Para sempre Rui; por Rejane Martins*

Para sempre Rui; por Rejane Martins*

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É praticamente impossível encontrar em Porto Alegre alguém verdadeiramente interessado em moda que desconheça a trajetória de seu maior estilista. Nascido em Novo Hamburgo em 1929, Rui nem sempre foi Rui. Batizado Flávio Henneman Spohr e destinado a ser padre ou militar pela parteira que o trouxe ao mundo, mudou de nome para assinar uma coluna em jornal e suas primeiras criações. Filho de uma tradicional família de origem alemã, desde muito cedo decidiu que a moda era o seu universo. Fez um estágio quase que obrigatório na fábrica de calçados do pai e viu que não poderia dedicar-se a uma atividade que envolvesse processos repetitivos, sem criação, sem arte. Nos momentos vagos na fábrica, desenhou seus primeiros vestidos. Começava a surgir o Rui e a desaparecer o Flávio.

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Rui Spohr Foto: Jean Pierre Kruse

Aos 22 anos decidiu que ia fazer moda e para fazer bem feito teria de beber na fonte: Paris. Foi o primeiro brasileiro a se profissionalizar em moda na França. A família protestou, mas logo viu que o guri estava decidido e não tinha mais jeito. Só restava apoiar. Na Cidade Luz, o jovem Rui se transformou em homem da moda. Vivenciou as maravilhas do maior polo cultural do mundo naqueles tempos, testemunhou o surgimento de nomes como Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, que davam os primeiros passos, aprendeu a beber vinho tinto e champanhe, tornou-se fluente em francês, conheceu boa parte da Europa e trabalhou com Jean Barthé, o maior chapeleiro da França. Nem tudo foi festa em Paris. Saudades da família, agruras de ser estrangeiro sem apoio de seu país para concluir os estudos, fome durante uma longa greve dos correios que o impediu de receber o dinheiro enviado pela família para o seu sustento. Ao final do curso na Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, decidiu que era hora de voltar para casa.

Ao chegar de Paris, instalou-se no centro da capital gaúcha para ser chapeleiro. Foi nesta época que ele tomou a segunda grande decisão de sua vida – a primeira, segundo ele, foi estudar em Paris. A segunda: casar! Chegando ao ateliê, depois de um intervalo para almoço, encontra uma moça loira, de olhos claros e um vestido rodado, sentada no sofá, à sua espera. Ela queria trabalho. Ele precisava de uma secretária para receber as clientes, marcar horários e cuidar da burocracia do ateliê. Havia outra necessidade não descoberta: amor. Casaram-se em cerca de três anos. Do início de 1960 até hoje, foram inseparáveis.

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Dóris e Rui Spohr – Foto Juliano Antunes

Ao lado de sua querida Doris, esposa, companheira e sócia, Rui vivenciou os tempos áureos da alta-costura e foi pioneiro com o objetivo de seguir um sonho e se aprofundar no mundo da moda. Nome ligado à história e à cultura do Estado e da nossa cidade, o estilista notabilizou-se pela ousadia de suas criações e ineditismo na apresentação de desfiles em Porto Alegre. Rui transformou meninas da sociedade em manequins. Ele e Doris estavam atentos à aparição de jovens de porte, de beleza diferenciada e as convidavam para serem modelos. Assim surgiram Lucia Cury e Lilian Lemmertz, entre outros nomes que brilharam na passarela Rui. A escolha de locais inusitados para mostrar suas coleções também marcou sua carreira. Um desfile em plena catedral metropolitana entrou para a história da moda e da capital. Clubes e o próprio Palácio Piratini também foram palco desses momentos.

Uma roupa atemporal, clássica, elegante, que respeita os diferentes corpos e tipos de mulher, valorizando o belo e disfarçando o que não está tão bem. Um vestido dos anos 70, 80, não importa a data, hoje pode ser usado tranquilamente, segue sendo up to date. Um estilo único, que faz valer o slogan da marca: “A sofisticada originalidade do simples”. O nome e a marca, a pessoa e a empresa se fundem em um só. RUI perpetuou sua grife transformando-a em sinônimo de elegância.

Em festas, eventos, cerimônias, quando alguém se destaca, os elogios transbordam. Surge a pergunta: De onde é essa roupa? A resposta é uma só: Rui, quem mais? De tanto se repetir a cena, consagrou-se o jargão, hoje chamado de hashtag: Rui é Rui. Hoje, nosso sentimento, deixa de lado a dor para dar lugar à paz. Nosso Rui é imortal. Estará sempre conosco.

Para sempre Rui.

 

RejaneMartins*Rejane Martins, Jornalista e Assessora de Imprensa de Rui Spohr

Morre o estilista Rui Spohr

Morre o estilista Rui Spohr

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Faleceu hoje, durante a madrugada, o estilista Rui Spohr aos 89 anos. O velório será no Theatro São Pedro das 12:30 hrs às 17:00 hrs. A cremação será reservada a família. Rui Spohr é pseudônimo de Flavio Spohr, o estilista brasileiro, nasceu em Novo Hamburgo,  dia 23 de novembro de 1929. Seu atelier se localiza em Porto Alegre, no bairro Moinhos de Vento. Rui foi o primeiro estilista gaúcho a estudar moda em Paris, primeiramente na Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, e posteriormente na École Guerre Lavigne (atual ESMOD).

De família tradicional, Flavio Spohr (posteriormente assumiu o pseudônimo Rui) foi criado dentro de padrões germânicos, pelos seus pais Albino Alfredo Spohr, empresário do polo calçadista,e Maria Hortencia Hennemann Spohr, dona de casa. Irmão de José Gastão, Dulce Maria e Fredo Luiz. Rui nasceu fadado a ser padre ou militar de acordo com os costumes da época. Com uma mente criativa e inconformada, ele acreditava que tivesse nascido cedo demais no século XX e no lugar errado.

Em 1952, mudou-se para Paris sem ter fluência no idioma local, apenas com um nome e endereço de uma pessoa que o ajudaria e a referência dos seus familiares por parte de mãe na Alemanha. Em seu primeiro Natal longe de casa viajou até o vale do rio Mosela, afluente do Reno na Alemanha, a fim de encontrar seus parentes da família Treis – donos de vinhedos que passam de pai para filho desde 1602. Além de estreitar os laços com seus parentes alemães, Rui aprendeu in loco tudo o que sabe sobre vinho.

Em 4 de fevereiro de 1960, já em Porto Alegre, casa-se com Dóris Uhr Spohr, que primeiramente trabalhou como sua auxiliar no ateliê. Até hoje, os dois trabalham juntos. Em 1963, com o nascimento de Maria Paula Spohr, Rui tornou-se pai e em 1985 avô de Antônia Spohr Moro.

 

Minha entrevista com Rui Spohr na TVU

 

Carreira

Rui Spohr iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando na fábrica de calçados do pai e em 1948 ao assinar uma coluna de Moda semanal para um jornal gaúcho adotou o pseudônimo Rui. Um ano depois muda-se para a capital Porto Alegre e inicia o curso de Belas Artes na UFRGS e nesse mesmo ano promoveu seu primeiro desfile de moda, que ganhou destaque na Revista Globo, com suas próprias criações. Em 1952, foi de navio para a França para estudar Moda em Paris. Nesse período, foi contemporâneo de nomes como Karl Lagerfeld e Yves Saint Laurent. Em 1953, estagia para o chapeleiro parisiense Jean Barthet.

No ano de 1955, retornou ao Brasil e abre seu primeiro ateliê especializado em chapéus e começa a assinar uma página dominical sobre moda no jornal A Hora, importante diário que originou o jornal Zero Hora. Três anos mais tarde passou a confeccionar roupas femininas em seu ateliê e realizou seu primeiro desfile de alta-costura, em 1967 – dentro do próprio ateliê, na Rua Pinto Bandeira, para clientes e mídia da local. Em 1962, entrou para o “time da Rhodia[8] – grupo que reunia grandes nomes da moda no Brasil criando modelos que seriam produzidos com os tecidos que utilizavam os fios da empresa. Estas criações estrearam em um grande desfile na Fenit – a feira nacional da indústria têxtil – e depois, viajaram ao exterior para participar de desfiles e sessões de fotos das coleções a fim de divulgar a moda brasileira.

Rui Spohr em 1975

No ano de 1968, já consagrado como costureiro, criou o vestido de noiva para a brasileira Ieda Maria Vargas, Miss Universo 1963. Em 1970 inaugurou sua Maison na Rua Miguel Tostes em Porto Alegre onde permanece até hoje. Rui também foi responsável por vestir a primeira dama Scila Médici (1971) e a primeira dama do Rio Grande do Sul (1971). Em 1986 criou os uniformes femininos da Brigada Militar do Rio Grande do Sul,[10] a polícia militar gaúcha, que são os mesmos usados até hoje.

No ano de 1988 começou a lecionar no curso de Estilismo do Calçado na Universidade Feevale(Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior) em Novo Hamburgo, foi professor da cadeira Teoria dos Estilos durante oito anos. Em 1989 criou o vestido de noiva para a modelo Deise Nunes, Miss Brasil 1986 e primeira mulher negra a receber o título.

Em 1997 lançou sua biografia Memórias Alinhavadas, escrita em conjunto com a jornalista Beatriz Viegas-Farias. Em 2015 foi lançada a coleção Cápsula Croquis, com uma variedade de lenços e camisetas estampadas pelos croquis do estilista. Destinado a um publico jovem, essa coletânea incluiu um vídeo teaser com as novidades e com peças históricas do acervo da maison. No mesmo ano, o livro Moda e Estilo para colorir foi criado, composto por 20 lâminas com desenhos icônicos de Rui para pintar.

Em matéria no jornal Zero Hora Rui Spohr foi chamado de “o mais emblemático estilista do Sul. […] Difícil haver em Porto Alegre alguém verdadeiramente interessado em moda que desconheça a trajetória de seu maior estilista”. Seu trabalho já é estudado academicamente como uma referência, e participou de mostras de abrangência nacional, como a 500 Anos de Design Brasileiro em 2000, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, contribuindo com dois vestidos em modelos geométricos retratando a década de 70, sendo o único estilista gaúcho a participar da exposição. Entre 2004 e 2005 o Senac apresentou a mostra Estilistas Brasileiros – Uma História de Moda, que “retrata a carreira de 34 grandes criadores da moda brasileira”.Em 2011 um vestido de sua autoria integrou a exposição Moda no Brasil: criadores contemporâneos e memórias, apresentada no Museu de Arte Brasileira em São Paulo, mantido pela Fundação Armando Alvares Penteado.[15] Por muitos anos seu estilo ditou a moda porto-alegrense, e Renata Fratton Noronha, em artigo apresentado no 4º Encontro Nacional de Pesquisa em Moda, relata o prestígio que adquiriu:

“Formou-se então junto ao público uma frase que marcou e que as pessoas repetiam: ‘O Rui disse’. Querendo afirmar que com isso se ‘Rui disse’ não se discute. Outra expressão que ficou famosa, ainda naquela época: ‘Rui é Rui’. Se uma pessoa admirasse uma roupa e a elogiasse para a dona, perguntando quem tinha feito ou onde ela havia comprado traje tão bonito, se a resposta fosse ‘Rui’, o comentário logo se seguia: ‘ah, bom! Rui é Rui’.”.

Livros

(Felipe Vieira com informações da Wikipedia)

Morre Ivan Rodrigues, criador do Memorial Landell de Moura

Morre Ivan Rodrigues, criador do Memorial Landell de Moura

Destaque Obituário

O Núcleo de Estudos de Rádio da UFRGS lamenta o falecimento do pesquisador Ivan Dorneles Rodrigues, criador do Memorial Landell de Moura e autor de obras fundamentais sobre o padre e cientista gaúcho. Nossos sentimentos à família e aos amigos. O Rio Grande do Sul perdeu, sem dúvida, um batalhador da sua cultura e da sua história. Sobre a importância de Ivan, o professor da UFRGS e Doutor em Comunicação, Luiz Artur Ferraretto escreve em suas redes sociais:

 

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Ferraretto, Ivan e alunos da FABICO.

“Nesta madrugada, quase por acaso, fiquei sabendo do falecimento do meu querido Ivan Rodrigues. A morte dele apenas acentua um sentimento de melancolia muito forte que me acompanha há meses. Falo daquela tristeza enorme associada a um desencanto geral.
A forma como o trabalho do Ivan foi encarado, com exceções, pelos chamados “círculos acadêmicos” apenas atesta o enorme abismo existente no Brasil entre o conhecimento burocraticamente buscado nas universidades e a sociedade, essa que caminha sem rumo do lado externo dos muros das chamadas instituições de ensino superior.
Só conheço outra pessoa tão dedicada à preservação da memória do cientista gaúcho Roberto Landell de Moura. Trata-se do Hamilton Almeida. Curiosamente, também não possui cátedra nos cursos de Comunicação. Aliás, não há um só pesquisador universitário brasileiro que tenha construído obra tão sólida a respeito do grande pioneiro dos estudos sobre as transmissões por ondas eletromagnéticas como esses dois. Ninguém dentro da chamada “academia” chegou nem perto deles em dedicação e profundidade. E sem o uso de recursos públicos.
Não sei se a morte do Ivan ganhou algum espaço na pobre imprensa do Rio Grande do Sul, cada vez mais construída na irrealidade do mundo virtual. Afinal, ele não publicava idiotices nas redes sociais. Não bombava por aí graças a bizarrices. Não era o ídolo da vez em algum programa descerebrado de TV. Não trocava passes em arenas esportivas ao custo de milhões de reais. Era apenas alguém que resolveu verdadeiramente fazer a diferença.
No país do desprezo histórico com o conhecimento, no Brasil das elites tocadas a dinheiro público, na terra da hipocrisia generalizada em relação ao ensino, o Ivan Rodrigues resolveu se dedicar a causa da memória, custeando esse trabalho nobre com o dinheiro do próprio bolso. Isso precisa ser registrado. Em um apartamento de sua propriedade, sem um tostão de ninguém mais, montou o Memorial Landell de Moura. “Ah, mas qual a metodologia e a base teórica usada por esse cara?”, desdenhou alguém. “Ele tem currículo na Plataforma Lattes”, afirmou outro neófito ao lado do ar-condicionado em um evento de pesquisa. “Não passou pela Plataforma Brasil”, lembrou, em um afetado café da moda, algum burocrata cheio de fingidos pruridos éticos.
Enquanto isso, no apartamento convertido em centro de pesquisa, o Ivan recebia estudiosos de vários pontos do Brasil e do exterior. Tinha sempre um sorriso no rosto a demonstrar a sua satisfação por algo quase singelo: dar acesso ao verdadeiro conhecimento.
Levei alguns estudantes lá para conhecer a obra do padre e o memorial criado pelo Ivan. Nesta madrugada triste em que tardiamente fico sabendo do falecimento dessa figura tão querida, o encantamento dos meus alunos naqueles momentos me reconforta. O Ivan adorava colocar cadernos com anotações de Landell de Moura na mão das pessoas. É assim que se passa conhecimento. Pelo encantamento. Ele sabia disso.
Fico pensando qual será o futuro do memorial em um país pobre de dedicação e de esperanças. É o desafio que fica para as instituições de ensino superior. Temo que sigam sem compreender a importância do Ivan e da sua obra.
Por tudo isso, descansa em paz, meu querido. Cabe a todos nós continuar o teu trabalho. Se existe alma – e essa é energia pura -, segues, agora, em direção às estrelas como as ondas que, dizias, deveriam ser chamadas de landellianas. Um abraço e um beijo fraternos.”

Antônio Carlos Verardi morre aos 84 anos. Funcionário mais antigo do Grêmio, ele começou a trabalhar no Tricolor em 1965; do Correio do Povo

Antônio Carlos Verardi morre aos 84 anos. Funcionário mais antigo do Grêmio, ele começou a trabalhar no Tricolor em 1965; do Correio do Povo

Destaque Obituário
 Morreu nesta quarta-feira, aos 84 anos, o superintendente do Grêmio e funcionário mais antigo do clube, Antônio Carlos Verardi. As causas do óbito não foram confirmadas pela família. Ele chegou ao Tricolor em 1965, onde trabalhou por 54 anos e participou de todas as conquistas do time, para ajudar a reorganizar a comissão de obras do estádio Olímpico.

A Federação Gaúcha de Futebol informou que em homenagem, “um dos mais importantes dirigentes da história do futebol gaúcho”, “a Copa do segundo semestre será nomeada como Copa Antônio Carlos Verardi”. Em 2018, lançou o livro “Seu Verardi e o Grêmio: Uma história de amor”, no qual conta passagens de sua vida pelo Grêmio. No mesmo ano, recebeu das mãos do vice-presidente de futebol Duda Kroeff, juntamente com o presidente Romildo Bolzan Jr, uma placa de homenagem por todo o trabalho desempenhado ao longo de várias décadas.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., usou as redes sociais para comentar a morte. “Nos deixa hoje o Antônio Carlos Verardi, o funcionário mais antigo do Grêmio Uma de suas grandes frases foi: ‘Eu só sou o que sou porque pertenço ao Grêmio’. Nossos sentimentos aos amigos e familiares”, escreveu em sua conta no Facebook.

Morre o jornalista e advogado Marco Antônio Chagas

Morre o jornalista e advogado Marco Antônio Chagas

Notícias Obituário

Morreu nesta segunda-feira, 22, o jornalista e advogado Marco Antonio de Azevedo Chagas, 56. Ele estava internado desde o dia 8 de abril, no Hospital Moinhos de Vento. Formado pela Unisinos, Chagas iniciou a sua carreira profissional na rádio Gaúcha e foi diretor do Sindicato dos Jornalistas entre os anos de 1998 a 2010. Um lutador pelas causas dos Jornalistas, Chagas dedicou parte de sua vida como advogado trabalhista. Ele deixa a esposa Paula e os filhos Thiago, 21 anos e Thales, 9 anos.

O velório está sendo realizado desde às 11 horas desta terça-feira na capela B do Cemitério São Miguel e Almas, com sepultamento previsto para às 17 horas desta terça-feira. Em nota, o SINDJORS se solidarizou em seu site com a família e amigos do jornalista.

Obituário: Morre o professor José Giusti Tavares

Obituário: Morre o professor José Giusti Tavares

Destaque Obituário

O professor e escritor gaúcho José Giusti Tavares faleceu na noite passada em Porto Alegre. A causa da morte não foi informada. O velório começa às 8 horas e cremação à tarde, no Crematório Metropolitano.

José Antônio Giusti Tavares foi Doutor em Ciência Política e  Professor de Ciência Política no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi Pesquisador Associado no Centre d’Études et de Recherches Internationales, Fondation Nationale des Sciences Politiques, em Paris; Guest Scholar e Visiting Fellow do Helen Kellogg Institute for International Studies, Notre Dame University, em Indiana, US. Autor dos livros A Estrutura do Autoritarismo Brasileiro; Sistemas Eleitorais nas Democracias Contemporâneas – Teoria, Instituições, Estratégia; Reforma Política e Retrocesso Democrático; e Representação Política e Governo – J. F. de Assis Brasil Dialogando com os Pósteros. Organizador e coautor de Totalitarismo Tardio – O Caso do PT, entre outros livros.

Obituário: Morre o cinegrafista Jair Alberto.  Corpo está sendo velado no cemitério jardim da paz

Obituário: Morre o cinegrafista Jair Alberto. Corpo está sendo velado no cemitério jardim da paz

Destaque Obituário

As “timelines”dos repórteres que passaram nas últimas décadas pela RBS TV e TV Globo amanheceram tristes, são inúmeros os relatos de histórias do grande jair Alberto, grande não só no corpanzil, mas na imensidão do seu olhar. Eu sai poucas vezes com ele para reportagens, mas quando sai me senti dirigido por mãos seguras e um olhar diferenciado. No nosso dia-a-dia costumamos destacar os repórteres, muito mais que os cinegrafistas nos esquecendo o básico, TV é imagem.

Jonas Campos, que trabalhou com Jair Alberto, no Rio Grande do Sul e na Região Amazônica, escreve: “Jair Alberto, repórter cinematográfico. Na Amazônia, entre tantos trabalhos, cobriu o caso Chico Mendes ao lado de Caco Barcelos, acompanhou as buscas aos ianomâmis desaparecidos com Marcos Losekan. Trabalhou em Brasília na sucursal da Globo. Começou na RBS TV onde projetou grandes repórteres. Foi meu mestre, me ensinou muito do que sei em televisão, um irmão, uma pessoa maravilhosa. Numa enchente em Itaqui eu e ele fomos pra lá. Eu crente que seria apenas uma reportagem pro JN, se tanto. Graças ao Jair Alberto, ficamos aquela semana toda no ar no JN. Várias reportagens. Ele dava uma ideia atrás da outra. E emocionamos o Brasil com o drama dos gaúchos isolados na fronteira. Alegre, confiante, brincalhão. Fiquei sabendo pelo Gilberto Lima, que Jair Alberto faleceu ontem no hospital da PUC. O enterro será hoje às quatro da tarde no Jardim da Paz. Um abraço fraterno na família, viúva, filhos, em todos. Jair Alberto merece muitos aplausossssssssssssssssss!!!!”

 

Jair Alberto foi um dos grandes da profissão e isso fica bem claro, na entrevista abaixo feita pelo Ricardo Azeredo, com quem formou dupla centenas de vezes e está publicada no site: http://ricardoazeredo.com.br   A conversa da a dimensão do profissional que perdemos hoje.  Velório no cemitério jardim da paz e sepultamento as 16:00hs

 

Este grande repórter cinematográfico gaúcho é uma das mais sólidas referências profissionais em telejornalismo. Veterano de coberturas por todo o Brasil e no exterior, trabalhou com os grandes repórteres da Globo, mas teve a maior parte de sua exitosa carreira aqui no RS. Começou na extinta TV Guaíba nos anos 70 e depois foi para a TV Gaúcha, rebatizada mais tarde como RBSTV.

Cinegrafista obstinado, dono de uma peculiar teimosia em não abandonar a pauta antes de obter imagem ideal, Jair Alberto foi fundamental na formação de muitos repórteres (incluindo eu) com sua visão jornalistica aguda e inesgotável capacidade de trabalho. Hoje está aposentado,  depois de inscrever definitivamente seu nome entre os maiores da categoria.

1) A imagem mais difícil que já gravou:

– Foi no meio da mata amazônica, onde eu e a equipe tivemos que conquistar a confiança de uma tribo onde ninguém falava nossa língua e tentar uma aproximação para fazer a reportagem para TV Globo. A tribo não era civilizada, e passamos por momentos muito difíceis e perigosos. Por fim, obtivemos sucesso.

2) O pior momento para um cinegrafista:

– Quando tu estas preparado para exercer o trabalho, e o equipamento falha…

3) A imagem mais gratificante:

– Foi quando encontrei e filmei um avião que havia caído na selva amazônica. A notícia que tínhamos era que ele tinha ficado sem combustível. Depois de alguns dias de procura, encontramos vivo um dos oito garimpeiros de Roraima que estavam neste avião. Ele nos levou até o local da queda. Foi muito significativo descobrir a verdadeira causa do acidente: o avião tinha sido abatido com 32 tiros pela polícia da Venezuela. Esta reportagem trouxe não só a gratificação desta descoberta, como o reconhecimento em nível nacional de toda a equipe. O fato gerou também um conflito diplomático, e as autoridades venezuelanas foram obrigadas a divulgar um pedido público de desculpas.

Jair Alberto e Ricardo Azeredo

4) O maior perigo que já enfrentou trabalhando:

–  Em uma das muitas viagens que fiz na Amazônia, uma em especial foi bastante delicada. Viajando num avião com outros 40 passageiros (funcionários da Petrobrás), a porta se abriu em pleno ar,  colocando em risco a vida de todos. Dois passageiros rapidamente conseguiram fechar a porta, evitando um acidente.

Outro momento de muita tensão foi quando eu e alguns repórteres fomos atacados por uma tribo na Amazônia. Eles nos perseguiram com bordunas (grandes porretes que os índios usam como cacetetes) e facões. Estavam completamente descontrolados, encarando-nos como inimigos. Felizmente conseguimos reverter a situação e ninguém saiu ferido.

 5) O maior defeito de um cinegrafista?

–  Ser irresponsável ao não checar o equipamento (bateria, testar a câmera, etc) antes do trabalho, porque isso pode prejudicar toda a reportagem e fazer com que se perca um flagrante, por exemplo.

6) E de um repórter?

– É não colaborar para ter diálogo com o cinegrafista antes da reportagem, não discutir a matéria, não dar detalhes sobre, como e quem deve ser enfatizado nela; não ter espírito de equipe.

7) Câmeras modernas salvam cinegrafistas limitados?

– Sim, porém não o aprimora. É a experiência com equipamentos variados que o torna um repórter cinematográfico e não apenas um câmera. Buscar mais conhecimento e a perfeição distingue um bom profissional dos demais.

8) O cinegrafista deve interferir na edição?

– Na maioria das vezes, interferir para dar a sua visão do fato e de como ele aconteceu, para a melhor transmissão da realidade.

9) Como a tecnologia está influenciando no papel do cinegrafista?

– É uma aliada do cinegrafista, pois a tecnologia dos equipamentos fornece a melhor eficácia da imagem e a rapidez no processo de edição e conclusão da matéria.

10) O que é mais importante no olhar do cinegrafista?

– O olhar de um cinegrafista de verdade é o olhar que envolve tudo a sua volta, mostrando a imagem que desvenda tudo nos detalhes; tem que ser sensível e criativo ao desvendar uma realidade, criticar uma situação.

11) Cinegrafista mulher tem espaço?

– Muito, como todos os demais. O que diferencia um profissional do outro é a vontade de ser o melhor, a disciplina e a eficiência, não o sexo.

Jair Alberto e Ricardo Azeredo

12) Há diferença em trabalhar com repórter homem ou mulher?

– Nenhuma, em absoluto! A diferença está em ser um bom ou mau profissional.

13) Dica para cinegrafistas novatos:

– Um profissional só é completo quando faz o que realmente gosta. E que no seu cotidiano busca ser o melhor e transmitir sempre a verdade. Estudar muito os recursos e equipamentos com que trabalha, e sempre participar das reuniões de pauta sobre as reportagens. Isso é muito importante na hora de saber o que e como transmitir determinada imagem.

14) E para repórteres novatos:

– Esta resposta deixo para ti, Azeredo!

15) Qual o tipo de reportagem mais desafiadora?

– É aquela em que tu não conheces a realidade que vai filmar; aquela que te surpreende e te emociona. Estas são as mais prazerosas!

16) Como percebe o olhar dos editores e chefes de reportagem sobre o trabalho dos cinegrafistas?

– Em geral valorizam o profissional.  Acredito que eles reconhecem este profissional como o “veículo” que molda a imagem, que tem tato para absorver o melhor dela. Muitas vezes o cinegrafista trabalha junto aos editores e chefes de reportagem, enriquecendo o resultado final com o trabalho em equipe.

17) Cinegrafistas que fizeram história:

– Odone, Milton Cougo, Ricardo Nunes, Wilson Ferrari.

18) O telejornalismo mudou?

– A tecnologia engrandece o telejornalismo. Ao longo dos anos, equipamentos mais modernos, formas alternativas de apresentar reportagens e a experiência dos jornalistas em geral, fizeram com que a informação pudesse ser transmitida com mais rapidez, agilidade e responsabilidade.

19) As emissoras de TV usam cada vez mais imagens de populares feitas com celulares e câmeras amadoras. Isso preocupa?

– É importante pra sociedade. A tecnologia é sem dúvida necessária. Um cinegrafista amador, por exemplo, mostrará uma imagem inédita que servirá também para informar ao mundo algum acontecimento. O crescimento desta “classe” é inevitável. Porém, não desmerece de forma alguma o trabalho de um profissional habilitado para este ofício, pois quem o faz com categoria, sempre terá mercado de trabalho.

Morre o radialista Cláudio Monteiro. Primeiro apresentador do Gaúcha Hoje e cultuador da memória das radionovelas brasileiras

Morre o radialista Cláudio Monteiro. Primeiro apresentador do Gaúcha Hoje e cultuador da memória das radionovelas brasileiras

Comunicação Destaque Obituário

O radialista Cláudio Monteiro faleceu neste sábado pela manhã, a informação é do jornalista e professor da UFRGS, Luiz Artur Ferrareto, publicado nas suas redes sociais:

“Faleceu Cláudio Monteiro, comunicador que, na virada da década de 1970 para a de 1980, alegrou o início das manhãs de muita gente com seu estilo irreverente e seus personagens no Gaúcha Hoje, programa do qual foi o primeiro apresentador. Era o principal cultuador da memória das radionovelas no país, tendo mantido e valorizado esse tipo de produção com seu estúdio, um site e até uma revista. Que manhã triste de sábado a contrastar com aquelas nas quais eu acordava e minha mãe estava na cozinha, preparando o café e escutando o Monteiro. No link https://bit.ly/2Jgr6CX, um pouco da história dele, sem dúvida um baita comunicador e uma figura das mais simpáticas que eu tive a oportunidade conhecer. Vai em paz, “meu quiguido”! ”

Monteiro começou a atuar na Rádio Porto Alegre, em 1958, no período das transmissões da radionovela, no Rio Grande do Sul, e chegou às manhãs da rádio Gaúcha como apresentador do programa “Gaúcha Hoje”, em 1980, no qual trabalhou até 1986. O nome verdadeiro é Cláudio Miguel Gosen, mas ninguém saberia quem é ele se assim fosse identificado. Cláudio Monteiro foi o nome que este jornalista, que se criou dentro de estúdios de rádio, escolheu. O sobrenome adotado por ele era o utilizado pela mãe quando solteira.

Nascido no dia 03 de janeiro de 1949, em Porto Alegre, Monteiro começou sua história como radialista muito cedo. Uma trajetória que se confunde com a da radionovela no Rio Grande do Sul. Aos nove anos, levado pelo pai, ele já freqüentava os estúdios da Rádio Porto Alegre, que ficava no antigo Grande Hotel, onde atualmente é o Rua da Praia Shopping. Foi ali, que no mesmo ano de 1958, Monteiro estreou, em um papel simples, porém inesquecível.

Com o restante do elenco, ele ensaiava durante toda a semana para que a radionovela fosse ao ar aos domingos. O pequeno radioator dedicava tanto tempo para interpretar um vendedor de jornais e dizer apenas uma frase, que aliás, ele não esquece mais: “Extra, extra, assassino foi preso”. O mais gratificante para ele, foi poder tão cedo conviver com grandes nomes do rádio gaúcho, como José Fontes, Célia Teresinha e José Luis Aguiar, que nesta época era o diretor da emissora.

A Rádio Porto Alegre atuava na área de entretenimento, basicamente na cobertura esportiva, dedicando um certo espaço a outras atrações, como as novelas e programas nativistas. Nesta época, a emissora estava entre as três mais ouvidas na capital, perdendo apenas para a Gaúcha e para a Farroupilha.

A carreira no rádio começava a se encaminhar. Com apenas 13 anos, Cláudio Monteiro, superava a indefinição da voz e se tornava locutor da Rádio Porto Alegre. Com 14, ele passou a trabalhar na Rádio Pampa, que funcionava no primeiro andar da Galeria do Rosário, onde foi locutor de notícias e comerciais. Clique aqui e confira a reportagem completa em Vozes do Rádio/Famecos.

A despedida de Cláudio Monteiro ocorrerá neste sábado na capela oito do Cemitério João XXIII, em Porto Alegre. O sepultamento será às 17h30min.

Porto Alegre: Desligamento de energia elétrica poderá causar falta de água

Porto Alegre: Desligamento de energia elétrica poderá causar falta de água

Comunicação Destaque Obituário

A parte alta da Vila São José, Vila São Guilheme e parte da rua Primeiro de Setembro poderão ficar sem água a partir da tarde desta segunda-feira, 4, devido a um desligamento programado da Companhia Estadual de Energia Elétrica. O serviço afeta a região onde está localizada a Estação de Bombeamento São José Cota 200 e deve se estender das 13h às 18h para melhorias na rede elétrica.

A previsão do Dmae é normalizar o abastecimento de água na noite de segunda-feira. Caso chova, a companhia de energia elétrica suspende o serviço por razões de segurança.
Aspecto da água – No retorno do abastecimento poderá ocorrer turbidez e cor escura devido ao arraste de micropartículas inertes, não prejudiciais à saúde, que eventualmente se desprendem das paredes internas da tubulação pela pressão da água. O Dmae orienta os consumidores a registrar o endereço da ocorrência via telefone 156 opção 2 para eventual lavagem da rede ou do ramal predial.

Informações do Dmae:
Fone 156, opção 2
Chat – centraldmae.procempa.com.br/chat/
Twitter – twitter.com/DMAEPOA
Facebook – www.facebook.com/DmaePortoAlegre/
Correio Geral – dmae@dmae.prefpoa.com.br

Obituário: Morre o cirurgião plástico Ricardo Lodeiro

Obituário: Morre o cirurgião plástico Ricardo Lodeiro

Comunicação Notícias Obituário

Faleceu hoje em Porto Alegre, o médico e cirurgião-plástico, Ricardo Lodeiro. A informação é que ele faleceu durante um procedimento cirúrgico no Hospital Conceição. Durante muitos anos ele atuou no Hospital Dom João Becker, em Gravataí.

O velório ocorre no Cemitério São Miguel e Almas, capela “N”, até às 16h.  Endereço: Av. Oscar Pereira, 400, Bairro Azenha.