Porto Alegre, terça, 24 de maio de 2022
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Vitória da China contra o coronavírus é posta em dúvida

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Crescimento econômico chinês é prioridade absoluta após fim da pandemia. Liderança em Pequim quer espalhar confiança, mas especialistas temem que perigos existentes possam estar sendo ignorados. Na fábrica da Honda em Wuhan, funcionários respeitam distância mínima durante a pausa @AFP

Em 4 de abril, a China celebra o tradicional Festival Qingming, em memória dos mortos. Os familiares varrem as sepulturas de seus entes queridos, trazem flores e queimam simbolicamente dinheiro de papel, para que os ancestrais permaneçam “capitalizados”, mesmo na vida após a morte.

Em 2020, porém, o festival – assim como outras festividades chinesas – está sendo ofuscado pela pandemia de coronavírus, pois em parte ainda vigoram quarentenas e proibições de reunião.

Por outro lado, a situação na China está mais relaxada. O número de novas infecções pelo Sars-Cov-2 continua a diminuir. Na província central de Hubei, onde os primeiros casos de covid-19 foram confirmados no fim de dezembro, o isolamento está sendo gradualmente suspenso.

Políticos de alto escalão aparecem publicamente sem máscara em todo o país: às vezes em conversa com investidores, às vezes em reunião partidária ou em sessão fotográfica numa lanchonete. A mensagem é: a normalidade voltou, já está mais do que na hora de retomar o crescimento.

A questão crucial é se isso realmente acontecerá. Na última semana de março, o maior banco de investimentos do país, o China International Capital Corporation, cortou em mais da metade sua previsão de crescimento para 2020, de 6,1% para 2,6%. No entanto especialistas e autoridades chinesas concordam que um crescimento de 6% é o patamar mínimo para a paz social e a segurança de emprego.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores em Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu maior cooperação econômica em conversa telefônica com a chanceler federal alemã, Angela Merkel. As cadeias de suprimentos devem ser rapidamente revitalizadas, e um “novo potencial de cooperação” entre os dois países, em outros setores, deve ser identificado.

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