A TV brasileira antes e depois de Jorge Fernando; por Zeca Kiechaloski*

A TV brasileira antes e depois de Jorge Fernando; por Zeca Kiechaloski*

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A televisão brasileira, certamente, pelo menos a dramaturgia televisiva, pode ser nitidamente classificada como antes e depois de Jorge Fernando. Foi ele, juntamente com Guel Arraes, que jogou a caretice das novelas para longe e tirou, com muito bom humor, todas as teias de aranha que ainda persistiam em fiar suas teias. Já havia nos encantado com sua atuação em ” Ciranda, Cirandinha ” , talvez o primeiro programa que falava uma linguagem que jovens entendiam. Seus episódios eram sempre lições de humanidade, generosidade e solidariedade. De forma simples e direta.

Já ensaiou uma modernidade em direção na novela ” O jogo da vida ” a primeira, de maneira meio acanhada, comédia declarada da televisão. Mas foi em ” Guerra dos sexos ” ( a primeira versão, por favor ! ), que isso foi levado às últimas consequências. Se nada mais bastasse, somente a coragem de colocar dois monstros sagrados do teatro brasileiro ( Fernanda Montenegro e Paulo Autran ) para representar uma cena típica do pastelão mais bobo que pode haver, valeria. Uma coisa impensável, virou realidade e antologia. Além disso, Jorge Fernando dirigiu cinema, shows de música e teatro ( ” Fica comigo esta noite “, com Débora Bloch e Luiz Fernando Guimaraes talvez seja seu melhor exemplo ). Jorge Fernando era também um comediante dos melhores. Aliás, tudo que fazia era sempre o melhor.

Nunca houve na telenovela brasileira um diretor que soubesse fazer tão bem um primeiro e último capítulo de uma novela. Mas, como a dita real não é uma novela com final feliz, o último capítulo de Jorginho nos deixou triste, impactados, saudosos e infelizes. Não era um capitulo final que Jorge Fernando dirigiria ou faria. Nem nós.

ZecaKiechaloskiZeca Kiechaloski, ator e cinéfilo*

 

 

 

 

Morre no Rio o ator e diretor Jorge Fernando

Morre no Rio o ator e diretor Jorge Fernando

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Morreu na noite de ontem (27), no Rio de Janeiro, o ator e diretor Jorge Fernando, de 64 anos. Ele estava internado no hospital Copa Star. Segundo o hospital, Jorge Fernando deu entrada na unidade no fim da tarde de domingo e morreu devido a uma parada cardíaca em decorrência de uma “dissecção de aorta completa”.

O distúrbio se caracteriza pelo rompimento da camada interna da artéria aorta, permitindo que o sangue circule entre as outras camadas.

A aorta é a maior artéria do corpo, responsável por distribuir o sangue oxigenado que sai do coração para as artérias menores.

Jorge Fernando começou no teatro como ator nos anos 1970. Na televisão, o seu primeiro trabalho foi em 1978 na série “Ciranda, cirandinha”, onde fazia o papel de Reinaldo.

Jogo da Vida

Três anos mais tarde, já trabalhava como diretor em Jogo da Vida, de Silvio de Abreu e Janete Clair. Na Rede Globo, dirigiu mais de 30 novelas, além de séries e casos especiais.

Entre seus principais trabalhos atrás das câmeras está a novela Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu, que foi considerada um marco pela linguagem revolucionária para o horário das 19 horas.

Seu último trabalho como diretor foi este ano, em Verão 90. Jorginho, como era chamado carinhosamente pelos amigos, ficou longe da televisão por dois anos, após sofrer um AVC.

No teatro, ficou marcado pelas produções da atriz Claudia Raia. Informações sobre o velório ainda não foram divulgadas. (Agência Brasil)

Artigo: O Testamento Vital e a possibilidade de recusa a tratamentos de suporte à vida por pacientes terminais; por Rute Carolina Fernandes*

Artigo: O Testamento Vital e a possibilidade de recusa a tratamentos de suporte à vida por pacientes terminais; por Rute Carolina Fernandes*

Artigos Direito Notícias Obituário Opinião

A vida e a morte são temas que acendem as mais acirradas discussões no campo religioso, ético e filosófico. Para o direito, a morte gera diversas consequências jurídicas, pois importa na cessação da personalidade civil. Embora a cultura brasileira seja extremamente alicerçada à religião, cada vez mais tem-se refletido sobre a finitude da vida e a busca pelo respeito à autonomia da vontade e à dignidade da pessoa humana.

Nesse viés, tem ganhado força a discussão sobre a ortotanásia, que é a recusa de pacientes terminais a se submeterem a tratamentos que não trarão o resultado esperado: a cura. Isso porque os novos recursos médicos e tecnológicos permitem a adoção de tratamentos e medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, fenômeno conhecido por distanásia ou obstinação terapêutica (L’archementthérapeutique), sem apresentar eficácia.

Contudo, quando há a opção do doente pela ortotanásia, são inevitáveis os conflitos de ordem ética por parte dos médicos e morais por parte dos familiares envolvidos que, não poucas vezes, divergem entre si para fazer valer – ou não – a vontade do paciente. Diante da existência de lacuna na legislação brasileira sobre o assunto, a alternativa encontrada pelos pacientes que rejeitam sua submissão a tratamento comprovadamente ineficazes, é a busca por amparo pelo Poder Judiciário.

Os Tribunais pátrios, por sua vez, têm se posicionado no sentido de preservar a vontade do paciente, analisando o conflito entre o direito à vida e a dignidade da pessoa humana e, por meio da ponderação, têm permitido a prática da ortotanásia, entendendo pela “vida com dignidade” ou uma “razoável qualidade”.

O Conselho Federal de Medicina, por meio das Resoluções 1.805/2006 e 1.995/2012 admite a prática da ortotanásia, sendo lícito ao médico limitar ou suspender procedimentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.

Indo ao encontro das normativas do Conselho Federal de Medicina, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 149/2018, que dispõe sobre as diretivas antecipadas de vontade sobre tratamentos de saúde. A justificativa para o Projeto de Lei é o reconhecimento à autonomia dos pacientes, especialmente daqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade e sem condições de expressar sua própria vontade. O Testamento Vital, como é conhecido, também servirá para afastar qualquer divergência de opinião por parte de alguns familiares sobre o desejo do declarante em relação ao término de sua vida.

Se aprovado o Projeto, o Brasil trilhará o mesmo caminho de outros países, como Estados Unidos, Suíça, Holanda e Espanha, que já possuem previsão legal para a realização da ortotanásia. No documento, formalizado por meio de escritura pública, deverá constar a intenção do declarante quanto a receber ou não determinados cuidados médicos em situação futura, na hipótese de se deparar com doença grave e incurável e que não puder, em função de sua condição de saúde, expressar autonomamente a sua vontade.

Ao declarante é facultado, ainda, indicar uma pessoa de sua confiança para que tome as decisões sobre os cuidados à sua saúde, quando não puder fazer diretamente. O documento deverá ser anexado ao prontuário do paciente, podendo ser revogado a qualquer momento, ainda que de forma verbal, diretamente ao médico.

O Testamento Vital, portanto, é um instrumento que assegura a autonomia do doente, assim como, sob a ótica médica, serve para resguardar o profissional que entende por não mais prolongar a vida de um paciente incurável que já havia expressado sua vontade.

RUTE (1)*Rute Carolina Fernandes; advogada e sócia do escritório Rossi, Maffini, Milman & Grandos Advogados

Obituário: Morre o arquiteto e urbanista Moacyr Moojen Marques

Obituário: Morre o arquiteto e urbanista Moacyr Moojen Marques

Destaque Obituário

Em nota no seu site, o CAU(Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul), comunica o falecimento do arquiteto e urbanista Moacyr Moojen Marques. Arquiteto formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FA/UFRGS) em 1957 e Urbanista pela mesma universidade em 1960, Moacyr foi professor da disciplina de Urbanismo e Arquitetura Paisagista por dez anos (1968 – 1978) na UFRGS. Também atuou como arquiteto e urbanista da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (1958 – 1987).

AUDITÓRIO-ARAÚJO-VIANNAAlém de atuar com planejamento urbano, Moacyr fundou o escritório Moojen e Marques Arquitetos Associados (MooMAA) em 1960 e a Equipe e Arquitetos em 1962. Para citar um entre tantos trabalhos de renome, está o projeto arquitetônico para a revitalização do Auditório Araújo Vianna, patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre, reinaugurado em 2012.

Em 1987, o arquiteto e urbanista recebeu a Medalha da Cidade de Porto Alegre; já em 1997, foi agraciado com o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre e, em 2000, eleito Arquiteto do Ano pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (SAERGS). “Lamentamos muito a perda do Moacyr, um nome fundamental no planejamento urbano de Porto Alegre e um dos grandes mestres de nossa profissão. Eu mesmo o considerava um de meus mentores, pois ele foi muito importante na minha escolha pelo Urbanismo como campo de atuação profissional. Esta é uma grande perda a todos os profissionais de Arquitetura e Urbanismo”, afirma o presidente do CAU/RS Tiago Holzmann da Silva, que atuou como estagiário no escritório Moacyr Moojen Marques e, brevemente, como arquiteto e urbanista recém formado.

O velório acontece hoje (11/10), até às 18h, na Capela 7 do Cemitério Ecumênico João XXIII (Avenida Natal, 60), em Porto Alegre.

Obituário: Morre Ruben Toillier, ex-presidente da Oktoberfest; por Bruna Lovato e Rafael Cunha/Gazeta do Sul

Obituário: Morre Ruben Toillier, ex-presidente da Oktoberfest; por Bruna Lovato e Rafael Cunha/Gazeta do Sul

Notícias Obituário

Um dos grandes nomes de Santa Cruz do Sul faleceu na manhã deste domingo, 6. Ruben Toillier, de 71 anos, ex-presidente da Oktoberfest e antigo proprietário do Restaurante da Gruta estava internado no Hospital Santa Cruz por causa de um câncer. O velório começou às 15 horas na Capela da Funerária Halmenschlager, na Avenida Independência 1.356. O sepultamento será nesta segunda-feira, às 9 horas, no Cemitério Evangélico Centenário de Rio Pardinho.

Clique aqui e leia a íntegra na Gazeta do Sul.

Morre o jornalista Newton Carlos, pioneiro da cobertura da América Latina e do colunismo internacional no Brasil; de O Globo

Morre o jornalista Newton Carlos, pioneiro da cobertura da América Latina e do colunismo internacional no Brasil; de O Globo

Destaque Obituário

O site do jornal O Globo, informa que o jornalista Newton Carlos, um pioneiro no Brasil da cobertura da América Latina e do colunismo sobre questões internacionais faleceu hoje. Classificado como um mestre por uma geração de profissionais que fizeram a história da imprensa brasileira, entre eles Janio de Freitas e Clóvis Rossi , o jornalista Newton Carlos de Figueiredo morreu aos 91 anos na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Começou no jornalismo nos anos 1940, no Correio da Manhã, trabalhou no Jornal do Brasil e foi colunista durante 25 anos da Folha de S. Paulo, com a qual continuou a colaborar até pelo menos 2013.

O jornalista escreveu mais de duas dezenas de livros, entre eles “América Latina dois pontos”, “A conspiração”, “O arsenal sul-americano de Saddam Hussein”, “Camelot, uma guerra americana” e “Bush e a doutrina das guerras sem fim”. Ganhou o Prêmio EFE, entregue pelo rei da Espanha.

Leia a íntegra da notícia no site de O Globo.

Tradicionalista Antonio João Sá Siqueira morre aos 91 anos em Porto Alegre. Integrante do “Grupo dos Oito” foi um dos fundadores do 35 CTG

Tradicionalista Antonio João Sá Siqueira morre aos 91 anos em Porto Alegre. Integrante do “Grupo dos Oito” foi um dos fundadores do 35 CTG

Destaque Obituário

O tradicionalista, médico veterinário e professor universitário Antonio João Sá Siqueira morreu aos 91 anos no final da madrugada deste sábado, em Porto Alegre. Siqueira estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Moinhos de Vento desde a última quinta-feira. Foi realizado um procedimento de cateterismo, mas Siqueira, que tinha um quadro isquêmico, não resistiu.

Antonio João Sá de Siqueira era Professor Emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Formado em Medicina Veterinária em 1951, ele teve sua trajetória na academia relacionada ao ensino e ao desenvolvimento da Bioquímica. Foi um mestre admirado pelos alunos e docentes da instituição.

Ao lado de Paixão Côrtes, como um dos componentes do movimento “Grupo dos Oito”, Siqueira participou da criação do Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Júlio de Castilhos e, posteriormente, do CTG 35. Siqueira deixa um legado de amor ao Rio Grande, de preservação e de fortalecimento da cultura gaúcha. (Correio do Povo)

Jacques Chirac, ex-presidente francês, morre aos 86 anos

Jacques Chirac, ex-presidente francês, morre aos 86 anos

Comunicação Mundo Notícias Obituário

O ex-presidente da França, Jacques Chirac, um dos mais longevos presidentes da história da França, morreu nesta quinta-feira, 26, em Paris. A informação foi confirmada pela família à agência France Presse.

O ex-chefe de Estado francês tinha 86 anos, e sua carreira política é considerada uma das mais excepcionais da França. Chirac foi primeiro-ministro, ministro e prefeito de Paris. Como chefe de Estado, governou o pais por dois mandatos, entre 1995 e 2007.

Chirac se tornou uma celebridade entre moderados por ter sido o presidente que se opôs à intervenção americana no Iraque, vetando o aval da ONU no Conselho de Segurança – enquanto o Reino Unido de Tony Blair embarcava no conflito ao lado de George W. Bush.

Leia mais em O Estado de S.Paulo


Morre o cantor português Roberto Leal

Morre o cantor português Roberto Leal

Cultura Destaque Obituário
O cantor português Roberto Leal morreu na madrugada deste domingo (15), em São Paulo, aos 67 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Samaritano, onde o cantor estava internado.De acordo com a assessoria do cantor, Roberto Leal faleceu às 3h37 vítima de um melanoma maligno (câncer de pele) que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome de insuficiência hepato-renal. Leal estava internado no hospital desde terça-feira (10).O velório será aberto ao público e acontecerá na segunda-feira (16) na Casa Portugal, das 7h às 14h. O enterro será às 15h, no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, informou a assessoria do cantor.

Biografia

Roberto Leal nasceu em 1951 na aldeia de Vale da Porca, no norte de Portugal. Aos 11 anos veio para o Brasil acompanhado pelos nove irmãos e pelos pais. O cantor ficou famoso no Brasil pela música “Arrebita”, que estreou nos palcos em 1971, na Discoteca do Chacrinha, da TV Globo. Em sua carreira, vendeu mais de 25 milhões de discos. (Agência Brasil)

Clique aqui e veja a entrevista de Roberto Leal para Veruska Boechat, na Band. O cantor fala de sua luta contra o câncer e outras histórias.

 

 

Obituário: Ex-governador de São Paulo Alberto Goldman morre aos 81 anos

Obituário: Ex-governador de São Paulo Alberto Goldman morre aos 81 anos

Notícias Obituário
O ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, morreu por volta das 13h neste domingo (1), aos 81 anos. Goldman estava internado desde 19 de agosto no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, após passar mal e ser submetido a uma cirurgia no cérebro.

A assessoria de imprensa do político informou que ele foi ao hospital no dia 19 de agosto, como parte do tratamento de um câncer na região cervical, mas passou mal e exames constataram sangramento no cérebro. Goldman passou por cirurgia e estava internado desde então.

O governador paulista João Doria lamentou a perda “para a família, para o estado e para o país” e decretou luto oficial de três dias no estado de São Paulo. O governo de São Paulo ofereceu o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, como espaço para o velório de Goldman. No entanto, a família do ex-governador optou por realizar o velório no Palácio 9 de julho, onde fica a Assembleia Legislativa do Estado.

A prefeitura de São Paulo também lamentou, em nota, a morte. “De deputado a ministro, tendo assumido o governo de São Paulo quando José Serra deixou o cargo para concorrer à presidência da República, Goldman foi um dos mais combativos políticos brasileiros, sempre defendendo as causas dos mais necessitados. Vai fazer falta à vida pública do país”. (Agência Brasil)