Porto Alegre, sexta, 20 de setembro de 2024
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Para procuradores, Bolsonaro pode ter cometido crime de advocacia administrativa em pressão para trocas na PF; O Globo

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Análise dos procuradores é que, após ter acesso ao vídeo da reunião ministerial, ficou claro que Bolsonaro pressionou Moro por mudança em cargos na PF motivado por interesses pessoais. Imagem registra o momento em que Bolsonaro começou a falar sobre troca na segurança: presidente se dirigiu àqueles que estavam posicionados em seu lado esquerdo (inluindo Sergio Moro, sentado ao lado do vice Hamilton Mourão) Foto: Reprodução

 

 

A equipe de investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia que as provas obtidas até o momento são suficientes para caracterizar que o presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime de advocacia administrativa em sua pressão para trocar postos-chave da Polícia Federal.

A análise dos procuradores é que, após ter acesso ao vídeo da reunião do conselho de ministros no último dia 22 de abril, ficou claro que Bolsonaro pressionou o então ministro da Justiça, Sergio Moro, para fazer mudanças em cargos na PF motivado por interesses pessoais — no caso, a preocupação em proteger familiares e amigos, verbalizada pelo próprio presidente na referida reunião. O vídeo inclusive, na avaliação dos investigadores, traz uma comprovação rara de se obter nesse tipo de crime que é o “dolo”, a vontade de cometer o delito.

No registro audiovisual, Bolsonaro cita seu desejo de trocar o superintendente da PF do Rio em troca da proteção de familiares e amigos. Ele usa a expressão “segurança nossa no Rio”, mas a avaliação dos investigadores é que o termo se refere à Superintendência da PF. O vídeo foi divulgado na sexta-feira por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, relator do inquérito.

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