Porto Alegre, quinta, 23 de setembro de 2021
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11 de Setembro: '20 anos depois, é provável que EUA e Talebã se aliem no combate ao terror', diz ex-analista do FBI; BBC

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Soldados americanos em Herati, no Afeganistão, em 2009; especialista em contra-terrorismo dos EUA afirma que aliança com Talebã se tornou necessária em nome da segurança doméstica do Ocidente. CRÉDITO,GETTY IMAGES

 

 

Vinte anos atrás, quando duas aeronaves atingiram os prédios do World Trade Center, em Nova York, os Estados Unidos juraram “caçar” os responsáveis pela morte de quase 3.000 cidadãos em seu próprio território. Naquele momento, os alvos eram o grupo extremista Al Qaeda, comandado por Osama Bin Laden, que operara os aviões usados no episódio e o governo do Talebã, no Afeganistão, que dera guarida para os combatentes da Al Qaeda. Era o início da guerra mais longa da história americana.

Em 2021, depois da retirada caótica das tropas americanas do país e da ascensão meteórica do mesmo Talebã de volta ao poder no país do sul asiático, a história parece prestes a produzir mais uma reviravolta: EUA e Talebã se tornariam aliados no combate a grupos extremistas como a Al Qaeda e o Estado Islâmico.

Um cenário inimaginável há 20 anos, quando o Exército americano lançava sua mais pesada artilharia para abater o governo Talebã. Para o especialista em contra-terrorismo dos EUA Javed Ali, esse é um desfecho “muito provável”. Atualmente professor na Faculdade de Políticas Públicas da Universidade de Michigan, Ali tem mais de 20 anos de experiência como analista de segurança para o governo dos EUA. Nesse período, ele trabalhou na Agência de Inteligência de Defesa, no Departamento de Segurança Doméstica e no FBI. Passou ainda pelo Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, durante a Presidência de Donald Trump.

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