Porto Alegre, terça, 25 de janeiro de 2022
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Carlos França busca desfazer legado negativo de Ernesto Araújo no Itamaraty; O Globo

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Chanceler reverteu apoio brasileiro a embargo americano a Cuba, cultiva boas relações com embaixador da China e investe em diplomacia da vacina; analistas destacam mudança na linguagem diplomática, mas veem dificuldade em mudar imagem do Brasil com Bolsonaro no poder. O chanceler Carlos França depondo ao Senado: desafio de reconstruir pontes dinamitadas por seu antecessor no Itamaraty, Ernesto Araújo Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado

 

 

A política externa brasileira mudou com a troca de chanceler, apesar das limitações impostas pelo presidente Jair Bolsonaro. Carlos França já deixa sua marca em vários movimentos feitos desde o início de sua gestão em abril. Pessoas próximas ao chanceler afirmam que ele planeja reconstruir pontes dinamitadas por seu antecessor, Ernesto Araújo. Seu grande objetivo é resgatar a imagem do Brasil no exterior, bastante abalada sob diversos pontos de vista, principalmente nas áreas ambiental e de direitos humanos.

O movimento mais recente foi feito no fim de junho. Pela 29ª vez, a ONU condenou o embargo americano imposto a Cuba. O Brasil se absteve, ou seja, retirou o apoio dado às sanções em 2019, quando a diplomacia brasileira se aliou de forma inédita aos Estados Unidos e a Israel na questão.

Novas mudanças de percurso não serão surpresa, pois a expectativa é de que o Brasil recorra à abstenção em outros temas. Por exemplo, em 2019, sob o comando de Ernesto, o governo brasileiro acompanhou a posição de países da maioria islâmica, boa parte deles com governos autoritários, em votações sobre direitos sexuais e das mulheres no mais importante órgão de direitos humanos da ONU. Segundo uma fonte da área diplomática, o Brasil tende a adotar uma postura mais discreta.

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