Porto Alegre, quinta, 18 de abril de 2024
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Volta do carro popular pode movimentar setor de seguro auto

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O Governo Federal anunciou que deve estimular a indústria para a retomada dos carros populares. Segundo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a meta é reduzir a carga tributária que pesa sobre o setor para estimular a produção de veículos mais baratos. A medida deve impactar no mercado de seguros, segmento que vê com bons olhos a retomada dos carros populares. É o que acredita Guilherme Bini, Presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindsegrs), observando que este cenário se reflete também no mercado gaúcho.

Segundo entendimento do setor de seguros, toda ação feita no setor automotivo que ajude nas vendas, como crédito com juros menores e frota com valor mais acessível, contribui para toda a economia e, consequentemente, para a venda de seguros. O anúncio do governo federal dá conta de um desconto de até 10,96% para baixar os preços dos carros zero-quilômetro, medida que trará consequências até para o segmento de seminovos e usados, que prevê reduções nos valores dos automóveis. Uma Medida Provisória será publicada até dia 7 de junho, quando será oficializada a validade da nova política de desoneração de impostos sobre os veículos novos.

Interlocutores do governo sinalizam que a faixa de preço deve se iniciar em R$ 55 mil. Atualmente, o modelo mais barato gira em torno de R$ 69 mil. “A expectativa é que o estímulo à indústria automotiva faça girar outros setores da economia, como o mercado de seguros de automóveis”, considera Bini. O Presidente do Sindsegrs aponta que dados da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) mostram que, no Brasil, o seguro de automóvel arrecadou R$ 51,05 bilhões em 2022, crescimento de 32,8% sobre o ano anterior. Ao longo do ano passado, foram pagos R$ 30,7 bilhões em indenizações, alta de 34% na comparação com o ano anterior.