Porto Alegre, sexta, 19 de agosto de 2022
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WEF poderá reverter a desglobalização?; SwissInfo

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As forças que se opõem à visão do Fórum Econômico Mundial (WEF) sobre a ordem econômica mundial ganham terreno. Será o fim do exclusivo encontro de políticos e poderosos nas montanhas de Davos? A ativista sueca Greta Thunberg participando de um protesto em Davos durante o WEF de 2020. Keystone / Gian Ehrenzeller

 

 

Em sua última reunião presencial na estação de esqui suíça de Davos, em janeiro de 2020, os titãs da política e da economia enfrentaram um cenário muito diferente do que o que os espera em seu encontro nesta semana. Rompendo com a tradição, o Fórum Econômico Mundial (WEFLink externo, na sigla em inglês) está se reunindo no auge da primavera ao invés do inverno. Mas enquanto a Suíça desfruta de temperaturas mais amenas nesta época do ano, o ataque irrestrito da Rússia à Ucrânia lançou uma sombra sobre o evento de 2022, agora realizado sob o lema “História em um Ponto de Inflexão”.

“O encontro ocorre na situação geopolítica e geoeconômica mais complexa das últimas décadas”, observou Borge Brende, presidente do WEF. “Teremos que nos concentrar ainda mais no impacto e nos resultados”.

O WEF de 2022 não será como os outros. Empresas ou políticos russos não foram convidados. Em vez disso, o presidente ucraniano Volodomyr Zelensky fará o discurso principal (transmitido pela internet) e envia uma importante delegação a Davos.

Diante das restrições impostas para combater o Covid em suas duas maiores cidades, a China envia apenas um delegado responsável pela questão das mudanças climáticas: Xie Zhenhua. Os EUA serão representados por John Kerry, enviado especial do clima, e o ex-vice-presidente e ativista ecológico Al Gore. Uma grande diferença em relação ao WEF dos anos passados, quando as maiores economias do mundo enviavam, se não o chefe de Estado, pelo menos grandes delegações composta por membros graduados do governo.

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