refundar a república e fazer um novo contrato social dos políticos com a sociedade”, defendeu.