Porto Alegre, quarta, 20 de outubro de 2021
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Debate sobre continuidade de Kristalina Georgieva à frente do FMI ofusca reunião com Banco Mundial; El País

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Kristalina Georgieva, em outubro de 2019 durante a reunião de outono do FMI e do Banco Mundial em Washington.OLIVIER DOULIERY (AFP)

 

 

O futuro da búlgara Kristalina Georgieva como diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) cai como uma bomba sobre a reunião de outono (do hemisfério norte) da instituição. O encontro é considerado o mais importante do ano, marcado nessa data por uma recuperação econômica que segue em xeque pela inflação, o desabastecimento e as dúvidas causadas pela variante delta do coronavírus sobre economias como a norte-americana. Some a isso acesso desigual às vacinas. Possíveis irregularidades supostamente instigadas por Georgieva para favorecer a China quando trabalhava no Banco Mundial abriram uma brecha entre dois blocos, agora aparentemente irreconciliáveis: os que pedem sua renúncia, com os EUA à frente, e os europeus, partidários de que continue. Após duas semanas de exaustiva investigação, a instituição acredita que pode acabar com a crise “o quanto antes” com a publicação de um relatório sobre a conduta da economista búlgara, de acordo com um comunicado publicado no domingo.

A divisão entre as duas margens do Atlântico se aprofunda, apesar da criação de fóruns de cooperação como o estabelecido há duas semanas em Pittsburgh, destinado, também, a superar o desentendimento provocado pela aliança de segurança entre os EUA, Reino Unido e Austrália contra a ambição hegemônica de Pequim (e contra os interesses da França e, por extensão, da UE). A China, novamente e pela enésima vez, aparece como o convidado mudo em uma nova discussão global. Os EUA e o Japão por um lado —os maiores acionistas do Fundo—, e a França, Alemanha, Itália e o Reino Unido, alinhados com a Rússia e a China, se enfrentam, segundo o jornal Financial Times, desde o conhecimento no mês passado de uma manipulação de dados para melhorar os resultados do gigante asiático no relatório Doing Business de 2018 e 2020.

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