Porto Alegre, terça, 25 de janeiro de 2022
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Jovens conseguem diploma, mas ficam desempregados

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Formandos do Pronatec e de cursos universitários têm dificuldade de alocação em suas áreas e acumulam dívidas. Luciele fez Pronatec em 2016, mas nunca conseguiu vaga na área. No ano passado, ela perdeu o emprego como garçonete, e enfrenta dificuldades com a família que mora na região das ilhas de Porto Alegre - Daniel Marenco - 21.set.2021/Folhapress

 

 

Desempregada em 2013, Luciele Malaguez, 37, tinha passado a madrugada insone quando viu na televisão algo sobre cursos do Pronatec ofertados de forma gratuita. “Brilhou meus olhos quando eu vi a professora falando que dava para fazer, por cliente, cada sessão a R$ 80 ou R$ 100”, diz, sobre a formação como massagista.

Apesar de ter aprendido com os três meses de curso, ela nunca conseguiu vaga na área. Os equipamentos para começar como autônoma também eram caros para que conseguisse bancar. “Gostei do curso. Mas a gente perde a prática. Lembro de alguma coisinha, 300 e poucos ossos do corpo, não sei quantos músculos.”

Com ensino fundamental no currículo, Luciele passou a trabalhar como garçonete, aproveitando outro curso profissionalizante que fez pouco tempo antes, pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), quando estava grávida do filho caçula, hoje com 7 anos.

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