Seguem aflorados os sentimentos de vingança e desconfiança do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com integrantes do Ministério Público Federal (MPF) que levaram à condenação do petista por corrupção e à prisão por 580 dias. Tal mágoa presente em discursos de início deste terceiro mandato de Lula força procuradores da República a lidar com um “balcão” de interesses políticos, paralelo à lista tríplice que o chefe do Palácio do Planalto prometeu ignorar, na escolha do próximo chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), como afirma a Coluna Cláudio Humberto desta terça-feira (30).
Após o baixo interesse dos membros do MPF em entrar na disputa que será ignorada por Lula, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) encerrou ontem as inscrições para sua lista tríplice a ser eleita em 21 de junho com apenas três candidatos: os subprocuradores-gerais José Adonis Callou, Luiza Frischeinsen e Mário Bonsaglia.
Entretanto, há ao menos quatro nomes com chances infinitamente maiores do que estes. O primeiro deles a surgir ainda em 2022, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino, já teria sido enfraquecido pela presença de seu irmão e ministro da Justiça, Flávio Dino, na cúpula do governo. Nicolao, inclusive, já foi eleito e rejeitado em duas listas tríplices anteriores, pelos ex-presidentes Michel Temer, em 2017, e Jair Bolsonaro, em 2021, como 1º e 3º mais votado, respectivamente.
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