Opinião: Poder sem controle, descontrolado fica; por Mateus Bandeira*

Opinião: Poder sem controle, descontrolado fica; por Mateus Bandeira*

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As confissões de Rodrigo Janot poderia ser nome de livro. Mas, na verdade, as inconfidências do ex-procurador-geral da República desnudam ainda mais um sistema que, por não ter controle, pode se tornar nocivo.

O Ministério Público (MP) surgiu como o conhecemos hoje na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988. A intenção era criar um sistema persecutório independente.

Cabe aos procuradores acusar. Já ao Judiciário é reservado o julgamento.

O Executivo deve fornecer os meios de investigação e punição – por meio das polícias e de fiscais. No começo de tudo, está o Legislativo que tem a prerrogativa de decidir o que é crime.

Aparentemente, trata-se de uma engrenagem onde nenhuma instância atua sozinha. O conhecido checks and balances estaria garantido.

Mas eis que não. Procuradores e promotores agem sem controle. E quem não tem controle, descontrolado fica.

Quarto poder

Primeiro, é preciso perceber que, informalmente, o Ministério Público transformou-se num quarto poder já que, na prática, são plenamente independentes. Basta ver suas prerrogativas.

Procuradores estão no topo da pirâmide salarial brasileira. Trabalham se e quando quiserem, pois ninguém deles pode cobrar produtividade. Caso cometam um delito grave são punidos com a aposentadoria compulsória – assim como os magistrados.

Estas regalias, inalcançáveis para os demais brasileiros, não constituem o aspecto mais grave da instituição. Esta casta abastada e apartada dos brasileiros comuns tem poderes ilimitados sobre os investigados.

Um procurador pode deliberar quando e quem acusar. Pode sentar indefinidamente sobre uma investigação. Pode decidir que um caso mais novo tem prioridade sobre um mais antigo.

Com salários incompatíveis para um país cuja renda média é de R$ 2.286, de acordo com o IBGE, os abastados membros do Ministério Público apartam-se dos demais. A ponto de um procurador de Minas Gerais considerar um salário-miserê os R$ 68 mil mensais percebidos em 2019 – considerados os indefectíveis penduricalhos.

Diante das estapafúrdias declarações de Rodrigo Janot, comento aqui apenas o caso dos procuradores. Mas juízes não perdem em nada no quesito de moralidade pública. Ou da falta dela.

Quem controla o controlador?

Sobressaem, assim, duas conclusões importantes.

Primeiro, a de que o presidente Jair Bolsonaro acertou em não ceder ao lobby da casta do MP. Indicar o procurador-geral da República (PGR) é prerrogativa presidencial assegurada na Constituição.

Seguir a lista tríplice indicada pelos procuradores seria encastelar ainda mais a categoria hiperpoderosa. Augusto Aras, o novo PGR, integra a casta, mas não faz parte da panelinha de procuradores que se entende dona do MP.

Segundo, o Congresso Nacional cumpriu seu papel ao votar a Lei do Abuso de Autoridade. Acertou, também, talvez por outras motivações, ao derrubar parte dos vetos presidenciais.

Não são os juízes e procuradores quem têm que se defender da cidadania que lhes paga os gordos vencimentos. Somos nós, cidadãos, os que sustentam com impostos todo o sistema público, que precisamos de meios que nos protejam das arbitrariedades de todo o funcionalismo.

Autoridade tem quer ser exemplo

A Operação Lava-Jato estabeleceu um marco na história do Brasil. Com ela, pela primeira vez na nossa história, poderosos ricos e brancos amargam a vida atrás das grades por terem roubado dinheiro público.

Entretanto, sistemas que não podem ser fiscalizados tendem à arbitrariedade. Atualmente, juízes e procuradores trabalham num mundo à parte, sem controle.

É preciso integrá-los ao convívio dos demais cidadãos. Para tanto, a categoria não pode ficar imune às investigações fiscais (Receita Federal, Coaf) e policiais (Polícia Federal, Polícia Civil).

Ao contrário, como responsáveis por fazer justiça, devem todos ser fiscalizados com maior rigor, já que o exemplo deve vir das autoridades. Se não faz nenhum sentido que parlamentares disponham de foro privilegiado, tampouco juízes e procuradores devem tê-lo.

A incontinência verbal de Janot fez soar mais um alerta contra o mal do poder sem controle e sem fiscalização. Não se pleiteia que o MP pare de investigar e denunciar, mas que seus membros sejam submetidos ao mesmo rigor dos demais cidadãos.

mateus-bandeira* Mateus Bandeira foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul, secretário de Planejamento do RS e candidato ao governo gaúcho

Artigo: A Imbecilização da política; por Glauco Fonseca*

Artigo: A Imbecilização da política; por Glauco Fonseca*

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De uma hora para outra, a partir da eleição de Donald Trump, iniciei a observação das forças reagentes que se formavam nos EUA. O “levante” da imprensa e das comunidades artística e intelectual foi e tem sido de um vigor impressionante, mas de baixíssima qualidade factual e mesmo argumentativa. Quase a totalidade dos meios de comunicação, dos formadores de opinião e dos eleitores e políticos do então Partido Democrata (de Obama e Hillary) passaram a adotar o “vale tudo” como forma de ataque ao presidente Republicano, que está fazendo uma das melhores administrações da história americana.

O mesmo acontece no Brasil desde a posse de Bolsonaro. O comportamento de jornalistas, editores e oposicionistas em muito já ultrapassou os limites do razoável. Mentiras, notícias falsas, hackers, um Supremo Tribunal totalmente contaminado e enciumado porque o país avança em termos morais e éticos à sua total revelia, compõem um conjunto de ruídos sem nexo, que eclodem em tons cada vez mais agressivos e somem, no outro dia, por absoluta falta de conteúdo ou de consistência. Nas sociedades onde a democracia volta seus olhos para um pensamento mais conservador, a ebulição dos inconsoláveis perdedores não cessa, cresce, mas perde maturidade e razoabilidade.

Cheguei a pensar que se tratasse de um processo de infantilização da política como um todo. Afinal de contas, tal como crianças malcriadas, a esquerda não consegue aceitar as regras nem o jogo quando este não a favorece. Se uma criança perde num jogo qualquer, normalmente ela fica braba, reclama e até chora. Pode até ficar agressiva, necessitando de contenção por parte dos pais. Comecei a observar um deputado de esquerda quando perde uma votação ou um debate. Tentam reescrever a cena inteira, culpam agentes externos, vitimizam-se e jamais são capazes de aceitar um resultado contrário. Nem desculpas por seus erros são capazes de pedir.

Eis que descobri que as crianças, diferentemente dos esquerdistas, são – sim – capazes de aprender, de discernir o certo do errado e não reincidir em alguma contravenção social. Mesmo as crianças mais birrentas possuem capacidade intelectual e moral para saber que roubar é errado, que as ordens de pai e mãe têm de ser respeitadas e que mentir é feio. As pessoas adultas com pensamento e trejeitos esquerdistas têm demonstrado que não são “infantilizadas” na política. São fruto, isto sim, da imbecilização de seu ambiente familiar, da baixíssima qualidade de seus mestres e da fraca consistência moral e ética das comunidades onde foram educadas. Crianças são seres infantis. Esquerdistas são criaturas imbecis.

Cheguei à conclusão de que, nas lidas sociais, como na política e no jornalismo, na arte ou na literatura, não se pode buscar respostas como se faz na matemática ou na física. Os seres humanos ainda são intelectualmente capengas, limitados e incapazes de perceber a verdade, ainda que esfregada em suas córneas. Enquanto ainda houver pessoas capazes de dizer que Lula é um preso político, que o socialismo é algo sustentável ou que a Operação Lava-Jato é uma organização criminosa, a certeza de que ainda somos imbecis pré-históricos vai prevalecer.

Glauco-150x150*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos

Opinião: Das Independências da magistratura e da imprensa

Opinião: Das Independências da magistratura e da imprensa

Artigos Comunicação Direito Notícias Opinião

Desde sexta-feira(12.07), quando comentei no SBT Rio Grande – 2ª Edição, o fato de uma juíza ter determinado a soltura de traficantes flagrados com 4,6 toneladas de maconha pela Brigada Militar, tenho sido confrontado por internautas.

Alguns deles escrevem sobre o meu desconhecimento da lei e garantem que bandidos – mesmo que sejam assassinos ou traficantes -, devem ganhar a liberdade se houver excessos das forças policiais na hora da prisão.

Respondi a alguns e para poupar meu tempo em “futuros embates”, resolvi escrever sobre o assunto.

Afinal, o que deixa milhares de cidadãos, pagadores de impostos, indignados como eu é pensar que homens e mulheres da nossa Brigada Militar, com salários atrasados arriscam a vida para prender bandidos que disseminam mortes e degradam a sociedade, para que uma juiza, com seu salário em dia solte-os.

Repito, na minha opinião os custos desta nova busca deveriam ser ressarcidos pela magistrada Lourdes Helena Pacheco da Silva.

Infelizmente, não há legislação para isso.

Não há dúvidas que os magistrados têm a absoluta e total independência para decidirem as questões jurídicas que lhes são apresentadas. Como também eu – integrante da imprensa brasileira -, tenho o direito constitucional de divulgar os fatos e, se assim entender, fazer críticas. E ninguém, nem eu, nem os integrantes do judiciário estamos imunes a elas.

No caso concreto, se houve – atenção, para esse se – constatação de abusos policiais na prisão em flagrante, não poderia o ato de “prisão administrativa” ser homologado. Entretanto, a jurisprudência é igualmente segura no sentido de que, mesmo sendo ilegal o flagrante, em casos como esses que atentam contra a ordem pública – traficantes foram presos com 4,6 toneladas de maconha – é dever do juiz decretar – inclusive de ofício – a prisão preventiva, com fundamento no art. 312 do CPP.

Por tudo o que li, não há outra possibilidade, não é dado a nenhum magistrado o poder de simplesmente conceder a liberdade aos traficantes e permitir que eles ” sumam dali”. A gravidade concreta do crime é justificativa para a prisão preventiva, situação absolutamente identificável com a enorme e histórica quantidade de drogas apreendidas.

Mesmo sem concluir, o curso de Direito, verifico um erro técnico grosseiro, ao não ter havido a decretação da prisão preventiva, mesmo que se entenda ilegal o flagrante.  Aos leigos e talvez há alguns juizes que interpretam a lei conforme suas ideias, não tenho dúvida ao afirmar que o flagrante – se ilegal -, não deveria ser homologado, mesmo assim a prisão preventiva deveria ser decretada de ofício. Estas seriam as providências técnicas corretas a serem tomadas.

Por isso, a minha crítica a decisão da juiza plantonista Lourdes Helena Pacheco da Silva.

Decisão essa que ainda bem – mesmo que infelizmente tarde demais para manter os traficantes presos -, foi reformada pela juiza Vanessa Gastal de Magalhães, que entendeu que um consórcio de traficantes que movimenta 4,6 toneladas de maconha, não pode ter seus integrantes livres para seguirem colocando em risco a nós cidadãos.

A minha crítica não é e nunca será contra a independência do juízo de decidir, mas contra erros técnicos que fazem com que nesse momento nossas Forças Policiais tenham que estar de novo nas ruas, arriscando a vida dos seus homens, para prender bandidos que já estiveram sob tutela do Estado e incompetentemente, por uma interpretação indevida da lei, foram libertados.

ATÉ ONDE? ; por Pablo Queiroz Rocha/Delegado da Polícia Civil

ATÉ ONDE? ; por Pablo Queiroz Rocha/Delegado da Polícia Civil

Destaque Opinião

Chega a mim a notícia de que há pouco, na zona leste de Porto Alegre dois Policiais Militares tombaram em combate, vitimados por tiros de FUZIL.
Dois Policiais mortos por ARMAS DE GUERRA.
Quem aceitaria guerrear contra inimigos em guerra não declarada?
Quem Entraria numa guerra sem as excludentes de ilicitude de tempos de guerra?
Quem deixaria de atirar contra alguém que, de posse de ARMA DE GUERRA, se encontra em posição oposta e pronto a atirar?
Quem de vocês se sente plenamente seguro?

Ainda que se verifique no correr das investigações que se tratam de armas de calibre inferior aos de fuzil.
Até onde vocês, população vão ficar assistindo e aplaudindo feito idiotas as mentiras da esquerda de que o crime se combate com desencarceramento e sem armas pesadas nas mãos de policiais ?
Até que dia poderão fingir-se de desentendidos?

ATÉ ONDE A POPULAÇÃO ESTÁ DISPOSTA A SE FINGIR DE DESENTENDIDA, DE QUE ACREDITA NAS FALÁCIAS DESARMAMENTISTAS E DESENCARCERADORAS?

Quantos de NÓS, POLICIAIS 👮‍♀️ teremos de morrer para que vocês, POPULAÇÃO acordem e percebam que estamos morrendo todos juntos? Um a um. Para que as mentiras permaneçam?

ATÉ ONDE ISTO E ESTES IRÃO?

Minha solidariedade à família Brigadiana.
Até onde? Até quando?

13043660_10208411498659054_7356827984225783307_n*Pablo Queiroz Rocha, Delegado da Polícia Civil RS

Editorial de O Estado de São Paulo: Muito a esclarecer

Editorial de O Estado de São Paulo: Muito a esclarecer

Notícias Opinião
 Causou compreensível estupefação o conteúdo de conversas atribuídas a integrantes da força-tarefa da Lava Jato e a Sergio Moro, então juiz responsável pelos processos relativos à operação e hoje ministro da Justiça. Se as mensagens forem verdadeiras, indicam uma relação totalmente inadequada – e talvez ilegal – entre o magistrado e os procuradores da República, com implicações políticas e jurídicas ainda difíceis de mensurar. Por muito menos, outros ministros já foram demitidos.

As conversas, divulgadas pelo site The Intercept Brasil, que diz tê-las recebido de fonte anônima, se deram por meio do aplicativo de celular Telegram, entre 2015 e 2018. São, portanto, mensagens de caráter privado, e sua interceptação, sem mandado judicial, é criminosa, razão pela qual são inválidas como prova num eventual juízo e, em princípio, não podem ser aceitas como evidência de vício em decisões judiciais tomadas no âmbito da Lava Jato.

No entanto, presume-se que os efeitos políticos da divulgação dessas conversas serão graves. Não é possível ficar indiferente à suspeita, levantada pelas mensagens, de que o então juiz Sergio Moro pode ter dado orientações ao procurador Deltan Dallagnol, responsável pela Lava Jato, em casos relativos à operação. Como explicou o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, “a troca de mensagens entre juiz e Estado acusador tem de ser no processo, com absoluta publicidade”, e não por meios privados, sugerindo a intenção de trabalhar em parceria – o que cria gritante desvantagem para a parte acusada.

Nem o ministro Sergio Moro nem os procuradores citados desmentiram o teor das conversas divulgadas. Em nota, Moro limitou-se a criticar “a falta de indicação da fonte” – que nenhum jornalista é obrigado a revelar – e a “postura do site, que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo” – embora não haja nenhuma regra que obrigue o repórter a ouvir quem quer que seja antes de publicar uma reportagem. Sobre as mensagens em si, o ministro Moro disse que, em sua opinião, “não se vislumbra qualquer anormalidade”.

Leia a íntegra em O Estado de São Paulo

Opinião: Acadelou-se, ainda mais, o Judiciário; por Ben-Hur Rava*

Opinião: Acadelou-se, ainda mais, o Judiciário; por Ben-Hur Rava*

Destaque Direito Negócios Notícias Opinião

Que os juízes conservadores são maioria no Poder Judiciário isso é sabido desde o Brasil Colônia. Na atualidade, porém, têm sido a mão e a caneta que legitimam, via de regra, as decisões dos demais Poderes e, principalmente, do poder econômico proveniente da classe empresarial, que é o que realmente constitui o verdadeiro poder. Isso é um fenômeno que a política e a sociologia explicam já que na visão deles o direito deve ser “neutro”, embora neutralidade eu só reconheça em shampoo e sabonete. Aos demais Poderes o Judiciário age em nome da estabilidade e da manutenção da ordem e da paz social, servindo de anteparo ou camada que absorve os impactos para que não se cause rachaduras nos alicerces do estamento burocrático nem se esgarce o já combalido orçamento público.

Tomemos, por exemplo, na área do direito público, a materia tributária. As decisões judiciais são, em sua maioria, pró-Fisco porque os juízes sabem quem maneja o chicote e lhes acena com o petisco. Sabem quem lhes paga o sustento nababesco dos privilégios amealhados. Não há como querer rapar ou lascar o cofre da viúva. Outro exemplo, vem da área do direito privado, que é o direito do consumidor. Desde a edição do CDC – novidade alvissareira nos primeiros anos, mediante decisões inovadoras pró-consumidor – paulatinamente a jurisprudência foi sendo alterada para privilegiar os conglomerados econômicos e grupos empresariais em nome da liberdade econômica e do equilíbrio fictício entre as partes. Para muitos juízes os consumidores passaram a “abusar” de seu direito ante o descarado descumprimento da lei por parte dos sacrificados empreendedores nacionais.

Quem não ouviu falar na “indústria do dano moral” ou na clássica “mero dissabor”. Eu mesmo cansei de ler em acórdãos, quando Coordenador Executivo Estadual do PROCON-RS, que as multas aplicadas pelo órgão eram “draconianas”. Pobres fornecedores de produtos e serviços. Após a reforma trabalhista nem entro nessa seara. Meus estudos em Ciência Política discutem a teoria da captura das agências reguladoras pelo poder econômico. Lamento dizer que após a reunião de ontem no Palácio do Planalto, do Ministro Toffoli com o Presidente Bolsonaro, dando aval ou cheque em branco às reformas, o Poder Judiciário mais que capturado, mostrou que está acuado, como sempre esteve.

Se na ditadura esteve silente e omisso com as violações aos direitos humanos cometidos pelas razões de Estado, na democracia está vinculado ao desrespeito à Constituição em nome dos privilégios e das causas escusas. Se o ato escandaloso de alguns, uma minoria, diga-se, de venderem sentenças em gabinetes, à socapa, apesar de nojento e lamentavel não era problema, imagine, agora, vir à luz do dia abraçados com uma das partes que amanhã poderá sentar no banco dos réus, como é o caso do governo. O resultado da sentença já sabemos de antemão.

O tal homem comum ou médio, que é um modelo sociológico padronizado, diria entre um mate e outro, lá na fronteira, lendo os jornais matinais, que o Judiciário se acadelou, mais uma vez.

 

Ben-Hur Rava*Ben-Hur Rava, advogado Rava advocacia & consultoria

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

Artigos Destaque Economia Educação Opinião

O COAF é um dos inúmeros subprodutos da mentalidade coletivista estatista que assola o mundo.

Ele existe porque o governo acha que liberdade e privacidade se subordinam à vigilância e segurança.

Claro, vigilância e segurança dele, o governo.

O governo quer saber o que fazemos com o que é nosso porque, como ele mesmo tem muito poder para intervir nas nossas relações, se dá ao luxo de seguir o dinheiro para ver quem não está dentro dos conformes estabelecidos por ele mesmo.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a corrupção dos agentes do próprio governo e o enriquecimento ilícito, ele quer também, principalmente, xeretar na vida das pessoas e combater o tráfico de drogas, a sonegação fiscal e mesmo o enriquecimento privado do qual o governo sempre ambiciona um naco.

Terrorismo e corrupção são as únicas atividades violentas nesse rol, as demais são indivíduos ou grupo de indivíduos interagindo para produzir, comerciar ou consumir o que contratam livremente.

Só a existência do COAF, de leis que obrigam os bancos e outras instituições a informarem o que deveriam manter sob sigilo, mostra que vivemos num estado de sítio, onde os direitos individuais, entre os quais à liberdade e à propriedade, são violados sistematicamente.

Interessante é saber que a sociedade não apenas não crítica a existência dessa aberração cívica, como a aplaude.

De novo, não se resolve problemas como corrupção ou enriquecimento ilícito atuando sobre as consequências, devemos tratar das causas, entre elas, a necessidade da redução drástica dos poderes do estado para proteger nossos direitos.

O COAF é mais um enxugador de gelo que ajuda a produzir água congelada.

O dia em que uma investigação criminal batesse à porta de um banco, caberia aos investigadores obterem autorização judicial para vasculharem o que estivesse relacionado com o crime investigado. Isso é estado de direito. Qualquer coisa fora disso, é estado policialesco.

Discussão profunda não é se o COAF vai ficar com A ou B. Devemos discutir se o COAF deveria existir, se tem valor, para quem e para o quê.

Roberto-Rachewsky*Roberto Rachewsky, Empresário

 

 

 

 

ASSISTA: Liberalismo – o empresário Roberto Rachewsky no Programa BahTchêPapo com Felipe Vieira

ASSISTA: 21h30/TVU: Felipe Vieira entrevista Roberto Rachewsky, um liberal em Cuba

 

 

 

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

Artigos Destaque Opinião

​O radicalismo das redes sociais é uma obviedade. Mas ao contrário do que muitos defendem, considero o conteúdo destas plataformas a reprodução do que se observa no cotidiano. A falta de educação é gritante. A ausência dos mínimos gestos de respeito salta aos olhos. “Ser humano” é, quase sempre, apenas uma força de expressão. Todo pai ou mãe conhece a histórias das “palavrinhas mágicas”. Trata-se do resumo da importância do uso de expressões como “bom dia”, “até logo”, por favor”, “desculpe”, “até logo”. E isto precisa ser ensinado na mais tenra idade para forjar cidadãos civilizados. O mais incrível é que a falta de compostura social é reflexo do comportamento dos adultos. Como se sabe, o exemplo é sempre o melhor conselheiro. De nada adianta falar, citar casos de desequilíbrio emocional e não ser cortes no trato social.

Desde piá aprendi a importância da ser educado. Não apenas por cortesia, mas porque toda pessoa educada é diferenciada e orgulha seus pais. Noto isso no meu dia a dia. Costumo dar lugar na hora de sair do elevador, deixo idosas e mulher passarem à frente na filha do supermercado ou na hora de entrar na lotação e cedo lugar quando não há poltronas disponíveis.

A reação das pessoas é incrível. Uma senhora, por volta dos 70 anos, estendeu a mão para me cumprimentar ao ceder lugar na fila da farmácia:

– Meu filho… meus parabéns! Tu deve ter orgulho dos teus pais por te ensinar a respeitar os mais velhos. Isto é tão raro de acontecer que precisei perguntar duas vezes para ti se tinha ouvido direito!
Fiquei muito orgulhoso pelos meus falecidos pais. Mas ao mesmo tempo senti revolta pela ausência dede um mínimo de urbanidade no dia a dia. Moro numa metrópole – Porto Alegre – nem tão grande. São cerca de 1,4 milhão de habitantes onde a má educação é regra, a exemplo de outras cidades. A irritação das pessoas é gritante. Prova disso é a revolta explícita das pessoas, numa fila, quando deixo alguém passar à frente.

A falta de paciência progride para conflitos e agressões e até crimes nos casos mais graves, como nas brigas entre vizinhos ou no trânsito. A cultura da paz, vista como utópica, deveria permear o currículo escolar desde o Ensino Fundamental. As dificuldades neste Brasil em crise, rachado ideologicamente e rapinado por anos de roubo institucionalizado não podem perdurar. Votar bem e dar o bom exemplo se impõe, sob pena de forjarmos gerações de obcecados pelo poder, bens materiais e sucesso a qualquer custo.

A postagem reiterada de imagens que valorizam a ostentação, o exibicionismo, o consumismo e o individualismo são combustível para comprometer a educação indispensável na convivência social. Vivemos uma guerra não declarada, mas não podemos esmorecer, sob pena de do mundo retroceder e se transformar num bando de bárbaros.

*Gilberto Jasper, Jornalista

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

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Desde o início do governo Trump, ele vem sendo fustigado violentamente pela mídia americana (exceção à Fox News e outros pequenos blogs e sites), pelo Partido Democrata, pela elite de Hollywood e pela esquerda internacional, tudo por conta de supostos “conluios” com os russos, que teriam sido responsáveis pelo resultado das eleições em que Trump saiu vitorioso.

Houve inclusive investigações ao longo de mais de dois anos, tudo a partir de um suposto dossiê que teria sido entregue ao FBI por um ex-agente secreto britânico, onde estariam relacionadas todas as “falcatruas” de Trump antes e depois das eleições.

A história é longa demais e com personagens demais para serem contados aqui. Segue um pequeno resumo:

1) Descobriu-se que o dossiê era fabricado e mentiroso, pago por Hillary Clinton e pelo Partido Democrata;

2) Este dossiê foi utilizado pelo FBI e pelo governo Obama para investigar membros da campanha de Trump por um tribunal especial, que fora enganado para autorizar tais investigações.

3) Já se descobriu que todos os envolvidos na perseguição a Trump estavam a serviço de uma CERTEZA de vitória de Hillary, o que não aconteceu.

4) Depois de iniciada a fraude do dossiê, eles não puderam voltar atrás e iniciaram outra investigação, que já dura dois anos e cujos os resultados – ZERO ABSOLUTO – serão apresentados aos americanos nos próximos dias.

Portanto, nada houve e há contra Donald J. Trump. Nada. Nenhum conluio, nada de corrupção, nada, ABSOLUTAMENTE NADA.

Este é o resumo do resumo.

A mídia internacional está em PÂNICO, pois sabe que o “Muller Probe” terá resultados conhecidos em breve e NADA terá contra Trump. Os democratas americanos estão em estado de pavor, pois já sabem que não têm chance contra a reeleição de Donald Trump. A elite americana, principalmente do nordeste americano e da Califórnia, está deprimida e apoiando candidatos obscuros e socialistas de extrema esquerda, que sempre foram e serão rechaçados pelos eleitores americanos.

Eis porque o governo Bolsonaro se alia e apoia o governo limpo, ousado, vitorioso e espetacular de Trump.

E esta aproximação com os EUA é vital para o futuro do Brasil.

Glauco*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos


Senador gaúcho Paulo Paim se omite em meio ao debate para presidência do Senado

Senador gaúcho Paulo Paim se omite em meio ao debate para presidência do Senado

Destaque Opinião

O senador gaúcho Paulo Paim (PT) se escondeu no debate para a presidência do Senado. Nos dois dias de idas e vindas não se ouviu a voz do gaúcho. É claro que após a renuncia de Renan Calheiros, ele sempre poderá dizer – em função do maldito voto secreto -, que não votou e não votaria no senador das Alagoas. Porém Paim, não usou o microfone nem para criticar a falta de transparência da eleição para comando da casa. O problema é que os os outros dois senadores gaúchos Lasier Martins(PSD) e Luis Carlos Heinze(PP) declararam seus votos e com isso deixaram evidente a posição de Paim favorável ao alagoano.

A verdade é que Paim teve duas longas sessões, onde entrou quieto e saiu calado. Nenhuma frase saiu da boca daquele que recentemente foi eleito para o terceiro mandato no Senado pelos gaúchos e com certeza queriam saber a posição dele. E não foram poucas às vezes que Paim falou em transparência em seus discursos, algo que agora faltou a ele nas últimas 48 horas. Desta vez na frente da Nação, que assistiu a vergonhosa eleição, – na tentativa de que os seus eleitores não lembrassem do voto dele -,  Paim preferiu o silêncio dos omissos.