“A Esquerda não deve fugir do tema da corrupção”, diz Flávio Dino, por Rafael Moro Martins/The Intercept

“A Esquerda não deve fugir do tema da corrupção”, diz Flávio Dino, por Rafael Moro Martins/The Intercept

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Apesar de frequentemente ser apresentado como “comunista”, Flavio Dino, governador do Maranhão, está em uma batalha na direção oposta ao radicalismo. Ele quer o centro. Único governador eleito do PC do B e visto como uma das lideranças mais promissoras da esquerda, Dino defende uma “união ampla” com o centro democrático como única maneira de enfrentar o autoritarismo de Jair Bolsonaro.

Foi uma ampla coalizão – que juntou, no total, 16 partidos – que possibilitou que o ex-juiz federal se tornasse governador do Maranhão. A vitória de Flávio Dino nas eleições de 2014 colocou fim aos 56 anos da dinastia dos Sarney no Maranhão – e foi uma das poucas conquistas eleitorais da esquerda, que tem amargado sucessivas derrotas.

Mas Dino não rompeu com os oponentes. Pelo contrário: os tem chamado para conversar. Na final de junho, ele se reuniu com o ex-opositor José Sarney para discutir os rumos da democracia brasileira – encontro que também já fez com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, que visitou na prisão.

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Mostra da Cinemateca Capitólio alia cinema, ciência e tecnologia nas telas

Mostra da Cinemateca Capitólio alia cinema, ciência e tecnologia nas telas

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A partir de quinta-feira (18), a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) apresenta a mostra Cinema, ciência e tecnologia: diálogos possíveis, com mais de 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, que trazem múltiplas perspectivas a respeito da intersecção entre os três campos do saber. Em diferentes tempos e territórios, as obras traduzem o impacto sociocultural e muitas transformações vivenciadas no século XX.

Com projeções até 31 de julho, a mostra é dividida em 10 seções temáticas – Enigmas, Investigações, Ilusões, Experiências, Artifícios, Limites, Aprendizados, Consciências, Horizontes e Horrores – e apresenta obras que contribuíram com reflexões instigantes sobre as transformações tecnológicas testemunhadas pela própria história do cinema, como Matrix, de Lilly e Lana Wachowski; Um homem com uma câmera, de Dziga Vertov; O fundo do coração, de Francis Ford Copolla; e Razzle Dazzle: The Lost World, de Ken Jacobs.

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Governo prepara MP para reduzir burocracia

Governo prepara MP para reduzir burocracia

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A medida provisória da Liberdade Econômica (MP 881) deve ser complementada por outras ações para reduzir a burocracia no ambiente de negócios. Segundo o relator do texto, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), setores não contemplados pela matéria já apresentaram demandas que podem ser incluídos em um novo projeto de lei ou medida provisória. Entre os pedidos estão ações para reduzir custos com cartório, demandas para o setor moveleiro e flexibilização de exigências de contratação de jovens aprendizes e pessoas com deficiência (PCD). O novo projeto também deve aproveitar parte das emendas feitas à MP que acabaram ficando de fora do parecer final, sendo a principal delas a permissão para que medicamentos sejam vendidos em supermercados.

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Corsan e Sulgás fazem parceria para pesquisar viabilidade do uso comercial de biogás e biometano

Corsan e Sulgás fazem parceria para pesquisar viabilidade do uso comercial de biogás e biometano

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A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) vão realizar estudos e projetos de pesquisa para utilização de biogás e biometano. Convênio que oficializa a parceria foi assinado pelo diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti, e pelo diretor-presidente da Sulgás, Antonio Rafael Cereser Pezzella.

O objetivo é unir esforços com a finalidade de estudar e realizar projetos de pesquisa para utilização de biogás e biometano produzidos a partir do processo de tratamento de esgotos.

Durante um ano serão feitas, por meio da Diretoria de Inovação Relacionamento e Sustentabilidade da Corsan, análises do biogás produzido nas ETEs (Estações de Tratamento de Esgotos) de Canela, Lajeado, Glorinha, Xangri-lá e São Jorge (Capão da Canoa). Com o resultado dos estudos, poderá ser avaliado o potencial de produção e a viabilidade comercial dessa nova fonte para fornecimento energético.

Também estavam presentes na assinatura no convênio, na segunda-feira (15/7), os diretores de Inovação, Relacionamento e Sustentabilidade, Jean Bordin; Financeiro e de Relações com Investidores, Jorge Melo; e o coordenador de Novos Negócios da Sulgás, Otto Fonseca Cardoso.

Novo presidente do BNDES pretende explicar “caixa-preta” em dois meses

Novo presidente do BNDES pretende explicar “caixa-preta” em dois meses

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende explicar a “caixa-preta” na instituição financeira em até dois meses, disse hoje, o novo presidente da instituição, Gustavo Montezano. Ele disse que não tem opinião formada sobre as gestões anteriores, mas que precisa explicar decisões tomadas nos últimos anos pelo banco.

“O que a gente está se propondo a fazer é explicar a ‘caixa-preta’. Há uma duvida clara sobre o que há ou não no BNDES. Cada um me conta uma informação diferente da mesma história. Ao fim de dois meses, quero ser capaz de explicar esse conjunto de regulações, empréstimos, perdas financeiras que contextualizam a ‘caixa-preta’. O que sairá desse estudo, eu prefiro não comentar agora. Prefiro fazer o dever de casa e qualificar esse tema”, disse Montezano nesta terça-feira (16), na primeira entrevista coletiva após assumir o cargo.

Utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro, a expressão “caixa-preta do BNDES” refere-se a financiamentos para a exportação de serviços a países em desenvolvimento, como Cuba, Angola, República Dominicana e Argentina. Atualmente, o banco divulga as condições dessas operações na página BNDES Transparente, mas Montezano disse ser prioridade número um da sua gestão prestar mais esclarecimentos à sociedade.

“Qualquer que seja a conclusão, a gente precisa ser transparente e trazer ela para a sociedade e para a mídia. Qualquer coisa que eu fale agora, pode ser leviano ou parcial. Esperem dois meses para a gente ter algo completo e conclusivo. É a prioridade um do banco. Aspecto de imagem, protocolo, a gente tem de analisar sobre todas essas óticas”, explicou.

Metas
Montezano tomou posse hoje (16) no comando do banco, substituindo o economista e ex-ministro Joaquim Levy, que pediu demissão em junho. Além da divulgação dos detalhes da “caixa-preta” do banco, ele anunciou quatro metas: a venda de ações de empresas em poder do banco; a devolução ao Tesouro de R$ 126 bilhões até o fim do ano e de R$ 144 bilhões até o fim de 2022; um plano de metas, orçamento e dimensionamento para os próximos três anos; e a prestação de serviços de assessoria financeira a órgãos do governo federal, a estados e municípios.

Em relação à venda de ações, Montezano disse que pretende acelerar a venda da participação do banco em empresas públicas e privadas. Hoje, o BNDESPar, ramo do BNDES que detém papéis de empresas, tem R$ 106,8 bilhões em ações, das quais R$ 53,3 bilhões da Petrobras; R$ 16,5 bilhões da Vale; R$ 9,3 bilhões da Eletrobras e R$ 9,26 bilhões da JBS. O banco ainda tem papéis em empresas de celulose e de empresas estaduais do setor elétrico, entre outras.

Montezano reconheceu que não pode desfazer-se de todos os papéis de uma só vez, para evitar que o preço das ações desabe no mercado e o banco tenha prejuízo. No entanto, comprometeu-se a acelerar as vendas, sem dar prazo. “Boa parte hoje são posições especulativas. Se o preço das ações sobe, é um mero ganho financeiro sem nenhuma entrega para a sociedade. É melhor tirar dinheiro daqui e colocar em outros ativos, como o saneamento, que também vai ter retorno financeiro, mas muito mais outros derivados disso para a sociedade como um todo”, disse.

Segundo ele, o BNDESPar pode até comprar ações de empresas, se comprovado que a participação renderá retornos para a sociedade, como investimentos em educação e saneamento básico.

Devolução
Depois de o banco ter devolvido R$ 30 bilhões ao Tesouro neste ano, Montezano comprometeu-se a devolver mais recursos até atingir o valor prometido de R$ 126 bilhões no fim do ano. Ele esclareceu que o ressarcimento não prejudicará a segurança financeira do banco, porque o dinheiro sairá do caixa da instituição, não do capital (dinheiro que precisa ficar parado para cumprir requisitos de segurança).

Segundo Montezano, a estratégia permitirá ao banco emprestar cerca de R$ 70 bilhões por ano. “Esse é o valor próximo da média histórica, antes de outros governos injetarem recursos no banco para emprestar para setores escolhidos”, esclareceu.

Além dos títulos públicos emprestados pelo Tesouro, o governo injetou R$ 36 bilhões em instrumento híbrido de capital e dívida (ITCD) no banco nos últimos anos. No entanto, Montezano disse que a devolução desses instrumentos, como está ocorrendo com a Caixa Econômica Federal, não tem prazo para ocorrer. “Somente depois que a gente reembolsar os recursos do Tesouro, vamos começar a discutir a devolução do ITCD”, explicou.

Assessoria financeira
Sobre a venda de serviços de assessoria financeira, Montezano explicou que o BNDES pretende auxiliar o governo federal, estados e municípios nas áreas de privatização, concessão, investimentos, parcerias público-privadas e reestruturação financeira. Os contratos serão vinculados ao sucesso de cada operação. “Caso a concessão ou privatização seja bem-sucedida, o banco recebe uma parte do resultado em forma de comissão”, disse.

O presidente do BNDES confirmou que os primeiros clientes do banco serão o Ministério da Infraestrutura, nos projetos de concessões; a Casa Civil, responsável pelo Projeto Piloto de Investimentos, e a Secretaria de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados do Ministério da Economia, que coordenará as privatizações. O banco oferecerá assessoria técnica e conhecimento para o planejamento das operações. Numa segunda etapa, o serviço será estendido a prefeituras e governos estaduais.

Queda de comércio com EUA afeta exportações brasileiras

Queda de comércio com EUA afeta exportações brasileiras

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As exportações brasileiras recuaram 10,4%, em valor, na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, a queda chegou a 3,5%.

Os dados são do Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a FGV, o resultado foi puxado pela queda nas exportações para os principais parceiros do país: Estados Unidos, China e Argentina. No caso do nosso vizinho sul-americano, o recuo das vendas brasileiras é explicado pela crise econômica naquele país.

No caso da China, que é destino de 26% das nossas exportações, a queda do valor exportado em junho foi 4,1%. Segundo a FGV, houve uma queda de 3,7% no volume exportado e de 1,9% no preço desses produtos.

No caso dos Estados Unidos, houve uma queda de 12,2% no valor exportado em junho, depois de um crescimento no mês anterior. O preço dos produtos exportados para o mercado norte-americano caiu 10,6% e o volume, 1,6%.

Apesar da queda do valor exportado para outros países, a balança comercial brasileira conseguiu fechar o mês com um saldo positivo de 5 bilhões de dólares e o semestre, com superávit e 26 bilhões.

Agência Brasil

PIB recua 0,8% no trimestre encerrado em maio, diz FGV

PIB recua 0,8% no trimestre encerrado em maio, diz FGV

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O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,8% no trimestre encerrado em maio deste ano, na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro. O dado é do Monitor do PIB, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, no entanto, o PIB brasileiro cresceu 0,5% quando comparado ao trimestre encerrado em maio de 2018. Considerando-se apenas o mês de maio deste ano, houve altas de 0,5% em relação ao mês anterior e de 4,3% na comparação com maio do ano passado. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 1,2%.

Na comparação do trimestre finalizado em fevereiro com o trimestre encerrado em maio, os três grandes setores produtivos tiveram queda: serviços (-0,4%), indústria (-1,4%) e agropecuária (-1,2%).

Dentro dos serviços, a maior queda foi observada nos transportes (-2%). Os serviços de informação foram os únicos a apresentar crescimento (0,2%). Já na indústria, houve queda entre todos os subsetores, com destaque para a indústria extrativa mineral (-4,8%).

Sob a ótica da demanda, a queda do trimestre findo em maio na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro foi puxada pelas exportações, que recuaram 5,2% no período. O consumo de governo também caiu (-0,4%). Já as importações subiram 2,4%.

Por outro lado, tanto o consumo das famílias quanto a formação bruta de capital fixo (investimentos) cresceram 0,2%.

O cálculo oficial do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado a cada trimestre fechado (janeiro a março, abril a junho, julho a setembro e outubro a dezembro).

Em clima de renovação, Cúpula do Mercosul começa na Argentina

Em clima de renovação, Cúpula do Mercosul começa na Argentina

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Com propostas de renovação e abertura para novos acordos de livre comércio com todo o mundo, o presidente Jair Bolsonaro e os demais presidentes dos países que integram o Mercosul e nações associadas realizam hoje (17), em Santa Fé, Argentina, a 54ª. Cúpula de Chefes de Estado do bloco sul-americano, com o objetivo de consolidar os novos rumos da instituição.

Hoje, durante a cúpula do Mercosul, o presidente argentino Maurício Macri passará o posto de presidente pro tempore (cargo rotativo) do Mercosul ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro. A presidência pro empore do Mercosul é cargo exercido durante seis meses por um chefe de Estado de um dos países-membros.

Em sessão preparatória para a cúpula de chefes de chefes de estado, os ministros de Relações Exteriores do Mercosul e de países convidados reuniram-se ontem (16), na mesma cidade argentina, para dar os últimos retoques da nova dinâmica do bloco sul-americano. “Estamos fazendo coisas muito ambiciosas”, disse o chanceler Ernesto Araújo, em uma referência ao recente acordo fechado com a União Europeia e aos acordos previstos para este ano com o EFTA (grupo de países formados por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e Canadá e no próximo ano com a República da Coreia.

“Nossa proposta é consolidar esse novo Mercosul. Estamos renovando [o bloco] em grande parte a partir propostas brasileiras”, disse Araújo. “E também criar avanços muito específicos que vão fazer a diferença na vida de outras pessoas”, acrescentou, ao citar o acordo aprovado ontem que retira a cobrança de taxas extras para quem usa o telefone celular pelo sistema roaming em viagens dentro do Mercosul. “Isso faz uma redução muito grande de custos, facilitação de negócios, inclusive, facilitação para a vida de turistas, todo mundo que viaja para outros países”, disse o chanceler brasileiro. A eliminação da cobrança do roaming no Mercosul depende porém da aprovação do Congresso Nacional de cada país.

Ao falar sobre futuros acordos a serem assinados pelo Mercosul, Ernesto Araújo disse que a expectativa do governo brasileiro é “conseguir acordos bons para o Brasil e para outros países [do Mercosul] no comércio internacional”.

A cúpula de Chefes de Estado do Mercosul se realizará no Centro de Convenções Estação Belgrano, em Santa Fé. Além dos presidentes Jair Bolsonaro e Maurício Macri, também estarão presentes os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Presidentes de dois estados associados estarão igualmente presentes: do Chile, Sebastián Piñera, e da Bolívia, Evo Morales.

Venezuela

O chanceler argentino Jorge Faurie disse ontem (16), após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do Mercosul, que a Venezuela poderá se reintegrar ao bloco “no momento em que recupere a sua democracia em plenitude”. Ele afirmou, porém, que isso levará “um longuíssimo tempo”.

Países do Pacífico

O secretário das Relações Econômicas da chancelaria argentina, Horacio Reyser, disse que é intenção do Mercosul uma aproximação estratégica com a Aliança do Pacífico. A Aliança do Pacífico é um bloco comercial latino-americano criado formalmente em 2012, no Chile. Os membros-fundadores foram Chile, Colômbia, México e Peru. A Costa Rica incorporou-se ao grupo em 2013.

Agência Brasil* Com informações da agência argentina Télam

Porto Alegre: Prefeitura pede que postos expliquem aumento dos combustíveis

Porto Alegre: Prefeitura pede que postos expliquem aumento dos combustíveis

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O aumento no preço dos combustíveis causou surpresa em Porto Alegre. Em apenas uma semana, mais de cem reclamações foram registradas no Procon Porto Alegre, órgão do município que tem a missão de defender o consumidor local. Diante disso, a prefeitura decidiu investigar as circunstâncias do reajuste, que vem na contramão de uma redução de 4,4% nos valores das refinarias administradas pela Petrobras.

Nesta semana, o Procon Porto Alegre selecionou 20 postos da Capital e enviou a eles uma notificação para que expliquem por que os preços aumentaram até R$ 0,50 o litro. Também requereu o envio de cópias de notas fiscais para analisar a variação dos valores praticados nas bombas. O objetivo da ação é compreender se houve alguma irregularidade na forma como esses reajustes foram realizados.

“Há movimentos de preços que são normais e perfeitamente legais”, explica a diretora executiva do Procon Porto Alegre, Fernanda Borges. “Mas temos indícios de que os aumentos recentes foram feitos de forma coordenada, o que é considerado ilegal”, diz. Se forem constatadas irregularidades, o Procon Porto Alegre poderá autuar os estabelecimentos ou solicitar uma investigação mais ampla junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que também atua em casos de formação de cartel.

Fernanda destaca que os postos selecionados constituem apenas uma amostra – e não são os únicos que podem ter cometido irregularidades. Por isso, a lista dos estabelecimentos notificados não está sendo divulgada. “Nosso objetivo é apurar informações que podem sustentar a uma ação mais rigorosa, caso sejam constatadas infrações. Por isso, não vamos correr o risco de expor os postos que estão colaborando com esse trabalho”, afirma a diretora do Procon Porto Alegre.

Prefpoa

Aneel aprova redução em tarifas de energia no Rio Grande do Sul

Aneel aprova redução em tarifas de energia no Rio Grande do Sul

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (16) a redução nas tarifas de energia elétrica de três distribuidoras do Rio Grande do Sul. A decisão beneficia clientes do Departamento Municipal de Energia de Ijuí (Demei), das Centrais Elétricas de Carazinho S.A (Eletrocar) e da Muxfeldt Marin & Cia Ltda (Muxenergia). Os novos percentuais vão entrar em vigor na próxima segunda-feira (22).

Para os consumidores atendidos pela Demei, a redução média na tarifa será de 9,18%. Para os consumidores residenciais, a redução alcançará o percentual de 9,22%. Consumidores atendidos na alta tensão, como as indústrias, terão redução de 9,18%. Já os atendidos na baixa tensão terão uma diminuição de 9,19% nas contas. A empresa atende 33,2 mil unidades consumidoras no município de Ijuí.

No caso da Eletrocar, a redução terá efeito médio de 5,33%. Para os consumidores residenciais, será aplicado o percentual de redução de 7,15%. Para os consumidores da alta tensão, a diminuição será de 3,69% e a baixa tensão, de 6,01%. A Eletrocar atende 37,7 mil unidades consumidoras nos municípios de Carazinho, Coqueiros do Sul, Chapada, Santo Antônio do Planalto, Colorado e Selbach (RS).

A Aneel aplicou ainda uma redução média de 5,46% para os consumidores de Mux Energia. Para os consumidores residenciais, o efeito médio será de 6,41%. Já para os atendidos na baixa tensão, a redução será de 6,24% e de 4,34% para os atendidos na alta tensão, como as indústrias. A empresa atende 11,7 mil unidades consumidoras nos municípios de Tapejara e Ibiaçá.

Variação
De acordo com a a Aneel, ao calcular os valores das tarifas é considerada a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo também leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.

“Nos casos da Demei e da Eletrocar, os índices aprovados foram mais impactados pela redução dos custos de aquisição de energia. Já para a Mux Energia, o fator que mais contribuiu foi a redução do valor cobrado para pagamento dos encargos setoriais, destaque para a quitação do empréstimo da Conta ACR e a retirada da CDE Decreto da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, informou a Agência.

Reajuste
Já para os consumidores atendidos pela Hidropan Distribuição de Energia S/A, a agência aprovou reajuste tarifário com aumento médio de 7,25%. A empresa atende 18,6 mil unidades consumidoras localizadas nos municípios de Panambi e Condor no Rio Grande do Sul.

Para os consumidores residenciais, o efeito médio será de 5,19%. Nas tarifas de alta tensão o reajuste será de 10,47% e de 5,51% na baixa tensão.

Agência Brasil