Porto Alegre, segunda, 17 de janeiro de 2022
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Portugal, o país mais vacinado da UE, impõe uma semana de quarentena após as festas de final de ano; El País

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O Governo recupera uso das máscaras, certificados de vacinação e testes obrigatórios em espaços fechados e vai sancionar as companhias aéreas que desembarcarem passageiros sem testes de covid-19 a partir de 1 de dezembro. PEDRO NUNES (REUTERS)

 

 

Portugal também volta atrás na liberação das restrições apesar de ser o país da União Europeia com a maior população completamente vacinada (87%). A partir de 1º de dezembro, o país entrará novamente no “estado de calamidade” (o maior nível de resposta permitido por lei em situações catastróficas), o que aumenta as restrições de acessibilidade a locais fechados, para tentar conter o aumento constante de infecções por covid-19 (na média, a incidência é de 263 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias). No entanto, a parte mais marcante do pacote de medidas apresentado esta quinta-feira à tarde pelo primeiro-ministro, o socialista António Costa, é o confinamento que vai ser decretado na primeira semana de janeiro de 2022, que visa evitar “que se aproxime do trágico janeiro 2021″. Para essa semana o Governo decretou o teletrabalho obrigatório em todas as empresas, o fechamento dos estabelecimentos hoteleiros e a suspensão da volta às aulas. Em Portugal o regresso das atividades escolares estava agendado para segunda-feira, 3 de janeiro. Agora foi adiado para segunda-feira, dia 10.

Os estabelecimentos serão indenizados pelo confinamento forçado, segundo Costa. A “semana de contenção”, como a chamou o primeiro-ministro, tentará impedir a circulação do coronavírus após um período de intensa vida social e familiar como as férias de Natal e de Ano Novo. O Governo optou por proteger a atividade económica num país altamente dependente do turismo e não impedir viagens ou celebrações, embora Costa tenha apelado à responsabilidade pessoal e incentivado os portugueses a fazerem testes antes das suas reuniões familiares. “Os portugueses sabem que o seu próprio comportamento controla a evolução da pandemia, para além da proteção da vacina. Obviamente, quando há menos restrições, deve haver maior responsabilidade individual“, disse o primeiro-ministro.

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