Livros: Juremir Machado da Silva mostra como a imprensa cobriu a abolição da escravatura e reflete sobre pensamento conservador no Brasil

Livros: Juremir Machado da Silva mostra como a imprensa cobriu a abolição da escravatura e reflete sobre pensamento conservador no Brasil

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Como o Brasil acordou na segunda-feira, 14 de maio de 1888, um dia depois de promulgada o fim da escravidão no país? Como os jornais noticiaram a abolição? Partindo dessas questões, o jornalista e historiador Juremir Machado mergulhou nos arquivos da época e resgatou não só a reação da imprensa, mas também os discursos dos políticos, empresários e jornalistas antes e depois da lei que libertou os escravos, mas não previu nenhuma política de acolhimento nem de inclusão dos negros na sociedade. O resultado dos seus cinco anos de pesquisa resultaram no livro “Raízes do conservadorismo brasileiro”, lançado neste mês de junho pela Civilização Brasileira.

O livro mostra como os discursos e estratégias dos atores sociais da época são semelhantes ao conservadorismo da sociedade brasileira desde então. “O que mais me chamou atenção nesse universo de políticos, fazendeiros, barões do café, jornalistas e outros é o quanto as suas visões de mundo se refletem no agronegócio de hoje, no cinismo dos políticos atuais, na hipocrisia de certos jornais e na insensibilidade com a dor alheia. A retórica conservadora é praticamente a mesma, sempre baseada na chantagem e na disseminação do medo”, afirma Juremir, em entrevista para o blog da editora.

image003(4)A repressão da polícia ao movimento abolicionista, a justificativa estapafúrdia de que a abolição acabaria com a economia do país, os pedidos infundados de indenização por proprietários rurais e a disseminação de preconceitos contra os negros não foram suficientes para barrar o movimento abolicionista. O autor destaca o papel da imprensa independente e também o papel dos próprios escravos, que costuma ser relegado, na luta pela sua liberdade.

“A abolição foi uma conquista dos negros e dos seus aliados que se deu em três frentes: a rua, o parlamento e a imprensa. Por uma vez na vida, tivemos, em paralelo com a imprensa conservadora, uma profusão de jornais abolicionistas que conseguiram disseminar os valores da abolição numa sociedade de maioria analfabeta. Foi uma façanha. Não houve concessão da Coroa nem abolição por exclusiva pressão inglesa ou por imposição pura da dinâmica capitalista. A luta dos homens e das mulheres foi decisiva para desmontar um discurso de naturalização da escravidão”, ressalta.

Juremir Machado da Silva é escritor, tradutor, jornalista e professor universitário. Graduado em história e em jornalismo pela PUCRS, tem mestrado em antropologia pela UFRGS e doutorado em sociologia pela Université Paris V – Sorbonne. Publicou mais de trinta livros, entre ficção, ensaio e tradução. Foi condecorado Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques, pelo governo francês, em 2008, e venceu o 2º Prêmio Brasília de Literatura com a obra Jango: a vida e a morte no exílio, em 2014. Este é seu primeiro livro pela Civilização Brasileira. A obra traz à tona o papel de abolicionistas menos conhecidos e elogia intelectuais abolicionistas famosos como José do Patrocínio, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Ao transcrever os discursos dos políticos, mostra como o romancista José de Alencar, que votou contra a Lei do Ventre Livre, era um “conservador renhido, escravocrata convicto, sempre pronto a sofismar em nome da sua crença”.

Num dos trechos mais chocantes, reproduz trechos da “Lenda da criação do negro”, ficção publicada num jornal do Espírito Santo cheia de clichês racistas, que ainda persistem no imaginário brasileiro racista. “Raízes do conservadorismo brasileiro” mostra que ainda estamos longe de reconhecer e pagar a dívida com a escravidão. “Nesse sentido, ainda somos os mesmos e vivemos como no século XIX”, conclui o autor.

TRECHO:

“O que se vê percorrendo os subterrâneos do passado brasileiro? O que se encontra nos desvãos da história da escravatura no Brasil? Nada mais do que as raízes daquilo que o país continua a ser. Se hoje a Justiça ainda é acusada de privilegiar os brancos ricos, ontem ela servia abertamente aos interesses dos brancos proprietários de escravos. Se atualmente a polícia é suspeita de discriminar os negros, ontem ela era o capitão do mato caçando escravos fugitivos e cumprindo o papel de garantir pela força a ordem da escravidão, a permanência em cativeiro, sob sequestro permanente, de seres humanos traficados da África ou de alguma província do Brasil para outras. Se hoje a mídia é vista como reprodutora da ideologia conservadora, que legitima a desigualdade social, ontem a imprensa era veículo de disseminação de teorias racistas e de ideologias de dominação. O parlamento foi, durante muito tempo, a caixa de ressonância sem estática dos interesses das elites escravistas, em que liberais e conservadores distinguiam-se quase tanto quanto gêmeos univitelinos.”

 

VEJA ENTREVISTA DE JUREMIR MACHADO DA SILVA AO PROGRAMA 21h30/TVU

 

Lançamento será no dia 29 de junho na Saraiva Moinhos, em Porto Alegre, a partir das 19hs

Leia entrevista com o autor no blog da editora: http://bit.ly/2sTfN7G

RAÍZES DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO

Juremir Machado da Silva

Páginas: 448

Preço: R$ 54,90

Editora: Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record

 

 

 

 

Janot cobra R$ 10 mi de Temer e R$ 2 mi do homem da mala

Na cota da denúncia, Janot acusa Temer de ‘ludibriar os cidadãos brasileiros’ que confiaram nele ’54 milhões de votos’; por Breno Pires, Fabio Serapião e Luiz Vassallo

Michel Temer e Ricardo Rocha Loures. Foto: JBatista / Agencia Camara

Na cota da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, protocolada nesta segunda-feira, 26, junto ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu multa de R$ 10 milhões ao peemedebista a título de danos morais coletivos. Ao ex-deputado-federal e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, Janot pediu penalidade de R$ 2 milhões.

O procurador-geral cita as credenciais de Michel Temer como ex-vice-presidente da República, ex-presidente da Câmara por duas vezes, “um dos caciques do PMDB” e ex-presidente nacional do partido para concluir que o presidente “ludibriou os cidadãos brasileiros e, sobretudo, os eleitores, que escolheram a sua chapa para o cargo político mais importante do país, confiando mais de 54 milhões de votos nas últimas eleições”.

Quanto a Loures, Janot diz que o ex-deputado federal “violou a dignidade do cargo que ocupou como Deputado Federal. A cena do parlamentar correndo pela rua, carregando uma mala cheia de recursos espúrios, é uma afronta ao cidadão e ao cargo público que ocupava. Foi subserviente, valendo-se de seu cargo para servir de executor de práticas espúrias de Michel Temer”.

“Não há dúvida, portanto, de que o delito perpetrado pelos imputados MICHEL TEMER e RODRIGO LOURES, em comunhão de ação e unidade de desígnios, causou abalo moral à coletividade, interesse este que não pode ficar sem reparação”, diz Janot. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Para o Planalto, denúncia amplia desgaste do presidente

Auxiliares da Presidência criticam ‘fatiamento’ de investigação formal e falam em ‘perseguição’ de Janot; por Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

A denúncia do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, oferecida nesta noite de segunda-feira, 26, contra o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) era mais do que esperada pelo Palácio do Planalto. Apesar disso, o fato de Janot ter optado pelo fatiamento e encaminhado o relatório ao STF nesta segunda, quando ainda tinha o prazo até terça-feira, 27, deixou os interlocutores de Temer incomodados.  “Nem (Nicolau) Maquiavel (pensador italiano, 1469-1527) teria sido tão maquiavélico”, resumiu um interlocutor direto do presidente, apontando um sentimento que tomou conta do Planalto. Ainda que mirem na artilharia para criticar o procurador, o Planalto reconhece que a concretização da denúncia traz preocupação para a governabilidade e amplia o desgaste do presidente, que fica ainda mais exposto.

Janot foi classificado por um auxiliar como um “serial killer” e aliados admitiram que ser o primeiro presidente denunciado por corrupção no cargo, incomoda muito Temer, que pretendia passar para a história como o presidente das reformas. Para um interlocutor, as críticas a Janot têm procedência. Para esse auxiliar, o fatiamento é um “equívoco” por, segundo ele, “enfraquecer” a denúncia de Janot, a quem imputa “perseguição” contra Temer. Outra fonte ligada ao presidente também vê como “equívoco” o fatiamento da denúncia. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Empresas gaúchas são finalistas do Prêmio Nacional de Inovação.

Participantes do Programa Agentes Locais da Inovação se destacam no principal reconhecimento aos negócios inovadores do País. Vencedores serão revelados nesta segunda-feira, 26 de junho, em São Paulo

O Rio Grande do Sul tem quatro representantes entre os finalistas do Prêmio Nacional da Inovação, que será entregue nesta segunda-feira, 26 de junho, no Transamérica Expocenter, em São Paulo. A premiação é uma promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do SEBRAE. O evento integra o 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria.

Ao todo, foram quase 4 mil inscritos e 34 selecionadas para esta etapa. Em comum, Biotechnos e Simbios, apresentam em seu histórico recente a participação no Programa Agentes Locais da Inovação (ALI), uma iniciativa promovida em parceria entre o SEBRAE e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A gestora estadual do programa no SEBRAE/RS, Michele Seleri, explica que a iniciativa tem o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte, que são acompanhadas por profissionais que atuam no diagnóstico e na proposição de soluções inovadoras em produtos, processos, marketing e gestão organizacional.

A Biotechnos Projetos Autossustentáveis LTDA, de Santa Rosa, existe há 10 anos e concorre nas categorias Gestão da Inovação e de Marketing entre as MPEs ALI. A empresa desenvolve pesquisas para transformação de agentes poluidores em alternativas rentáveis e autossustentáveis. Já a Simbios Biotecnologia, de Porto Alegre, também disputa a premiação em Gestão da Inovação e na categoria Produto. Ela desenvolve soluções em diagnóstico laboratorial para o mercado agroindustrial por meio de pesquisa, desenvolvimento e prestação de serviços de análises e de produção de reagentes.

As outras finalistas gaúchas são Ambiente Verde, de Porto Alegre, e Biotecno Indústria e Comércio, também de Santa Rosa, na modalidade Média Empresa. A Biotecno, especializada em refrigeração médica, concorre nas categorias Produto, Marketing e Gestão da Inovação.

As vencedoras do Prêmio Nacional da Inovação receberão R$ 900 mil pré-aprovados no Edital de Inovação para a Indústria e também participarão de cursos de educação executiva.

Morre na Espanha a fundadora da rede Asun. Asunción Romacho Garcia viajou ao país para rever familiares. O corpo será sepultado na cidade espanhola onde ela nasceu

Morre na Espanha a fundadora da rede Asun. Asunción Romacho Garcia viajou ao país para rever familiares. O corpo será sepultado na cidade espanhola onde ela nasceu

Notícias

Faleceu, aos 88 anos, na madrugada desse domingo, na Espanha, a fundadora do supermercado Asun, Asunción Romacho Garcia, conhecida como Dona Asun. De acordo com informações da família divulgadas nas redes sociais, o funeral será realizado às 17 horas e a missa terá lugar nesta segunda-feira, às 19 horas, na Parroquia de Exfiliana, na Província de Granada.

No dia 13 de maio, foi lançado em Porto Alegre o livro “Asunción – A saga de uma Imigrante”, de Sandra Rocha. A obra é uma biografia da trajetória de Dona Asun. (Correio do Povo)

MP paulista vai investigar Lava Jato em 39 inquéritos

Apurações na área cível envolvem estatais, políticos e agentes públicos citados na delação da Odebrecht

O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou 29 inquéritos civis e desarquivou outros dez como desdobramentos da delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. As investigações envolvem estatais paulistas, agentes públicos e pelo menos 24 políticos citados por executivos da empreiteira, a maioria por suposto recebimento de propina ou caixa 2 em campanha eleitoral.

Mais da metade dos procedimentos (21) se refere a pagamentos de vantagem indevida delatados pelos executivos a pretexto de eleições que vão de 1994 a 2012. Os inquéritos foram distribuídos entre dez promotores do Patrimônio Público e Social. Eles devem apurar se o dinheiro doado para os políticos foi desviado de alguma obra pública paulista, o que pode resultar em ação civil por improbidade administrativa. No acordo de colaboração firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), oito executivos da Odebrecht citaram pagamentos ilícitos envolvendo obras em São Paulo. (O Estado de São Paulo)

16ª Jornada Nacional de Literatura: Pedro Gabriel, Rafael Coutinho, Roger Mello e Zeca Camargo são os escritores da primeira mesa de debates da Jornada. Inscrições estão abertas. As vagas são limitadas

16ª Jornada Nacional de Literatura: Pedro Gabriel, Rafael Coutinho, Roger Mello e Zeca Camargo são os escritores da primeira mesa de debates da Jornada. Inscrições estão abertas. As vagas são limitadas

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“Literatura e imagem: além dos limites do real”. Esse é o tema da primeira mesa de debates da 16ª Jornada Nacional de Literatura, que acontece de 2 a 6 de outubro, na Capital Nacional de Literatura, em Passo Fundo/RS. Para discutir essa temática, o palco de debates da noite do dia 3 de outubro contará com os escritores Pedro Gabriel, Rafael Coutinho, Roger Mello e Zeca Camargo.

Discutir a leitura além do limite verbal. É isso que os organizadores da Jornada e o público esperam na primeira noite de debates do palco principal da Jornada, que nesta edição será denominado Espaço Ariano Suassuna. “A pluralidade de textualidades existentes na sociedade, associada à diversidade de suportes com os quais interagimos comprova uma concepção de leitura aberta, multiplicada. Assim, formar leitores esteticamente sensíveis exige um olhar que contemple o belo que existe tanto na palavra quanto nas demais representações”, justifica um dos coordenadores da Jornada Nacional de Literatura, professor Miguel Rettenmaier.
Jornada - Créditos Arquivo- Fabiana Beltrami
16ª Jornada Nacional de Literatura acontece de 2 a 6 de outubro Foto: Arquivo- Fabiana Beltrami

A imagem, segundo Rettenmaier, é um elemento chave na mediação entre sujeito e mundo. “Ler imagens significa posicionar-se perante objetos estéticos, aparatos ideológicos, produtos de consumo…É importante que se registre nessa mesa, contudo, que a imagem, como representação, produz outra realidade, além daquela que consideramos ‘real’. É como se estivéssemos na linha de uma interseção entre o que julgamos como uma realidade material vivida e uma realidade imagética produzida”, afirma.

O público terá perante si talentos que representam uma geração que fez da imagem um signo essencial.  “Teremos, em Passo Fundo, escritores que construíram um estilo próprio, que não apenas se associou à diversidade de códigos, mas se apropriou deles na tentativa de superar as limitações de nosso olhar, desatento, pouco afeito a questionamentos mais agudos”, garante a também coordenadora da Jornada, Fabiane Verardi Burlamaque.
Diferentes leituras da imagem
Os autores convidados à mesa “Literatura e imagem: além dos limites do real” estão relacionados à questão da leitura da imagem, mesmo que sob evidentes diferenças. Conforme Rettenmaier, Pedro Gabriel ingressou no sistema literário pela lateralidade de uma situação específica: produziu poesias em guardanapos, nas quais o hibridismo entre imagem e palavra resultou em produções muito interessantes, as quais acrescentaram as dinâmicas do sistema literário ao poder das redes sociais, suporte original do autor, antes do livro.
Já Rafael Coutinho revela em seu traço e nas temáticas que aborda o talento de quem quer provocar o leitor. “A novela gráfica Mensur é um exemplo, ao expor na força de seu desenho a capacidade de discutir ‘cicatrizes’, no sentido mais profundo e complexo do termo”, observa o coordenador da Jornada.
Roger Mello é um dos ilustradores mais premiados do Brasil. Está, na Jornada, apresentando-se com sua primeira produção literária para o leitor adulto. “O livro W tem como um dos eixos temáticos a questão da cartografia, o que, de certa forma, nos interessa, já que teremos uma cartografia leitora no aplicativo da Jornada, o JornadApp, no ‘Projeto Transversais: Rotas Leitoras’”, revela.
Zeca Camargo dispensa apresentações, é uma figura polivalente. “Ele transita por múltiplas mídias, que faz uma literatura cartográfica, de viagens, ao mesmo tempo associando-se à grande mídia, à comunicação televisiva. De certa forma, estamos trabalhando com a imagem na amplitude do que se entende pelo termo”, destaca Rettenmaier.
Inscrições para a Jornada
A 16ª Jornada Nacional de Literatura e a 8ª Jornadinha Nacional de Literatura são realizadas pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e pela Prefeitura de Passo Fundo. Os eventos contam com os patrocínios do Banrisul, da Corsan, do Sesi, da BSBIOS e da Companhia Zaffari & Bourbon e com o apoio do Ministério da Cultura, além da parceria cultural do Sesc, dentre outras empresas e órgãos.
As inscrições para a Jornada e para a Jornadinha estão abertas e são limitadas. Os interessados devem se inscrever no portal www.upf.br/16jornada. A programação completa também está disponível no site da Jornada. Informações podem ser obtidas pelo e-mail jornada@upf.br ou pelo telefone (54) 3316-8368.
Sobre os autores da mesa “Literatura e imagem: além dos limites do real”:
Pedro GabrielPedro Gabriel
Pedro Antônio Gabriel Anhorn nasceu no coração do mundo. Mais precisamente em N´Djamena, no ano de 1984. Passou a parte mais bonita de sua infância na África, alternando entre a capital do Chade e o arquipélago de Cabo Verde. É filho de mãe brasileira e pai suíço, mas foi alfabetizado em francês. Sem saber falar português corretamente, chegou ao Brasil em 1996 com uma mala cheia de brinquedos e lembranças. A partir da dificuldade na adaptação ao idioma, começou a prestar mais atenção na grafia e na sonoridade das palavras, a brincar com elas, a tentar entendê-las. Transformou esse distanciamento de 12 anos em poesia. Cada vez que desenha ou escreve, tem a sensação de pagar uma dívida com a sua língua materna. Sua arte o aproxima do que ele é. Em outubro de 2012, inaugurou a página “Eu me chamo Antônio” nas redes sociais para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos bares mais tradicionais do Rio de Janeiro. É publicitário, formado pela ESPM-RJ, e autor dos livros Eu me chamo Antônio (2013); Segundo – Eu me chamo Antônio (2014); e Ilustre Poesia (2016), todos publicados pela Editora Intrínseca. Obras indicadas: Eu me chamo Antônio; Segundo – Eu me chamo Antônio; Ilustre Poesia.
Rafael CoutinhoRafael Coutinho 
Rafael Coutinho é quadrinista, artista plástico e editor. Nascido em São Paulo em 1980, se formou em Artes Plásticas pela Unesp em 2004. Como autor, é conhecido pelos livros Cachalote, parceria com o escritor Daniel Galera (Quadrinhos na Cia – 2010), O Beijo Adolescente 1, 2 e 3 (ed. Cachalote) e As Aventuras do Barão de Munchausen (ilustrador Cosac Naify – 2014) e Forrest Gump (Ed. Aleph –  2016). Como editor, foi dono do selo Cachalote/Narval (2010-2016) e do site de quadrinhos Nébula, do Medium (2015). Como curador, participou dos eventos Bienal de Quadrinhos 2016 e da exposição Ocupação Laerte, no Itaú Cultural (2015), além de coordenador e idealizador do evento DES.GRÁFICA, no MIS-Museu da Imagem e do Som – SP (2016).
Obras indicadas: Mensur; Cachalote; O beijo adolescente; O beijo adolescente 2.
Roger MelloRoger Mello
Roger Mello é ilustrador, escritor e diretor de teatro. Vencedor, na categoria Ilustrador, do Prêmio Hans Christian Andersen, concedido pelo International Board on Books for Young People (IBBY) e considerado o Prêmio Nobel de Literatura Infantil e Juvenil. É hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Vencedor de 10 Prêmios Jabuti. Roger recebeu o Chen Bochui International Children’s Literature Award como melhor autor estrangeiro na China.
Obras indicadas: W
Zeca Camargo
Iniciou sua carreira como repórter em 1987 quando trabalhava na Folha de S. Paulo e foi enviado para Nova York, EUA. Quando retornou ao Brasil, foi chamado para trabalhar na MTV, onde tornou-se diretor de jornalismo e apresentou o programa “MTV no Ar”. Em 1994, passou a comandar o programa “Fanzine” na TV Cultura e, mais tarde, virou editor da revista “Capricho”. Depois disso, em 1996, foi chamado pela Rede Globo para apresentar o quadro “Altos Papos” no Fantástico. Na mesma emissora, apresentou o reality show “No Limite”. Hoje, é escritor, editor-chefe e apresentador do “Fantástico”.
Obras indicadas: 1000 lugares fantásticos no Brasil; Isso aqui é seu; Novos olhares; De A-ha a U2.

Cooperativismo no cenário nacional e regional

Representantes do SESCOOP falarão sobre a força desse sistema econômico no Tá na Mesa da próxima quarta-feira (28)

O poder da parceria a partir do cooperativismo nacional será o tema do Tá na Mesa desta quarta-feira (28). Dois especialistas no assunto são os convidados da Federasul. O presidente da OCERGS (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), Vergílio Perius, para falar sobre o cenário atual, as oportunidades do setor e divulgar novos números, e o presidente do Sistema CNCOOP – SESCOOP, Márcio Lopes de Freitas, que mostrará as cooperativas no cenário nacional.

 

TÁ NA MESA

PALESTRANTE:  Vergílio Perius, presidente da OCERGS – SESCOOP/RS, e Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema CNCOOP – SESCOOP Nacional
TEMA: “O Cenário do Cooperativismo”
QUANDO: quarta-feira, dia 28 de junho de 2017, 12h
ENDEREÇO: Largo Visconde de Cairu, 17, no Centro de Porto Alegre

Porto Alegre: Bandidos com camisetas da Polícia Civil assaltam empresa na zona Norte de POA

Porto Alegre: Bandidos com camisetas da Polícia Civil assaltam empresa na zona Norte de POA

Notícias Segurança

Um grupo de criminosos assaltou uma empresa de materiais elétricos na manhã deste sábado no bairro Humaitá, na zona Norte de Porto Alegre. Conforme funcionários, cinco homens vestidos com camisetas da Polícia Civil chegaram ao local e afirmaram que estavam com um mandado judicial contra um funcionário. Assim que a entrada foi liberada, os bandidos renderam os trabalhadores. Um caminhão com cabos foi levado pelos assaltantes.

O grupo tinha um rádio com a frequência da Brigada Militar e conseguiu fugir do local. Não há informações sobre feridos. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Um andar inteiro para a Urgetrauma no Medplex Eixo Norte

MDP_02_Fachada_diurnaO empreendimento da Cyrela Goldsztein voltado para a área da saúde foi a escolha da gaúcha Urgetrauma para suas futuras operações. A empresa com mais de 30 anos de atuação nas áreas de traumatologia, ortopedia, fisioterapia e raio-X  vai reunir em um só ambiente as instalações que hoje ocupam dois endereços próximos ao Medplex Eixo Norte, na Assis Brasil. Com a compra no 5º pavimento do empreendimento, a Urgetrauma busca garantir maior comodidade e facilidade aos seus pacientes e concentrar a oferta de todos os seus serviços. Cecília Valiati, proprietária da Urgetrauma, salienta que a excelência do Medplex Eixo Norte, preparado e equipado para receber clínicas de grande porte, foi determinante para a concretização do negócio. “Percebemos o diferencial do empreendimento com um conceito pensado exclusivamente para atender as demandas de médicos e pacientes” afirma. “É justamente esse um dos grandes diferenciais do Medplex Eixo Norte, que é disponibilizar uma gama de serviços médicos em um só lugar. Esse conceito inovador na área médica está no DNA do nosso empreendimento”, afirma Adriana Celestino, diretora comercial da Cyrela Goldsztein. O diretor de Novos Negócios e Incorporação da Cyrela Goldsztein, Ricardo Jornada, reforça que a maioria dos prédios convencionais de Porto Alegre não possui características adequadas para receber profissionais e empresas da área da saúde. “Consultórios e clínicas não são salas comerciais e exigem padrões de qualidade e segurança diferenciados”, destaca.

O Medplex Eixo Norte faz parte de uma franquia de empreendimentos de sucesso na área médica. O primeiro lançamento foi o Medplex Santana, que será entregue nos próximos meses para Porto Alegre.