Porto Alegre, terça, 30 de novembro de 2021
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Isolamento Music Lab lança EP com os quatro vencedores do festival. Sexta, dia 26 de novembro, nas plataformas digitais

Detalhes Notícia

 

É no ritmo da batida perfeita que os vencedores do Festival Isolamento Music Lab: Jalile, Jordana Henriques, Palla e Yellow Boulevard lançam o seu primeiro EP pela Loop Discos. A música criada por cada um dos participantes foi produzida pelos músicos e produtores Bibiana Petek e Nando Endres, com as boas interferências de Tico Santta Cruz e de Edu Santos. Ao longo dos últimos dias, a equipe do festival dedicou forte atenção a cada detalhe para colocar de pé o EP do Isolamento Music Lab Vol.1. Se somar a dedicação de todos os envolvidos no projeto, são mais de 1.000 horas só pensando em música e em como mostrar tudo isso ao público e aos seguidores.

O resultado dessas mais de mil horas musicais tem data marcada para ser apreciado: é sexta, dia 26 de novembro, nas plataformas digitais.  EP Isolamento Music Lab Vol.1, produzido pela Loop Discos, tem distribuição nas plataformas de música on-line: Itunes, Apple Music, Amazon, Pandora, Spotify, YouTube, Deezer, Raphsody e Shazan. O videoclipe das quatro músicas, criado pela Camino Filmes, será lançado no Instagram e no YouTube da Loop Discos, Dado Bier e dos próprios artistas. O ensaio fotográfico dos vencedores leva a assinatura de Raul Krebs.

Ao analisar toda a edição do ISLMNT Music Lab, o curador Edu Santos entende que com a quantidade de inscritos no festival (mais de 100) e a seleção dos quatro finalistas para viverem todo o processo de produção, o resultado final foi incrível, pois o público em geral terá a chance de conhecer novos artistas de diferentes estilos e regiões do Rio Grande do Sul. Além disso, os 20 selecionados para as mentorias acabaram criando uma relação e os envolvidos no ISLMNT Music Lab torcem para que todos evoluam em suas carreiras também. “Ter um limite de produção neste tipo de projeto faz parte. Por isso, é importante que cada vez mais, mais empresas sigam o exemplo da Dado Bier e apoiem a cultura local e independente. Apostar em talentos desconhecidos não é para qualquer marca. Espero que todos se inspirem neles para fazer este tipo de projeto e apoiem a cultura local”, comenta Edu Santos.

Para a produtora do festival, Aline Stoffel, o ISLMNT Music Lab tem também a função de construir e fortalecer a cena musical. “Se vive num Estado onde não há tantos espaços para a música se estruturar. Isso porque estamos acostumados a só conhecer nossos artistas quando eles já estão longe daqui. Um festival como esse e com o apoio de marcas locais nos mostra o quanto é possível ouvir gente boa aqui mesmo, sem que os artistas tenham que sair do sul do país e levar junto toda a cadeia musical para conseguir ser ouvido.”

No ano de 2022, Edua Santos idealiza a possibilidade de o Isolamento voltar com tudo! Sonha em fazer uma compilação dos três projetos com todos os artistas que se envolveram, só que em formato presencial.

Na semana que Jalile, Jordana Henriques, Palla e Yellow Boulevard estavam em meio às gravações, à produção de fotos e tantas outras atividades que envolvem a elaboração de um EP, a equipe do Festival ainda achou tempo para eles baterem um papo e contar como foi viver toda esta experiência. “A importância da formação de uma rede entre os artistas é o aprendizado que levo do ISLMNT Music Lab”, declara Jalile. Para Jordana Henriques, “é a valorização do artista, ou melhor, estar num espaço em que o artista aprende a valorizar a sua atividade estruturada, dar o seu melhor e não desistir”. Ao pensar também sobre os aprendizados proporcionados pelo festival, a Yellow Boulevard sinaliza que a maior experiência vivida pela banda foram as trocas, as conversas durante as mentorias e os bate-papos com os finalistas. “Fica muito claro num festival como este que a música e o trabalho desenvolvido por cada um de nós têm que ser levado a sério por todos e ser muito organizado”.

Já para a galera da Palla, alguns dos integrantes foram genuínos em revelar que não tinham a dimensão do negócio, o que reflete os diferentes perfis dos integrantes da banda: uns mais envolvidos com o tocar; outros, investindo mais tempo em conhecer a cena musical. “O mais legal foram as dicas de organização da banda e a ideia do Edu Santos de traçar um objetivo para a banda cumprir”, relembra Pedro. “Ver o Tico Santta Cruz dar o exemplo de que com a banda faz e se envolve com tudo até hoje depois de anos de estrada faz a gente sentir a importância do que é e sempre ter que fazer pela música”, aponta Samuel. João diz que o aprendizado para ele ficou no âmbito de conectar as mentorias à própria experiência de vida, como por exemplo, as dicas da Danielli Corrêa sobre direito autoral. “A gente foi conhecendo o trabalho dos mentores e se dando conta que eles já faziam parte da nossa vida em vários momentos. Minha formação é na área do Direito e ouvindo a Danielli pude elucidar coisas que eu só tinha na teoria”.

As trocas durante o ISLMNT Music Lab foram o ponto alto do projeto, sendo que para todos a oportunidade conhecer artistas novos, buscar novas referências para ouvir quem faz a cena e está aqui do lado, a troca de estilos musicais, as ideologias de cada motivaram cada dia a estarem juntos. Enfim, para os quatro vencedores a diversidade de estilos musicais proporcionou aprender mais sobre o trabalho do outro e a olhar para a própria carreira e repensar tudo. Em meio ao bate-papo, uma segunda percepção dos artistas foi sentir a energia de ver todos finalistas animados, pois mesmo depois da seleção o grupo continua “firme e forte”’ na troca de mensagens, sabendo que aproveitar os espaços, entender a importância de desenvolver música em parceria com as bandas e artistas é importante.

“O Music Lab foi muito mais um momento de aproximação e união do que de competição, que gerou um processo de entendimento em cada um de nós enquanto artista. O que eu quero com a minha música? O que eu quero ser enquanto artista? Foram perguntas que passaram a ficar mais nítidas ao longo deste caminho do festival”, relembra Jordana Henriques. O clima durante as gravações de cada single para o EP foi de trabalho intenso, mas com certa desconcentração. “A gente trabalhou com pessoas que já admirávamos antes pelo trabalho. Estar no meio da galera que está no rolê profissional faz tempo é riquíssimo para quem está chegando”, comenta Chico Arias, da Yellow Boulevard.

Isso é só o começo da história do Festival Isolamento Music Lab. Ainda tem muito mais para contar dos quatro vencedores. Apresentamos, a partir de agora quem é quem, o que pensam sobre música e como foi a produção do EP pela perspectiva de cada um deles.

Foto: Raul Krebs

 Jalile I Música: Demorei pra assumir

Insta: @jalilepetzold I FB: @jalilecomposi I TikTok: @jalilepetzold

SoundCloud: Jalile I YouTube : JalilePetzold I https://linklist.bio/jalilepetzold

Quem é a Jalile na música e para além da música?

Nascida no norte mineiro, vive há 12 anos em Porto Alegre. A “minerucha” (como ela se descreve através de uma bela risada) tem 25 anos. Reside em Viamão e revela que gosta bastante de Porto Alegre porque tem um céu bonito e é uma capital compacta. É compositora, cantora, multi-instrumentista, arranjadora e produtora musical.

Com intuito de expressar sua forma de ver e estar no mundo, suas produções são poesias sobre vivências, afetos e o cotidiano e tem influências rítmicas das novas brasilidades da música indie e do pop. Jalile é bacharelanda em Música Popular – Faculdade de Música do IA – Instituto de Artes da UFRGS e tem formação pelo Curso Técnico em Instrumento Musical no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – IFRS Campus POA.  É pesquisadora do grupo de pesquisa Sônicas da UFRGS e tem interesse pela reflexão e desenvolvimento do conhecimento sobre os estudos de gênero, corpo e música como agenciadores de significado na criação sonora, performance e musicologia. Trabalha com experimentações audiovisuais, utilizando técnicas de colagem e sampleagem, misturando elementos sintéticos e orgânicos. Atua também na produção de beats, poesias sonoras e música instrumental. Percebe na arte uma forma de performar suas histórias com marcadores que a constroem e a atravessam.

 

“Música é basicamente o que eu faço o tempo todo. Curto bastante me comunicar com as pessoas, trocar ideias e conversar. Interagir é um hobby, mas gosto de ficar bastante assim: ‘eu e eu’, de ficar sozinha olhando as minhas próprias paredes, pensando besteirolas e criando coisas na cabeça” por Jalile. 

Sobre a própria música e produção do single

Enquanto artista, ela gosta de apreciar todos os tipos de música: tem um pouco de pop, axé, baião, pagode, sertanejo, indie. Sempre pensou em como colocar a pluralidade para fora no trabalho musical. No início da carreira fala da tristeza de uma forma mais literal, depois transitou mais pelas metáforas e referências das novas brasilidades, que misturam o pop com ritmos norte-nordestinos e  afrobeat. Já no Isolamento Music Lab trouxe a Jalile da dor de cotovelo que chora por mulher.

 “Na gravação eu dei mais atenção para minha voz. Eu não quis gravar uma guitarra minha porque estava bem aberta e animada em trabalhar junto com o Nando Endres, com a Bibiana Petek e o Edu Santos. Deixei para eles os elementos na composição tanto das linhas da guitarra ou do beat. Senti que quis dar espaço de criação para os produtores falando mais em formas de técnicas e de estética, no sentido literal, do que no sentido sonoro. E é legal também poder ter no trabalho da gente, quem fez a guitarra nesta música foi a Bibiana Petek, não é mais um som só da minha cabeça”, por Jalile.

 Ao pensar nos seguidores e público das suas músicas, Jalile revela que pensou bastante em escrever algo que todos cantarolassem juntos, que fosse uma música meio chiclete. E quanto ao estilo visual, a Jalile contou com o figurino costurado e modelado pela tia: “É um lookzão monocromático meio vermelho, bordô puxando para o rosa talvez (risos) e um look azul claro. Isso faz parte da minha paleta de cores que eu achei na internet (risos) bem minimalista, sem muitos elementos bem “introspec” igual ao single”.

 Por fim, alerta que está muito curiosa para saber como vai ficar a música, mas que também já tem uma leve ideia. “Então: tipo assim… genteeee! Vocês não perdem por esperar, já estou fazendo o pré-lançamento uma pré-divulgação entre os meus conhecidos da chegada do EP, em breve! “, comenta a Jalile.  

Próximos passos… 

Na agenda recente lançou o single “Tava na ponta da língua”, em outubro de 2021, pela coletânea “Mapa Astral Vol. 4: Ar”, da Tal&Tal Records. Já, o EP “irá-som: experimentações sonoras em miniaturas” estará nas plataformas de streaming em 2022.

  

Foto: Raul Krebs

Jordana Henriques I Música: Corona Vírus

Insta: @jordana.henriquess I FB: @jordanahenriquesoficial

SoundCloud: I YouTube :  I https://linktr.ee/JordanaHenriques

Quem é a Jordana Henriques na música e para além da música?

Natural de Caçapava do Sul, começou a tocar aos oito anos de idade. Participou de festivais colecionando uns 47 troféus, como ela mesma diz: “a maioria de primeiro e segundo lugar e estão todos bem guardados na casa da minha mãe em Caçapava”. Um período longo dedicado aos principais festivais da região e proximidades como o Enart ou o Festival da Canção Nativista de Caçapava do Sul. Depois da fase das tradições, em que se vestia de prenda, Jordana mudou o estilo mas revela que quando canta e toca em bares e o público pede as músicas da tradição gaúcha, não hesita em cantar.

A diversidade vem da formação em violão básico, em Caçapava do Sul aos 13 anos, quando a professora de violão incentivou Jordana a aprender bastante sobre música gaúcha e a abrir os olhos da adolescente para a MPB, bossa nova, o samba e dali em diante começou o gosto “por tirar as músicas”. Isso ajudou em vários sentidos como parte da musicalidade da artista, do tocar de ouvido e da versatilidade das notas no violão. “Logo, o caminho natural foi a MPB, música brasileira e o blues e rápido comecei a procurar outros gêneros, soul music americano, blues, black music, rock”.

Antes de chegar à capital gaúcha, em 2019, Jordana morou por seis anos em Santa Maria, onde cursou faculdade de Licenciatura em Teatro. “Aprendi muito, mas não era o que eu gostava, segui com a música, formei minha primeira banda autoral que a galera de Santa Maria e região conhece até hoje a @pegadatorta (Banda Política).”

Em Porto Alegre, saiu espalhando o primeiro disco, Aquário (2018), pelo circuito dos bares e aos poucos começou a criar vínculos com as pessoas da música. Tocou com artistas como @bel_medula @astubas @grupotresmarias @dona.conceicao @dessaferreiraoficial @marifmartinez @naomexecomigoque entre outros.

Vive da música há 18 anos, canta e toca violão, baixo, guitarra e se precisar até encara uma percussão. “Sou persistente com meu som”, revela por Jordana.

Sobre a própria música e produção do single

Jordana entende que a música Corona Vírus vem de um lado mais humanizado de querer ir para rua, fala sobre os dias se arrastando dentro de casa, da saúde mental, que todos nós fomos impactados de alguma forma ou de outra. “Ela abrange temas que o público se identifica”, revela a cantora. Quanto aos dias de gravação no estúdio da Loop, Jordana optou por trazer o baterista João Bauken, com quem já toca desde 2020. “ A ideia de trazer o João foi também porque queria ter uma bateria mais orgânica”, relembra. Jordana colocou a voz e a Bibiana Petek e o Nando Reis ficaram com a missão de tocar os demais instrumentos.

“Estou muito feliz por ter gravado este single, é o meu primeiro individual e está sendo uma grande oportunidade para mim. Uma música composta na pandemia, gravada na pandemia, penso que ela será incrível porque diz respeito a todos nós ! Estou muito grata só quero agradecer. Eu realmente não esperava ganhar esta oportunidade, muito clichê dizer isso, né? (risos da Jordana), mas realmente não estava com expectativa, estava criando pôneis. Não crie expectativa, crie pôneis! O projeto me presenteou com esta benção de conhecer novos seres humanos”, exalta Jordana. 

Quanto ao estilo visual, Jordana adora usar camisas coloridas, fechadas até em cima no pescoço com gravatas borboleta e é fã das cores.

Próximos passos… 

Gravar um show autoral com as próprias músicas para lançar no canal do YouTube, em dezembro de 2021, e dar mais foco na carreira autoral que envolve dedicação com a própria banda. A ideia é focar mais nas músicas e composições próprias e gravar para o público escutar em casa a Jordana Henriques num show bem autoral.

Foto: Raul Krebs

Palla I Música: Cena de Filme

Insta: @pallaoficial I FB: @pallaoficial I Twitter: @pallaoficial

YouTube: Palla Oficial I https://linktr.ee/PallaOficial

 

Quem é a Palla na música e para além da música?

A Palla é a união de amigos que queriam fazer um som, lá em 2014. Era o João e mais três caras, que com o passar do tempo foram mudando. A banda nasceu para ser uma também uma troca entre os integrantes e público com uma energia independente do som, algo que também fosse possível estabelecer uma conexão. A música para a banda é este elo entre ela e o público. No início como o próprio João, vocalista, define era uma banda de moleques que só queria fazer cover de rock gaúcho para se divertir.

“Quando a gente começou não vinha ideia de nome, isso foi lá na virada de 2013 para 2014, em Capão da Canoa, onde residimos. Do nada passa uma senhora usando um pala num sol de 40 graus. Foi esta a deixa para a gente que toca rock gaúcho: compor o nome da banda. Palla acabou ganhando dois “l” pelo simples fato de não ter o nome disponível nas redes sociais. Um nome que surgiu das risadas de moleques e que virou o nome da banda”, relembra João.

A Palla é formada pelo João, 24 anos, voz e guitarra; Pedro, 22, baterista e Samuel, 21, baixista. Hoje, o trio entende que a banda é uma ideia que reúne os amigos que trabalham também na banda como produtores, financeiro, como fotógrafos, enfim, a banda conseguiu unir as especialidades dos amigos em torno da música, e faz crescer uma rede de amigos e parceiros. Uma caminhada que quanto menos se esperava mais a Palla conseguiu reunir ao redor dela.

“A música é pouca comparada às outras demandas do dia a dia. Claro, que se não tivéssemos o som, a música, logo, não teríamos a Palla”.

 

Sobre a própria música e produção do single

Ao entrarem no estúdio para gravar a música Cena de Filme, a Palla teve uma surpresa já na largada. A música selecionada para virar o single e estar no EP, confirmou-se como sendo a segunda versão, a que eles haviam feito após o período de mentorias. “Nós levávamos fé na música, mas não que seríamos os vencedores dentre tantos artistas incríveis. A nova versão era um folk, mais calma e só voz e violão.”

Foi só quando começamos o processo de produção da música com as interferências da Palla e da “madrinha Bibi e do Tio Nando” (como os integrantes carinhosamente os apelidaram) que a música começou a ganhar nova forma: “ali naquele momento, gravamos a ideia de estrutura para o som, a gente encontrou umas ideias boas, outras nem tanto e fomos conversando e criando a música para ter um refrão mais pop. Foi uma construção mesmo. Depois de ter a estrutura, cada um foi complementando com o seu instrumento até ter o todo. Um trabalho e tanto que conseguimos feito por todos”, conta João.

As sugestões foram todas ouvidas e confrontadas no melhor dos sentidos para que a música ganhasse corpo e ficasse com a cara da Palla, pois a banda tem um som que remete à praia, mas não é reggae. Uma experiência que exigiu pensar sobre a música que a Palla faz e estar cada vez mais conectada ao som que cria. “Foi um momento de aproveitar espaços e oportunidades. Abriu um leque de ideias. É só tentar e fazer”.

Próximos passos… 

Ir para o litoral de Santa Catarina e apresentar a Palla por lá ainda neste verão estava nos planos da Palla, mas a galera resolveu adiar a “turnê” pelo litoral catarinense para colocar foco no lançamento do single a ser lançado pelo Isolamento Music Lab e trabalhar forte em outras três músicas que estão em etapa de mixagem e masterização.

 

Foto: Raul Krebs

Yellow Boulevard I Música: Young Boy

Insta: @yellowblvd I https://linktr.ee/yellowblvd

SoundCloud: YelloBoulevard   I YouTube: YellowBoulevard

Quem é a Yellow na música e para além da música?

Yellow Boulevard é a união de cinco artistas que buscam expressar a liberdade pessoal através da arte musical. Se definem como músicos perfeccionistas, consequência da formação praticamente todos são graduados em produção fonográfica pela Unisinos e se conheceram na universidade, entre 2016 e 2017, sabem o quanto é importante dar espaço para os “acidentes” que acontecem no estúdio e no ao vivo, e incorporá-los ao próprio trabalho. Como artistas gostam de misturar vários estilos e fazer experimentos que, ao final, nos ajudam a criar o que é o rock da Yellow Boulevard.

A banda é formada por Matheus Caster, guitarrista e violeiro; Pedro Nascente, vocalista e guitarrista; Felipe Saul, guitarrista e tecladista; Denner Gomes, baterista; e Chico Arias, baixista. Como eles falam “todos aqui temos 24 anos, exceto o Denner, que chegou por último, em 2020, e tem 20 anos”.

A Yellow sempre dá vida para as músicas em conjunto no momento em que tocam e testam as ideias. Desde o início é assim: “o Pedro tinha uma sequência de músicas, mandou para a gente, começamos a ouvir e a ensaiar, até gravarmos nosso primeiro EP alguns meses depois. Tudo a base de muita experimentação e envolvimento com todos da banda. “No nosso processo de trabalho, a gente está se metendo em tudo o tempo todo! Porque a vibe do rolê é esta com o tempero de cada um” (Chico Arias).

A YB como missão de banda quer passar a mensagem de que dias melhores virão, ouvindo a Yellow claro, alertam Chico e Matheus. “A gente acredita que o mundo que a gente vive hoje é imediatista demais e só olha para tela. Não desfruta o que está ao redor. Queremos que as pessoas se sintam mais real, e a Yellow é um dos meios para que se possa fazer isso. Sabe? Parar um pouco e andar naquele carro antigo de alguém da família, pegar a estrada e sentir as coisas mais verdadeiras”.  Os integrantes afirmam que encaram a banda como um projeto de vida, como uma empresa onde todos trabalham e se dedicam. Há a parte mais romântica/artística, mas também há o trampo que deve ser bem feito. São cinco partes e cinco opiniões. E por que Yellow Boulevard? Os integrantes da banda revelam que sempre gostaram da ideia de ter um nome de rua mesmo. E Yellow é também uma cor feliz, que está nos elementos de uma estrada, e eles gostam das simbologias e das associações do nome como nome de rua, em inglês por exemplo, e o que passa no imaginário das pessoas. E para finalizar: “não é porque cantamos em outro idioma que não gostamos da música Brasil”. 

Sobre a própria música e produção do single

Nos dias em que a Yellow se jogou no estúdio para gravar, a troca e o envolvimento com os produtores, Bibiana Petek e Nando Endres, foi o momento mais comentado entre eles. A rotina de trabalho foi extensa, porque eles são cinco e cada um teve que gravar a sua parte. Logo, a dica da Bibi de conversar bastante antes e depois, já sair realizando o trabalho foi bem válida. “A Bibiana tem este tino do vamos, então? Vamos fazer isso e tal. Ela é agilizada e tem dinamismo no trabalho”. Por terem um conhecimento mais técnico na parte de produção musical, a Yellow revela que se sentiu em casa e teve total liberdade para realizar o trabalho. “Não teve nenhum tipo de hierarquia no sentido de travamentos de ideias, foi um processo bem coletivo, uma troca bem legal e de conseguirmos desenvolver algumas técnicas que não poderíamos fazer sozinhos. Rolou uma união, um senso mais de bem feito e não de qualquer jeito”, comentam Chico Arias e Matheus Caster.

Na vibe do rolê, a Yellow destacou que o mais interessante era que: enquanto eles gravavam com a Bibiana, viam o Nando tocando a música da Palla e mixando. “Era engraçado ver o Nando de fone com um teclado destruindo cheio de empolgação. Foi ótimo para a gente se dar conta de como funciona o trampo de verdade no dia a dia de um estúdio”.

 O som da Yellow é para ser popular e por isso a mudança constante nas sonoridades, agregando elementos novos como a viola caipira, que todos na banda gostam e que desejam explorar nas próximas músicas. “A nossa geração encara muito esta diversidade e não tem mais muita receita para fazer um tipo de som, a gente gosta de realmente experimentar e colocar uma coisa com outra coisa, que não tem nada a ver. Gostamos de brincar com isso e quando vemos sai uma psicodelia que acaba puxando um sertanejão, moda de viola raiz.”

Próximos passos… 

No último ano, produziram alguns singles. A ideia é voltar para o estúdio e desenvolver um álbum para 2022, sempre buscando uma nova sonoridade para mostrar ao público. Só que como o projeto Isolamento Music Lab cruzou o caminho da Yellow, a ideia é aproveitar este momento antes de tudo.

Festival ISLMNT Music Lab

Desde o dia primeiro de setembro deste ano, o Festival Isolamento Music Lab está em cena no circuito musical. Com mais de 100 inscrições recebidas20 finalistas classificados para participar das mentorias durante uma semana, os jurados com a curadoria especial do Edu Santos, Loop Discos, tiveram a instigante tarefa de selecionar 04 artistas/bandas gaúchas vencedoras, que a partir de agora têm suas carreiras impulsionadas pelo lançamento do EP mais todo trabalho de mentoria desenvolvido ao longo do mês de outubro.

 

Lançamento do EP Festival Isolamento Music Lab Vol.1.

Quando: sexta, dia 26 de novembro de 2021

Onde: em todas as plataformas digitais I Saiba mais em @isolamentofestival e @dado_bier  https://lkt.bio/isolamentofestival

Acesse o link e faça o download das fotos e músicas: https://we.tl/t-jd4pDDJ711

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EP Festival Isolamento Music Lab Vol.1.

Ficha técnica

Música I Artista

Demorei pra assumir I Jalile

Corona Vírus I Jordana Henriques

Cena de Filme I Palla

Young Boy I Yellow Boulevard  

Produção: Nando Endres e Bibiana Petek

Produção executiva: Edu Santos e Aline Stoffel

Selo: Loop Discos

Curadoria I Eduardo Santos

Produção Executiva I Aline Stoffel

Realização I Loop Discos e Camino Filmes

Patrocínio I Cervejaria Dado Bier

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O projeto Isolamento Music Lab teve seu mérito cultural examinado e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura. Financiamento: Pró-Cultura RS Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Patrocínio: Dado Bier #proculturars #culturaessencial @sedac_rs @cec.rs