Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

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O COAF é um dos inúmeros subprodutos da mentalidade coletivista estatista que assola o mundo.

Ele existe porque o governo acha que liberdade e privacidade se subordinam à vigilância e segurança.

Claro, vigilância e segurança dele, o governo.

O governo quer saber o que fazemos com o que é nosso porque, como ele mesmo tem muito poder para intervir nas nossas relações, se dá ao luxo de seguir o dinheiro para ver quem não está dentro dos conformes estabelecidos por ele mesmo.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a corrupção dos agentes do próprio governo e o enriquecimento ilícito, ele quer também, principalmente, xeretar na vida das pessoas e combater o tráfico de drogas, a sonegação fiscal e mesmo o enriquecimento privado do qual o governo sempre ambiciona um naco.

Terrorismo e corrupção são as únicas atividades violentas nesse rol, as demais são indivíduos ou grupo de indivíduos interagindo para produzir, comerciar ou consumir o que contratam livremente.

Só a existência do COAF, de leis que obrigam os bancos e outras instituições a informarem o que deveriam manter sob sigilo, mostra que vivemos num estado de sítio, onde os direitos individuais, entre os quais à liberdade e à propriedade, são violados sistematicamente.

Interessante é saber que a sociedade não apenas não crítica a existência dessa aberração cívica, como a aplaude.

De novo, não se resolve problemas como corrupção ou enriquecimento ilícito atuando sobre as consequências, devemos tratar das causas, entre elas, a necessidade da redução drástica dos poderes do estado para proteger nossos direitos.

O COAF é mais um enxugador de gelo que ajuda a produzir água congelada.

O dia em que uma investigação criminal batesse à porta de um banco, caberia aos investigadores obterem autorização judicial para vasculharem o que estivesse relacionado com o crime investigado. Isso é estado de direito. Qualquer coisa fora disso, é estado policialesco.

Discussão profunda não é se o COAF vai ficar com A ou B. Devemos discutir se o COAF deveria existir, se tem valor, para quem e para o quê.

Roberto-Rachewsky*Roberto Rachewsky, Empresário

 

 

 

 

ASSISTA: Liberalismo – o empresário Roberto Rachewsky no Programa BahTchêPapo com Felipe Vieira

ASSISTA: 21h30/TVU: Felipe Vieira entrevista Roberto Rachewsky, um liberal em Cuba

 

 

 

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

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​O radicalismo das redes sociais é uma obviedade. Mas ao contrário do que muitos defendem, considero o conteúdo destas plataformas a reprodução do que se observa no cotidiano. A falta de educação é gritante. A ausência dos mínimos gestos de respeito salta aos olhos. “Ser humano” é, quase sempre, apenas uma força de expressão. Todo pai ou mãe conhece a histórias das “palavrinhas mágicas”. Trata-se do resumo da importância do uso de expressões como “bom dia”, “até logo”, por favor”, “desculpe”, “até logo”. E isto precisa ser ensinado na mais tenra idade para forjar cidadãos civilizados. O mais incrível é que a falta de compostura social é reflexo do comportamento dos adultos. Como se sabe, o exemplo é sempre o melhor conselheiro. De nada adianta falar, citar casos de desequilíbrio emocional e não ser cortes no trato social.

Desde piá aprendi a importância da ser educado. Não apenas por cortesia, mas porque toda pessoa educada é diferenciada e orgulha seus pais. Noto isso no meu dia a dia. Costumo dar lugar na hora de sair do elevador, deixo idosas e mulher passarem à frente na filha do supermercado ou na hora de entrar na lotação e cedo lugar quando não há poltronas disponíveis.

A reação das pessoas é incrível. Uma senhora, por volta dos 70 anos, estendeu a mão para me cumprimentar ao ceder lugar na fila da farmácia:

– Meu filho… meus parabéns! Tu deve ter orgulho dos teus pais por te ensinar a respeitar os mais velhos. Isto é tão raro de acontecer que precisei perguntar duas vezes para ti se tinha ouvido direito!
Fiquei muito orgulhoso pelos meus falecidos pais. Mas ao mesmo tempo senti revolta pela ausência dede um mínimo de urbanidade no dia a dia. Moro numa metrópole – Porto Alegre – nem tão grande. São cerca de 1,4 milhão de habitantes onde a má educação é regra, a exemplo de outras cidades. A irritação das pessoas é gritante. Prova disso é a revolta explícita das pessoas, numa fila, quando deixo alguém passar à frente.

A falta de paciência progride para conflitos e agressões e até crimes nos casos mais graves, como nas brigas entre vizinhos ou no trânsito. A cultura da paz, vista como utópica, deveria permear o currículo escolar desde o Ensino Fundamental. As dificuldades neste Brasil em crise, rachado ideologicamente e rapinado por anos de roubo institucionalizado não podem perdurar. Votar bem e dar o bom exemplo se impõe, sob pena de forjarmos gerações de obcecados pelo poder, bens materiais e sucesso a qualquer custo.

A postagem reiterada de imagens que valorizam a ostentação, o exibicionismo, o consumismo e o individualismo são combustível para comprometer a educação indispensável na convivência social. Vivemos uma guerra não declarada, mas não podemos esmorecer, sob pena de do mundo retroceder e se transformar num bando de bárbaros.

*Gilberto Jasper, Jornalista

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

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Desde o início do governo Trump, ele vem sendo fustigado violentamente pela mídia americana (exceção à Fox News e outros pequenos blogs e sites), pelo Partido Democrata, pela elite de Hollywood e pela esquerda internacional, tudo por conta de supostos “conluios” com os russos, que teriam sido responsáveis pelo resultado das eleições em que Trump saiu vitorioso.

Houve inclusive investigações ao longo de mais de dois anos, tudo a partir de um suposto dossiê que teria sido entregue ao FBI por um ex-agente secreto britânico, onde estariam relacionadas todas as “falcatruas” de Trump antes e depois das eleições.

A história é longa demais e com personagens demais para serem contados aqui. Segue um pequeno resumo:

1) Descobriu-se que o dossiê era fabricado e mentiroso, pago por Hillary Clinton e pelo Partido Democrata;

2) Este dossiê foi utilizado pelo FBI e pelo governo Obama para investigar membros da campanha de Trump por um tribunal especial, que fora enganado para autorizar tais investigações.

3) Já se descobriu que todos os envolvidos na perseguição a Trump estavam a serviço de uma CERTEZA de vitória de Hillary, o que não aconteceu.

4) Depois de iniciada a fraude do dossiê, eles não puderam voltar atrás e iniciaram outra investigação, que já dura dois anos e cujos os resultados – ZERO ABSOLUTO – serão apresentados aos americanos nos próximos dias.

Portanto, nada houve e há contra Donald J. Trump. Nada. Nenhum conluio, nada de corrupção, nada, ABSOLUTAMENTE NADA.

Este é o resumo do resumo.

A mídia internacional está em PÂNICO, pois sabe que o “Muller Probe” terá resultados conhecidos em breve e NADA terá contra Trump. Os democratas americanos estão em estado de pavor, pois já sabem que não têm chance contra a reeleição de Donald Trump. A elite americana, principalmente do nordeste americano e da Califórnia, está deprimida e apoiando candidatos obscuros e socialistas de extrema esquerda, que sempre foram e serão rechaçados pelos eleitores americanos.

Eis porque o governo Bolsonaro se alia e apoia o governo limpo, ousado, vitorioso e espetacular de Trump.

E esta aproximação com os EUA é vital para o futuro do Brasil.

Glauco*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos


Senador gaúcho Paulo Paim se omite em meio ao debate para presidência do Senado

Senador gaúcho Paulo Paim se omite em meio ao debate para presidência do Senado

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O senador gaúcho Paulo Paim (PT) se escondeu no debate para a presidência do Senado. Nos dois dias de idas e vindas não se ouviu a voz do gaúcho. É claro que após a renuncia de Renan Calheiros, ele sempre poderá dizer – em função do maldito voto secreto -, que não votou e não votaria no senador das Alagoas. Porém Paim, não usou o microfone nem para criticar a falta de transparência da eleição para comando da casa. O problema é que os os outros dois senadores gaúchos Lasier Martins(PSD) e Luis Carlos Heinze(PP) declararam seus votos e com isso deixaram evidente a posição de Paim favorável ao alagoano.

A verdade é que Paim teve duas longas sessões, onde entrou quieto e saiu calado. Nenhuma frase saiu da boca daquele que recentemente foi eleito para o terceiro mandato no Senado pelos gaúchos e com certeza queriam saber a posição dele. E não foram poucas às vezes que Paim falou em transparência em seus discursos, algo que agora faltou a ele nas últimas 48 horas. Desta vez na frente da Nação, que assistiu a vergonhosa eleição, – na tentativa de que os seus eleitores não lembrassem do voto dele -,  Paim preferiu o silêncio dos omissos.

Editorial: O ego de Lula; O Estado de São Paulo

Editorial: O ego de Lula; O Estado de São Paulo

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Por mais que o PT tenha se esforçado para fingir que seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, não é um mero preposto de Lula da Silva, há algo que nenhum truque de marketing será capaz de mudar: o PT sempre foi e continuará a ser infinitas vezes menor do que o ego de Lula. Na reta final da campanha eleitoral, justamente no momento em que Haddad mais se empenha para buscar apoio fora da seita lulopetista, o demiurgo de Garanhuns, decerto inquieto na cela em que cumpre pena por corrupção, resolveu divulgar uma carta para exigir – a palavra adequada é essa – que todos reconheçam a inigualável grandeza de seu legado como governante e que votem no seu fantoche se estiverem realmente interessados em salvar a democracia brasileira, supostamente ameaçada pelos “fascistas”.

O tom da mensagem é o exato oposto do que seria recomendável para quem se diz interessado em angariar a simpatia daqueles que, embora não tenham a menor inclinação para votar em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente, tampouco gostariam de ver o PT voltar ao poder. Para esses eleitores, somente se o PT reconhecesse, de maneira honesta e sem adversativas, seu papel preponderante na ruína econômica, política e moral do Brasil nos últimos anos, cujos frutos mais amargos foram o empobrecimento do País e a desmoralização da política, talvez houvesse alguma chance de mudar de ideia. Mas isso é impossível, em se tratando de Lula da Silva, que se considera o mais importante brasileiro vivo e o maior líder que este país jamais terá.

Na carta em que diz que “é o momento de unir o povo, os democratas, todos e todas em torno da candidatura de Fernando Haddad, para retomar o projeto de desenvolvimento com inclusão social e defender a opção do Brasil pela democracia”, Lula não reserva uma única vírgula ao desastre econômico do governo de Dilma Rousseff, outra de suas inesquecíveis criações. Ao contrário: afirma que Dilma sofreu impeachment em razão de uma imensa conspiração de “interesses poderosos dentro e fora do País”, incluindo “todas as forças da imprensa” e “setores parciais do Judiciário”, para “associar o PT à corrupção” – omitindo escandalosamente o fato de que Dilma foi cassada exclusivamente por ter fraudado as contas públicas com truques contábeis e pedaladas. O petrolão, embora tenha sido motivo mais que suficiente para que o PT fosse defenestrado do poder para nunca mais voltar, não foi levado em conta no processo.

Como jamais teve compromisso real com a democracia – que pressupõe respeito a quem tem opinião divergente, para que seja possível o consenso – e também nunca reconheceu a legitimidade de nenhum governo que não fosse o seu ou de seus títeres, Lula não consegue soar democrático nem quando isso poderia favorecer o campo petista. A carta, ao contrário, é uma reafirmação de todas as mistificações que fazem de Lula um dos demagogos mais perniciosos da história nacional.

Lá estão as patranhas que tanto colaboraram para fazer do antipetismo um movimento tão sólido e vibrante, conforme atestam as pesquisas de opinião. Lula, sempre no plural majestático, diz que “fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo” e por isso “tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo”. O sujeito desse complô, claro, é indeterminado, mas unido no que Lula chamou de “ódio contra o PT”.

Tudo porque, diz Lula, “tiramos 36 milhões de pessoas da miséria”, porque “promovemos o maior ciclo de desenvolvimento econômico com inclusão social”, porque “fizemos uma revolução silenciosa no Nordeste” e porque “abrimos as portas do Palácio do Planalto aos pobres, aos negros, às mulheres, ao povo LGBTI, aos sem-teto, aos sem-terra, aos hansenianos, aos quilombolas, a todos e todas que foram discriminados e esquecidos ao longo de séculos”.

Nada mais, nada menos. Esse panegírico só serve para mostrar que Lula é mesmo incorrigível – e que seu arrogante apelo para “votar em Fernando Haddad” e assim “defender o estado democrático de direito” contra a “ameaça fascista que paira sobre o Brasil” não vale o papel em que está escrito.

O Estado de S. Paulo

Leia mais: Carta de Lula sobre o segundo turno das eleições; Lula.com.br

Análise: Mensagens simples e eficazes fazem campanha de Bolsonaro decolar. Taxa de rejeição de candidato do PSL, antes acima dos 40%, caiu para 37%; por Guilherme Evelin/O Globo

Análise: Mensagens simples e eficazes fazem campanha de Bolsonaro decolar. Taxa de rejeição de candidato do PSL, antes acima dos 40%, caiu para 37%; por Guilherme Evelin/O Globo

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Ao confirmar a tendência detectada pelo Datafolha na semana passada, a pesquisa do Ibope mostra que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro , caminha para uma vitória estrondosa no dia 28 – a não ser que um cataclismo aconteça.

É normal que candidatos com maior votação no primeiro turno saiam na frente no round seguinte. Mas Bolsonaro foi além disso. O candidato do PSL não só manteve uma sólida base de seguidores fiéis — 41% deles dizem não ter dúvidas de que votarão no capitão — como atraiu mais eleitores que optaram por outros candidatos no primeiro turno do que Fernando Haddad, do PT.

Bolsonaro conseguiu outro feito. Sua taxa de rejeição, antes acima dos 40%, caiu para 37%, enquanto a de Haddad subiu para 47%. O desempenho do candidato do PSL é resultado de uma campanha de mensagens simples, mas eficazes. Bolsonaro promete mudança ao eleitor desencantado e, para aumentar a rejeição a Haddad, bate no PT, associado à corrupção do sistema político.

Ainda há tempo, em tese, para Haddad protagonizar uma virada. Mas essa meta parece cada vez mais distante — e não só pela diferença de 18%. O tamanho do desafio de Haddad pode ser medido pelo fato de que não basta para ele atrair os eleitores que dizem que vão votar em branco ou nulo — 9%, segundo o Ibope. Para uma virada, Haddad precisa tirar votos de Bolsonaro.

O candidato do PSL não tem dado, porém, margem para erros. Sua campanha é profissional. Com base em atestados médicos, reduziu a exposição a debates e, depois de um primeiro turno focado nas redes sociais, está fazendo uma propaganda para a TV igualmente bem produzida.

Porto Alegre: Parabéns prefeitura pela aceleração das licenças, mas por favor não esqueçam da Sus-ten-ta-bi-li-da-de. A Zona Sul tá no limite!

Porto Alegre: Parabéns prefeitura pela aceleração das licenças, mas por favor não esqueçam da Sus-ten-ta-bi-li-da-de. A Zona Sul tá no limite!

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Leio que seguindo orientação do prefeito Nelson Marchezan Júnior, a Secretaria do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) tem trabalhado de forma acelerada na análise da documentação dos projetos com impacto para gerar crescimento para a cidade. Parabéns ao prefeito e a todos envolvidos. Que cada vez mais venham novos investimentos sustentáveis para Porto Alegre.

Mas, por favor, – e o que vou escrever não é culpa só do Marchezan, mas de todos os outros que vieram antes dele também-, não adianta INCHAR a Zona Sul de Condomínios e Prédios, se não realizarem obras sérias de duplicação das avenidas, alargamento das ruas e proibição de estacionamento dos dois lados da via. E não adianta me falarem da “1/2 sola” que estão fazendo na Coronel Marcos. É insuficiente!

Fala-se tanto em sustentabilidade, conhecedor do conceito, o próprio Marchezan queria trocar o nome da SMAM e criar a Secretaria da Sustentabilidade, não conseguiu e a palavra foi agregada ao tradicional órgão já existente. Pois bem, uma das mais ricas áreas ambientais estará em risco em breve se algo não for feito para ordenar o processo de investimentos na Zona Sul, de Porto Alegre. Há que se preservar agora áreas de recurso renováveis para preservação dos não renováveis. Sinceramente, parece que ninguém está preocupado com os impactos ambientais provocados pelo uso irracional dos espaços urbanos e meio-ambiente da Região. Há muitos anos falta planejamento e existe uma inconsequente aprovação de novos prédios, condomínios. e loteamentos. Onde havia um terreno com uma casa e carros é liberada a construção de um edifício, onde os moradores terão dezenas de veículos; onde havia uma chácara é construído um condomínio… Em áreas maiores? Grandes loteamentos! E isso tudo sem as devidas obras viárias. Mais gente morando, mais veículos trafegando em ruas antigas e despreparadas para o fluxo. E esse aumento do número de automóveis nas vias, significa mais dióxido de carbono sendo emitido, causando mais poluição.  Isso sem contar o stress causado pelos congestionamentos nas pessoas que  perdem tempo preciso no deslocamento casa, trabalho, locais de estudo…

Fica o alerta! O trânsito da Zona Sul está próxima do colapso em horários de pico, se a prefeitura e os empresários investidores não se flagrarem disso vão perder dinheiro e estragar um cartão postal da cidade

O segundo turno começou mais cedo; por Bernardo Mello Franco/O Globo

O segundo turno começou mais cedo; por Bernardo Mello Franco/O Globo

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Agora é oficial. A julgar pelo Ibope, a eleição afunilou de vez entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Se não houver uma grande reviravolta, os dois estarão no segundo turno. Isso equivale a dizer que o duelo final pela Presidência começou mais cedo.

A nova pesquisa praticamente enterra as chances de uma terceira via. Ciro Gomes tentou ocupá-la, mas estacionou em 11% das intenções de voto. Ele precisaria dobrar seu eleitorado para empatar com Haddad na reta final. É uma missão quase impossível a menos de duas semanas das urnas.

Geraldo Alckmin também se esforçou, mas continua atolado na casa de um dígito. Sua campanha entrou no modo de crise permanente. Dia sim, outro também, o presidenciável é abandonado por um aliado do centrão ou do próprio PSDB.

Os partidos da coligação fixaram uma data-limite. Se o tucano não ressuscitar até o Datafolha de sexta-feira, será largado à própria sorte. Os mais afobados não querem esperar a missa de corpo presente. É o caso de seu ex-pupilo João Doria, que já entrou na dança do acasalamento com Bolsonaro.

O capitão manteve seus 28%, mas recebeu três notícias ruins. A primeira foi o crescimento de Haddad, que chegou a 22% e passou a ameaçar sua liderança. A segunda foi o crescimento de seu próprio índice de rejeição, que chegou a 46%. A terceira foi a mudança nos cenários de segundo turno.

Bolsonaro voltou a aparecer em desvantagem na maioria das simulações. Se a eleição fosse hoje, ele seria derrotado por Haddad, Ciro e Alckmin. Só empataria com Marina, que encolheu para 5% e corre o risco de terminar a eleição entre os nanicos.

Os números animaram os petistas, mas não significam que Haddad terá vida fácil. O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, afirma que a verdadeira rejeição do petista é maior que os 30% indicados na pesquisa. Ele diz que o questionário capta a aversão à “pessoa física” do candidato. Seu desgaste tende a aumentar quando o eleitor que não deseja a volta do PT passar a identificá-lo como inimigo.

Leia mais em O Globo.

Opinião: A única saída; por Luiz Artur Ferraretto*

Opinião: A única saída; por Luiz Artur Ferraretto*

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Para mim, começou como uma troca de ofensas entre dois militantes estudantis. Vi no Facebook. Não discutiam política, mas pensavam estar fazendo isso. Um chamava o outro de “filho da puta”. O outro respondia em tom semelhante.
Depois, o filho de uma colega foi duramente agredido por discordar de outros integrantes dentro da mesma facção política. Câmeras de rua gravaram a surra. O rapaz saiu do embate com um braço quebrado e vários hematomas.

Vieram os protestos de 2013. A juventude parecia acordar. No meio da multidão, apareceram marginais. Patrimônio público e privado foi avariado ou destruído. Manifestantes sérios acabaram agredidos por quem deveria protegê-los. Balas de borracha e gás lacrimogêneo. Um cinegrafista – um trabalhador – foi morto. Já não se sabia mais quem era de esquerda ou de direita.

Vieram as eleições de 2014, ano de uma Copa do Mundo sem sentido. Pessoas próximas passaram a considerar “idiotas” a outras pessoas próximas. Motivo: votariam em “antas” ou em “mauricinhos”. Cada um de nós começou a se isolar, a tentar sobreviver em meio a discórdias crescentes.

Uma eleição democrática passou a ser contestada “só de sacanagem” por um bando partidário a acusar o outro. Entramos no jogo. Quem foi eleito, ao invés de procurar unir o país, passou a tentar salvar o próprio pelo. Esqueceu que deveria governar para todos os brasileiros. Parte de uma chapa eleita foi derrubada pela outra parte. Traidor virou esperança e transformou um governo ruim em péssimo, o pior da história.

O “fake” aproximou-se das “news”, afetando o mundo real. Mentir virou uma causa nacional. Combater a mentira transformou-se em necessidade, embora seja tarefa dura e, não raro, quase impossível. “Tudo é mentira, mentira, mentira” não soa mais apenas como um velho tango. Passou a ser a marcha fúnebre da consciência nacional.
Enquanto isso, milhões continuaram seguindo para seus empregos. Iam amedrontados. Muitos foram ficando desempregados pelo caminho. Bala já não era troco. Era bala de revólver. Medo e decepção. Guerra de narrativas e vitimização. Um “heroi” surgiu em Curitiba. Outro “heroi” acabou indo preso para lá. Transformando uma das mãos em revólver e defendendo armas até para crianças mais um “heroi” surgiu. Bala não era mais confeito. Com cartucho, pólvora e espoleta, virara símbolo de campanha.

Agora, uma facada acertou o abdômen do país. Ainda não foi o coração. A democracia parece ferida de morte em uma agressão ao símbolo da defesa da ditadura, a sua contraparte.

Só resta a uns e a outros um caminho: deixar as armas de lado, tanto as da retórica quanto as baseadas no chumbo.

Só o diálogo salva o Brasil. Bem que a agressão poderia iluminar o agredido e seus opositores. Bala e faca nunca resolveram nada. Ofensas não deveriam ocupar o espaço das ideias. A única saída, neste momento de dor, é a razão.

Toneleros ou o assalto ao Reichstag precisam ser coisas do passado. Bala deve voltar a ser um confeito apenas. É hora de buscar a paz. E não a guerra. Para isso, ninguém precisa de herois. Precisa de gente como você e eu, mesmo que um não concorde com o outro. Apertos de mão, abraços e beijos valem muitíssimo mais do que agressões. São neste momento a nossa única saída.

22730560_1665748616776983_387277267865023406_n-150x150*Luiz Artur Ferraretto, Jornalista, Doutor em Comunicação e Professor da UFRGS

Editorial: O perigo da anomia; O Estado de São Paulo

Editorial: O perigo da anomia; O Estado de São Paulo

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