Política Nacional de Inovação vai a consulta pública

Política Nacional de Inovação vai a consulta pública

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou consulta pública para ouvir contribuições à proposta da Política Nacional de Inovação. A sondagem ficará disponível para comentários e sugestões por 40 dias e pode ser acessada num site especial criado para receber as respostas.

O objetivo é que a política estruture as ações do governo federal para os próximos 10 anos na área. A nova política tem como propósito estimular e promover o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à melhoria de atividades econômicas e de serviços públicos.

Segundo o texto publicado, a nova política deve “nortear, orquestrar e acelerar os esforços em ciência, tecnologia e empreendedorismo no país de forma a convertê-los em soluções inovadoras para os principais desafios e necessidades da sociedade brasileira e assim contribuir para a melhoria da qualidade de vida de cada brasileiro, para o crescimento da produtividade e da competitividade da nossa economia e para uma relação mais harmônica com o planeta”.

O documento em consulta lista uma série de desafios para o setor. O primeiro são os atuais níveis de inovação “relativamente baixos”. “As empresas brasileiras inovam muito pouco se comparadas aos padrões internacionais de países avançados – fato que se reflete nas participações muito limitadas nos registros de patentes internacionais. A maior quantidade de inovações realizadas está ligada à importação e adaptação de tecnologia advinda de outros países”, ressalta o texto.

Outro problema apontado é a falta de coordenação entre instituições, especialmente entre a produção de conhecimento em universidades e sua aplicação em empresas. Também há uma limitação de financiamento na área, em geral concentrado nas instituições públicas, ao contrário de países mais ricos, onde os aportes vêm majoritariamente do setor privado.

Para superar esses desafios, a política se baseia em uma série de diretrizes, como estimular bases de conhecimento para inovação, disseminar uma cultura de inovação e de empreendedorismo, garantir fomento ao desenvolvimento tecnológico, fomentar mercados para produtos e serviços brasileiros e melhorar os instrumentos jurídicos relacionados ao setor.

A proposta de política traz um conjunto de ações voltadas a concretizar essas diretrizes. Entre elas estão ampliar a infraestrutura de pesquisa, simplificar o processo de concessão de patentes, incentivar conhecimentos científicos abertos disponibilizados em plataformas digitais, promover a criação e desenvolvimento de startups, valorizar criadores e desenvolvedores brasileiros e fomentar o aumento do investimento privado em pesquisa e desenvolvimento.

Agência Brasil

Encontro debate luta kaingang pela terra no Alto Uruguai do RS

Encontro debate luta kaingang pela terra no Alto Uruguai do RS

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A luta do povo Kaingang pela terra, no Alto Uruguai, será tema de uma mesa-redonda, terça-feira (19), às 18h30min, na Biblioteca do Instituto de Psicologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Intitulada “Entre Memória, Território e Perseguição: A luta pela terra Kaingang no Alto Uruguai”, a mesa será composta por Billy Valdes (Coletivo Catarse), Clémentine Maréchal (doutoranda PPGAS/UFRGS/NIT – Coletivo Catarse), Gustavo Türck (Coletivo Catarse) e Iracema Gatén Nascimento (Liderança político-espiritual Kaingang, de Porto Alegre). O evento está sendo organizado pelo Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais, pelo Coletivo Catarse e pelo Programa de Educação Tutorial da Psicologia da UFRGS.

Um dos objetivos do evento é debater como os processos históricos que levaram à expropriação dos territórios dos Kaingang, à exploração do seu trabalho e à destruição da floresta, têm desequilibrado profundamente suas relações intersubjetivas, provocando feridas profundas no seu tecido social.

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Passagem digital dos ônibus intermunicipais estreia no RS

Passagem digital dos ônibus intermunicipais estreia no RS

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A compra de passagens de ônibus pela internet, faz tempo, já não é uma novidade. Entretanto, uma inovação deixou ainda mais prática a viagem com as empresas que percorrem trajetos rodoviários entre as cidades gaúchas. A Associação Riograndense de Transporte Intermunicipal (RTI) lançou recentemente o Bilhete Passagem Eletrônico (BPE), uma tecnologia que dispensa a troca do voucher da compra pela internet por uma passagem de ônibus antes do embarque. Procedimento que tinha que ser feito presencialmente no guichê da rodoviária, junto com a apresentação de um documento de identificação. Agora o usuário que comprar o tíquete pela web vai receber um e-mail com um código QR, bastando simplesmente se dirigir ao embarque para o destino escolhido e apresentá-lo pelo celular – ou ainda impresso, se preferir. As empresas Planalto, Ouro e Prata e Viação Santa Cruz começaram a usar o novo bilhete há uma semana nos embarques realizados na Capital.

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Aras diz ter recebido com tranquilidade decisão de Toffoli de manter acesso a dados do Coaf

Aras diz ter recebido com tranquilidade decisão de Toffoli de manter acesso a dados do Coaf

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Em nota divulgada neste sábado, o procurador-geral da República, Augusto Aras , afirmou ter recebido “com tranquilidade” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de manter a ordem dada ao Banco Central, para que permita o acesso aos relatórios de inteligência produzidos nos últimos três anos pelo então Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ), hoje chamado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF). O pedido de revogação, negado por Toffoli na sexta-feira, foi feito pelo próprio Aras.

Com a medida, tomada no último dia 25, Toffoli poderá acessar os dados sigilosos de 600 mil pessoas e empresas (412.484 pessoas físicas e 186.173 pessoas jurídicas). Ele também determinou que o Ministério Público Federal (MPF) informe, de forma voluntária, quantos e quais membros da instituição têm acesso aos relatórios e quantos foram recebidos de forma espontânea pelo órgão ou em razão de sua solicitação.

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Temer elogia governo de Bolsonaro e lamenta discurso de Lula ao deixar prisão

Temer elogia governo de Bolsonaro e lamenta discurso de Lula ao deixar prisão

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O ex-presidente Michel Temer avaliou neste sábado que o governo do presidente Jair Bolsonaro está indo bem e lamentou a postura do ex-presidente Lula ao deixar a prisão incentivando um clima de ” polarização” no país. Há quase um ano fora da Presidência da República, Temer participou nesta tarde de uma sabatina no congresso nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) em São Paulo.

— Ele (Bolsonaro) está indo bem, fazendo o que os anteriores não fizeram. É costume (quem assume) destruir tudo o que não fez, mas ele está dando sequência ao que fiz. O governo vai bem. Precisa dar mais tempo ao governo Bolsonaro — afirmou Temer ao ser perguntado sobre que avaliação faria do novo governo.

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Brasil exporta experiência com bancos de leite para países lusófonos

Brasil exporta experiência com bancos de leite para países lusófonos

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O Brasil e outros países lusófonos instalaram nesta semana no Rio de Janeiro a Coordenação Técnica da Rede de Bancos de Leite Humano da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que funcionará na Secretaria Executiva da Rede Brasileira de Leite Humano, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a maior rede de bancos de leite humano do mundo (https://rblh.fiocruz.br/pagina-inicial-rede-blh), o Brasil deve intensificar a exportação de seu modelo de política pública para outros países lusófonos, como Angola e Moçambique.

A cooperação entre o Brasil e esses países começou com Cabo Verde em 2008. O modelo brasileiro também é referência para Portugal, conta o coordenador da Rede Global de Bancos de Leite Humano, João Aprígio Guerra de Almeida.

“O Brasil tem uma trajetória de 34 anos. E apesar de a gente falar de Brasil, a nossa heterogeneidade é muito grande. E se é grande hoje, era maior ainda naquela época”, afirma. Almeida ressalta que a rede brasileira foi pensada para atender a realidades diferentes e utiliza tecnologias de baixo custo.

Com a rede de bancos de leite, o país vai dar assessoria técnica em questões como treinamento, escolha de equipamentos, execução de projetos e identificação das unidades de saúde ideais para as atividades.

“Tudo em uma perspectiva de desenvolver competências locais e permitir que esses países tenham autonomia”, destaca Almeida. Ele explica que a cooperação não inclui o compartilhamento do leite propriamente dito.

Cooperações
Antes da rede, o Brasil já auxiliava Cabo Verde, Angola e Moçambique de forma bilateral. “Considerando os resultados extremamente positivos da ação em Cabo Verde ao longo dos primeiros anos, considerou-se importante buscar um fórum de articulação conjunta, multilateral, para desenvolver essa iniciativa”, afirma. “É um processo muito rico, porque a gente consegue discutir com todos ao mesmo tempo os alcances e os limites. Isso amplia os horizontes e a cooperação brasileira no continente africano”.

Bancos de leite humano são casas de apoio à amamentação, onde mulheres recebem suporte para superar obstáculos que possam estar impedindo a amamentação. Caso isso não seja possível, pode-se obter leite para bebês sem mãe ou cujas mães não conseguem produzir leite.

No Brasil, há 232 bancos de leite humano em funcionamento. São Paulo é considerada a cidade do mundo com o maior número de unidades por metro quadrado, e Brasília é a única que pode ser considerada autossuficiente em leite humano.

Agência Brasil

Alunos de nível médio de baixa renda podem estudar nos Estados Unidos

Alunos de nível médio de baixa renda podem estudar nos Estados Unidos

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O Programa Oportunidades Acadêmicas, oferecido há 13 anos pelo EducationUSA, órgão oficial do governo norte-americano para a realização de cursos de graduação nos Estados Unidos, abre inscrições no próximo dia 19 para estudantes brasileiros do ensino médio que desejam estudar naquele país. As inscrições se encerrarão no dia 13 de janeiro de 2020.

O programa é exclusivo para estudantes de baixa renda, sem condições financeiras para ingressar em universidades americanas, mas que tenham desempenho em seus colégios acima da média e que apresentem um diferencial em relação aos demais alunos. A coordenadora e orientadora do Programa Oportunidades Acadêmicas, Simone Ferreira, informou hoje (16) à Agência Brasil que o programa procura alunos que não tenham condições financeiras para pagar pelo processo de candidatura, mas que apresentem perfil bastante competitivo. “São alunos que têm notas muito boas na escola, têm bom nível de inglês, estão envolvidos em atividades extracurriculares e mostram perfil de liderança em suas comunidades”.

Desde 2006, o programa seleciona alunos com esse perfil. Uma vez selecionados, eles têm todas as despesas relacionadas à candidatura pagas pelo programa, incluindo material de estudo para testes, visto, transporte (passagem aérea) para deslocamentos de cidades do interior para capitais onde há centros aplicadores de provas do programa no Brasil, acomodação para a realização das provas, alimentação, além de isenção de várias taxas referentes ao envio de documentos de aplicação, tradução de documentos acadêmicos e provas SAT/ACT, Subject Test, TOEFL/IELTS.

“Uma vez que entrem no programa, eles vão receber toda orientação para fazer uma candidatura sólida para as universidades americanas. O programa vai pagar por essa candidatura e apoia os estudantes selecionados por meio dos 41 centros orientadores que tem no Brasil”. Os alunos aprendem a fazer redações em inglês. “O programa trabalha com esses alunos para que façam uma ótima candidatura e para que as universidades deem uma bolsa 100% gratuita”. Nos 13 anos de existência, o Programa Oportunidades Acadêmicas já beneficiou mais de 300 estudantes brasileiros, embora nem todos tenham conseguido bolsa integral. O programa existe em mais de 50 países.

Oportunidades
O estudante interessado deve preencher um formulário online em inglês no site , e enviar documentos que comprovem seu bom desempenho acadêmico, além de outros relativos à condição financeira da família. Ao ser selecionado para ingressar no programa, o aluno recebe orientação. Em geral, as atividades começam em março e se estendem até janeiro do ano seguinte, que é o período de candidatura. O estudante recebe orientações em grupo e online. “A gente ensina ao aluno como fazer carta de recomendação para os professores, para a escola, tudo que a pessoa precisa fazer”. A candidatura é feita no final do ano. Simone Ferreira disse que em abril de 2020 sairão os resultados. Os aprovados começarão a estudar nos Estados Unidos em setembro do próximo ano, porque lá o período letivo vai de setembro a maio.

Uma vez aceito na universidade americana, o aluno passa para outra fase do programa, que envolve passagem para os Estados Unidos e outras despesas, como visto, por exemplo. As provas da candidatura são feitas no Brasil. “Os alunos são muito bons”, assegurou Simone. “Eu trabalho com o programa desde 2011 e ele é minha menina dos olhos. É muito bacana, é um prazer enorme”.

Os estudantes de baixa renda já graduados que quiserem fazer pós-graduação, mestrado ou doutorado nos Estados Unidos também são contemplados pelo programa. Para esses, as inscrições serão abertas até o final do ano. A data, contudo, ainda não foi definida. Os graduados passam pelo mesmo processo que os alunos do ensino médio. Têm que ter perfil empreendedor, ser motivados, estar envolvidos em atividades extracurriculares e terem um bom inglês. Segundo Simone, muitos dos estudantes aprendem inglês sozinhos, no ‘you tube’, em cursos gratuitos.

Giullia
Quando participava do projeto Jovens Embaixadores, promovido pela embaixada americana no Brasil, que leva anualmente estudantes da rede pública de baixa renda para intercâmbio nos Estados Unidos durante três semanas, Giullia Jaques Caldeira assistiu uma palestra sobre o Oportunidades Acadêmicas em Brasília, quando se preparava para a viagem junto com outros jovens, e resolveu se inscrever. “Vários jovens que estavam ali tinham interesse em estudar fora e planejavam se inscrever. Eu fiquei tão animada que decidi me inscrever também”. A solidariedade que experimentou entre os Jovens Embaixadores motivou Giullia a se candidatar ao programa, disse à Agência Brasil.

Giullia concluiu o ensino médio no ano passado, no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Enquanto participava do intercâmbio, foi selecionada para gravar um vídeo no qual tinha que vender alguma coisa. “Decidi gravar um vídeo vendendo brigadeiros que é a coisa que eu mais sabia vender”. Em menos de duas semanas depois de regressar do intercâmbio, foi chamada para uma entrevista. “Eu fiquei o tempo todo em alerta, perto do telefone”.

Giullia se candidatou à bolsa em oito universidades americanas, mas suas preferidas são a Babson College (Massachusetts) e a Minerva Schools (São Francisco, Califórnia). Ela pretende cursar ciências políticas, com especialização nos direitos e estudos das mulheres e estudo da América Latina. Ela já fez as provas e espera receber o resultado dessas duas instituições até 15 de dezembro, com bolsa total.

A jovem está visitando alguns presídios localizados no Rio de Janeiro, como o Talavera Bruce, em Bangu, zona oeste da capital, para conhecer a realidade das mulheres e pesquisar sobre suas necessidades, visando devolver a autoestima das detentas.

Transformação
Graças ao Programa Oportunidades Acadêmicas, Giovani Rocha e Raniery Mendes tiveram suas vidas transformadas. Giovani Rocha vem de uma família de baixa renda, se tornou Jovem Embaixador pela Embaixada dos EUA no Brasil e alcançou o doutorado em ciências políticas na ‘University of Pennsylvania’, através do Oportunidades Acadêmicas. Atualmente, ele é consultor de políticas educacionais no Banco Mundial e na Fundação Lemann, em um projeto relacionado à diversidade, informou o ‘EducationUSA’ por meio de sua assessoria de imprensa.

Já Raniery Mendes é estudante da ‘Wake Forest University’, classe de 2022. Como Giullia, ele também foi aluno do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro e enfrentou dificuldades financeiras. Raniery participou de diversas feiras de ciências e eventos acadêmicos até ser aceito no Programa Oportunidades Acadêmicas. O auxílio financeiro que recebeu e a orientação ao longo de todo o processo de candidatura foram fundamentais para que atingisse seu objetivo. Por meio do programa, ele foi aceito na universidade americana com bolsa integral, para estudar relações internacionais e economia.

Agência Brasil

Alto-falantes inteligentes chegam ao Brasil com novas funções e riscos

Alto-falantes inteligentes chegam ao Brasil com novas funções e riscos

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Os alto-falantes inteligentes chegaram ao Brasil. Nesta semana, o Google lançou o Nest Mini, caixa de som carregada com o assistente da empresa. Em outubro, a Amazon pôs no mercado o Echo, equipamento carregado com o assistente Alexa. À medida que os assistentes virtuais oferecem novas opções para os usuários brasileiros, levantam preocupações em relação à privacidade.

Os assistentes virtuais existem há vários anos. Eles consistem em sistemas inteligentes instalados em dispositivos, como computadores ou smartphones. Em 2011, a Apple inseriu a Siri nos iPhones 4. Em 2012 o Google lançou seu recurso, chamado de Now. No ano seguinte, a Microsoft anunciou o Cortana. Em 2014, foi a vez de a Amazon disponibilizar o Alexa ao mercado. Em 2016, o Google introduziu seu assistente e colocou no mercado um dispositivo específico com alto-falante, o Home. Em 2018, o Facebook entrou na disputa com o Portal.

Os alto-falantes inteligentes marcam o encontro entre os assistentes digitais e os dispositivos que podem não apenas tocar músicas, mas estabelecer “conversas”, respondendo a diversos comandos. De uma pergunta, como no mecanismo de busca, a operações em outro equipamento conectado, como ligar ou desligar uma lâmpada ou acionar um eletrodoméstico, como uma televisão.

Com essa habilidade, tais dispositivos podem tornar-se o “centro de comando” das casas conectadas, em um ambiente do que vem sendo chamado Internet das Coisas. Além disso, conectam outros dispositivos dos usuários, como smartphones e computadores, fazendo com que o consumo de informações e a gestão das rotinas seja feita por meio destes.

Gestão da rotina
O Nest Mini, do Google, permite que pessoas interajam com o equipamento acessando conteúdos e serviços, de notícias a agendas. Com o uso da conta Google, as ações conectam os diversos dispositivos. “Posso fazer um lembrete e ele me notificar em outro dispositivo, no celular”, exemplificou o chefe de parcerias em dispositivos do Google Brasil, Vinicius Dib, em evento de lançamento do produto realizado em São Paulo na segunda-feira (10).

O Nest começou a ser comercializado com conteúdos específicos para os usuários. “Já temos 20 feeds de notícias de diferentes veículos de imprensa”, informou Walquíria Saad, da equipe de parcerias para assistentes do Google Brasil, no evento de lançamento.

O grupo de produtos da Amazon – Echo, Echo Dot e Echo Show 5 – também funciona com interação por voz, fornecendo informações e possibilitando a conexão com eletrodomésticos e outros objetos conectados em casa.

“No Brasil, a Alexa é brasileira. Construímos uma experiência totalmente nova, que honra o idioma e a cultura únicos do Brasil, permitindo que os consumidores simplesmente peçam para tocar uma música, ouvir as notícias e ter informações sobre o clima, controlar sua casa inteligente e muito mais”, disse o vice-presidente da Amazon Alexa, Toni Reid.

Mercado mundial
Segundo pesquisa da consultoria Zion Maket Research, o mercado de assistentes virtuais inteligentes movimentou US$ 2,3 bilhões em 2018 e pode chegar a US$ 19,6 bilhões em 2025, com crescimento médio de 35% ao ano.

Os autores do estudo apontam que essa disseminação será ancorada sobretudo no uso doméstico de assistentes, bem como pelo crescimento dos dispositivos conectados à Internet das Coisas.

Em 2018, foram vendidas no mundo 98 milhões de unidades de alto-falantes inteligentes. Em 2019, a consultoria estima que o total de unidades comercializadas chegue a 164 milhões.

Levantamento realizado pela Microsoft com 2 mil pessoas em cinco países – Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá e Índia – em 2019 mapeou as tendências desses equipamentos. No estudo, 72% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado um assistente digital, sendo 35% por meio de alto-falantes inteligentes. Outros 75% contaram ter o desejo de adquirir esse tipo de aparelho.

Entre as pessoas ouvidas pelo estudo, 36% disseram fazer uso do assistente do Google e igual percentual relatou recorrer à Siri, da Apple. Outros 25% adotam o Amazon Alexa; e 19%, o Microsoft Cortana.

Privacidade
Entre os ouvidos, 41% relataram preocupações com privacidade e confiança, como o receio de o dispositivo ouvir e gravar conversas sem estar ativado. A inquietação mostrou-se procedente. Em abril deste ano, a Amazon admitiu que conversas de pessoas em casas com o Echo eram registradas e ouvidas por funcionários. À época, a companhia justificou que o monitoramento era feito para melhorar o reconhecimento de voz pelo sistema.

Em julho, o Google reconheceu que as conversas de pessoas próximas a seus alto-falantes inteligentes eram gravadas e verificadas por funcionários. Em publicação no site da empresa em setembro, o gerente sênior para o Google Assistente, Nino Tasca, afirmou que a empresa não armazena conversas. No entanto, se ativada a opção “Atividade de Voz & Áudio” o usuário permite tanto a guarda das conversas quanto a conferência por funcionários “para melhorar a tecnologia de fala”.

A Microsoft também admitiu a prática, realizada em seus serviços com interação por voz, como o assistente Cortana e o Skype. A empresa mudou a política de privacidade para contemplar esse tipo de conduta, afirmando a sua continuidade.

Conselhos
Para Luã Fergus, policy fellow na Fundação para a Liberdade de Prensa da Colômbia e pesquisador do tema, os riscos à privacidade são “enormes”. Ele cita a possibilidade de vazamento de áudios, compartilhamento de dados com autoridades policiais e “hackeamentos”, situação agravada pelo fato destes equipamentos estarem dentro do lar.

“Os usuários nem sempre entendem quando e de que maneira esses dispositivos estão realmente coletando informações. Por isso, é imperativo pensar e discutir adequadas garantias legais e técnicas à medida que os assistentes digitais se popularizam. Apesar de o Brasil ter um Código de Defesa do Consumidor, ainda não temos uma lei de proteção de dados pessoais em vigor, ou seja, possíveis abusos podem ser mais difíceis de serem remediados”, ressalta Fergus.

O pesquisador defende que os usuários conheçam como os dados coletados são utilizados, o que pode ser visto nas políticas de privacidade das empresas. Ele sugere alguns cuidados para quem adquirir esse tipo de aparelho: “apagar os registros de áudio periodicamente, não ter conversas sensíveis perto deles e desligá-lo em momentos íntimos”.

Agência Brasil

Domingo começa frio, mas terá sol e máximas de 30°C no RS

Domingo começa frio, mas terá sol e máximas de 30°C no RS

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Centro de alta pressão garante mais um dia com predomínio de sol no Rio Grande do Sul, neste domingo. Ainda ocorre formação de nuvens esparsas em diferentes pontos do Estado.

O começo do dia volta a ter temperatura baixa para a época do ano, com formação isolada de nevoeiro e neblina. Aquece mais que no sábado com calor à tarde em jornada de grande amplitude térmica.

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Ex-Vice de futebol do Grêmio critica Renato Portaluppi: “Renato falando sobre a política no Brasil é a estátua que jaz na esplanada da Arena. “

Ex-Vice de futebol do Grêmio critica Renato Portaluppi: “Renato falando sobre a política no Brasil é a estátua que jaz na esplanada da Arena. “

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O ex-vice de futebol do Grêmio Antônio Vicente Martins usou suas redes sociais para criticar o técnico do Tricolor, Renato Portaluppi, por ter convidado o Presidente da República a assistir o jogo contra o Palmeiras. Veja a nota abaixo:

Ele não!

A nota do Movimento Grêmio Antifascsta é minha posição. Mas, o pior de tudo é que Renato fala como se estivesse representando o clube. Quem representa o clube é sua diretoria, seu conselho deliberativo, sua torcida. Renato falando sobre a política no Brasil é a estátua que jaz na esplanada da Arena. Renato tem que entender que quando participa de uma campanha antirracismo está sendo contrário ao que defende o Bozo. Renato tem que entender que o pedido de casamento entre duas mulheres que o clube transmitiu no telão da Arena no intervalo de um jogo é contrário ao que defende o Bozó. Renato tem que entender que deve treinar o time e deixar a gestão do clube na mão da diretoria. E eu espero que a diretoria saiba que não deve convidar um preconceituoso machista, racista, homofóbico para assistir nosso Grêmio.
Até uma estátua deveria saber isto!”

“Renato Portaluppi, nós (a multidão de quase 8 milhões de torcedores do Grêmio FBPA) estamos aqui para te lembrar algumas coisas antes que convides teu candidato racista e neofascista para assistir a um jogo do nosso clube.

Em nossa bandeira, se olhares bem, há uma estrela. Consegues ver? Esta estrela homenageia Everaldo, nosso lateral-esquerdo que morreu tragicamente em um acidente e jogou na seleção brasileira no fim dos 60 e início dos 70.

Pois bem, ele era negro e Bolsonaro, como bem deves saber pelas inúmeras falas do mesmo, é racista (mesmo que aperte a mão do Paulo Negrão como ele gosta de dizer, lembrando muito o torcedor racista do Atlético Mineiro nessa semana que se defendeu do ato racista que cometeu contra um segurança do Mineirão dizendo que cortava cabelo com um negro).

Renato, sabe o nosso hino? Então, quem o compôs foi Lupcínio Rodrigues, grande compositor também negro e como já dissemos ali em cima, todo mundo sabe (mesmo que alguns não admitam) que Bolsonaro é racista.

Nos quase 8 milhões de torcedores do Grêmio há grande parcela trabalhadora que gostaria de se aposentar e ter vencimentos dignos em suas aposentadorias. Acontece que teu candidato e amigo dificultou (quando não impossibilitou) a aposentadoria. Pior que isso, seu ministro da Economia Paulo Guedes quer capitalizar a Previdência aos moldes chilenos. Tu sabes como tá o Chile atualmente, Renato? E sabe por quê? Uma dica, tem muito a ver também com a previdência e as aposentadorias miseráveis pagas aos idosos chilenos. Bolsonaro quer fazer isso com nosso povo, Renato.

Sabe, Renato, que também entre nossos 8 milhões de torcedores infelizmente temos um grande contingente de desempregados e não bastasse a própria condição de falta de emprego (mais de 13 milhões no país segundo dados oficiais estão desempregados), o teu amigo Bolsonaro nesta semana passada TAXOU os desempregados. Isto mesmo, acredite! Talvez não saibas disso já que ganhas milhares de vezes mais do que a média do povo brasileiro e é difícil entender nesta tua condição como é a vida do cidadão comum que está desempregado sem perspectivas.

Acredite em nós porque somos grande parcela do povo gremista que está tendo suas vidas diretamente prejudicadas por teu amigo Bolsonaro.

Por fim, saibas que guardaremos em nossos corações teus grandes momentos como jogador e técnico do Grêmio, mas ainda assim, mesmo que tenhas uma estátua tua na esplanada do estádio, tu não és maior que a instituição, quanto menos és maior do que nós, a multidão de torcedores gremistas: nós somos negros, indígenas, pardos, brancos, gays, lésbicas, trans, héteros, ateus, cristãos, evangélicos, judeus, muçulmanos, umbandistas, agnósticos… enfim, somos a multiplicidade que faz com que o Grêmio exista.

E é exatamente a multiplicidade do povo que o teu amigo Jair Bolsonaro odeia, oprime, subjuga e combate.

Por isso, Renato, Romildo Bolzan e Grêmio FBPA, a presença do atual presidente em um jogo do nosso amado Grêmio nos ofende profundamente e por isso pedimos que jamais se faça presente em qualquer evento que envolva o nosso amado Grêmio o presidente que odeia a multiplicidade do povo, este que é a essência de nosso clube.

Ele Não! Ele Nunca!

Movimento Grêmio Antifascista”