Taxistas dizem que carreata reúne 2 mil na Capital. Protesto vai se concentrar deve na Câmara de Vereadores

Taxistas dizem que carreata reúne 2 mil na Capital. Protesto vai se concentrar deve na Câmara de Vereadores

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A categoria dos taxistas estima que mais de dois mil condutores – mais de metade do total em Porto Alegre – esteja participando de uma carreata que está se aproximando da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Mais cedo, a Brigada Militar calculou em 1,2 mil o número de veículos participando do ato. Na Câmara de Vereadores tramita um projeto para regulamentar o transporte privado via aplicativo de celular, em plataformas como o Uber e o WillGo.

A carreata saiu da rua B, que fica entre a avenida Beira-Rio e a Padre Cacique, em Porto Alegre, e passou pela Praia de Belas, Ipiranga e Terceira Perimetral. Durante a madrugada de hoje, uma faixa com a frase “fora Uber” foi colocada na estátua do Laçador, na zona Norte.

O protesto ocorre um dia depois de a Câmara Municipal confirmar a data e o local de realização de uma audiência pública sobre o projeto de lei que pode legalizar os concorrentes do táxi tradicional. O encontro havia sido marcado, de início, para a manhã de hoje, mas acabou suspenso por falta de espaço na sede do Parlamento.

O presidente da Câmara, vereador Cássio Trogildo (PTB), informou que a audiência ocorre a partir das 19h de 5 de julho, no Ginásio do Gigantinho, ao lado do Estádio Beira-Rio. Trogildo explica que o Sport Club Internacional, administrador do Gigantinho, foi contatado porque os ginásios Tesourinha e da Brigada Militar estão inviabilizados para receber eventos desse porte. Enquanto a Câmara consegue abrigar 200 pessoas, o Gigantinho pode receber cerca de cinco mil, destacou.

O projeto de lei foi elaborado pela Prefeitura, após quase seis meses de discussão, e propõe que serviços como os da Uber e da concorrente WillGo sejam legalizados mediante pagamento de impostos e cadastro. (Rádio Guaíba)

Uber condenada a pagar 1,2 milhão de euros à organização de taxistas na França

Uber condenada a pagar 1,2 milhão de euros à organização de taxistas na França

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A empresa Uber France foi condenada a pagar 1,2 milhão de euros à organização União Nacional de Táxis (UNT), por uma falta de comunicação a respeito de seus motoristas, de acordo com o veredicto do tribunal de grande instância de Paris.

A decisão foi anunciada em plena mobilização dos taxistas franceses contra os “desvios” do setor de veículos de transporte com motorista (VTC), com muitas críticas do grupo à Uber.

O veredicto diz respeito à comunicação da empresa dirigida a seus motoristas. De acordo com a UNT, a Uber France mantinha uma “ambiguidade” a respeito da possibilidade de estacionar os veículos na via pública, à espera de clientes sem reserva, o que é uma prerrogativa dos táxis e é proibido aos VTC. (Correio do Povo)

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

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Após o registro de algumas ações violentas promovidas por taxistas nos últimos dias na Capital, o prefeito José Fortunati reiterou, na manhã deste sábado, em entrevista à Rádio Guaíba, que o Executivo está atuando para retirar aquilo que considera as “laranjas podres” do serviço. Fortunati frisou que grande parte da categoria é formada por bons profissionais, mas que alguns maus elementos acabam se sobressaindo pela prática de crimes e agressões e prejudicam a classe.

O prefeito ressaltou que o acesso da EPTC ao sistema de consultas integradas, utilizado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública, já está gerando resultados, a fim de retirar de circulação condutores com antecedentes criminais. A adoção de medidas, como a implementação de GPS em toda a frota, auxilia na investigação de crimes que possam ter relação com os motoristas profissionais.

Ontem, a Polícia Civil indiciou três taxistas por envolvimento no assassinato de um ambulante no último final de semana, no Morro Santa Teresa. Ao todo, cinco taxistas podem virar réus. (Eduardo Paganella/Rádio Guaíba – Foto: Cristine Rochol / PMPA)

EPTC vai cassar licença de taxistas com antecedentes criminais

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Entrevistei no Agora/Rádio Guaíba, desta terça-feira, o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. Ele afirma que, a partir de hoje, será cassada a licença de taxistas da Capital que cometeram crimes. Uma resolução com a lista de crimes passíveis de cassação foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial do Município. Até então, mesmo com registros criminais, os taxistas podiam atuar. Cappelari disse que o permissionário do táxi é responsável por quem coloca para trabalhar em seu veículo.

Em entrevista ao Programa Agora, na manhã de hoje, o presidente da EPTC informou que, em setembro do ano passado, foi assinado um termo de acesso ao sistema de consultas integradas para identificar motoristas profissionais acusados de algum tipo de crime. O órgão do município, por meio de um convênio com a Secretaria de Segurança, já garante acesso ao sistema de Consultas Integradas, que revela se a pessoa se envolveu em ocorrência criminal, foi citada em inquéritos policiais e processos judiciais, se já esteve presa e se é foragida, entre outras informações consideradas importantes pelos agentes de segurança pública. A ação foi realizada entre a Marechal Floriano e a Salgado Filho.

Cappellari garantiu que não serão autorizados a obter a carteira de identificação de taxista ou a renovar o documento os motoristas que tiverem identificação no sistema relacionada a casos de crimes contra a vida, envolvimento com tráfico de drogas, violência contra a mulher, crime sexual e contra o patrimônio público. De acordo com ele, mais de 200 condutores foram impedidos de se cadastrar ou foram excluídos da lista de taxistas desde setembro, por apresentarem algum tipo de restrição à função.

Nessa madrugada, dois veículos foram apreendidos pela Brigada Militar e pela EPTC em uma ação conjunta na área central de Porto Alegre. A ação foi realizada entre a Marechal Floriano e a Salgado Filho. Em um dos táxis apreendidos, o motorista estava sem o ‘carteirão’, carteira específica para trafegar como taxista na Capital. No outro carro, o GPS, que é um equipamento obrigatório, havia sido arrancado.

Os condutores dos dois táxis têm passagens policiais por tráfico de drogas. Conforme a EPTC, quem tiver antecedentes em casos de homicídio, latrocínio, Maria da Penha e tráfico de drogas, por exemplo, não poderá prestar o serviço.

Mudanças na lei dos táxis proíbem bermuda e exigem camisa azul, ar condicionado e quatro portas na Capital

Mudanças na lei dos táxis proíbem bermuda e exigem camisa azul, ar condicionado e quatro portas na Capital

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As alterações propostas na Lei Geral dos Táxis de Porto Alegre vão exigir que a frota seja de no máximo cinco anos, só de carros com ar condicionado, quatro portas e que tenham motor com capacidade superior a 1.0. O sindicato dos taxistas (Sintáxi) concorda com as mudanças, com exceção da regra que determina a cor azul da camisa. Em 2014, a categoria buscou a justiça para derrubar essa mesma obrigatoriedade. A proposta ainda veda o uso de bermudas e deixa com o cliente a decisão sobre que estação de rádio ouvir durante a corrida.

O projeto de lei da EPTC já foi encaminhado ao gabinete do prefeito para que seja apreciado pela Câmara de Vereadores em fevereiro. O presidente do Sintáxi disse que as regras são importantes para qualificar o serviço prestado à população. Luiz Nozari destacou que a idade média da frota de Porto Alegre é de três anos e que o foco principal deve ser a melhoria na qualificação dos prestadores de serviço.

Sobre o taxista ter de usar calça em tom azul ou preto e camisa em tom de azul, cláusula com a qual o sindicato discorda, Nozari disse ser muito improvável que a categoria recorra outra vez à justiça contra a medida. “Não concordamos apenas com essa birra do (diretor-presidente da EPTC, Vanderlei) Cappellari com relação à cor da camisa”, destacou. (Samuel Vettori/Rádio Guaíba)

EPTC garante que vai punir taxistas por qualquer ameaça a motoristas da Uber

EPTC garante que vai punir taxistas por qualquer ameaça a motoristas da Uber

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Mesmo tentando coibir a atuação da Uber em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) anunciou nesta sexta-feira que está monitorando e pretende punir atitudes que possam levar a agressões aos motoristas do serviço, inclusive através de redes sociais. Um taxista que usou o Facebook para ameaçar os concorrentes foi chamado, hoje, para prestar esclarecimentos. Logo após o espancamento de um trabalhador registrado ontem, Silvio Macias escreveu em sua página pessoal: “Primeiro Uber abatido. Vamo pega um por um. É guerra”.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, garantiu que, assim como os dois já presos preventivamente por envolvimento na agressão, outros funcionários de táxis poderão ter o carteirão suspenso. Já a cassação definitiva do documento que os permite trabalhar em táxis só vai ocorrer em caso de condenação da Justiça. “Nós vamos ficar muito vigilantes e quero alertar todos os taxistas que não vamos admitir nenhum tipo de agressão na nossa cidade. Muito menos por profissionais que têm cadastro aqui na EPTC. Vamos tomar medidas em relação a qualquer manifestação, mesmo que não chegue à agressão propriamente dita, mesmo o incentivo à agressão”, declarou.

Cappellari ainda pediu aos taxistas que confiem no trabalho realizado pelos órgãos públicos responsáveis para coibir o transporte considerado clandestino na Capital. Sete carros particulares que atendiam pela Uber já foram apreendidos. Por enquanto, no entanto, não há intenção de fazer chamadas pelo aplicativo para autuar os motoristas. (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Polícia investiga mais dois casos de agressão e ameaça a motoristas do Uber

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Projeto de lei para proibir o Uber deve ser votado hoje na Câmara Municipal. Foto: Samuel Maciel/CP

Depois que um motorista do sistema de transporte individual Uber foi agredido na zona Leste da Capital, nessa quinta-feira, chegaram mais duas ocorrências à Polícia Civil. A 1ª Delegacia vai investigar os casos. As ocorrências foram registradas no intervalo de uma semana.

No último dia 20 de novembro, um motorista do Uber estava com três passageiros quando passou a ser seguido por um táxi prefixo 3993 na Cidade Baixa. No momento do desembarque dos passageiros na rua Lima e Silva, ele foi abordado pelo taxista que o perseguia, acompanhado de outros, que passaram a ameaçá-lo e a danificar veículo. Os homens provocaram danos aos faróis e à lataria do automóvel.

O condutor tentou fugir, mas não conseguiu e foi agredido. Uma pessoa o ajudou e ele conseguiu embarcar no carro, sendo que dois taxistas ainda o perseguiram. Ao chegar ao Palácio da Polícia para registrar queixa, ambos fugiram.

No dia seguinte, um motorista do Uber foi acionado da Cidade Baixa para realizar uma corrida até o Barra Shopping. Após o embarque do passageiro na avenida João Pessoa, o condutor de um automóvel Fiat Uno azul, de placa não identificada, tentou bater em seu carro várias vezes. Da janela, o homem se dizia funcionário da EPTC. O motorista do Uber informou à Polícia desconfiar de uma ação premeditada, porque o Uno já estava estacionado no local de forma regular.

Justiça decide manter presos, até depoimento, taxistas que agrediram motorista da Uber. Ao menos mais oito envolvidos na agressão são procurados (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Justiça decide manter presos, até depoimento, taxistas que agrediram motorista da Uber. Ao menos mais oito envolvidos na agressão são procurados (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

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Os dois taxistas já presos por suspeita de envolvimento na agressão a um motorista da Uber, ontem, em Porto Alegre, tiveram prisão preventiva mantida por decisão da Justiça, no início da tarde desta sexta-feira, até a realização da primeira audiência. O juiz Luciano André Losekann deve ouvir a versão dos dois até o final da tarde e, então, decidir se eles continuarão presos ou terão liberdade provisória. Eles foram presos em flagrante, ontem, e passaram a noite no Presídio Central.

Os agressores devem responder por tentativa de homicídio e dano qualificado ao veículo Ford Fiesta que presta serviço à Uber. A Polícia Civil tenta identificar ao menos mais oito suspeitos de participar do ataque. O delegado Rodrigo Garcia relata estar recebendo mais imagens e relatos desde ontem.  O motorista Bráulio Escobar, de 41 anos, foi atacado dentro do estacionamento do hipermercado Carrefour, na zona leste da Capital, no final da tarde de ontem. Ele sofreu traumatismo craniano leve e teve alguns ossos trincados durante o espancamento.

Em entrevista à Rádio Guaíba nessa manhã, Escobar relatou ter sido vítima de uma emboscada. Ele foi acionado para uma corrida com dois passageiros que desviavam de assunto e mudavam de ideia sobre o destino, durante trajeto que durou quase uma hora. Ao chegar ao hipermercado, os dois homens o prenderam dentro do carro enquanto outras oito pessoas se aproximaram para também agredi-lo, segundo o depoimento. O motorista também ressaltou ter sido salvo por três mulheres que interviram contra os agressores, pouco antes da chegada de policiais militares acionados pelo setor de segurança do Carrefour.

A Polícia Civil pede colaboração da população para identificar os demais envolvidos no ataque. Quem tiver vídeos, fotos ou relatos pode entrar em contato com a 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre pelos telefones 3315-3799, 3315-8117 ou pelo celular da investigação, 8404-2342.

Para serem contratados como parceiros da Uber, os motoristas não podem ter qualquer condenação criminal ou mesmo ser alvos de investigações em andamento. Já para a formação e emissão de carteira de taxista em Porto Alegre, apenas condenações da Justiça são verificadas. Os dois suspeitos presos pelo ataque tinham antecedentes por crimes como ameaça e lesão corporal e não chegaram a ser condenados, conforme a polícia.

Uma conversa com o motorista do Uber que caiu em um emboscada feita por marginais travestidos de taxistas

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Conversei hoje no Programa Agora/Rádio Guaíba, com Bráulio Escobar, o motorista do serviço UBER que foi covardemente agredido na tarde/noite passada em Porto Alegre. O sujeito caiu em uma emboscada armada por marginais travestidos de motoristas de táxi. Acompanhe o relato dele e também confira a forma como ele se expressa e o modo como responde inclusive questões sobre a ilegalidade do aplicativo UBER defendida pela Prefeitura de Porto Alegre.

Mais de vinte e sete mil já aderiram a ‘boicote’ a táxis na próxima terça, na Capital

Mais de vinte e sete mil já aderiram a ‘boicote’ a táxis na próxima terça, na Capital

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Poucas horas após a segunda ocorrência de agressão de taxistas a motoristas do aplicativo Uber em Porto Alegre, mais de 15 mil usuários da rede social Facebook já haviam aderido, no início da madrugada desta sexta, a um evento que propõe um “boicote” ao serviço de táxis na cidade, na próxima terça-feira. Centenas de postagens repercutiam o ocorrido no link do evento, que sugere que, durante 24 horas do dia 1º, os portoalegrenses evitem usar o serviço. “NÃO PEGUE TÁXI. Vamos fazer os bons taxistas pressionarem os violentos e baderneiros para NUNCA MAIS FAZEREM ISSO“, defende um dos organizadores, na descrição do evento.

Outras 15 mil pessoas já confirmaram, virtualmente, presença em um ato agendado para domingo, das 12h às 17h, no Parque da Redenção. Batizado de “Eu digo SIM ao UBER”, o manifesto prega a necessidade de que, em vez de sancionar o projeto que proíbe o aplicativo em Porto Alegre, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, regulamente a prestação do serviço.

Nos dois eventos, centenas de pessoas discutem os prós e os contras do uso de táxis e de veículos do Uber em Porto Alegre. A maioria, porém, defende o aplicativo e reclama do projeto aprovado, ontem, que pode transformar a proibição da carona paga uma lei municipal.

Já o vídeo com cenas do entorno do local da agressão, no hipermercado Carrefour, postado por um usuário do Facebook, tinha quase 34 mil visualizações até as 2h desta sexta.

Confira:

Eu Digo SIM ao UBER

BOICOTE AO TÁXI EM PORTO ALEGRE CONTRA A VIOLÊNCIA

Fonte:Rádio Guaíba